Notas iniciais
Oiie! - Perdoem meus possíveis erros. - Se alguém ler, por favor, comente. - Boa leitura ;)

– Mudanças, mudanças, mudanças. Nany você sabe que odeio mudanças! – Lavínia disse, não estava nada feliz com a viajem para Tóquio.

– Você deveria ter pensado nisso ante de atacar a diretora Dayssa em público! – Resmungou Shiranany – Você sabia as regras. Agora ou nos mudamos, ou aqueles demônios que deveríamos matar irão nos matar, tá bem?

Lavínia se limitou a assentir com a cabeça, sabia que ela estava errada, mas jamais admitiria tal ato na frente de seu irmão. Claro que após a diretora Dayssa ter se transformado em um demônio-maior na sua frente, para tentar matá-la, ela não poderia deixar isso passar. No mesmo momento invocou uma espada fantasma e perfurou seu coração, mas é claro que, como todo demônio que depois é mandado para sua dimensão, assumiu a forma humana que tinha antes de ser possuída, e Lavínia teve que incendiar a diretoria para sumir com o corpo. Ou seja, todos os 800 alunos viram Lavínia com uma espada atravessando o coração de uma diretora, o que não era nem um pouco civilizado.

– Desculpa Lavínia, mas essa é a melhor forma. Não somos conhecidos em Tóquio, e lá não se tem muitos casos paranormais, vai ser bem mais tranquilo do que aqui no Brasil, agora vamos.

Lavínia sabia que não seria mais fácil, teria que continuar estudando, coisa que como semi-imortal não era necessário, e teria que se enturmar coisa que como semi-imortal não era fácil.

Não trocaram uma palavra no caminho até o aeroporto, e depois Lavínia dormiu a viajem inteira, sendo acordada por Shiranany quando chegaram.

– Acorda dorminhoca! – Disse a sacudindo levemente.

– Já acordei... — Bocejou e fechou os olhos novamente.

– Vamos, ou vou ter que te fazer cosquinhas. — Disse Shiranany sorrindo.

– Tá! – Espreguiçou-se Lavínia, e num salto se levantou.

O caminho foi longo do aeroporto até a casa onde eles iriam morar, e novamente um silêncio se instalou.

– Você está brava comigo? – Perguntou Shiranany.

– Não — respondeu Lavínia.

– Então porque não esta falando comigo?

– Eu estou só pensando um pouco.

– No que?

– Ah, sei lá. Em coisas como: fazer novas amizades, você sabe que eu não sou muito social, mas eu tenho que manter as aparências,

– Eu sei que é difícil, mas você vai conseguir. Você sempre consegue. – Afirmou Shiranany.

Chegaram a uma casa, bem era mais como uma mansão. De repente Shiranany puxou Lavínia pelo braço, a fazendo parar de caminhar.

– Que foi Nany? – Questionou Lavínia

– Espera aqui um pouco, tenho uma surpresa para você.

Shiranany entrou na casa e logo gritou:

– Pode entrar Lavínia!

Assim que ela entrou ouviu muitas vozes gritando:

– SURPRESA!!!!!!!

Era seu aniversário, e até ela esquecera, não tinha nada para comemorar a muito tempo. Mas todos os seus amigos estavam ali, eram poucos mais vieram.

– Não vou mentir, mas você não cresceu nada nos últimos tempos! – Falou Kendy, de todos era o mais animado – É bom te ver de novo! Senti sua falta.

– Também é bom te ver! Hahaha! Você não mudou nada.

Lavínia olhou ao redor, todos estavam ali, sempre estiveram, sempre que ela precisou: Shiranany, seu irmão semi-imortal, Kendy o feiticeiro, Felipe e Daniel, dois transmorfos, Damon um vampiro, Peter um predador e Henry, o lobisomem.

Ficaram quase duas horas conversando.

– Vamos para a praia? Quero me divertir um pouco. – Falou Kendy.

– Claro, é uma ótima ideia. – Lavínia respondeu, agora já estava mais animada para o que estava por vir.

Uma hora depois já estavam todos na praia, em seus devidos lugares, ou seja, estavam todos na água enquanto Lavínia estava na areia, sentada em uma toalha. A única coisa que ela odiava de verdade era a água. Mas algo chamou a sua atenção:

– Olhem! Aquele é o monstro, que tentou matar sua família! – Um garoto gritou apontando para outro, um ruivo.

– É ele mesmo, vamos pegá-lo! Vamos ensinar a ele que aqui não é lugar de um monstro! – outro gritou.

Quando Lavínia viu, já tinham se reunido envolta do garoto ruivo, havia mais oito junto com aqueles que gritaram no inicio.

– Ele vai apanhar feio – Lavínia pensou – Mas não é problema meu, porque deveria me importar? Que merda, é claro que eu tinha que me importar. – e correu até a multidão que rodeava a briga, seria uma briga se fosse justo, o que não era.

Lavínia POV’S on

– Sério isso? Bom, deixa-me ver. São 10 contra 1, isso não é justo. – Falei para aqueles imbecis.

– O que você tem a ver com isso, vadia? – Perguntou uma ruiva de óculos.

– Vadia é a mãe que te pariu! Agora o soltem – Todos ficaram me olhando, acho que não sabiam o significado da palavra “pariu”.

– Como ousa falar assim comigo? Eu sou Karin, a garota mais popular dessa praia toda. – E veio tentar me acertar um soco, o que não foi muito inteligente da parte dela, porque eu segurei o seu braço e disse:

– Não é legal socar os outros, sabia Karem? – disse ainda com seu braço preso em minha mão.

– É Karin! Sua piranha, agora me solta – e puxou seu braço, mas com a força que eu tenho ela nunca ia se livrar da minha mão.

– Já disse para não me ofender, mas vou te ensinar bons modos, não se preocupe, agora pede desculpas – ela somente riu de forma debochada – Ah, então é assim. Então vou ter que te forçar.

Os meninos (meus amigos) me observavam de longe. Apenas pisquei para eles e mandei um beijinho, sinal que eu dava conta da mocréia ruiva sozinha. Enquanto Karin se distraiu com meu gesto eu apenas levei minha outra mão até seu braço e com um golpe simples consegui quebrá-lo, foi ótimo sentir osso quebrando na minha mão, e a vadia só gritava, aproveitei e falei:

– Vai pedir desculpas agora, ou quer esperar eu quebrar seu outro braço? – Eu adorei ver o pânico nos seus olhos.

– D... Des...Desculpa. – Chorou ela.

– Não é mais educado ter boas maneiras? – Ela apenas assentiu e eu a joguei longe – Quem vai ser o próximo? – todos saíram correndo – Hahaha! Bando de covardes.

Ahh, esqueci-me do ruivo, já deve ter se esvaído em sangue com a surra que levou, olhei para ele, estava semi-inconsciente.

– Oi, você tá legal? – Eu virei seu rosto para mim.

– Por...Por que você me ajudou ? – o ruivo falou.

– Oras, um monstro sempre ajuda o outro. – Ele me olhou, pareceu não entender, mas também não me questionou — Vem, vamos até o meu carro, que eu te dou uma ajuda com estes machucados — dito isto, o apoiei em meu ombro. Quando cuidei de seus ferimentos ele nada disse apenas me encarava, isso tá muito estranho, mano!

– Por que você tá me encarando desse jeito? – Perguntei.

– Nada. – falou e desviou o olhar.

– Não me importo que me olhe nos olhos – levantei seu rosto o fazendo me olhar nos olhos, ele tinha olhos verdes, lindos olhos verdes – Pronto! Terminei esses curativos. Qual é seu nome mesmo? O meu é Lavínia.

– Gaara, Sabaku No Gaara – e desviou o olhar novamente, ele estava querendo perguntar alguma coisa, mas estava com vergonha.

– O que você quer saber? – Me escorei no carro – Pode falar, não vou quebrar seus braços, nem nada ta legal? – eu ri internamente com o comentário que eu mesma fiz.

– Você disse antes, que um monstro sempre ajuda o outro. – Eu assenti, sabia onde isso iria acabar – O...O que...que você quis dizer? – Gaguejou ele.

– Quis dizer que eu sei como é ser julgado por algo que você não teve escolha. Já passei por isso incontáveis vezes. – Ele me olhou, pensando no que falar a seguir.

– Você quer dizer monstro ao pé da letra, ou foi só uma figura de linguagem? – disse ele, medindo palavras.

– Tire suas conclusões. Não vou te matar por expressar suas opiniões. – Respondi.

– Desculpe, mas acho que é ao pé da letra, pois um humano não teria como quebrar um braço tão facilmente. – Ele disse, senti sua expressão ficar rígida, ele estava com medo de mim, e eu adorava provocar medo nas pessoas.

– LAVÍNIA!!! – gritou Shiranany de longe e Gaara deu um pulo, pois se assustou – VAMOS PARA CASA?

– Não sou surda, seu idiota, mas vamos para casa sim. – me virei para Gaara que ainda estava em pânico – não se preocupe, a não ser que você faça algo de errado, não vou matar você. Onde você mora? – perguntei.

– Em lugar nenhum. Fui expulso de casa depois do...ahm...acidente que ocorreu.

– Tá, então você vem comigo lá para casa, porque precisamos conversar melhor. E bem, você esta certo em suas conclusões. Vamos, entra no carro – ele me olhou, mas não me questionou, entrou no carro e não falou mais nada – quero ouvir a sua história, talvez até te conte parte da minha.

Lavínia POV’S off

E não falaram mais nada o resto da viagem.

Chegaram a casa meia-hora depois, ou seja, estava tarde demais para conversar.

– Gaara, que tal deixarmos nossa conversa para amanhã? Hoje eu não estou raciocinando direito, acho que queimei alguns neurônios na praia. – Disse Lavínia com um sorriso de lado.

– Hn, pode ser, eu acho. – Respondeu o Gaara, acho que ele não ficou muito satisfeito por ter que dividir a casa com um bando de demônios.

– Vem, vou mostrar o quarto que você vai ficar.

Subiram às escadas, a maioria dos quartos ficava no segundo andar.

Lavínia POV’s on

– Entra aí. – Eu disse abrindo a porta de um quarto aleatório.

– O que? – Gaara disse

– Só faz o que eu estou pedindo, tá?

Ele entrou, e eu entrei logo atrás.

– Eu disse para você entrar primeiro por que todos os quartos tem um feitiço, é como se ele memorizasse o primeiro que entrar no quarto e permitisse que somente ele administrasse. É meio estranho, mas você se acostuma. Banheiro lá. – Apontei para uma porta – Naquela sala – Apontei para a outra porta – você vai encontrar roupas. Bom, acho que é isso, esteja disposto antes das nove horas, temos muito que conversar. Boa noite.

– Boa noite. – Ele me respondeu enquanto saía do quarto.

Desci as escadas e encontrei Nany dormindo num sofá e Kendy no outro. É claro que só estes iriam ficar em casa, Kendy porque está namorando e Nany porque depois da ultima namorada não quis saber de mais ninguém.

E é claro que eu tinha que aprontar, peguei uma caneta (aquelas para escrever em DVD), e risquei o rosto dos dois, no Nany eu fiz um bigode estranho e sobrancelhas raivosas, no Kendy fiz um cavanhaque e óculos, ficou hilário. Quando eu terminei escondi a caneta, e comecei a subir as escadas, quando estava no topo gritei para eles:

– É melhor irem dormir nas suas camas. – E terminei de subir as escadas. Quando cheguei ao meu quarto ( eu vou matar o Nany, eu odeio rosa) só ouvi um “ amanhã eu te mato Lavínia”, tomei um banho, vesti meu pijama e fui dormir. Eu teria um dia longo amanhã.

Notas finais
Principais links: Roupa de viajem: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=124025224&.locale=pt-br Roupa de praia: http://www.polyvore.com/lrw_ca%C3%A7adora_de_dem%C3%B4nios/set?id=124026417 Pijama: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=124000894&.locale=pt-br Sala: http://3.bp.blogspot.com/-cJastD0TNOc/UajFVCKq_PI/AAAAAAAAdkA/J-LxP215FRc/s1600/casas+modernas+decoradas8.jpg Quarto da Lavínia: http://3.bp.blogspot.com/-JgQwGiJS3cI/TayVE5iw-kI/AAAAAAAAAOk/-dvFNzmuyMI/s1600/quarto+10.jpg Quarto do Gaara: http://2.bp.blogspot.com/-qk7P98-9E3s/T5Sg4CoZX0I/AAAAAAAABtE/jb6tpmHyg1o/s1600/quarto+103.jpg Até o próximo capítulo!