Notas iniciais
Hiiiiiiiiiiiii! Acho que de agora em diante a postagem será semanal mesmo rsrs, por causa das minhas outras fics. Mas ainda continuo escrevendo com louvor, é claro *-*!!

Em algum ponto do Palácio da Gênese...

Uma mulher, inconsciente, permanece de bruços ao chão. Os dedos de sua palma direita, esparramada, começam a se mexer. E, no embalo da terra sob ela – no momento, um inesperado terremoto tomara conta dos territórios da organização – que Marin Schneider se levanta.

– O que está havendo? – ela se pergunta, recompondo-se e se colocando de pé no local onde Tsubaki Seijitsu e James Anthony Krum a deixaram desmaiada.

– É o deus dragão, ele finalmente despertou por completo. – afirma Sanford Mendez, ao surgir do corredor por qual Saito Urushihara e Lucy Rouvier passaram há minutos e minutos atrás.

Com firmes passos, o homem se coloca ao lado direito dela. Calma, a metamórfica lhe pergunta:

– Phoebe-sama não está controlando-o?

– Phoebe-sama está morto. – afirma Sanford, para o espanto de Marin.

– Não pode ser! Algum dos moleques o matou? – questiona ela, com extrema dificuldade para acreditar no que ouvira.

– Não, foi outra pessoa que conhecia muito bem as dependências do nosso refúgio. Suspeito que tenha sido um traidor.

– Traidor entre nós? – questiona, ainda mais impressionada. – Existe mesmo um?

– Não podemos ter certeza. – alega ele. – Mas, de qualquer forma, isso já não tem mais tanta relevância. Agora que Phoebe-sama morreu, o deus dragão está fora de controle.

– Isso significa que é o fim.

– Sim. Se ninguém for capaz de impedi-lo, será mesmo o fim.

Marin abaixa sua face. Não era isso o que queria: o fim do mundo. Pelo contrário, queria, de alguma forma, alcançar a sua renovação. E foi em busca desse objetivo que todos os humanos avançados que fazem parte da Gênese se reuniram e formaram a organização. De fato, muitos membros agiam de maneira sanguinária, com o ideal de que os fins justificam os meios. Ainda assim, pode-se dizer que ninguém entre os aliados de Phoebe Gênesis agia apenas por interesse próprio.

– Talvez possamos fazer algo, Sanford. – fala ela, voltando-lhe seu olhar.

– Tudo o que podemos fazer é deixar o destino do mundo nas mãos daqueles estudantes. – afirma o irmão do falecido Rick Mendez, para a surpresa de Marin. – Não há nenhum outra alternativa.

– Por quê?

– Quando enfrentei dois deles, percebi que estávamos ao lado da causa errada.

– Causa errada? Por acaso erradicar todo o mal do mundo seria uma causa errada? – indaga, indignada com a postura do companheiro.

– Não, mas a forma como estávamos agindo era sim um erro, e dos mais graves. Cometemos o mal para acabar com o mal. Isso, analisando com mais criticidade, não faz mesmo sentido algum. Veja, por exemplo, o que acabamos causando: trouxemos ao mundo um ser de pura fúria e ira que pretende exterminar a raça humana. – explica. – Além disso, aqueles jovens têm o que nós perdemos. Ou melhor, o que talvez muitos do nosso grupo jamais tenham chegado a conhecer.

– E o que é?

Repentinamente, Sanford dá as costas para sua companheira. Com um leve suspiro, ele decide responder com a simples frase:

– Terá de descobrir por si mesma.

– Sanford... – pensa ela, sem coragem para dizer o nome dele.

Caminhando – mantendo-se de costas para a metamórfica – e se afastando dela, o humano avançado com o dom da eletrocinese encerra, sem cessar seus passos:

– E é por essa razão que eles são os únicos, agora, que podem deter o deus dragão. O futuro da humanidade está nas mãos dos jovens, mas valentes, estudantes de Kyodai...

/--/--/

Enquanto isso, no salão de ritual...

Destroços. E pedra sobre pedra. Com o terremoto – causado pelo clímax do poder de Ryu – que não cessa por nenhum instante, as paredes e o teto começam a rachar, dando indícios de que também estão prestes a cair em ruínas. É o prelúdio do derradeiro fim da humanidade.

– Acabou. – afirma Ryu, olhando para todos os lados, sem achar nenhum sobrevivente do grupo de Kyodai. – A brincadeira chegou ao fim.

A fera direciona seu rosto para a única pessoa que pode ver no momento, já que todo o restante foi soterrado: Sophia Cianno. Ela permanece sem consciência, de costas sobre o que restou da pedra de sacrifício. Satisfeito, o dragão pensa:

– Possuirei o corpo daquela garota, pois ela tem o que é necessário para carregar minha alma. Desse modo, serei capaz de estabilizar meu poder e evitar a destruição de elementos desnecessários. Chego a ter pena dos humanos que se acharam capazes de me impedir...

Em seguida, ele fecha suas asas – até agora, abertas – sobre seu corpo. E, se movendo como se fosse capaz de ignorar as leis da gravidade e do Universo, Ryu vai se aproximando lentamente da jovem descendente da lendária Sábia. Contudo, algo o surpreende: a frente do corpo da desacordada Sophia, uma mão surge entre as pedras. E, com esforço, a dona dela se coloca em posição ereta, com suas roupas esfarrapadas: Nagashi Swords.

– Você? Como pôde ter sobrevivido?

A loira não consegue estabilizar sua respiração, no momento, descompassada. O derradeiro poder que o dragão demonstrou ter foi o suficiente para colocá-la no seu limite. Mesmo assim, ela o encara com um olhar determinado e valente.

– Ainda tem forças para me desafiar? Não acha que já foi o suficiente?

A jovem não responde. Porém, do seu lado direito, outro alguém sai debaixo das pedras: Senshi Yujo. Contudo, diferente dela, o garoto está com seu corpo cheio de graves ferimentos – e com apenas um fragmento de sua calça, do início de suas pernas até pouco antes dos joelhos, pois todo o restante de roupa que tinha desapareceu por completo.

– Mais um? – pensa a criatura.

E, então, pouco atrás da inconsciente Sophia Cianno, um amontoado de destroços é desfeito. Surge então uma espécie de casulo de folhas e flores que, ao se abrir, revela ter mantido protegidos – em seu interior – Tsubaki Seijitsu, James Anthony Krum, Yuong Tsukyomi e Kenny McGiven. Por último, bem próximo desses, Kaoru Tohara surge, atravessando as pedras e usando sua mão direita para se conectar com Lucy Rouvier e a esquerda para se conectar com Saito Urushihara.

– Todos sobreviveram? – a fera se manifesta. – Como isso pode ser possível?

– Isso foi possível porque temos algo que você jamais terá, seu monstro nojento! – exclama Nagashi, que se regenerara de todos os ferimentos que sofrera.

– E é justamente por desconhecer a verdadeira essência da nossa força de vontade que posso falar que não você passa de um charlatão tentando ser Deus! – Senshi, por sua vez, após ter resistido ao que, em termos normais, levaria qualquer pessoa à morte.

– É a amizade o que nos mantêm unidos e fortes! – Tsubaki, sem medo de gritar.

– Portanto, pode desistir de tentar nos vencer! Enquanto ignorar a nossa amizade, impossível será você nos destruir! – argumenta Kaoru.

– Está certo: eu os subestimei. – Ryu aceita, acalmando-se. – Desde o começo, não deveria ter tratado vocês como indefesas formigas diante de um invencível leão. Afinal, até mesmo os reles insetos possuem suas armas.

Repentinamente, um intenso brilho começa a surgir no interior da fera. Todos, então, decidem ficar atentos a isso. Com um sorriso, o já completamente desperto ser articula:

– Esperança é mesmo a última que morre. Contudo, com isso, nem mesmo ela será capaz de se manter viva.

O brilho aumenta ainda mais. Senshi, espantado, grita:

– Pessoal, eu posso sentir! O que ele está fazendo é parecido com o dom da fotocinese, produzindo uma grande quantidade de luz em seu interior. Quando tiver o suficiente, provavelmente disparará contra todos nós uma massiva rajada que nos transformará em pó!

Sem palavras, os demais jovens olham para Senshi, atordoados. Porém, quando Ryu faz um novo comentário, todo o grupo retorna sua atenção para ele:

– Tarde demais. Com isso, nada nem ninguém poderá salvá-los. Nem mesmo habilidades de defesa, resistência, sobrevivência ou regeneração, já que isso desintegrará tudo o que tocar. Até a tão poderosa amizade que os une se tornará poeira! – explica, gargalhando por longos segundos, enquanto a quantidade de luz vai aumentando cada vez mais. – Já não me importo mais com o corpo daquela garota! – exclama, se referindo à Sophia Cianno. – Posso possuir outro ser humano e dar continuidade aos meus planos de renovação da Terra.

A quantia de luz chega ao necessário. E, sorrindo, o dragão se despede dos seus inimigos:

– Adeus, humanos insolentes.

Com isso, Ryu dispara a tão poderosa rajada de luz, com um poder de destruição similar a uma bomba atômica. Os olhos dos jovens, aterrorizados, apenas observam o aproximar dela, quase sem esperanças.

– Não percam a fé, meus amigos. – pede uma pacífica e maravilhosa voz, ao ecoar por todo o arruinado salão.

A aterradora rajada produzida pelo dragão é barrada por um poderoso campo de força, que protege Nagashi, Senshi e os demais. Sem entender o que acontecera, os jovens olham para todos os lados. É quando Tsubaki, entre eles, se vira para trás e dá de cara com sua querida amiga levitando e segurando, em suas mãos, o baú dourado que selara Ryu por tanto tempo.

– Cianno-kun! – exclama a curandeira, chamando a atenção de todos os seus amigos.

Sophia Cianno, com seus cabelos esvoaçantes, dirige seu olhar para ela. E sorri, de modo tão doce como nunca antes em sua vida. O dragão, por outro lado, continua impulsionando toda a luz que concentrou até o presente instante contra o campo de força, tendo como objetivo dizimá-los. Entretanto, por mais esforço que faça, não consegue atingir sucesso na empreitada.

– Agradeço a vocês por tudo o que fizeram por mim. – diz Sophia, alternando seu olhar entre eles. – Pude ser feliz por todos os dias que passei ao lado de todos.

– Cianno-kun... – repete Tsubaki, emocionada.

– Foi extremamente satisfatório ser amiga de cada um aqui presente. E posso perceber que a amizade de vocês comigo é real, pois se esforçarem e sofreram por mim. De coração, obrigada.

– Sinto como se tivéssemos falhado contigo. – alega Tsubaki, fitando-a com atenção, sentindo as lágrimas rolarem por seu rosto. – Poderíamos ter protegido você como verdadeiros amigos devem fazer.

– Não. Vocês já fizeram por mim o que amigos de verdade devem fazer. Porém, eu também tenho o que fazer em prol dos meus entes queridos... Em prol do mundo. – discorda, continuando a levitar e segurar o baú. – Era meu dever vir até aqui e passar por tudo o que passei.

– Como é? – pergunta Nagashi, sem entender.

– Tudo conspirou para que hoje eu estivesse aqui por uma única razão: é tarefa minha acabar com o legado de destruição de Ryu.

A rajada de luz da fera vai perdendo potência até se tornar meros feixes e desaparecer por completo. Irritado, o adversário – abrindo as asas – se coloca, outra vez, em posição de batalha, apropriando o seu longo corpo à forma circular que costuma manter.

– Uma humana não pode acabar comigo, garota presunçosa. – afirma ele. – Quem pensa que é para me afrontar assim, mesmo quando posso dar um fim a todos os seus amigos? E de uma só vez?

– Sou Sophia Cianno, a descendente direta da lendária Sábia. – afirma, encarando-o no mesmo segundo em que seu próprio sorriso desaparece. – Sou quem tem o dever de, não selar, mas de destruir o que ameaça o amor e a paz na humanidade!

– Insolente!! – grita o oponente de todos presentes. – De todos, você é de longe a mais insolente e prepotente! Ninguém pode se opor aos desejos de um deus!

– Você não é Deus. – afirma ela, mantendo o circular campo de força em torno de si mesma e de todos os seus amigos. – No fundo, é justamente o mais presunçoso e arrogante de todos aqui.

– Como é?

– Isso mesmo que ouviu. – ela insiste. – O único que deve ser punido nesse lugar é você, dragão maligno.

– Como ousas se referir a mim desse jeito? Não posso lhe perdoar jamais! – e, farto de tantas acusações, a criatura alça voo, avançando velozmente contra o grupo.

Sophia nada mais diz, pelo menos por enquanto. Erguendo o baú dourado e posicionando perante sua barriga, – colando-o à ela –a descendente da Sábia ordena:

– Seja consumido por sua própria maldade, Ryu. Ou melhor... Celta, o descendente de Alfarion que se tornou dragão após se encher de orgulho e vaidade.

O avançar da criatura é interrompido. Isso pelo seguinte: o baú nas mãos de Sophia, misticamente, se abre, sugando tudo ao redor da fera para seu interior como um insaciável buraco negro. Até mesmo o próprio Ryu começa a ser tragado pelo objeto.

– Não!! – grita ele, desesperado, enquanto a sua cauda vai sendo puxada para dentro do baú de ouro. – Não posso perder desta maneira! Não posso!!

Atônitos, o assistente de Yuki Arima e os estudantes que invadiram o Palácio da Gênese ao seu lado assistem tudo sem interferir. Ryu, pouco a pouco, vai sendo levado para o interior do objeto e sendo selado outra vez. Sophia, então, fala:

– Você, assim como Alfarion no tempo de Atlântida, deixou o poder subir à cabeça. Se igualou a Deus quando descobriu a sua capacidade de mimetizar as habilidades dos outros humanos avançados e, por isso, tentou ser como Ele, se autodenominando um deus. Contudo, assim como ocorreu com Alfarion, a devida punição caiu sobre você, transformando-o em dragão. E agora, o legado do imperador de Atlântida será encerrado para todo o sempre.

Diferente do dom de Nagashi Swords – a absorção de habilidades – a mimetização de habilidades funciona quando aquele que a possui vê a manifestação de outros dons. Com apenas o olhar, aquele que tem tal superpoder é capaz de guardar a informação adquirida em seu cérebro e reproduzi-la quando desejar. Em outras palavras, a mimetização de habilidades permite copiar – e não absorver – outras capacidades, sem a chance de retirar o dom de quem adquiriu ou de aumentar o nível do poder copiado, sendo que essas duas últimas possibilidades são atingíveis para quem absorve.

– A sua presunção foi sua ruína! – exclama ela.

E, com isso, um intenso brilho arde por alguns segundos. Durante o processo, Celta, descendente de Alfarion assim como Sophia Cianno é descendente da Sábia, é completamente selado no baú. O objeto se fecha e o campo de força, antes gerado pela garota para proteger seus amigos, desaparece.

– Está terminado. – diz a Cianno.

Kenny e os estudantes de Kyodai olham para as mãos de Sophia. Assim que seus pés tocam o chão – ela parara de levitar – e seu sorriso é revivido, uma grande concentração de energia cinética envolve o objeto, comprimindo-o até fazê-lo desaparecer por totalidade. De uma vez por todas, Ryu foi exterminado. Porém, o terremoto que foi causado por ele não cessa e prossegue, ficando cada vez mais forte.

– Sophia-kun, você nos salvou... Obrigada. – Tsubaki, emocionada, agradece.

– Não, a nossa amizade que me deu forças para despertar e nos salvou. – alega ela, ao abraçar sua amiga, após tanto tempo.

As duas permanecem abraçadas por alguns segundos. Enquanto isso, Senshi pensa, analisando tudo com alegria:

– Ryu era, na verdade, o descendente de Alfarion. Sophia é a descendente da Sábia. Realmente... Estava escrito no destino o embate entre os dois. Pelo que me parece, não só eu, mas todos nós aqui temos nossas próprias batalhas...

– Tsubaki-chan... – diz a garota, desvencilhando-se da amiga e voltando seu olhar para todo o grupo, que agora se reúne, cercando-a. – Pessoal... É hora de partir.

– Então vamos, Sophia-kun! – exclama a curandeira. – Vamos voltar pro colégio! O pesadelo acabou!

– Vocês voltarão, mas eu não. – afirma, com um triste tom em sua voz.

– Por quê? – questiona Lucy, sem entender.

– Como assim não vai voltar? – Yuong, desta vez. – Viemos aqui e passamos por tudo aquilo justamente para te levar de volta.

– Eu sei disso e fico realmente feliz. Mas não posso voltar.

Erguendo sua face, a jovem direciona seu olhar para o teto. Ele, além das paredes, estão sofrendo graves rachaduras, dando claros sinais de que o local está prestes a desabar. Retornando seu rosto para seus amigos, a descendente da Sábia afirma:

– Estou mantendo este lugar de pé com o que ainda resta das minhas forças. Entretanto, não vou conseguir salvar o Palácio da Gênese, pois ele foi totalmente abalado e vai desabar em breve.

– Não! Você tem que vir com a gente! – exclama Tsubaki, desesperada. – Não pode ficar aqui, não pode!

– Tsubaki... – Senshi a interrompe, sério, ao colocar sua mão direita sobre o ombro esquerdo da menor.

A curandeira se entrega aos prantos, apoiando sua face umedecida em suas palmas trêmulas. Todos os demais não choram, mas também não escondem as feições entristecidas. No fim, terão de perder a amiga de um jeito ou de outro. Aceitar isso é doloroso demais. Ainda assim, Sophia permanece feliz. Foi capaz de realizar tudo o que queria na vida – ou pelo menos quase tudo. Encontrou pessoas que provaram se importar com ela sem nenhuma condição e acima de qualquer circunstância. Presente maior não há.

– Obrigada por tudo, amigos, mas agora vocês devem partir. – alega ela, voltando a levitar, subindo cada vez mais para o alto.

Tsubaki ergue seu rosto. Assim como ela, todos passam a observar o afastar de Sophia. E, acenando, eles se despedem.

– Adeus... – ecoa a voz da descendente da luz.

Em sequência, um deslumbrante brilho preenche todo o local. E, quando se dão conta, Nagashi, Senshi, Tsubaki, Yuong, Lucy, Kaoru, Saito, Jimmy e Kenny já estão do lado de fora do palácio. À metros de distância, parados sobre o jardim, eles observam o desmoronar do castelo e o fim da organização que, um dia, foi chamada de Gênese.

– Sophia... – pensa Nagashi, observando tudo como seus companheiros. – Nós é que devemos te agradecer. Obrigada por tudo.

Por alguns instantes, o grupo observa o fim da belíssima construção. O terremoto, assim como ela, dá indícios de que está prestes a acabar. Desse jeito, Kenny, na ponta esquerda, fala:

– Vamos indo.

– Sim... – corresponde Jimmy, do seu lado.

Todos eles reúnem suas mãos. E, quando isso acontece, Senshi, continuando a olhar para o arruinar do Palácio da Gênese, diz:

– Sophia se foi para nos ensinar uma importante lição.

– É verdade. – concorda Nagashi, voltando a sorrir. – Ela comprovou que, unidos, sempre estaremos.

E Kenny utiliza seu dom, teletransportando a si mesmo, junto do restante, para outro local. E, em segundos, eles chegam ao destino: um ponto bem próximo da entrada de Kyodai. Porém, quando de fato chegam, a expressão unanime é de horror.

– O que aconteceu? – Senshi se manifesta, tão aterrorizado quanto seus companheiros.

O prédio central do colégio e todas as suas demais dependências, agora, ardem em intensas labaredas: é como um filme de terror. Assim como fora com o Palácio da Gênese, a destruição parece ter chegado por aqui também. E, atordoados, todos eles torcem para que a esperança não seja a única a sobreviver...