Notas iniciais
Juli está aparecendo mais do que eu gostaria. Acho que deveríamos mata-la hehehe (brincadeira rsrs)...

E uma dica pra quem deixou passar despercebido: os títulos dos caps estão em inglês, mas podem dar pistas sobre o que acontece no próprio cap ou em outros futuros. Bem, é isso ai...

Quarta-feira. O dia está especialmente quente, causando verdadeiras “crises de perda de água” nos estudantes e funcionários de Kyodai. O primeiro grupo, por sua vez, concentra-se agora, quase que por completo, na área das piscinas. Após um longo período de aulas, tudo o que querem é relaxar.

– Bom dia, Juli-san. – Saito, apenas com uma bermuda azul marinho, se assenta à beira da maior piscina do internato.

– Bom que nada, maravilhooooooooooooso!!! – exclama a ruiva, que se assentara ali minutos atrás, com um maiô azul celeste e os pés umedecidos pela água.

– Maravilhoso? – repete ele, um pouco surpreso – O que aconteceu para você estar assim tão animada? As aulas de hoje foram tão entediantes...

– E quem que lembra de aula chata quando se tem deuses gregos como esses bem diante dos nossos olhos? – comenta, sem deixar de observar o movimento na piscina um segundo sequer.

Saito não entende o dizer, mas ao mudar seu foco de olhar para onde a mesma mantem o seu, o colega de sala da garota entende, então. E suspira, em desaprovação ao comportamento dela. Senshi Yujo, Yuong Tsukyomi e Gingamaru Pride estão na piscina.

– Aaaaaaaaahhhhhhhhhh... – ela solta, com um sorriso e “gêmeos oculares” brilhantes – Não entendo como podem existir gatos como esses que não me dão bola... – lamenta, mas sem alterar seu tom de satisfação, somente de observá-los.

O colega de classe de Juli continua a ouvi-la, com cara de tédio e sem nada a dizer, com interesse nulo sobre o assunto “garotos”, ou melhor, no caso dele, “outros garotos que não ele mesmo”.

Assim que Senshi se apoia na outra beira da piscina e faz uma pequena força para se reerguer e sair dela, a observadora implacável fala:

– Veja só... – inicia, com leves cotoveladas no braço de quem se encontra ao seu lado, quase caindo na água de tão entediado e sem interesse em suas palavras – Aquele ali deve ter potência...

– Potência? – pergunta Jimmy, ao se aproximar dos dois e se assentar do outro lado da garota, curioso ao notar que o assunto é seu novo amigo.

– Sim sim... – declara, movendo a cabeça de maneira positiva, reforçando sua “tese”, mas sem deixar de fitar o “principal elemento” dela – Veja que pernas torneadas ele tem... O melhor dele, com certeza, está da cintura para baixo – diz, rindo lascivamente – O ponto forte do Yuu-kun já é da cintura para cima e do Gingamaru é o “rostinho perfeito”. Se juntássemos tudo isso em um só, afe, Deus que me segure... – conclui, se abanando com a mão direita.

Juli desvia seu rosto para Jimmy e percebe que ele olha fixamente para Senshi. Abaixando um pouco sua face, ela encontra um “volume” na bermuda branca do garoto e começa a rir, ao se manifestar mais uma vez:

– James, vejo que você concorda comigo, concorda até demais... – finaliza, apontando para a bermuda do garoto com seu indicador direito, ao parar de se abanar.

Ele olha disfarçadamente para seu baixo ventre e, erguendo o rosto, a ignora, vermelho como um tomate. Juli continua a rir, até Saito interromper, decidindo “se vingar” dos comentários dela.

– Olha só aquelas três ali... – indica Sayuri Kishimoto, Sophia Cianno e Nagashi Swords – São deusas gregas também. A Sayuri-san tem pernas que fazem qualquer um babar... A Sophia-san tem um rostinho de boneca e curvas tão perfeitas. E ela ali... – movimenta seu rosto, focando agora em Nagashi, despertando a irritação de Juli – Arrasa corações... Ouvi dizer que você sentiu inveja da “potência” dela...

– Eu, sentindo inveja de siliconada? Eu sou mais eu meu bem... – rebate, tentando cercar a si mesma com uma atmosfera de convicção, para não demonstrar que, de fato, Saito está correto.

– Sinto em te dizer, mas sei muito bem diferenciar natural de artificial. E no caso dela, artificial é só a paciência que tem com você...

A ruiva lança um olhar assassino sobre ele, que não se intimida com a ação da “repetente no primeiro ano”.

– Me poupe, palhaço dos olhos coloridos. Vai ensaiar seu número para o circo, que ganhará muito mais! – bufa, se levantando e saindo do lugar, ao se afastar com passos firmes e enfurecidos.

Jimmy e Saito observam ela até certo tempo, depois desviam seus olhares, para a piscina, mais uma vez. O primeiranista não costuma dar tanto foco aos atributos físicos das garotas, mas Juli estava praticamente pedindo por isso. Mesmo que, segundo seu próprio ponto de vista, tenha sido um tanto quando ácido, tem a concepção de que sua colega teve o que mereceu.

– Você não parece ser do tipo que valoriza tanto a beleza exterior... – comenta James, tentando parar de observar Senshi, agora deitado e relaxado em uma cadeira de Sol.

– E não sou. Mas vamos combinar que ela estava pedindo... – diz, olhando-o, sorridente – Para mim, o que mais importa é a beleza interior. É por isso que desejo encontrar alguém que eu ame de verdade e que sinta o mesmo de volta, por mim. Não encontrarei considerando as garotas como meros pedaços de carne...

James sorri, passando a observar a expressão de Saito. Ainda não teve tempo para conhecê-lo bem, mas se fosse para dizer algo a respeito de uma primeira impressão, falaria que o primeiranista é alguém em busca do legítimo amor e da superação das dores do passado.

Do outro lado da piscina, se encontram Senshi Yujo e Yuong Tsukyomi em suas cadeiras de Sol, ambos apenas de sungas, para os devaneios da massiva quantidade de “garotas observadoras”, cerca de 10 a 15, pela área. Além deles, Nagashi Swords e Sayuri Kishimoto se mantem à beira dela, desta vez para a loucura dos olhos masculinos, com biquínis que reforçam e destacam seus atributos físicos. Já dentro da piscina, estão Sophia Cianno, Samasha Seiya, Gingamaru Pride, Jayden Valentine e outros alunos e alunas de Kyodai.

– Nagashi-san, posso te perguntar uma coisa? – pede Samasha, ao sair da água e se assentar ao lado esquerdo da loira.

– Sobre o espelho? – se antecipa, encarando-a com seriedade, mas ainda assim sem uma expressão agressiva – Me desculpe, eu apenas...

– Não, não é isso. – a dona de Blue a interrompe – E sobre outra coisa.

– O que é, então?

– Você tem uma irmã?

– Irmã? – repete, esboçando uma expressão de interrogação – Por que pergunta isso?

– Por nada, apenas por curiosidade. – afirma, temendo que, caso conte sobre seu sonho na noite anterior, seja taxada de louca pela companheira de quarto.

– Não, eu não tenho. – resume, desviando sua face para frente, outra vez – Na verdade, eu não tenho ninguém.

Samasha sente um pesar ao ouvir tal resposta. Se lembra de que, recentemente, a atriz Madallena Swords veio à óbito, sendo que ela, em grande probabilidade, seria a última pessoa da família de Nagashi.

– Eu sinto muito...

– Não sinta. Não preciso de piedade... – replica a loira, se levantando e tomando rumo para se afastar da área.

– Nagashiiiiiiiii, te amo, sua lindaaaaaa!!! – grita Gingamaru, no centro da piscina, analisando-a – Você me deixa eletrizado de tanta paixão.

– Ah, vai ver se estou na esquina... – debate ela, sem ao menos olhar para ele, desinteressada em tudo que seu colega de classe possa representar.

– Não preciso, sei que está nela! Meu amor me faz te ver em todo lugar!

– Então agradeça aos céus por minha paciência quase divina com você, que ainda lhe permite ver as coisas. Pois, assim que eu a perder, não poderá enxergar mais nada por um bom tempo. Afinal, idiotas nocauteados são mais agradáveis do que quando estão conscientes. – discursa, já mais longe.

– Naga...

– Ah, menino, fecha a matraca! – ordena uma outra garota na piscina, fazendo-o se calar de fato. Se fosse um outro garoto, com toda a certeza conquistaria uma boa discussão com Gingamaru, que não leva desaforo de outros caras para casa. Mas como não é esse o caso...

Nagashi passa pela dianteira da cadeira de Sol de Senshi. Mesmo que por breves segundos, os dois se entreolham e se perdem um no outro.

– Senshiiiiiiiiiiii-kun... – surge uma aluna da sala D, do segundo ano, bem atrás da cadeira, dando um ligeiro susto no garoto.

Nagashi aperta o passo, decidida a sair dali. Enquanto recebe a lealdade dos disfarçados olhares, Senshi é “endeusado” pela garota que surgira do nada.

– Quer que eu passe protetor solar em você? É fator 50 e tem fragrância de lavanda... – demonstra o refil laranja em suas mãos, agachada para se manter bem próxima do rosto do garoto.

– Não precisa, obrigado... – recusa, sem jeito, mantendo ambas as mãos atrás de sua nuca.

De repente, um forte impulso lança a menina na piscina, assustando Senshi.

– Você está bem? – pergunta, preocupado, ao erguer seu corpo da cintura para cima, assentando-se.

– Ela está ótima! Precisava de um banho, pois estava com uma catinga de urubu! – determina a Juli sorridente, surgindo do mesmo lugar que a outra garota, mas sendo mais ousada e se posicionando no espaço entre as pernas dele, mantendo-se bem próxima. – O meu protetor tenho certeza que não vai recusar, né meu bem? – indaga, demonstrando o seu refil amarelo, com a mão esquerda.

– Sinto em te dizer, mas vou sim. Poderia me dar um pouco mais de espaço? – pede, quase sentindo a respiração da primeiranista.

– Ah, vai... Você deve querer outra coisa, não? – sugere, com um timbre sedutor.

– Afe... Oferecidas não tem mesmo jeito... – comenta Yuong, olhando para o céu.

– Fica com ciúmes não, Yuu-kun, eu tenho uma coisa muito interessante para mostrar para vocês dois, meu fofucho... – argumenta, levando seu olhar para ele, que se encontra bem próximo a Senshi.

– Dispenso... – articula o terceiranista.

De repente, a mão livre de Juli paira direto sobre a sunga do novato, bem acima “daquela” região, pressionando-a. O ato faz a “vítima” se empalidecer, pasmo com a atitude inesperada dela.

– Não sejam tão difíceis, eu tenho certeza que vocês adorariam mostrar algo para mim também... – declara, alternando o olhar entre a dupla.

Repentinamente, é a ruiva que vai parar na piscina, dessa vez. Senshi a empurrou sem pensar duas vezes, sentindo-se até mais “aliviado”.

– Você é meio maluca, não é não? – questiona, observando o rosto dela emergir das águas, segundos depois.

– Posso ser, tanto que vai gamar em mim sem querer mais ninguém...

Ele, cansado disso, se levanta e começa a caminhar para a mesma direção que Nagashi tomou, há pouco. Bagunçando ainda mais os seus cabelos molhados com sua mão esquerda, o ato dá maior destaque aos atrativos músculos de seu membro, arrancando suspiros de Juli e outras garotas.

– Ela nunca muda, certo? – Jayden se manifesta, saindo da piscina e deitando sobre a cadeira de Sol que estava sendo utilizada por Senshi.

– Não vale a pena perder seu tempo pensando em pessoas como ela. – opina, fitando-o – Pensei que ainda estava bravo comigo.

– Não vale a pena ficar longe dos amigos, afinal, você sim nunca muda.

Yuong muda a direção de seu rosto, fechando suas pálpebras e delineando na própria face um ligeiro sorriso.

Enquanto isso, Juli sai da piscina, mas algo a puxa de volta, fazendo com que cai para a água, mais uma vez. Emergindo dela, abre os olhos antes fechados, por instinto, e encara o garoto a sua frente.

– Seu imbecilzinho, por que fez isso?

– É divertido. – assume Gingamaru, entre risos.

– Divertido uma ova, seu babaca!

– Mas é claro que é, “oferecida-chan, rejeitada-chan, ignorada-chan”... – debocha, rindo cada vez mais alto.

O rosto da garota até muda de cor, de tão irritada que ela fica. Entretanto, sem argumentos para sua defesa, apenas tenta sair da piscina novamente.

– Cuidado com a mãozinha boba, “tarada-chan”! – exclama ele, assim que ela se retira e se afasta, sem lhe devolver nenhuma palavra.

Alguns dos estudantes se entregam às risadas, outros se seguram. Juli não olha para ninguém, louca de raiva por ter passado por desagradáveis experiências. A impressão que passa aos seus espectadores é que explodirá a qualquer instante.

– Você foi muito mal com ela... – opina Sophia, se colocando ao lado direito dele, na piscina, sendo uma das poucas pessoas com nenhuma vontade de rir da ruiva.

– Essa garota sempre se ofereceu pra todo mundo. É mais rodada que...

– Pare com isso! Não quero ouvir essas palavras sujas! – reclama a mais nova, tapando os ouvidos e se remexendo na água, como se acabasse de levar um choque.

– Tá bom, tá bom... Não precisa pirar, ne? – Gingamaru se rende, fitando-a.

Sayuri, mais distante de todos, se mantem à beira da piscina. Mergulhara por alguns minutos, mas agora se limita a molhar apenas os pés. Por alguns instantes, se vê observando Gingamaru, mas logo se dá conta e reverte seus olhos para a “beleza azul” que lhe mantem úmida até a região próxima dos joelhos.

– Kishimoto-san, como vai? – Tsubaki a cumprimenta, surgindo na área e se assentando ao lado esquerdo da mais velha.

– Vou muito bem e você? – questiona, lhe oferecendo um sincero e estimulante sorriso.

– Vou bem também. – afirma, cerrando os olhos.

– Por que será que não sinto firmeza nas suas palavras?

– Talvez seja porque você seja quase como uma... Uma... – fala, revirando os olhos, tentando encontrar o termo ideal.

– Flautista?

– É, isso! – exclama, alegre – Dizem que flautistas leem as almas das pessoas com a música.

Sayuri não replica, apenas libera alguns leves risos. Sabe ela que, no fundo, bem no fundo, Tsubaki é uma pessoa infeliz, mas que mesmo assim tenta alegrar aqueles ao seu redor. Tem a convicção de que, sem hesitação alguma, vale a pena estar em sua apaziguadora e agradável presença...

Ao longe, uma mulher mais velha, parada, observa atenta a tudo, com seus óculos sobre os olhos. Com o cotovelo esquerdo apoiado com sua mão direita, ela leva seu indicador para o lábio inferior, fazendo então movimentos com sua língua ao redor dele. Sorrindo, no seu rosto, é nítido o desejo incontrolável de satisfazer sua carne.

– Yuong Tsukyomi, você encontrou um páreo duro para você, hein? – se pergunta, observando o garoto em questão – Esse novato, Senshi Yujo... Não saberia escolher qual o mais saboroso. Mas não será necessário...

Sugaku, distante o suficiente para que ninguém note sua presença, arquiteta um plano que, para ela, será infalível. Algo que poderá vir a atender seus anseios mais profundos.

– Prepare-se. Usarei suas armas contra você mesmo, Yuu-kun... – cita o nome dele com um timbre doce e angelical – Assim que Senshi e você tiverem aquele empurrãozinho, o encontro de ambos será tão intenso que liberará até faíscas! Se bobear, vão acabar em cadeiras de rodas...

Ela libera algumas leves, mas audaciosas risadas. Decidida a, assim que puder, alcançar todos os seus objetivos, a funcionária de Kyodai encerra:

– Que se cuidem elas e eles interessados nesses dois, pois se necessário, atropelarei um por um e comprovarei que deuses como tais nasceram um para o outro...

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Nagashi, ainda de biquíni, caminha pelo corredor da ala feminina de quartos. Séria, ela mantem seu andar imponente, como já é naturalmente. Acabara de dar uma passada no refeitório, para comer um pedaço de bolo de morango. Não é o seu sabor favorito, mas a fome não lhe deu muitas alternativas.

– Garotinha... – a voz irritante de um certo alguém ecoa.

A loira cessa seus passos e vira parte de seu corpo para trás. Identificando Juli, ela retoma sua perfeita posição corporal e volta a caminhar, sem interesse algum nela.

– Tem mesmo problemas auditivos, tadinha... – fala a ruiva, com bastante agilidade, para que possa alcançar a novata. – Quer que eu ligue para um bom médico, para que possa verificar sua deficiência?

Nagashi nada diz, pelo contrário, a ignora. A primeiranista, por outro lado, já a alcança, se colocando ao lado esquerdo da mais alta.

– Não quer que eu te ajude, senhorita sili...

– Te dou um conselho: pare de cuidar da vida alheia e comece a dar atenção à sua. Se tivesse essa consciência, talvez estivesse hoje no segundo ano, na turma do seu Senshi querido... – diz, com uma certa irritabilidade que nem mesmo ela compreende.

– Não se preocupe, florzinha. Sei cuidar de mim mesma. – alega, tomando a dianteira e se colocando a frente da outra, interceptando-a.

– Pois não parece, se colocando no meu caminho dessa maneira, parece até ter perdido o juízo, seu um dia já o teve...

– Juízo é para as santinhas imaculadas, não faço parte desse grupo.

A loira sorri, chegando a surpreender a primeiranista. Assim que ouve o dizer da mesma, debate:

– Tenho uma novidade para você: eu também não.

Ao fim de sua declaração, com apenas seu indicador esquerdo, empurra o ombro direito da ruiva, tirando-a do seu caminho e retomando seu andar.

– Você fica com essa pose de superior, deve se achar melhor que qualquer um. Mas eu também tenho uma novidade para você... – alega, seguindo-a sem o desejo de ceder – Você não é.

Nagashi para, mas dessa vez, por sua própria decisão. Já não suporta mais aturar as cantadas de Gingamaru e as provocações de Juli. Com firmeza, vira-se de modo brusco à direção dela.

– Não, eu não sou assim como me descreveu. Quero apenas ficar no meu canto e viver a minha vida, sem ter que suportar pessoas como você. Ponha-se no seu lugar e vá cuidar do que é da sua conta! – a loira tenta se virar, mas antes disso, acrescenta – Mais uma coisa: de fato, eu não sou uma santinha imaculada, pois eu não tenho nenhum pingo de piedade ao cogitar a possibilidade de retirar o entulho instalado no meu caminho. Caso queira fazer parte desse mesmo entulho, aviso-lhe que o custo para tal não será lá dos mais leves...

De repente, a ruiva ergue seu braço direito e, com rapidez, acerta a bochecha direita da outra com um lápis de escrever. Por instinto, e também pelo impulso, Nagashi vira seu rosto para trás. Ao notar que o objeto se fixou na face da sua rival, Juli sente um amargo arrependimento pela atitude tomada.

– Me desculpe, eu...

Interrompendo-a, a mão direita da loia paira sobre o pulso esquerdo da primeiranista e o pressiona com bastante força. Voltando sua face para frente, a neta da falecida Madallena Swords usa sua outra mão para retirar o objeto preso em seu rosto, jogando-o ao chão. A garota que, há pouco dera em cima de Senshi, fica abominavelmente perplexa ao ver que a ferida que sangra em abundância se fecha de maneira instantânea.

– O que... O que você é? – questiona, atordoada, vendo um ardor assustador no par de olhos da novata. – Um zumbi? Um monstro? Uma mensageira do inferno? Um... Um demônio!!!???

Nagashi, apertando ainda mais o pulso dela, decide responder:

– Veja-me simplesmente como “Aquela com qual jamais ousarei me meter”...

Assim que a libera, Juli se vira e corre para a direção por qual veio. Atordoada, tudo o que ela pensa no momento é fugir. Retomando seu equilíbrio e sua segura postura, a loira também se vira, retomando o seu caminho e deixando a ruiva aterrorizada para lá. Levando suas mexas sobre os seios para trás, com ambas as mãos, Nagashi diz para si mesma:

– Pois ainda estou em busca da exata definição do que realmente sou...

Notas finais
Se meu ritmo com a fic estiver mt lento ou mt rápido, podem falar. Qualquer outra coisa tmb, críticas construtivas serão sempre bem vindas^^