LRW - caçadora de demônios
5 Porque minha vida é tão complicada?
Notas iniciais
Narradora POV’s on
Um homem andava em uma rua deserta, ele havia acabado de sair da boate, estava desconfiado da morena ex-namorada do Castiel, era difícil uma Hyuuga ser heterocrômica. Ouviu um miado, era um gato, ou melhor, era uma gata branca rajada de tons cinzas, que estava encharcada de sangue, e tinha os mesmos olhos da garota da boate, sorriu de lado pensando que tinham algo em comum, além da heterocromia, os dois eram transmorfos.
Chegou mais perto da gatinha, que se encolheu.
– Calma, não irei te machucar. – disse tentando acalma-la, mas a pequena havia desmaiado.
Ele a levou para a sua casa e cuidou de seus ferimentos, o que comprovou sua teoria de que ela era humana era um corte muito profundo para um animal.
Narradora POV’S off
Lavínia POV’S on
Quando voltei do meu último desmaio, vi que alguém tinha feito um curativo na minha barriga, que já não doía tanto, eu ainda estava na forma animal. Ouvi um barulho e uma porta foi aberta, imagino eu que era um banheiro, saiu de lá o homem de ontem e ele estava sem camisa, por sorte os gatos não coram, se não eu estaria igualzinha a um tomate agora (quase tive uma hemorragia nasal). Realmente era um homem muito bonito.
– Ah, você acordou! Já estava preocupado, você ficou desacordada por 4 horas – o Nany já deve estar louco com a minha demora – sugiro que assuma a forma humana, vai ser mais fácil fazer um curativo, você tem muito pelo agora – ele sabe que eu sou humana, isso é um problema, mas eu encarei ele fingindo não entender nada do que ele tinha falado – eu não vou te machucar, ok? Confia em mim, sou um transmorfo também – pensei no que ele disse, se ele tentasse alguma coisa eu já estava bem o suficiente para matá-lo, decidi acreditar nele e me levantei – tem roupas para você no banheiro – ele disse apontando para a porta de onde ele havia saído, eu entrei me transformei e fechei a porta atrás de mim.
Quando eu me transformei em animal minhas roupas ficaram para trás, ou seja, eu estava nua. Olhei em volta achei a roupa que ele tinha falado uma bermuda jeans, uma camisa longa, roupas íntimas e um par de chinelos. Tomei um banho, tecnicamente eu tentei tomar banho, pois a água fez meu ferimento doer novamente.
Vesti-me, mas não consegui vestir a bermuda, o corte era bem onde eu iria fechá-la. Sai do banheiro normalmente, ultimamente ando bem sem vergonha. Mas eu agradeço não poder corar. Ele estava distraído quando eu saí, nem me viu.
– Unh... – ele me olhou e corou, hihihi que fofo – desculpa, mas a bermuda iria me machucar – fingi estar com vergonha – sinto muito pelo transtorno – eu realmente sentia e queria ir para casa – preciso ligar para o meu irmão, ele já deve ter enlouquecido me procurando.
– Claro – ele saiu do quarto e voltou com uma mochila, a minha mochila – aqui estão suas coisas.
– Obrigada... hun... Qual seu nome mesmo? – Sorrir abertamente, agora poderia ligar para o Nany.
– Meu nome é Lysandre. Como se chama? – ele sorriu para mim (e que sorriso hein) estava sentado na cama e fez sinal para eu me sentar também.
– Eu sou Lavínia... – eu ia falar alguma coisa, mas meu celular tocou, pisquei para o Lysandre e me virei de costas para atender o celular – Fala Nany.
– Fala Nany?!? Você manda um vampiro recémtransformado para cá, ele me diz que você esta ferida, eu vou te procurar, não te acho e você só fala isso?! – ele tem razão.
– Desculpa Nany. É que aconteceu um imprevisto, um amigo me achou. Estou agora na casa dele. Já vou para casa, ok? Não se preocupa que está tudo bem.
– Tudo bem. Mas se você não chegar em 2 horas eu vou contatar Hella, e daí você vai ter problemas. Cuide-se maninha – e desligou na minha cara, estava bastante irritado e agora eu também estava.
– Desculpe-me, só tentei te ajudar, não queria te causar problemas – ele baixou o olhar, tinha ficado triste? Como assim? Ele não fez nada! Sentei-me ao seu lado na cama e peguei sua mão, primeiramente para saber se ele estava falando a verdade (eu tenho esse poder) e em segundo lugar para confortá-lo.
– Meu irmão exagera às vezes, ele se preocupa comigo até demais. Você me ajudou muito, o Nany não sabe fazer curativos, essa parte é comigo, eu provavelmente ia estar sangrando até agora se fosse depender dele – sorri de forma carinhosa para ele, olhei-o nos olhos e agora que eu notei que ele era heterocrômico também (seu olho direito é da cor âmbar, e o esquerdo é verde igual ao meu). Toquei seu rosto e ele estremeceu ao meu toque e me olhando nos olhos – eu não tinha reparado na sua heterocromia e... – ele tirou minha mão bruscamente de seu rosto e se levantou da cama.
–E o que? Vai me julgar agora? Odeio pessoas que julgam pelo exterior – ele falou num tom tão grosso que, emotiva e irritada do jeito que eu estava eu ia acabar fazendo besteira, mas tentei amenizar a situação continuando com o que eu ia falar.
–... O tom de verde do seu olho é igual ao do meu – olhei para ele com a minha cara de “se gritar comigo te mato”.
– Não vai me julgar? – me encarou de uma forma muito fofa (assim eu me derreto!).
– Seria muito irônico se eu te julgasse justamente por algo que temos em comum – sorri de forma sarcástica.
– Verdade, mas por que seus olhos estão iguais agora, por acaso colocou lentes? – levantei e me olhei no espelho, meus olhos estavam iguais, ambos perolados. Péssimo sinal.
– Er...Eu tenho que ir – tentei pegar minha mochila na cama mas quando fiz isso minha barriga doeu muito e eu me encolhi – que merda, porque essas coisas só acontecem comigo? – abracei os joelhos me segurando para não chorar por conta da dor. Lysandre me pegou no colo, tentei protestar, mas não estava em condições de falar nada, senti que ele me colocou sobre a cama.
– Vou refazer o curativo, ok? –assenti com a cabeça, ele me olhou e corou – bem, é que... Suas roupas... – ah, entendi. Se ele abrisse a camisa que eu estava vestindo, eu iria ficar somente de roupas íntimas, por isso ele corou. Sorri de lado.
– Não tem problema, se você não fizer o curativo vai ser pior – comecei a abrir a camisa, quando terminei, ele já estava muito corado, parecia até um tomate – hihihi, você fica muito fofo corado! – ele riu com o meu comentário
– E você? Não cora? – perguntou começando o curativo, ainda com um sorriso no rosto.
– Já passei por tanta coisa que é difícil ficar com vergonha – o encarei pensativa, nem vi quando ele terminou o curativo.
– Terminei! – disse enquanto eu fechava a camisa — Posso perguntar uma coisa?
– Acho que sim. Vá lá, pergunte – disse fazendo um gesto com a mão para ele prosseguir.
– Não fica brava, ok? – ele pensou — Porque o Castiel terminou com você? É que você parece ser o tipo dele. – fiz uma careta – não precisa responder se não quiser.
– Eu posso até responder, mas se você falar alguma coisa pro Castiel eu te mato – ele riu – não ri que é serio – fiz minha cara de psicopata para ele.
– Prometo não falar nada. É só curiosidade mesmo.
– Bem, quem terminou o relacionamento fui eu, ele gostava de outra, mas continuamos amigos depois disso, nada demais.
– Nada de mais – ele concordou comigo – vai me contar o que houve com seus olhos?
– Er... Preciso ir – disse e tentei pegar minha mochila, mas ele me segurou pelo pulso.
– Me conta? Por favor? — e me olhou de uma forma muito... Como ele consegue ser tão fofo?
– Vou acabar te assustando. Não quero que fique contra mim – sorri de lado, consegui pegar minha mochila e fiquei parada perto da porta – até mais, Lysandre.
Abri a porta e sai correndo, dessa vez sem maiores complicações pelo meu ferimento, desci a escada escorregando pelo corrimão (nem pareço adulta), achei a saída e... Quase enfartei, minha casa é bem na frente da casa do Lysandre.
Corri e entrei, ou seja, assustei o Nany que estava no sofá.
– Ah... unh... – me ferrei, pela cara do Nany vou levar uma bronca enorme, mas ele veio na minha direção e me abraçou.
– Idiota! Tá querendo me matar? Eu sabia que eu é que deveria ter ido nessa missão... – arfei, ele estava me esmagando e eu não estava totalmente recuperada.
– Nany...Ah...Tá me esmagando... Eu estou com um corte enorme na barriga... – ele me soltou.
– Que eu faço? Não sei usar energia curativa e... – ele me olhou — QUE ROUPAS SÃO ESSAS? PORRA!!!! EU PENSANDO QUE VOCÊ TINHA MORRIDO E VOCÊ TAVA NA FOLIA!!!
– PORRA NANY!!!OLHA COMO FALA, NÃO SOU UMA PUTA, OK? – me acalmei — O cara que me ajudou me deu essa camisa e uma bermuda, mas como a vaca atravessou uma espada na minha cintura eu não consegui fechar a bermuda, agora eu preciso curar isso – e dei as costas para ele e comecei a subir as escadas – onde tá o Gaara? – ele deu de ombros – obrigada por nada.
Imaginei que o Gaara ia estar no quarto dele, então bati na porta. Ele abriu e... Abraçou-me? Sério isso?
– Calma Gaara – ele ia se afastar do abraço, mas eu impedi – o que houve?
– Eu estava preocupado! Aquele cara chegou aqui dizendo que você estava morrendo, daí teu irmão enlouqueceu e saiu dizendo para eu te esperar, mas ai ele chegou sozinho e você não tinha voltado... E é isso... – ele apertou o abraço e eu arfei – que foi? – ele separou o abraço e me encarou.
– Eu não estava morrendo exatamente, só fui atravessada por uma espada – ele arregalou os olhos e corou, acho que percebeu a roupa que eu estava – aliás, preciso da tua ajuda – ele concordou com um gesto de cabeça – vou te ensinar a usar energia curativa, daí você me ajuda, ok? Dá-me uns dez minutos e vai pro meu quarto, eu preciso de um banho.
– Ok. – ele concordou e eu fui para o meu quarto.
Quando abro a porta e olho, vejo o recém transformado que eu salvei jogando no MEU PSP, sorte que não sou ciumenta com as minhas coisas.
– Hun, então eu não te mato e você me paga fuçando nas minhas coisas? – ele deu um pulo, hihihi, o assustei . Armin veio correndo na minha direção e...me abraçou...Por que tá todo mundo me abraçando? – Uia! Não me esmaga! – ele se afastou e ficou com uma expressão muito fofa, vampiros não coram, mas ficam com vergonha — pode continuar jogando, não sou tão ciumenta assim com as minhas coisas – disse passando por ele e pegando um pijama para vestir e entrei no banheiro.
Refiz o curativo e quando saí do banheiro encontrei um Gaara olhando furioso para um Armin contrariado.
– O que houve? Porque estão se encarando desse jeito? – perguntei.
– Ele estava mexendo nas suas coisas! – Gaara me falou – e eu tentei impedir, só isso.
– Porque não deixou, oras – falei calma.
– Que? Como assim? — assustei um ruivo.
– Todas as minhas coisas tem um feitiço repelente – olhei para o Armin com a minha melhor cara de psicopata – se ele mexesse onde não devia, iria virar pó. Simples, não? – sorri de lado – agora Armin, me acompanhe – ele concordou, hihihi, mas não perguntou para aonde, levei-o até o banheiro e o deixei trancado lá dentro – Desculpa ai, já te solto! Só vou resolver uns problemas.
– Dá pra pelo menos me trazer o PSP?! – levei até ele — obrigado
– Agora, vamos ao trabalho! – me sentei na cama e o Gaara também.
– O que eu tenho que fazer?
– Feche os olhos – ele fechou – imagine algo bom, algo que te faça ficar em paz...
– Como assim? Não sei no que pensar.
– Bom, eu imagino meus filhos e meus amigos, sei que isso não vai te ajudar muito, mas é o que me faz ser melhor, o que me faz estar em paz – sorri, pensando em como era fácil falar com o Gaara.
– Ok. Vou tentar – ele fechou os olhos novamente e alguns segundos após uma energia azulada cercou suas mãos – está acontecendo alguma coisa? – ele abriu um olho e sorriu quando eu confirmei – que legal. O que quer que eu faça? — a energia já havia se dispersado.
– Vou te mostrar – deitei na cama e levantei um pouco minha blusa, deixando a mostra o curativo, Gaara corou imediatamente – vou tirar esse curativo, daí você concentra energia novamente e coloca a mão sobre o ferimento. Entendeu? – ele assentiu com a cabeça e assim fizemos – obrigada. Sinto-me bem melhor agora – sorri — é tão bom estar inteira novamente.
– Não precisa agradecer – ele piscou um olho para mim – agora acho que vou dormir, amanhã tem aula, vou ter que acordar cedo e já passam das 4 horas da manhã...
– Peraí que eu vou contigo – ele me olhou com uma cara de “O que?”- Já pode sair do banheiro Armin! – falei mais alto para que o mesmo ouvisse – vem Gaara – o puxei pelo braço até seu quarto. Ele fez uma expressão estranha, e eu o olhei séria – nem se preocupa, não vou fazer nada que você não queira – pisquei para ele e me deitei em sua cama – vem cá, se deita aqui – eu bati ao meu lado na cama e ele se deitou – me conta no que você pensou?
Eu nunca tinha visto o Gaara tão vermelho, estava até combinando com o cabelo.
– Er...Eu... Quer dizer... Acho melhor não te contar – ele parou de me encarar.
– Ah, me conta, por favor?Eu estou muito curiosa – fiz olhinhos do gato de botas (vai que funciona).
– Pensei em você – se eu pudesse, eu corava – quando disse “você não está mais sozinho, terá sempre a mim se precisar”, acho que é uma das únicas lembranças boas que eu tenho – ele terminou de falar se virando de costas para mim.
Agi por impulso e o abracei pelas costas, o fiz me encarar, deitei minha cabeça em seu peito, próximo de seu pescoço e estendi a mão para apagar a luz, seria mais fácil conversar com ele assim.
– Eu sinto muito por você ter passado por tudo que passou – falei baixinho em seu ouvido enquanto acariciava seus cabelos – mas, como eu disse, você terá sempre a mim – ele suspirou – é melhor você dormir agora, boa noite – eu ia me afastar mas ele me segurou, me aconcheguei novamente.
– Boa noite – ele respondeu.
***
Acordei sentindo a energia do Nany, ele não podia me ver nessas condições, já havia amanhecido, olhei no relógio e eram 7 horas da manhã e deveríamos estar as 8 na escola, ou seja, estávamos atrasados. Eu deveria acordar o Gaara, mas ele estava tão bonitinho dormindo que nem dava vontade de acordá-lo.
– Gaara – ele resmungou alguma coisa, acariciei seus cabelos – acorda, ou nós vamos chegar atrasados. – ele abriu os olhos – Bom dia! –somente eu conseguia acordar de bom humor tendo dormido apenas 3 horas.
– Bom dia – Gaara se espreguiçou me abraçando, eu ainda estava sobre ele – que horas são?
– Sete horas e nós precisamos estar na escola as 8 – disse enquanto me levantava – vou para o meu quarto, nos vemos depois – pisquei um olho e saí do quarto do Gaara indo em direção ao meu.
– Bom dia! – Nany quase me assustou.
– Bom dia Nany! – disse o abraçando.
– Eu vi que você dormiu com o ruivinho, mas como vocês apenas dormiram não vou falar nada – eu ignorei o que ele falou e entrei no meu quarto, vi que o Armin estava dormindo na minha cama, o ignorei também. Peguei uma roupa e entrei no banheiro, tomei um banho e fiz minha higiene pessoal, notei que meus olhos estavam, os dois, verdes. Sai vestida e pensando em como acordar Armin, ele estava tão fofo dormindo.
– Armin, acorda – disse o sacudindo pelo ombro, ele resmungou – vamos chegar atrasados na escola! – ele abriu os olhos – bom dia!
– Bom dia. Posso saber como vou ir para a escola se eu sou um monstro bebedor de sangue? – ele me perguntou de forma irônica. Fui até minha cômoda e abri meu porta joias e tirei de lá uma corrente prateada, voltei e me sentei na cama.
– Isso é uma corrente de aço élfico – mostrei a ele – é mágico, isso consegue inibir a vontade de beber sangue humano, mas vai ter que se alimentar de animais regularmente.
– Ok. – ele disse enquanto colocava a corrente – Funciona de verdade?
– Era o que eu usava quando não conseguia controlar minha sede sozinha.
– Você consegue controlar a sede sem usar magia? – ele disse espantado
– Consigo, mas porque eu sou quase um demônio, e porque eu já matei tantas pessoas que o sangue humano não me afeta mais. – disse dando de ombros
– Como assim você matou pessoas?
– Matando – revirei os olhos – agora te arruma que eu vou levar minhas malas para baixo – nós temos que sair daqui às 7 horas e 45 minutos, ou seja, tem menos de 15 minutos.
Novamente desci as escadas escorregando pelo corrimão, e totalmente sem querer, cai encima de um Nany que estava conversando com dois homens.
– Desculpa Nany! – disse irônica – foi totalmente sem querer!
– Às vezes você me decepciona Livie, cresça. – ele balançou a cabeça negativamente – Não vou conseguir te levar a escola hoje, mas nossos vizinhos – ele fez um gesto com as mãos indicando os homens que estavam na porta – estudam em KHS, vão levar você, o ruivo e o outro. Aliás, seria educado se você os cumprimentasse.
– Bom dia! – disse os olhando pela primeira vez, o primeiro era o Lysandre, o segundo eu não conheço – Olá Lysandre!
– Vocês se conhecem? – Nany perguntou.
– Foi ele que me ajudou ontem – Nany não ficou muito feliz, acho que se lembrou das roupas que eu estava usando quando cheguei – Você eu não conheço. – Disse me referindo ao moreno.
– Sou Leigh, irmão do Lysandre.
– Você não tem cara de estudante. – Tirei minhas conclusões, ele parecia ter mais de 20 anos, ou seja, velho de mais para ser aluno em KHS.
– Sou professor. — sorriu de lado, ele é tão bonito quanto Lysandre.
– Acho melhor vocês irem para a escola agora, já são 7 horas e quarenta e cinco minutos – Nany estava querendo me tirar de casa, provavelmente tinha uma missão para ele.
– Vou chamar os meninos – e sai correndo as escadas passei pelo meu quarto e encontrei um Armin secando o cabelo – Armin –ele me olhou – desça agora – ele assentiu e eu me direcionei ao quarto do Gaara, o encontrei vestindo uma camiseta – vamos – o peguei pela mão – estamos atrasados – ele concordou com um aceno de cabeça e eu o puxei escada abaixo.
– Livie se comporte – ele me olhou com uma cara de “não mate ninguém”, revirei os olhos enquanto o abraçava.
– Sei me comportar Nany, ou pelo menos sei disfarçar – falei a última parte em voz baixa em seu ouvido – Quando vai levar minhas coisas?
– Mais tarde – os meninos já haviam saído, deixando eu e Nany sozinhos.
– Depois vou querer saber de sua missão. – Disse enquanto saía – se tentar me esconder qualquer coisa, eu irei descobrir da maneira tradicional — nessa forma eu leria seus pensamentos.
– Tudo bem. Cuide-se maninha! – o ouvi dizer enquanto entrava no carro, eu teria uma longa semana naquela maldita escola.
Fale com o autor