Lágrimas de Maroto - 1ª temporada

1 Capítulo 1: A casa as escuras


Notas iniciais
Oi, oii galera!
Espero que vocês gostem do capitulo, foi escrito com muito carinho!

Ainda estou sem uma arte para a capa da história, porque estou sem ideias, então se alguém tiver uma ideia coloca nos comentário, por favor!

Comentem!! Quero muito saber a opinião de vocês, de verdade!

Beijokas!
JM

O dia aos poucos dava lugar a uma noite cinzenta, o céu assumindo uma tonalidade chumbo, como se um longo manto o tivesse coberto, escondo a luz emanada pelas estrelas.

O breu que espreitava as ruas era, para a maioria das pessoas, um indicativo de que aquele interminável e cansativo dia de trabalho havia finalmente terminado e agora era o momento de descansar sentando-se confortavelmente ao redor de suas lareiras ou ao redor de uma mesa de jantar, onde a família se reunia e conversava sobre o que acontecera no dia de cada um.

Apesar de esta ser a opção da maioria, não foi a escolha feita por um enorme cão negro que, parecendo apressado, cruzava as ruas do subúrbio de Bristol.

Quem olhasse do lado de dentro de uma janela muito provavelmente nem divisaria sua forma, dada à noite escura que se estendia, o cão por outro lado, estava consciente de tudo que acontecia a sua volta, alerta a qualquer barulho ou movimento.

O animal segue seu caminho por mais algumas ruas, até chegar a uma estreita viela sem saída, só parando a frente da porta da ultima casa.

Tudo estava extremamente quieto, a única coisa que se podia ouvir era a respiração entrecortada do cão. Este, agora mais próximo a porta, parecia estuda-la, procurando ouvir ruídos que denunciassem a presença de alguém no interior da casa.

Silenciosa e imperceptível aos olhos de quem não estivesse com a atenção voltada para aquele lado da rua, a figura do enorme cão negro deu lugar a de um homem: magro, cabelos castanhos e olhos quase pretos, que trajava longas vestes pretas elegantemente incomuns.

Sirius levantou a mão, pálida em contraste com o negrume de suas vestes, e bateu na porta. Três toques com os nós dos dedos, e esperou que ela se abrisse. Nada aconteceu. Suspirando exasperado, ele tentou novamente, desta vez com um pouco mais de intensidade. Novamente nenhuma resposta. – O que estava acontecendo? Onde estava Pedro que se demorava em atender a porta? – indagou Sirius dentro de sua cabeça, alarmado pela falta de resposta do interior da casa as escuras.

Cansado de esperar, puxou uma cumprida varinha de dentro das vestes, apontando-a para a porta, murmurando : — Alohomora! – ouviu-se um clic surdo e girando a maçaneta, vendo-se diante de um hall escuro.

Ainda com a varinha empunhada a sua frente, Sirius avança na escuridão, fechando a porta atrás de si. Apontou a luz da varinha para as paredes, a procura de um interruptor que não demorou a encontrar.

Logo a luz inundou o aposento, tudo parecendo estar na mais perfeita ordem, nada fora do lugar, o que era realmente estranho. – Onde diabos estava Pedro? – pensou o moreno, preocupando-se ainda mais. Ele não deveria sair do esconderijo, este era o combinado. Aquele era afinal, o lugar mais seguro para ele ficar, uma vez que fora fortemente protegido por toda a sorte de encantamentos...fora usado até mesmo o feitiço Fidelius, um feitiço do segredo para esconder um fiel do segredo.

Ele tinha certeza que ninguém descobrira o local, garantira que isso não acontecesse, se tornando ele próprio o fiel do segredo.

— Mas então, onde ele estava? – Ainda confuso com o vazio a sua volta, Sirius percorreu cada canto da casa, recusando-se a acreditar na ideia aterradora que aos poucos se infiltrava em sua mente.

— Não. Não podia ser. Rabicho não podia tê-los traído! Eram amigos, ele não faria isso, faria? Não...tinha que haver outra explicação. Algo deveria ter acontecido, mas o que?

Quando se viu de volta ao hall de entrada, a incredulidade havia sido afastada a cada cômodo vazio que ele adentrara, substituída pela decepção e pelo medo. Pedro os traíra, se bandeara para o lado das cobras, não havia duvida disso. Estava claro que não houvera luta naquela casa e não havia mais nenhum pertence daquele que se dizia seu amigo nos aposentos.

Ele tinha certeza de que Rabicho não se arriscaria a sair, a não ser por um motivo muito forte, a não ser que estivesse esperando o momento certo para os entregar de bandeja para Voldemort. Era medroso demais para arriscar aquele pescoço gordo antes de ter a garantia de qual lado era o mais forte, antes de escolher o lado vencedor. Sempre agira assim, escondendo-se entre os que julgava mais fortes.

Aquela altura o pânico tomava conta do coração de Sirius. Se Pedro os traíra, Voldemort provavelmente já tinha informação do paradeiro de seus amigos. Ele tinha que fazer alguma coisa, tinha que alerta-los! Não ia deixar que aquele monstro chegasse perto de James (ao pensar em seu melhor amigo seu coração apertou, as lágrimas embaçando sua visão) e Lily, perto de Harry...Pensar no afilhado, um bebê de pouco mais de 1 ano, o despertou de seus pensamentos e ele saiu em disparada pela porta, sem se importar em fecha-la ao passar.

Já na rua, apressou-se para a esquina mais próxima. Não tinha tempo a perder, e para seu azar, só conseguiria aparatar quando atingisse aquela distancia, graças a seu próprio feitiço (praguejou mentalmente por isso). Completando o percurso o mais rápido que conseguiu, fechou os olhos, controlando sua respiração e limpando sua mente. Focalizou o lugar para o qual pretendia ir, rogando de todo o coração que ainda houvesse tempo.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!
Não deixem de comentar!!
Até o próximo capitulo!

Beijokas!!