Cidade de Yakaratatsu, vestiário feminino do clube Distrito Paradisíaco...

Marin Schneider. Há pouco, decidira, junto de Sanford Mendez, ir para Konton. Contudo, não poderia ir assim: com trajes de banho. Portanto, com pressa, viera para o vestiário se trocar. E já está com roupas cotidianas: uma calça jeans um pouco apertada, sapatos negros de salto alto e uma camisa branca com um pequeno decote.

– Só mais esse detalhe... – pensa ela, sorridente, colocando em seu pescoço um colar de pérolas.

Assim que sua produção acaba aqui, a mulher, sem querer, acaba dando atenção para o reflexo do seu rosto no espelho. É quando se dá conta de que ainda não retornara à sua aparência natural.

– Talvez eu esteja perdendo, mesmo, a minha identidade. – fala para si mesma, séria.

– Eu posso ajudar você a recuperá-la. – ecoa uma voz no local.

O terror toma conta dos olhos de Marin. Seu corpo começa a tremular como folha verde em meio a um vendaval. Conhece bem aquela voz, mas sequer tem coragem suficiente para se virar para trás e conferir. Nem é preciso, afinal o chamado da morte parece lhe convidar com uma fria educação.

– Diga-me qual é o desejo do seu coração, Marin... – insiste a voz, misturada a um barulho de corrente de água.

Repentinamente, a ex-Soldada da Gênese se vira para trás. Colocando suas mãos fixas na borda da pia atrás de si, abaixa sua face e percebe um grande acúmulo de água se aproximando pouco a pouco. Contudo, à certa distância, o tal acúmulo para e, do mesmo, começa a tomar forma um corpo humano.

– Yukino... – recita Marin, aterrorizada.

– Sim, Marin. Sou eu. – confirma a mulher quando seu corpo se materializa o suficiente para tal, passando a encará-la com um olhar frio e gelado.

– Como ela conseguiu me achar!? – pensa a transmorfa, perplexa.

– Eu quero algo de você. – afirma a mãe de Yuki Arima.

A mulher começa a andar em direção a ela. Amedrontada, Marin, mais que depressa, pega sua bolsa negra sobre a pia com sua mão esquerda e a atira no rosto de Yukino. Contudo, quando a face da mulher é acertada, se transforma em água e a bolsa passa direto. Em instantes, a bela volta a ser como antes, sem parar de andar em nenhum momento.

– Não me mate, por favor... – pede Marin, caindo de joelhos ao chão. – Por favor...

Yukino para diante dela, olhando-a com certo desprezo. Cruzando seus braços, articula:

– Não tiveram piedade de mim quando me prenderam naquela cúpula. Sequer pensaram no sofrimento que passei vivendo todos esses anos como uma prisioneira. Sequer deve imaginar o que é passar tanto tempo presa sem poder fazer nada daquela maneira.

– Yukino, perdoe-me, mas... – lágrimas começam a brotar dos olhos de Marin, que abaixa seu rosto e fecha seus olhos, mantendo suas mãos coladas ao chão. – Raiabaru temia o seu poder e tomou aquela decisão. Talvez nem mesmo você conheça seu verdadeiro potencial e jamais conhecerá se matar a todos nós.

– Disse que quero algo de você. – Yukino insiste, não dando muito valor para o clamor da metamorfa. – Não faça julgamentos precipitados sobre mim.

Marin reabre seus olhos. Sabe que, caso ela decida, sua vida já estará ceifada sem chance alguma do contrário. Porém, por alguma razão, sentira algo de diferente no tom de voz dela: algo que não condiz com a personalidade de uma assassina fria e sem sentimentos.

– O que quer? – questiona Marin, erguendo sua face e direcionando-a para a perigosa mulher. – Gostaria de saber a verdade pela qual prendemos você?

– Também. – confirma ela. – Porém, mais importante do que isso, preciso que me diga: o que sabe sobre meus filhos?

“Cabe a você, e somente a você, Yukino, a decisão de qual caminho deverá trilhar...”. Esse é o trecho do bilhete escrito por Anthony que não sai da cabeça da mãe do atual diretor de Kyodai. Não pode negar que o que estava naquele pedaço de papel abalou mesmo a sua certeza sobre a vingança que vinha conduzindo até agora.

– Sei tudo. – afirma Marin, se levantando. – Absolutamente tudo.

– Conte-me. – impera a soberana das águas. – Desejo conhecer toda a verdade que, por tantos anos, esconderam de mim...

– O que está acontecendo? – questiona Sanford ao aparecer na porta do vestiário.

Ele não queria “invadir” o local dessa forma. Contudo, Marin demorou tanto que Sanford começou a ficar preocupado e veio aqui. E, de certo modo, estava com a razão em se preocupar com a metamorfa...

– Sanford!? – a transmorfa se espanta. – Não venha aqui, por favor!!

– Quem é ela? É a tal Yukino? – o Mendez tenta saber.

Yukino dá meia volta e lança seu olhar gélido sobre o homem em questão. Apesar disso, ele não se abala.

– Me conhece? – ela pergunta.

– Ouvi histórias sobre você. – responde ele. – Veio aqui matá-la?

– E se for? – a bela o provoca, descruzando seus braços e colocando suas mãos em sua cintura.

Ele ergue suas mãos um pouco, mantendo-as à frente do seu corpo. De suas palmas, dezenas de faíscas elétricas começam a ser produzidas. Sério, Sanford afirma:

– Não vou deixar você feri-la.

– Sanford, não faça isso!! – implora Marin. – Você não faz ideia do terror que é a fúria dela!!

Sem pensar muito, o ex-Soldado da Gênese atira poderosas rajadas elétricas contra Yukino: o suficiente, provavelmente, para matar qualquer pessoa comum e transformá-la em puro carvão. Porém, cada local do corpo dela que é acertado pelos feixes de energia se converte em água.

– Mesmo que seu corpo se transforme em água, você não poderá escapar, pois água é condutora elétrica e qualquer pessoa sabe disso. – garante Sanford, mantendo seu poder à todo vapor. – Seu poder de se transmutar em líquido acaba que ampliando os danos que levaria normalmente.

Por alguns instantes, ele estende tudo até quase ultrapassar um minuto: quando o corpo de Yukino não suporta mais e para de se transformar em água – ela cai de costas para o chão, aparentemente, sem consciência. Depois, o Mendez presente cessa e abaixa seus braços. Apesar disso, não há confiança na expressão de Marin.

– Ele não faz ideia de com quem está se metendo. – pensa a metamorfa.

– Acabou. – fala ele, sério, observando o corpo da mulher abatida.

De repente, como se nada tivesse acontecido, Yukino se levanta.

– Água é algo consagrado. – afirma ela, quando seu corpo se reconstitui como sempre, impressionando tanto Marin quanto Sanford: os ferimentos que sofrera, através da água, desaparecem. – Saiba que, em estado puro, água não conduz energia. São as impurezas que mancham a honra das águas...

A mulher estende sua mão direita em direção a ele. Séria e ainda com sua fria expressão e seu gelado olhar, diz:

– Você não sabe o quanto a água, que tanto é subestimada, pode ser poderosa. Mas agora lhe dou a chance de escolher, meu querido. – e, ligeiramente, ergue um pouco mais sua palma aberta. – Água, vapor, gelo ou neve?

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– Não! – exclama Senshi perante Nagashi Swords. – Não me peça, jamais, algo assim!

– É a única forma de acabar com tudo. – fala ela, sorrindo como quem já aceitara a morte. – Eu sou uma pessoa que apenas traz o sofrimento. Até hoje foi assim.

– Não, você não é! – declama o garoto que, mais alto, mantem sua face um pouco abaixada para encará-la nos olhos. – Você trouxe tanto para todos nós! Não pode desistir assim, de tudo, de uma hora para a outra.

Tsubaki Seijitsu, Kaoru Tohara e Amaya Ome decidem ficar somente observando a situação. É melhor não interferirem: pelo menos agora não.

– Eu preciso, Senshi... Eu preciso...

De repente, um beijo. Mantendo as mãos conectadas, eles se beijam, sendo que a iniciativa foi dele. E isso se estende por alguns segundos até o empático descolar os seus lábios dos dela, deixando-a perplexa e sem ação.

– Eu te amo. – fala ele. – Nunca mais me peça algo assim.

– Eu também te amo. Mas, Senshi...

– Pare com isso, Lendária. – exige a voz de alguém.

Todos os presentes se viram em direção ao ponto de onde vem tal voz. É aí que a se apresenta a viajante do tempo, Reiko Ushiromiya, acompanhada por Lucy Rouvier, Anthony Christhurt, Daisuke Saruma, Sherry Fontaine, Daniel Strauss, Luka Trancy Gold e Kenny McGiven.

– O que será do mundo se logo você desistir de si mesma? – questiona a espadachim, andando em direção ao grupo.

– Quem é você? – pergunta Nagashi, virando-se para ela. – Por que me chama dessa forma?

Reiko e seus acompanhantes se aproximam o suficiente. É aí que Daniel se manifesta:

– Ela é uma viajante do tempo e veio para cá com uma missão muito importante.

Nagashi, Senshi, Amaya, Kaoru e Tsubaki ficam espantados ao ouvirem isso. Na sequência, a Swords questiona:

– Que missão é essa?

– Já não importa mais, pois foi concluída. Não da maneira que foi planejado, mas foi. – afirma Reiko. – Só o que tenho a fazer agora é falar com vocês dois. – e alterna seu olhar entre Nagashi e Senshi.

– O que quer conosco? – indaga o empático.

– Dizer o que foi pedido por quem me enviou até aqui. – responde, mantendo-se séria.

Nagashi e Senshi, analíticos como sempre são, observam com atenção a expressão e o olhar da espadachim do futuro. De certo modo, podem sentir que ela não é uma inimiga. Ainda assim, seria certo confiar em uma desconhecida que se diz viajante do tempo?

– E quem nos manda sua mensagem? – questiona a Swords.

Reiko respira profundamente. Em seguida, focando sua atenção em Nagashi, declara:

– Alguém que depende das medidas corretas de vocês dois para passar a existir nesse mundo.

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Enquanto isso, na classe dos alunos especiais...

– Afinal, o que vocês querem? – questiona Akemi perante uma das várias duplicatas de Nagashi que se dividiram por aí.

– Queremos revolução. – responde a loira, encarando-a seriamente. – É isso o que queremos e é atrás disso que estamos.

Além de Akemi, Lygis Pégasus, Saori Tohara, Yuong Tsukyomi, Julie Gray, Arin Cowne Style, Christopher John Huxley, Eric White e James Anthony Krum: todos observam ela atentos.

– Como assim revolução? – questiona Chris.

– Em breve, tudo vai mudar. – garante ela, colocando as mãos em sua cintura. – Nada mais será como era antes: será um mundo novo. Um mundo no qual os humanos avançados serão conhecidos.

Lygis fica perplexa, encarando-a. Atordoada, decide se manifestar:

– Está louca!? Quer dar início a uma nova Guerra Mundial!? Tanto a Gênese quanto a Carmesim começaram justamente para impedir a eclosão de uma guerra entre pessoas normais e pessoas com habilidades especiais. Não somente isso, mas quando a nossa verdade for divulgada, conflitos internos entre esses dois grupos trarão o fim do mundo!

– Como podem ter tanta certeza? – indaga a loira perigosa. – Por acaso consultaram um fato sólido que pudesse levar a isso?

A professora se cala. Não tem mais nenhum argumento. Apesar disso, a duplicata de Nagashi Swords continua:

– As pessoas, muitas vezes, são tolas o suficiente para criarem suas próprias concepções e se tornarem dogmáticas ao ponto de desconsiderarem todo o resto. Esse é um dos maiores erros da humanidade. Na verdade, sempre foi.

– E por acaso matar é correto? – questiona James.

– Estamos matando pessoas que merecem morrer. – afirma ela. – Até porque somos parte de Nagashi Swords, quem foi consagrada com o poder de mudar o mundo. Porém, se ela ainda não está preparada para assumir a própria missão, nós, suas personalidades alternativas, faremos isso no lugar dela.

– Isso significa que, no fim das contas, estão fazendo tudo isso pela Nagashi? – questiona Eric.

– Não se engane. Estamos fazendo isso pelo mundo. – garante ela. – Pelo bem de toda a humanidade.

Repentinamente, a duplicata da Swords dá meia volta. E, desse modo, prossegue:

– Se por acaso pretendem me impedir, façam isso agora. Contudo, garanto que as outras vão continuar com esse objetivo e concluí-lo cedo ou tarde.

– Pessoal! – exclama Arin, chamando a atenção de todos. – A fraqueza dela é uma pequena porção do cérebro do qual provém suas habilidades especiais!

É aí que Jimmy se prepara, ativando o seu poder.

– Estou neutralizando o poder dela! – declama James. – Mas ela é forte demais! Vou conseguir segurar apenas por cinco segundos!

Em seguida, é Akemi quem entra em ação. Cria uma ilusão na mente da inimiga na qual o chão começa a engoli-la lentamente. Apesar da duplicata de Nagashi Swords não se amedrontar com isso, se encontra paralisada. É aí que Eric retira uma espécie de adaga da sua cintura e, mais que depressa, se move com sua supervelocidade. Em instantes, a lâmina vai parar no seio esquerdo do seu alvo e ele retorna para seu ponto anterior: e com uma velocidade assustadora.

– Ela poderia ter nos atacado se quisesse. – afirma Saori. – Tudo o que ela disse foi sincero.

A personalidade alternativa de Nagashi desaparece como névoa ao se dissipar. Em seguida, Akemi respira profundamente. Se virando para todos, fala:

– Vamos. Precisamos nos reunir com os outros.

– É. – concorda Eric, guardando sua adaga. – Você tem razão.

Desse modo, todos os estudantes se retiram da sala. Lygis, por sua vez, permanece aqui, observando o afastar do grupo. E refletindo sobre tudo o que ouvira há pouco. Suspirando, se pergunta:

– Será que, de fato, nosso maior erro foi a nossa arrogância?

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Em um corredor de Kyodai, longe dali...

Juli Arima caminha sem rumo. Depois de tudo o que vira há pouco, quer mesmo é tomar um banho gelado, se jogar na cama e se esquecer de todos os seus problemas. Mesmo estando em horário de aula, não tem condições para participar de uma nesse estado psicológico em que se encontra.

– Estou cansada da vida. – pensa ela, sem ânimo até mesmo para causar suas confusões de sempre por aí.

Enquanto anda, ao virar sua face para o lado direito, vê pela extensa vidraça Nagashi Swords caminhando lá fora no jardim – na verdade, uma das duplicatas dela.

– Vou fingir que não estou vendo nada. – sugere para si mesma, voltando sua face para frente.

Repentinamente, ela sente uma pontada em sua barriga. E, de imediato, as lembranças de Gingamaru Pride, de modo sobrenatural, começam a ressurgir em sua cabeça. Acaba parando de andar, levando sua mão direita à cabeça.

– Gingamaru... Como pude me esquecer de você?

De imediato, os planos da garota mudam de forma tremenda. Em poucos minutos, ela vai para o local onde Gingamaru foi atacado por Rick Mendez: aquela piscina que, com suas águas, parece ter a meta de lavar a mente da jovem e trazer de volta memórias esquecidas – ou melhor, apagadas.

Agora, quando já está diante da piscina, se posiciona na beira da mesma, observando o seu reflexo na água.

– Sou uma idiota. – fala para si mesma.

– Filha... – Yuki, vindo por trás, a chama.

O diretor se coloca ao lado direito da Arima mais jovem. Não trocam olhares e permanecem em silêncio por alguns segundos até ele decidir se manifestar novamente:

– Se lembrou dele?

– S-sim. – afirma ela. – Não muito bem, porque minha mente ainda está bem confusa.

– O Kenny me contou, brevemente, sobre o que você falou para ele. É verdade o que ouvi?

– Deve ser. – ela revira os olhos. – Desde quando se importa comigo?

– Perdão.

– Nada deveria justificar o que houve comigo. – diz ela, voltando-se por completo para seu pai. – Estou morrendo. Com memórias desfragmentadas, sou mais uma carcaça velha do que um ser humano.

– Não diga bobagens. – pede Yuki, se virando para ela também. – Você é muito importante para mim. O erro foi meu que não dei o devido valor para você, nem calculei os prejuízos que teria tendo a memória apagada tantas vezes. Não lhe julgo se não me perdoar, mas te suplico: não desista da vida, minha filha.

– Você tirou a minha vida de mim. Não tenho do que desistir. – fala ela, com uma expressão neutra e um tanto quanto vazia. – Devo aceitar as coisas como são e esperar a morte.

– Sua mãe não aprovaria a sua forma de pensar.

Ao ouvir isso, a garota arregala seus olhos. Engolindo seco, sua expressão agora é de espanto total.

– O amor dela consagrou a sua vida quando veio ao mundo, Juli. Infelizmente, não fui capaz de assumir o papel de pai e mãe simultaneamente e por isso tanta coisa lhe aconteceu. – ele argumenta, com as mãos nos bolsos da calça. – Outros pais em situação semelhante à minha, muitas vezes, conseguem sim cuidar dos seus filhos sozinhos. Entretanto, falhei porque fui fraco.

A mãe de Juli, Hana, morreu no parto. Era uma gravidez de risco, mas a esposa de Yuki optou por levá-la até o fim e ele consentiu. Na hora H, não foi possível para os médicos salvar ambas e a mulher teve de escolher. Ela abriu mão de sua vida para que sua filha pudesse conhecer as belezas de sua própria existência. Foi assim que Hana partiu deste mundo deixando para o filho de Yukino a pequena que, hoje, é Juli Arima, consagrando-a com seu amor, com sua fé e sua esperança.

– Não jogue fora o ato de amor da sua mãe. – exige ele. – Posso entender o seu ódio por mim, mas não posso admitir que despreze todas as fichas que Hana depositou em você. Não mesmo!!

– Nada do que fale mudará o meu destino. – garante, acreditando estar bem certa do que diz. – Tudo quem um dia nasce, um dia deve morrer. Não vou acabar com a minha vida, mas vou aceitar o fim da mesma.

Desse modo, ela dá meia volta. Começando a caminhar, vai se afastando do seu pai. Virando-se para ela, ele suspira e questiona, aumentando seu tom de voz:

– Você amava o Gingamaru, não é?

Ela para de caminhar, sentindo seu coração à mil. Perplexa, engole seco e, sem olhar de volta para seu pai, decide responder:

– Até mesmo a chance de amar foi tirada de mim...

E assim ela volta a caminhar se afastando. Frustrado, Yuki se vira de novo para a piscina. Olhando para a água da mesma, acaba se lembrando de sua mãe Yukino. E quando isso acontece, sente uma estranha sensação brotar em seu peito esquerdo. Algo nostálgico, talvez...

Com isso, ele se agacha. Aproximando-se mais da água, usa seu indicador direito para tocar na mesma. E pensa:

– Talvez tudo fosse diferente, mãe... Se você estivesse aqui...