LRW - caçadora de demônios

1 Capítulo 1 – Minha história


Notas iniciais
Relembrando:- Naruto e Amor doce não me pertencem;- Minha primeira fanfic postada;- Perdoem-me possíveis erros;- Se alguém ler: comente. Isso pode fazer com que eu me anime e continue escrevendo.- Boa leitura ;)

Quem sou eu?

Bem, vou começar por quem eu fui.

Um dia já fui Lavínia Hyuuga (agora eu prefiro Lavínia Rowena Wanke, sim, tenho muito nojo de ser uma Hyuuga), uma das primeiras desse clã. Infelizmente nunca tive meu reconhecimento enquanto estava viva. Bem, mas é claro, como um grande Imperador como o Jhuyan Hyuuga iria reconhecer uma bastarda como eu? É claro que nem em delírio a minha história seria assim, mas como diria Jack, o estripador, vamos por partes.

Minha mãe, pra falar a verdade nunca foi uma mãe para mim, eu simplesmente dormia debaixo do mesmo teto que ela. Ela não me amava, e eu correspondia-a com o mesmo ódio, pois eu sempre pensei: Para que pôr uma criança no mundo, se ela não é desejada, nem vai ser amada depois?

Nessa época houve uma grande guerra e o imperador Hyuuga perdeu dois de seus três filhos para vencê-la. Seu terceirofilho, a mãe, esposa do imperador, levou para longe deste, quando o próprio tentou matá-lo, ou seja, ele era tão inútil quanto eu, mas pelo menos era amado pela mãe. Rowena Hyuuga, bem, essa sim pode se dizer que foi minha mãe de verdade, ela sim que cuidou de mim quando eu mais precisei, nunca vou esquecê-la. Fui criada numa cabana ao lado do palácio, e é claro a interesseira da minha “mãe”, morava comigo. Outro que nunca vou esquecer é Hiashi Hyuuga, quando criança era incrível, meu melhor amigo, também era odiado pelo imperador, era sempre gentil demais, em vez de me tratar mal como os irmãos, ele fazia o contrário, e é claro sempre foi punido por isso. Com o passar do tempo fiquei sabendo que meu melhor amigo havia se tornado um vampiro e um monstro para as filhas como o pai dele foi conosco.

Bom, mas voltando a guerra, como ele estava sem herdeiros, já que a última Hyuuga pura era Rowena, ele não poderia mais ter filhos que desenvolvessem o Byakugan, era muito raro uma criança bastarda nascer com esse dom. Voltando para a minha historia, eu fui à única bastarda que nasceu com o Byakugan, quer dizer, que sobreviveu a mudança. E é claro que o imperador tentou aproveitar da situação, a ideia dele foi algo do tipo: “Eu tenho Byakugan, ela tem Byakugan, se tivermos filhos, eles nascerão com sangue Hyuuga puro”, foi quando me toquei desse fato que, por assim dizer, cuidei para que ele não pudesse ter mais filhos. Ah, mas é claro que eu fui punida, eu passei cinco anos da minha vida sendo castigada, todas as noites eu era chicoteada, mas eu nunca desisti de viver. Nessa época eu tinha dezesseis anos (sim, o nojento, teve aquela ideia ridícula quando eu tinha onze anos).

Mas aquele Hyuuga, não ficou no poder pelo tempo que gostaria, houve outra guerra e essa ele perdeu. Lembro-me como se fosse ontem aquele dia, o dia que os Uchiha venceram os Hyuuga. Naquele dia eu fui tirada das masmorras, trataram de meus ferimentos, mas eu tenho as marcas até hoje. Mas a minha felicidade não durou muito, pois o filho mais velho dos Uchiha, — que já estava desaparecido há dias, eu sabia de tudo porque éramos muito próximos (sim, eu estava apaixonada por ele) -, na primeira noite da primavera, ele destruiu todo seu clã, menos seu irmão mais novo: Sasuke. Este apenas foi transformado em vampiro como eu. Lembro-me exatamente de como aconteceu eu estava no quarto dormindo, quando ouvi os gritos já era tarde demais, já estavam todos mortos, eu vi ele atacar Sasuke, vi exatamente quando ele mordeu o pescoço do mais novo, nessa hora eu gritei, nunca durante esses cinco anos presa eu havia gritado ou chorado, digamos apenas que é horrível ver o amor de sua vida, eu o considerava dessa forma, destruindo as pessoas que ele amava, que eu amava e também se destruindo. Quando vi que ele ouviu o meu grito eu tentei fugir, não queria morrer naquela noite, mas já era tarde, ele estava na porta do meu quarto, comecei a chorar quando ouvi ele dizer “Hun, que linda moça! Seria um desperdício apenas matá-la!” foi quando notei o que ele iria fazer, que eu realmente me desesperei. Sim foi um estupro, por assim dizer, até hoje algumas noites tenho pesadelos com essa noite. Aquilo me destruiu.

Na manhã seguinte quando eu acordei, estava toda suja de sangue, mas o que eu notei foi que eu havia morrido na noite anterior, morrido pelo que ocorreu comigo, e também porque eu estava sem pulso, sim, eu havia me tornado uma vampira. Quando percebi que era um monstro, igual à Itachi, eu fiz uma promessa a mim mesma, jamais machucaria as pessoas, independente se eu teria que morrer de inanição ou cometer suicídio para que isso se realizasse. Como eu estava imunda, decidi tomar um banho, era madrugada ainda, mal o dia havia começado, e independente da forma que eu fosse morrer, eu queria morrer me sentindo pelo menos limpa externamente.

Bem, mas é claro que eu não morri, não definitivamente, pelo menos. Quando terminei meu banho, vi que havia começado um dia maravilhosamente ensolarado. Daí eu tive a ideia de ir para o sol, saí da casa e quando eu tinha pensado em acabar com tudo, ou seja, saí para o sol, bem, digamos apenas que nada aconteceu. Foi nessa hora que eu realmente me desesperei, lembrei-me do que eu li uma vez: “os vampiros que não são destruídos com sol, são apenas aqueles que usam magia para se proteger, ou no caso de vampiras, aquelas que se transformam enquanto estão grávidas, era uma proteção da criança, já que esta também não era afetada pelo sol”. Sim eu estava grávida, de uma menina no caso, mas não seria para ela o que minha mãe foi para mim, pois a culpa não era dela, ela deveria apenas ser amada.

Descobri depois desse episódio que eu conseguia controlar a minha sede, e que o sangue de animais era uma alternativa.

Quando a menina nasceu, dei a ela o nome de Haven, sempre adorei esse nome, mas não dei a ela nem o sobrenome Uchiha, nem Hyuuga, como era um novo começo para nós duas, começaríamos com novos sobrenomes também. Haven ficou com o sobrenome de meu personagem preferido, bem e este se tornou também meu sobrenome, e é claro, uma homenagem a mais para a única mulher que me deu carinho de verdade. De Lavínia Hyuuga me tornei: Lavínia Rowena Wanke, e minha filha: Haven Alanya Wanke. Bom, é claro que fomos muito felizes, até o dia que eu morri novamente.

Bem nesse dia eu bati de frente com a morte, nos estávamos na guerra: eu, Shiranany e Thracy, meus melhores amigos, que me aturavam tanto como vampira, e também me consideravam como uma Irmã. Bem, eu morri com uma estaca atravessada no coração, quem me matou sabia o que eu era.

Quando eu disse que tinha batido de frente com a morte, eu não estava brincando.

Eu acordei num lugar escuro e úmido, pensei que estava apenas delirando, tipo, eu já tinha passado por tanta coisa, até parece que eu iria morrer por uma simples estaca. Quando me levantei (sempre fui desastrada), logo bati em algo, e cai em cima deste, e em quem eu havia trombado? Shiranany e Thacy estavam ao meu lado. Foi nesse momento que eu tive certeza que eu estava morta, pois eles haviam morrido antes do meu acidente com a estaca.

Começamos a andar quando eu avistei um castelo, um castelo enorme. Entramos nele e encontramos uma mulher sentada majestosamente em trono, tudo bem até ai, mas o que me chamou atenção foi que o trono era feito de crânios humanos (super nojento!).

Foi quando ela disse numa voz extremamente cruel: “Quem ousa perturbar o sono de Hella?”.

Eu falei nossos nomes e pedi desculpas por atrapalhar e disse que não iria se repetir, fiz sinal pelas costas para Nany e Thracy fugirem (eu estava um pouco a frente deles, de frente para Hella, e de costas para eles), quando eles foram tentar fugir Hella lançou-se neles, mas eu me joguei em sua frente, fazendo com que eles conseguissem fugir. Em momento algum eu tive medo daquela mulher na minha frente, tive medo apenas que ela ferisse meus amigos, eu pensei e logo ouvi Hella falar na minha cabeça: “Por que você não fugiu com seus amigos? Porque se arriscar por eles?” eu respondi apenas que não tinha medo dela. Quando eu disse isso Hella fez uma cara nada boa, e me perguntou “Se você não tem medo da morte, do que você tem medo?” Raciocinei comigo mesma e lembrei-me de algo da mitologia nórdica (morte = Hella), olhei para ela que afirmou com um gesto e fez sinal para eu responder sua pergunta. Eu a respondi dizendo que eu nunca tive medo de morrer. “Então qual o seu maior medo?” Ela disse em resposta.

Eu apenas respondi que tinha receio de falar algo impróprio e ela destruir meus amigos. Então ela continuou: “Nesse caso lhe faço uma proposta, se responder a minha pergunta, eu mando você e seus amigos de volta para seu mundo, claro que não será como antes, vocês terão dons inimagináveis, mas terão que trabalhar para mim, ou seja, serão caçadores de demônios, você e seus amigos terão o poder de ver e interferir se necessário, no destino destes, para que esses demônios não machuquem mais os humanos, e é claro que você quer saber o porquê, bem esse trabalho é muito chato, e eu tenho problemas maiores para resolver.”

Eu falei que aceitava a proposta e é claro que ela não perdoou, disse que eu teria que responder a pergunta. E eu a respondi dessa forma: “Como posso te dizer..não é que eu não tenha medo da morte, só não tenho medo por mim. Eu preferia mil vezes morrer a ver isso acontecer com alguém que amo. Eu nunca liguei para isso, mas eu sempre fui assim, até quando eu era mortal”.

Depois que eu falei isso ela me encarou com uma cara muito ruim, mas logo suavizou suas expressões balbuciando um “interessante”.

Depois disso eu voltei para o meu mundo, com Shiranany e Thracy.

Mas a vida realmente não é tão perfeita quanto dizem, tudo estava as mil maravilhas, mas eu e Shiranany estávamos nos aproximando muito, é claro que como irmãos, mas Thracy começou a ter crises de ciúmes (eles estavam noivos naquela época), e me confrontou para uma luta, que é claro eu venci, eu sempre fui a mais forte porque conseguia dominar completamente todos os meus dons.

Foi nesse dia que o meu inferno pessoal começou, Thracy não satisfeita abriu um portal para o inferno invocando um demônio-maior, para conseguir aumentar seus poderes. Só que fazer um pacto com um demônio não é tão fácil assim, eles sempre pedem algo em troca, e no caso o demônio pediu para compartilhar o corpo de Thracy, algo complicado de se fazer, mas que aumenta seu poder em centenas de vezes, mas é arriscado por que se perde o controle de seu corpo em alguns momentos.

Logo após ela fazer esse pacto, ela me desafiou novamente, só que uma batalha dessa magnitude seria capaz de destruir um país inteiro. Mas felizmente dentre as minhas habilidades se destacava uma em especial, eu era capaz de criar marcas (selos) para diversas finalidades, nesse dia eu a selei dentro do meu corpo, ou seja, eu tinha a selado em meu corpo. Neste dia eu me tornei uma caçadora de demônios que tinha um demônio selado dentro do próprio corpo (que irônico!).

Daí eu enlouqueci, e acabei matando milhares, se não milhões, de pessoas. Dessa forma eu tive que ter mais um “encontro agradável” com Hella. E pelo que eu fiz, fui condenada a três mil anos de punição (isso mesmo 3.000 anos), e podemos dizer que devido a alguns traumas dessa época, não vou falar a respeito.

Bem, seguindo adiante, ou melhor, fazendo a contagem dos milênios, passei 500 anos como vampira, mais 3500 anos enlouquecendo por causa do selamento, mais 3000 anos de punição pelo anterior, e se for contar as minhas viagens a trabalho por entre as dimensões, são mais 8000 anos, total 15000 anos. Mas daí, outra pergunta importante: E a Haven? O que houve com a minha filha? Bom, meus filhos, no plural, são 4 no total e todos levam apenas o sobrenome Wanke: Haven Alanya Wanke (13 anos), Brian Cristopher Wanke (12 anos), Jason Alaric Wanke e Alicia Stefany Wanke (gêmeos de 4 anos). Sim, eu tenho 15000 anos e a Haven tem apenas 13 anos. Isso somente é possível porque eu posso abrir dobras temporais (eu vou para uma dimensão, e nesta se passa muito mais tempo do que na “dimensão real” que é onde eles ficam).

E agora pela primeira vez na vida, eu estou com receio de novas mudanças. Acho que dessa vez não terei tanta sorte como nas outras vezes, sinto que vou me apaixonar, e isso, para mim, significa problemas. E ultimamente do que eu menos estou precisando é de problemas.

Notas finais
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