Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)

7 Capítulo 6 - Sweet poison of dreams


Notas iniciais
Mais um cap, como o prometido (e dos mais longos), estou deixando-o aqui! ^^

A noite caiu, e há certo tempo, como folha seca de uma árvore no outono. São 02h00min da madrugada, já bem além do horário de dormir, que é às 23h30min. Por essa razão, praticamente todos os alunos já se encontram em suas camas, usufruindo o merecido sono para que possam desfrutar de um bom dia após o despertar.

Apesar disso, em um dos quartos femininos, compartilhado por Nagashi Swords, Tsubaki Seijitsu e Samasha Seiya, uma das três em questão partilha de um sono turbulento, no momento. Uma inquietação causada não pelo sono em si, mas pelos sonhos por ele possibilitados...

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Uma visão que mais parece fruto da realidade: é o que os olhos da jovem de 15 anos capturam. Um jardim belo e florido, agraciado pela luz do Sol e que, aparentemente, é bem cuidado por alguém. Possibilidade essa que contraria o estado do prédio, em ruínas, bem no centro do local.

Entrefechando seus olhos, a garota se vê a certa distância da construção, tentando identificar a familiaridade que encontra no mesmo. É como se, em algum momento de sua vida, já tivesse passado por ele, estado nele.

– Com licença, mas quem é você? – pergunta a voz firme, mas educada de alguém, ao se aproximar.

Samasha olha para o seu lado direito. Já bem perto, um sujeito desconhecido, com uma expressão calma, tal como seus olhos azuis, se posiciona a certos centímetros. Aparentando ter, em média, uns 1.92m, se manifesta outra vez:

– A conheço?

– Creio que não.

Ele sorri, ao comentar:

– Você se parece muito com uma amiga minha, aliás, é idêntica a ela.

– Kaoru! – uma voz feminina o chama.

Do longe, uma mulher loira e de olhos azuis como ele caminha em direção a dupla. Enquanto é observada pelos dois, diz:

– Saito-kun ligou e disse que promoverá um evento hoje em homenagem a todos...

– Ah, sim, claro Saori.

– Saito-kun? – pensa a dona da pequena Blue, achando a situação um tanto quanto estranha.

A bela, de cabelos sedosos e bem cuidados até metade de seu dorso, se coloca ao lado esquerdo do homem, que se parece tanto consigo mesma. Sorrindo, ela olha para Samasha, nota a expressão da tal e indaga:

– Você é amiga do Saito-kun? Parece conhecê-lo...

– É... Mais ou menos... – responde, sem jeito.

– Sou Saori Tohara, e ele é o meu irmão, Kaoru.

De repente, uma certa lembrança preenche a mente da mais nova dos três. Ela se lembra de que um dos alunos do terceiro ano, em Kyodai, se chama Kaoru Tohara. Ligando isso à citação de Saori sobre o nome “Saito”, Samasha instantaneamente redireciona seu olhar para o prédio abandonado.

– Eu sempre venho aqui nesse dia. Esse lugar me traz boas lembranças... – revela o homem que se identificou como Kaoru Tohara, ao fazer o mesmo que a estudante.

– Por quê? – questiona, voltando a observá-lo, incapaz de reter sua curiosidade.

– Eu estudei aqui, há 10 anos. Fiz alguns amigos que, hoje, sei que são para a vida toda. O Saito-kun é um deles. – explica, na mistura de alegria e nostalgia, enquanto continua analisando o edifício ao longe.

– Tsubaki-chan sempre vem aqui também, mas com maior frequência do que nós. É uma outra amiga nossa, responsável pelas flores e plantas, as únicas criaturas com vida por aqui... – comenta sua irmã.

– Tsubaki? – fala Samasha, cada vez mais surpresa, sem entender nada.

– Vai dizer que a conhece também? – articula Kaoru – Mas, afinal, qual o seu nome? Você ainda não nos disse!

A garota engole seco. Será que deveria revelar seu nome para a dupla? Alternando seu olhar entre eles, após alguns segundos, ela reflete sobre essa questão e decide o que falar. Entretanto, a voz de outra pessoa a intercepta:

– Kaoru, Saori...

Os dois que são chamados viram seus corpos para o outro lado. Mais uma pessoa se aproxima, uma mulher de semelhança assustadora com alguém que Samasha conhece.

– Até hoje não entendo a razão de insistirem em virem para essa cidade, para esse lugar... – resmunga a alta e bela loira de olhos verdes, pairando diante de todos.

– Gosto de vir aqui. Sinto como se as almas deles ainda estivessem...

– Pare com esses devaneios! – exige a loira, séria, com as mãos sobre sua cintura – Eles se foram, aceite isso de uma vez por todas, Kaoru! Você, o Saito e a Tsubaki parecem que não querem entender a realidade.

– Você fala assim, mas será que aceitou mesmo? Será que não sente a falta deles, principalmente a da...

– Cale-se. – declama, irritada. – Já faz uma década que Konton foi apagada do mapa. Todos foram junto com ela...

– Ainda assim, podemos viver com as boas memórias, Arashi. Podemos...

– Nagashi. Você só pode ser a Nagashi! – exclama a garota, calando-os ao deixa-los pasmos.

A recém-chegada guia seu rosto para ela. Analisando-a, deixa que sua expressão transborde de uma fusão de fúria e perplexidade.

– Você é ela, a Naga... – Samasha não consegue concluir a frase, pois a mão esquerda da mais velha, agora, se encontra em seu pescoço, apertando-o.

Com toda a sua força, Arashi ergue a dona de Blue para cima, retirando-a do chão com apenas uma mão, com muita facilidade.

– Jamais repita esse nome perto de mim! – ordena ela, extremamente enfurecida – Seja você quem for, não tem o direito de sequer proferi-lo!

– Não faça nada com ela, Arashi-san. – pede Saori, aflita – Tenho certeza que não fez por mal!

Samasha sequer consegue argumentar ao seu favor. A pressão em seu pescoço é tão forte que sua voz nem ao menos mal é capaz de sair.

– Não percebe que é você quem não quer aceitar a verdade? – questiona Kaoru – Só ao ouvir o nome dela, já perde a cabeça. E olha que era você a sensata dos Swords...

– Já mandei você calar a sua boca, Kaoru!

– E se eu não obedecer? Fará o quê? Não tenho medo nenhum de você! – ele a desafia.

Sem dizer mais nada, a bela dos olhos verdes como esmeraldas solta Samasha, que cai de joelhos à grama, ofegante e quase sem ar.

– Vivia dizendo que é a mais forte, mas hoje entendo que estava errada... – acrescenta ele.

– Chega disso vocês dois! – exige Saori, com um timbre levemente autoritário, tentando intervir na discussão – Não viemos aqui para isso.

– Sim, eu não vim aqui para isso. Mas e você Arashi, para o que veio? – indaga ele, curioso, cruzando seus braços.

– Yuong me pediu para procurar uma coisa para ele. – conta a interrogada, mais calma, fitando a outra ao chão, que ainda tem dificuldades para respirar.

– Entendo. Bad boys fazem mais o seu tipo, correto? Cheguei a me esquecer que o Senshi era o preferido da...

– Posso não arrancar o seu pescoço... – inicia ela, voltando a olhar para Kaoru, com sua ira renascida – Mas posso fazer com que se arrependa de me enfrentar!

O loiro sorri, mas sequer sabe por qual motivo. Ele tem a consciência de que o tempo muda as pessoas. E que tragédias dolorosas também.

– Não precisamos disso, Arashi-san. – intervém Saori, se colocando entre os dois – Se acalme e venha conosco para a casa do Saito-kun hoje. Chame o Yuong-san também.

– O Jayden estará lá? – ela se interessa.

– Sim, estará. – sorri, satisfeita com a pergunta da “dama dos olhos verdes”.

Arashi suspira fundo. Chegou a cogitar a ideia de fazer o mesmo questionamento sobre a Tsubaki que conhece, mas justamente por conhecê-la até bem demais, sabe que a resposta seria a mesma.

– Ela alcançou o objetivo que tanto queria. Hoje, é uma grande médica que já salvou milhares de vidas. Superou o passado. Mas e você, alcançou o seu objetivo? Yuong, que está com você, também alcançou? – Kaoru tenta saber, sem maldade alguma, ao sair de trás da irmã e se colocar ao lado esquerdo da mesma.

– Kaoru, não fale assim com ela. – pede Saori.

– Estou apenas tentando ajudar a Arashi. Fazer com que entenda que, no fundo, é ela quem está presa às lembranças do passado. – argumenta.

– Está sendo cruel demais! – reclama.

– Não Saori, ele está certo. – diz a integrante da família Swords – No fim das contas, eu não fui tão forte assim...

– Não fale desse jeito. Você era muito ligada a ela, é normal que seja tão difícil superar tudo, mesmo após 10 anos...

Samasha, ainda de joelhos ao chão, já se encontra com sua respiração normalizada. Atenta ao diálogo dos três, tem dificuldade para entender tudo. Fatos desconhecidos ligados a nomes demasiadamente familiares. Qual o significado oculto, por trás disso? A garota reflete e se esforça para tentar descobrir.

– A verdade é que eu preciso dela. Sem o coração de Nagashi, sou como uma casca vazia...

– Você tem o Yuong. Ele também perdeu uma pessoa muito valiosa, como você perdeu a Nagashi. Talvez estejam juntos hoje para que possam se confortar. – opina Saori – São companheiros na solidão, e esse foi o laço que os uniu.

– Solidão essa que os dois mantêm por que querem! – exclama Kaoru, descruzando os braços e levando suas mãos para os bolsos de sua bermuda jeans. – Estão se envenenando com o passado quando poderiam estar usando as memórias de quem se foi para adquirir mais força. Pode ter certeza, Arashi, que o Saito não teria conseguido chegar aonde chegou sem ter essa ideologia em mente. A perda dele também foi difícil.

A loira dos olhos esverdeados os fecha por breves instantes ao suspirar fundo, refletindo. Para todos, é fácil lhe dizer que é necessário superar. O difícil é fazê-lo.

– Vá ver a Tsubaki-chan. Fará bem para você. – alega a irmã do loiro, colocando ambos os braços, unidos, a frente de seu corpo.

– Sim, farei isso. Levarei o Yuong comigo, nem que seja arrastado! – exclama, sorrindo de modo leve, mas satisfatório.

– Você não é mesmo a Nagashi? – pergunta a estudante, se levantando da grama, chamando a atenção dos três com suas palavras.

Arashi se vira para ela. Analisando-a um pouco mais, percebe que seus traços lembram alguém de seu passado. Ou melhor, faz uma perfeita analogia.

– Não. Mas duvido que chegou a conhecê-la, pois do contrário eu saberia. Quem é você?

– Samasha Seiya.

Kaoru, Arashi e Saori demonstram um espanto arrebatador. Em consequência, o loiro fala:

– É impossível que seja esse o seu nome.

– Por quê? – a garota, sem entender.

– Porque Samasha Seiya morreu há 10 anos. – revela Arashi, com uma impressionante frieza.

– Morreu? – a estudante, boquiaberta – Mas eu sou Samasha Seiya e estou vivinha da Silva!

– Garota, não é certo brincar com essas coisas. Diga logo quem você é! – exige Saori, séria.

– Eu já disse! Não estou brincando, nem mentindo. – alega, certa do que diz.

– Se você é ela, o que está fazendo nesse lugar? Por acaso, considerando que está mesmo falando a verdade, sentiu falta de Kyodai? – Kaoru, por sua vez.

– Eu... Eu não sei...

– Como assim não sabe? – insiste ele. – Por acaso está bêbada ou drogada?

– Nãooo!!! – nega, ofendida – Eu só não sei o porquê de...

– Você, por acaso, sabe em que ano estamos? – a mulher que quase a matou esgoelada procura saber.

– É... 2014?

– Não. – Arashi pausa, para suspirar, mas logo conclui – Estamos em 2024.

– 2024? – Samasha, pasma.

– E esse lugar é a antiga cidade de Konton. Ou pelo menos o que sobrou dela... – adiciona Kaoru.

A dona de Blue sente como se tivesse perdido, por completo, a noção das coisas. Ano de 2024, o prédio que muito se assemelha ao de Kyodai em ruínas, a cidade de Konton destruída, nomes e rostos familiares, sensações desconhecidas. Samasha se vê em um turbilhão obscuro, que desaprova tudo o que ela conhece como realidade. Ou, pelo menos, conhecia...

– Em 2014, uma grande tragédia assolou a cidade e as regiões próximas, deixando centenas de mortos. – conta o loiro.

– Que tragédia?

– Fênix. – define Arashi, com os punhos cerrados e a face tomada por ira e rancor, mas de uma maneira ainda mais forte do que antes – Foi a maldição que despertou para trazer a destruição.

– Foi há 10 anos que o caos despertou. – Kaoru completa, assustando a sua ouvinte ainda mais.

– Não pode ser verdade... – pronuncia a garota, negando com os movimentos de sua cabeça. – Não pode.

– Eu queria que não fosse. E como queria... – admite Arashi, que possui uma aparência tão semelhante a da Nagashi, por Samasha, conhecida. – Por mais que eu tente, eu não consigo esquecer de tudo. E sinto que Fênix retornará...

– Como assim? – Saori, amedrontada.

– Fênix morreu naquele dia, não existe mais! – exclama Kaoru.

– Se a Lucy tiver sido encontrada antes do Poltergeist, posso afirmar que não. – declara, confrontando-o com seu firme olhar e seu seguro timbre de voz.

– Polter... Polter... – a menor tenta repetir a palavra – “Polter” o quê?

– Poltergeist é uma palavra alemã, que significa “ruído dos espíritos” e faz referência ao evento que ocorreu há 10 anos em Konton. Na verdade, com mais exatidão, aconteceu no que um dia já foi o colégio Kyodai. – explica ele, levando seu olhar para o prédio arruinado, mesmo que por breves segundos, voltando-o para Samasha logo em seguida.

– O que foi esse Poltergeist? – a leiga no assunto tenta saber.

– Foi o que Fênix causou assim que encontrou Sophia Cianno e, depois, Senshi Yujo, dois amigos nossos. – esclarece, notando a ouvinte cada vez mais atônita. – Sabemos que, caso Lucy Rouvier, outra de nossos amigos, fosse encontrada, tudo estaria acabado.

– Tentamos deter o Poltergeist, mas não conseguimos... – lamenta Arashi, com o olhar perdido e cabisbaixo. – Depois daquele dia, Fênix desapareceu, deixando a escola e a cidade em ruínas, assim como os vários corpos...

– Samasha Seiya foi uma das vítimas daquele evento! – exclama Kaoru – É impossível que você seja ela!

– Mas esse é o meu nome. – a garota se defende. – Acredite em mim...

– Ela está falando a verdade. – afirma Arashi, chamando para si a atenção da mais nova.

– Como você pode ter tanta certeza? – questiona ele, arqueando a sobrancelha esquerda, enquanto fita a loira.

– Eu posso olhar nos olhos dela e sentir isso...

– Isso é coisa do Senshi, Arashi. – conclui Kaoru. – Faz anos que você...

Ela o ignora, reduzindo um pouco da distância de si para quem se identifica como Samasha. Levando suas mãos em direção as da dela, a mulher pede:

– Deixe-me constatar o que está acontecendo.

A estudante não entende, nem o que ela diz e quer agora, nem o que ouviu anteriormente. Tudo o que faz é se render e entregar suas mãos para a loira, como se uma força maior a obrigasse, a condicionasse para tal ação.

Assim que recolhe as palmas da menor nas suas, Arashi sela suas pálpebras, respira fundo e, então, diz:

– Você ainda não conhece Fênix, nem passou pelo Poltergeist, não é verdade?

– Si... Sim...

– Com toda a certeza, sequer tem ideia do sofrimento que foi desencadeado. Talvez... Talvez você...

– Arashi... – uma voz masculina a chama, fazendo com que a loira se cale e reabra seus olhos, direcionando-os para o ponto de origem do chamado.

– Yuong... – constata ela, assim que Kaoru, Saori e Samasha olham para o mesmo lugar e encontram um homem alto e atlético.

O sujeito em questão, sorrindo, se aproxima do restante. Arashi não espera e, com pressa, caminha até ele e o abraça, com afeto e, quem sabe, algo mais.

– Pensei ter ouvido você dizer que nunca mais voltaria aqui... – ela comenta, com seus lábios próximos aos dele.

– Pensou certo. Mas as pessoas mudam, não é mesmo? – corresponde o indivíduo, desconhecido para Samasha.

Com um beijo, eles desfazem o abraço e caminham juntos em direção a Kaoru e as outras duas.

– Há quanto tempo, Yuong.

– É verdade, não nos vemos há anos. Cheguei a sentir um pouco de saudade. – brinca.

– Olá, Yuong-san. – Saori o cumprimenta – Como vai a vida?

– Vai me levando, Saori. – articula, agora parado diante da dupla, ladeado por Arashi.

– Afinal de contas, o que está acontecendo? – Samasha se pergunta mentalmente, cada vez mais confusa.

Observando o grupo, a garota tenta compreender tudo. A situação, as pessoas, são fatores quase que reais. Ou, de fato, são. A dona de Blue sequer saberia dizer se o que vive, no momento, é mesmo realidade ou pura ilusão.

– A Arashi te colocou nos trilhos, certo? Duvido que você fosse continuar “na caça” com alguém como ela ao seu lado. – comenta Kaoru, sorrindo.

– Com certeza! Mas, querendo ou não, vamos admitir que ela gosta do meu “lado malvado”. Ela adora um bad boy.

– Sei bem disso. – concorda, segurando o riso.

– É melhor você calar a sua boca. – exige a loira, irritada, fitando o aparente namorado com um olhar fatal.

– Tudo bem, tudo bem... Não está mais aqui quem falou... – ele se rende, com algumas leves risadas. – Mas amor, por que está sem batom? Você sempre está com os lábios vermelhos...

Ao ouvir tal questionamento, Arashi parece se dar conta da realidade. De fato, ela sempre usa seu batom vermelho, mas desta vez se esqueceu de passar. Ciente disso, sua mão direita mergulha no respectivo bolso de sua longa e apertada calça preta e, em seguida, reaparece com um pequeno espelho e o batom em questão nos dedos. Guiando os objetos para sua face, a mulher abre o espelho e começa a tingir sua atraente boca com a cor que tanto aprecia.

– Cheguei a pensar que você havia deixado esse ritual de lado... – comenta Kaoru.

Ela, espalhando o batom com o movimento de seus lábios, o guarda de novo, mas permanece observando seu reflexo por alguns segundos. A impressão que todos têm é que, bem lá no fundo, seu angustiado olhar procura, sem cessar, a face de outro alguém...

Assim como o grupo de maiores de idade, Samasha a observa. É quando, pouco a pouco, sente que algo lhe afasta deles, deste lugar, desta realidade...

“O destino é forte, Samasha, mas há coisas ainda mais. Coisas que podem mudar o curso das águas e reverter o que adotamos como verdade...”.

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Os olhos de Samasha se abrem. Assustada com a sinistra voz, ela levanta seu corpo de uma só vez, da cama, assentando-se. Com seus olhos arregalados, analisa o local. É o seu quarto, no qual Nagashi e Tsubaki dormem, tranquilamente, em suas respectivas camas.

– Foi um sonho? – sussurra para si mesma, tendo a concepção de que, por definitivo, jamais saiu dali. – Uma... ilusão?

Pairando seus olhos sobre Nagashi, nota que ela dorme como um anjo. A semelhança entre ela e a mulher de seu sonho a assusta ainda mais. Sentindo uma estranha incomodação em seu peito esquerdo, Samasha olha para seu travesseiro. Ao lado direito dele, sua gata Blue está acomodada, em sono profundo. Vê-la a faz sorrir. Deitando-se outra vez, a garota se sente aliviada. Toda a pressão que sentiu minutos atrás desapareceu. Quem sabe, desta vez, ela possa dormir... Em paz...

Notas finais
Semana que vem tem mais!