LRW - caçadora de demônios

6 Eu não preciso disso...


Notas iniciais
Olá!!!

Eu iria por os fones de ouvido, mas não era educado e eu estava no carro de estranhos. Leigh estava dirigindo, Lysandre no banco do carona e nós três atrás: Armin atrás do motorista, eu no meio e Gaara estava atrás do carona.

Eu estava com uma má impressão, sentia que iria acontecer algo ruim ou que iria encontrar alguém que odeio, nem senti quando Gaara escorou a cabeça em meu ombro, ele devia estar cansado, pois ainda não aprendeu a concentrar energia e não sentir sono, eu como já estava acostumada, não precisava dormir, encostei minha cabeça na sua e fechei os olhos. Eu não precisava estudar, bastava tocar em um livro que todo seu conteúdo iria parar na minha cabeça, mas Nany acha que eu tenho que ter uma vida social, então frequentar a escola é a forma mais fácil de conseguir isso.

– Chegamos – ouvi Leigh falar. Acho que Gaara dormiu, pois ele não se mexeu.

– Gaara – Apertei sua mão e ele acordou – chegamos.

– Ok – ele disse enquanto abria a porta e como ainda estávamos de mãos dadas ele me puxou, saí atrás dele.

– Eu e o Gaara temos que ir até a direção ver o que falta para completar nossa matricula.

– Eu levo vocês. – Leigh falou – Sugiro que vocês entrem as aulas já devem ter começado. – disse para Armin e Lysandre, e fez um gesto para o seguirmos.

A escola era enorme, entramos e caminhamos por quase cinco minutos até chegarmos à direção.

– Vou deixar vocês aqui, já estou atrasado para a primeira aula. – disse enquanto seguia caminho – nos vemos depois.

Bati na porta e escutei um “está aberta” e entrei sendo seguida por Gaara.

– Bom dia! – eu tinha que ser educada, mas recebi apenas um aceno de cabeça como resposta – eu queria saber quais papéis estão faltando na minha matricula e na do Gaara, meu irmão disse para passarmos aqui pela manhã.

– Sou Tsunade. Você deve ser a irmã do Shiranany. Dos seus papéis preciso que você converse com Nathaniel, no grêmio. Do Gaara falta à assinatura do responsável, tem como providenciar? – Gaara abaixou a cabeça, não tinha uma forma fácil de dizer a situação dele.

– Vamos conseguir para a semana que vem.

– Isso é urgente. – ela balançou a cabeça de forma negativa.

– Eu sei, mas vai ser difícil já que nós iremos passar a semana na escola.

– Me consiga alguém que aceite trabalhar na enfermaria de graça, que eu penso no seu caso.

– Eu posso fazer isso.

– Preciso de alguém com experiência.

– Pois então, eu tenho dois anos de experiência, eu fazia como trabalho voluntário na minha antiga escola.

– Ótimo! – ela sorriu – você me tira um peso enorme das costas!

– E quanto à parte da assinatura?

– Vou deixar até a semana que vem, mas nem um dia a mais.

– Obrigada! – eu sorri – quando começo na enfermaria?

– Hoje à tarde. Esses são seus horários na enfermaria – me alcançou uns papeis – esses são os das aulas – me entregou outras duas folhas– vocês irão ficar na mesma sala. Sugiro que procure a sua sala, pois está atrasado. – Ela disse para o Gaara – e você – ela me olhou – procure o grêmio.

– Obrigada – disse enquanto saiamos da sala. Gaara saiu atrás e fechou a porta.

– Olha, sua primeira aula é na sala A201,com o professor Iruka, toma – entreguei o papel com o horário – acho que vou me atrasar um pouco, lembre do que eu te disse ontem.

– Me afastar das pessoas, está certo, vou fazer isso. – chegamos à frente a sala de aula.

– Boa sorte – disse e dei um beijo em sua bochecha – nos vemos depois – segui a procura do grêmio.

Caminhei por quase 10 minutos e me perdi, mas consegui encontrar o grêmio. Bati na porta e entrei. Encontrei um loiro bonito mexendo em uns papeis, ele me viu e sorriu.

– Bom dia! – eu disse sorrindo.

– Bom dia, você deve ser a Lavínia.

– Isso. A diretora me disse para ver uns papéis que poderiam estar faltando para a minha matricula, você é o Nathaniel?

– Sim, vou ver seus papéis. – ele mexeu numa pasta – preciso apenas da assinatura da diretora. Preciso entregar sua pasta para ela, mas estou meio ocupado no momento...

– Eu posso levar se você quiser, já perdi boa parte do primeiro período e o professor não iria me deixar entrar na sala de aula.

– Seria ótimo, muito obrigado. – e me entregou uma pasta – preciso que ela assine e que me traga depois, ok?

– Tudo bem – disse enquanto saia da sala. Possivelmente vou me perder novamente.

Caminhei pelos corredores, como estavam todos em aula estava completamente vazio.

–... Não se meta comigo... – ouvi uma voz masculina dizer, parecia exaltado, ouvi barulho de metal amassado e um rosnado.

– E o que vai fazer? Lobo... – era uma briga entre um vampiro e um lobisomem. Acho que vou me meter.

Entrei na sala da onde vinha o barulho e encontrei o Sasuke, eu me lembrava do Uchiha mais novo, brigando com um ruivo.

– Já chega meninos – eles se soltaram e me encararam – não queremos que a escola seja destruída.

– Quanto tempo você estava ouvindo? – o ruivo perguntou.

– Tempo suficiente para saber o que vocês são.

– Lavínia?! – Sasuke se manifestou, pensei que tinha entrado em coma.

– Você ainda se lembra? – sorri de lado

– Claro. Como poderia me esquecer... – O ruivo iria o socar enquanto ele estava distraído falando comigo, eu não iria permitir um golpe baixo como este, usei minha super velocidade e fiquei a frente de Sasuke e segurei o soco, como eu tinha muita força, nem senti o golpe.

– Não é educado atacar um adversário quando o mesmo está distraído.

– Você é uma vampira?! Você não tem cheiro de vampira.

– É por que eu não estou ativa, mas sugiro não discutirmos isso aqui. Terminem a briguinha de vocês depois. Aliás, qual seu nome ruivo?

– Sasori, Akasuna Sasori.

– Sou Lavínia Rowena Wanke e, pelo que vejo, seremos colegas de turma. Vou estudar no segundo ano.

– Nos vemos depois Lavínia – disse sensualmente antes de sair da sala em que estávamos.

– Lavínia Rowena Wanke? Mudou seu nome? – Sasuke me perguntou.

– As coisas mudaram. Eu nunca fui considerada uma Hyuuga, então não vi a necessidade de continuar usando esse sobrenome.

– O que aconteceu com você naquele dia? – estremeci, mas Sasuke não viu – Eu fui atrás do Itachi e quando voltei alguém tinha enterrado todos os mortos. Pensei que você tivesse morrido.

– Fui eu que enterrei todos os mortos, quando não te achei, pensei que você tivesse enlouquecido por causa da sede. Eu mesma passei por maus bocados por isso. – Lembrei-me da minha pasta – Não vou poder conversar agora, tenho que entregar esses papéis para a diretora. Mas me procure à tarde, vou estar na enfermaria – eu disse enquanto saia da sala.

– Tudo bem – ele me seguiu – espera – eu parei e ele me abraçou – senti sua falta. Não se afaste novamente – eu retribui o abraço.

– Não pretendo me afastar, aliás, não queria ter me afastado...

– Sasuke você está aqui...

Era o Itachi. Separei-me do abraço, fiquei em posição de defesa e rosnei. Eu só rosnava quando me sentia ameaçada, o que não acontecia com frequência.

– Lavínia?!

– Parece que nos encontramos novamente. – disse retornando a minha posição normal. Graças a Hella eu tenho o dom de saber as intenções das pessoas, no caso de demônios, eu sei quando eles fazem algo errado, para não matar sem necessidade, e, infelizmente, Itachi estava do lado do bem, então eu não poderia matá-lo – estou atrasada, tenho que ir – disse passando por ele, mas Itachi segurou meu braço.

– Precisamos conversar... – soltei meu braço e o empurrei com tudo na parede contrária e o mantive encostado na parede.

– Você me transformou em um monstro e eu nunca vou te perdoar, então não temos nada para conversar. Aliás, só não te mato agora mesmo, porque eu prezo meus princípios. – o soltei bruscamente e segui meu caminho até a diretoria.

Bati na porta novamente e ouvi o “está aberta” e entrei, ainda não estava totalmente recuperada.

– O que quer Lavínia?

– Fui ao Grêmio e a única coisa que falta é a sua assinatura – disse num tom mais grosso que o normal e alcancei a pasta.

– Aconteceu alguma coisa Lavínia? – disse enquanto assinava .

– Encontrei com uma pessoa que eu odeio, nada demais.

– Não quero que uma rixa entre vampiros e lobisomens destrua a escola novamente. – olhei para ela surpresa, não sabia que ela conhecia esse meu lado.

– A senhora...

– Não use senhora comigo. Se for considerar, acho que sou mais nova que você. – ela falou divertida. Ri com esse comentário.

– Você é uma feiticeira? Não sinto aura demoníaca.

– Sou. – ela parecia tranquila – Conheci Shiranany faz uns duzentos anos. Acho que não nos conhecemos. Não me recordo com certeza.

– Não me lembro da senh... – ela fez uma careta – de você. Passei maus bocados por essa época então não me recordo de muita coisa.

– Se seu problema não foi com um lobisomem, foi com quem então?

– Com um vampiro, mas eu resolvi sem destruir a escola. Não sou mais assim.

– Tudo bem então. Aqui está sua pasta. – ela me alcançou meus papéis.

– Vou indo. Se eu correr consigo entrar no segundo período. – disse enquanto saia da sala e voltava na direção do grêmio. Caminhei um pouco rápido demais, me distrai olhando pela janela e como eu tenho uma péssima coordenação motora, acabei por trombar com alguém.

– Ei! Cuidado garota! Olhe por onde anda! – era um loiro, muito bonito por sinal, mas que estava com uma expressão irritada.

– Me desculpa. Eu estava distraída e não te vi. – falei enquanto juntava meus papéis que ficaram espalhados quando eu caí.

– Tudo bem – ele suavizou sua expressão – eu também não te vi. Você é nova por aqui? Meu nome é Deidara. – disse enquanto me ajudava a levantar.

– Sou nova sim. Cheguei hoje, por isso estou correndo para resolver minha papelada – mostrei minha pasta – tenho que ir. – comecei a caminhar novamente – Ah, e meu nome é Lavínia – pisquei para ele – nos vemos depois – e entrei na sala do grêmio.

Nathaniel estava, novamente, mexendo em alguns papéis. Será que ele não cansa disso?

– Voltei – eu disse enquanto entrei na sala – desculpa, me esqueci de bater.

– Sem problemas. Conseguiu a assinatura?

– Sim – alcancei a pasta para ele – falta mais alguma coisa?

– Não falta mais nada.

– Ótimo! Vou para a aula agora. Estou um pouco atrasada.

– Qual sua próxima aula?

– Literatura. Com o professor Kakashi.

– Sugiro que corra então. O professor Kakashi não tolera atrasos.

– Estou indo. Até mais. – nem o ouvi responder e sai correndo em direção à sala de aula. Estou com uma sensação ruim, acho que me esqueci de alguma coisa.

Depois de correr por mais ou menos cinco minutos, cheguei à sala de aula. Bati na porta e a abri. O professor me encarou.

– Está atrasada. – ele me olhou com uma expressão monótona. Aliás, porque ele usa máscara? Estamos em uma escola.

– Desculpe. Sou nova na escola e estava resolvendo a papelada da minha matrícula.

– Hoje vou te deixar entrar, mas que não se repita. – entrei na sala de aula – se apresente para a turma – que maravilha, adoro apresentações. Sou irônica mesmo.

– Tudo bem – me virei em direção à turma — sou Lavínia Rowena Wanke – todos me olharam – Ahn... Que mais que é para eu falar? – olhei para o professor.

– Sei lá. – deu de ombros – Alguma pergunta? – se direcionou para a turma.

Um garoto do fundo levantou a mão, pelos olhos era do clã Hyuuga, e pela minha sorte, meus olhos devem estar perolados.

– Seus olhos dizem que pertence ao clã Hyuuga – minha sorte não falha nunca, pena que ela tende para o lado ruim, eu nem preciso de inimigos!

– Longa história. Eu apenas não uso o sobrenome Hyuuga. Não quero falar sobre isso.

– Acho que já deu. Acabou a apresentação. Sente-se Lavínia.

Olhei em volta e vi dois lugares vagos, um na frente do lado da ruiva que eu quebrei o braço na praia, e o outro era no fundo, do lado do loiro que eu esbarrei no corredor. Fui para o fundo, é claro.

– Você tem cara de ser certinha. Veio para o fundão por quê?

– Não sou tão certinha quanto pareço – pisquei para ele.

– Não é o que parece. Quero uma prova.

– O que? – esse cara está me tirando para louca – não preciso te provar nada.

– Unh, sei. – revirei os olhos.

– Certo. Tá vendo o braço enfaixado daquela ruiva? – ele assentiu – fui eu que quebrei – sorri de lado.

– Sério? – fiz um aceno positivo com a cabeça – então foi você na praia.

– Fui eu sim. Agora me deixa prestar atenção na aula – cruzei os braços sobre a minha mochila, que estava em cima da minha classe, deitei a cabeça sobre os braços e fechei os olhos, acho que eu dormi por alguns minutos, ma acordei quando senti Deidara sacudir meu ombro. Vou matar esse cara. – Que foi? – perguntei de olhos fechados e ele apontou para o professor.

– Lavínia, parece que estava prestando atenção na aula – acho que ele foi irônico – poderia me dizer de que livro é esse trecho? – ele apontou para um trecho no quadro, o li e surgiu na minha cabeça o nome “Romeu e Julieta”.

– Esse trecho é de Romeu e Julieta. É bastante famoso, pelo que eu sei.

– Está correto, mas eu não tinha falado nada disso. Como sabia?

– Já li esse livro varias vezes.

– Certo. – ele continuou a explicação.

– Como você sabia? – Deidara cochichou – estava dormindo, nem prestou atenção na aula.

– Eu tenho meus truques.

– Sei. – vou matar esse cara, odeio que debochem da minha cara – em qual casa você vai ficar mesmo?

– Sei lá. Tenho que ver isso ainda. – agora me lembrei do que eu tinha esquecido!

O sinal tocou. Olhei meu horário, o próximo período é o de artes.

– Quem é o professor de artes? – perguntei a Deidara – Não consta no horário quem é o professor.

– É por que não tem professor. – pensei “que legal, não vai ter aula! ” – Mas diretora nos passa alguma coisa parecida. – Parece que eu comemorei cedo de mais.

Saímos da sala e caminhamos até um ginásio. Parece que nós vamos ver um filme, pois havia um telão. Caminhei até um lugar no fundo, onde eu pudesse dormir sem que percebessem. Que cadeira desconfortável! Como pessoas civilizadas conseguem fazer tanto barulho, eu já estava de olhos fechados, quando ouço a voz da diretora.

– SILÊNCIO!!! – as vozes cessaram no mesmo instante, sorri com isso, agora poderia dormir – Gostaria de avisar aos alunos, que a partir de hoje à tarde teremos alguém na enfermaria, causo houver necessidade. Aliás, Lavínia, venha a na aqui frente e se apresente para todos – minha sorte, novamente, conspira contra mim. Levantei-me e segui por entre os alunos até conseguir chegar onde se encontrava Tsunade. Ela me alcançou o microfone.

– Ahn... Er... Eu sou Lavínia, vou ficar na enfermaria, então se houver necessidade, me procurem que eu vou tentar ajudar. – eu disse, fingi que estava com vergonha, acho que funcionou.

– Mas você quebrou meu braço! Não é possível que vamos ter uma louca na enfermaria! – a ruiva maldita perdeu a noção do perigo.

– Isso é verdade, Lavínia? – Karin me olhou com uma expressão de “se ferrou”, revirei os olhos.

– Eu não quebrei o braço dela – Karin mostrou o braço enfaixado, Tsunade levantou uma sobrancelha – tudo bem, eu admito, quebrei o braço dela.

– Por que você fez isso? – a diretora me perguntou com a voz séria, mas sua expressão indicava que ela queria fazer o mesmo.

– Nunca se deve atacar, mesmo que seja um inimigo, com socos antes de tentar resolver o problema com diálogo – eu disse, mas na realidade queria dizer “por que me deu vontade!”, só que não era educado para a situação.

– Entendo – Tsunade falou – mas espero que não se repita – ela me olhou com uma cara de “só se ela merecer” – ainda vai ajudar na enfermaria – a ruiva ia protestar – sem mais reclamações. Agora voltem aos seus lugares que irei iniciar o filme.

Fui para o meu lugar, tinha uma garota de cabelo... Rosa, sentada do lado esquerdo da cadeira que estava minha mochila. Acho que a bolsa em cima do acento era dela.

– Oi? Essa bolsa é sua?

– Ah, olá! É sim – disse pegando a bolsa.

Sentei-me e escorei a cabeça novamente, talvez agora conseguisse dormir, não era uma necessidade, mas eu sou dorminhoca mesmo.

– Dá para tirar essas pernas do caminho? – que grosseria, falar isso para uma garota, no caso para a rosada que estava do meu lado, perái, é o Gaara. Ele se sentou na cadeira do meu outro lado.

– E ai? – Gaara falou.

– De boa. E pra ti?

– Tudo legal. – conversa de drogado, mas deixa quieto, eu não fumei nada e Gaara também não. – acho que vou dormir durante o filme todo – e encostou à cabeça em meu ombro, eu encostei minha cabeça na sua e fechei os olhos, minha cabeça estava doendo muito e isso significava que, provavelmente eu me recordaria de uma lembrança, Hella bloqueia as memórias impróprias para caçadores de demônios, para que não prejudique seu desempenho. Poucos minutos depois eu já estava dormindo.

Notas finais
Só lembrando: Se lerem, comentem.