Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
42 Capítulo 36 - Pleonasm
Palácio da Gênese...
– Onde estará Sophia Cianno? – Kenny, correndo pelo local, se pergunta mentalmente.
Se soubesse, com exatidão, o paradeiro da garota que ele e todos que invadiram a sede dos Soldados da Gênese procuram, seria bem mais fácil. Bastasse se teleportar para o local devido e retirá-la do Palácio da Gênese, e sem nenhum problema. Não seria necessário, sequer, a ajuda dos estudantes. Nagashi Swords, Tsubaki Seijitsu, Yuong Tsukyomi, James Anthony Krum, Lucy Rouvier, Saito Urushihara, Kaoru Tohara e Senshi Yujo correm perigo a cada minuto que passam neste lugar. E, principalmente, o bem estar deste último é o que mais lhe preocupa.
– Irmão, fique bem. – pensa, lembrando-se de Senshi. – O papai vai me matar se algo acontecer a você. E, além disso, eu me importo muito contigo.
O assistente direto de Yuki Arima continua correndo, mas sem deixar de pensar no amado de Nagashi Swords. Sim, Kenny se preocupa com todos. Mas, inevitavelmente, se preocupa de modo excessivo com o irmão mais novo.
– E espero que fique de olho na Nagashi. Não deixe, por favor, Arashi se tornar um problema a essa altura do campeonato. Seria desastroso!
E, com um suspiro, abandona seus pensamentos sobre Senshi. No fundo, sabe – e muito bem – que, após sofrer tanto, o estudante do Ensino Médio consegue sim se virar sozinho. E, ao lado de Nagashi, não há nada para se temer... Pelo menos, é o que se espera...
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De um lado, Lucy Rouvier. Do outro, Saito Urushihara. Juntos, eles correm pelo local, tendo como intuito encontrar e salvar Sophia Cianno das garras de lunáticos como os integrantes dessa organização. Não sabem, exatamente, onde está ela, nem como farão para achá-la de fato. A única coisa que sabem é que não permitirão, de forma alguma, que uma amiga permaneça prisioneira de pessoas que fazem de tudo para alcançar seus objetivos.
– Lucy-chan, você...
– “Lucy-san, Lucy-san”! – a garota, frenética, o corrige, enquanto corre ao lado direito dele.
– Tudo bem... Mas eu acho que tanto faz, tanto fez...
– Fale logo e de uma vez! – exige a garota, enquanto ele revira os olhos.
– Acha que a Sophia-kun ainda está viva?
Por alguns instantes, a garota se mantem em silêncio. No seu mais profundo ser, procura uma resposta esperançosa. Entretanto, por mais que se importe com a vida de Sophia Cianno e com a reação de Saito ao ouvir seja lá o que for dizer, Lucy não é capaz de escapar da sua maneira “racionalista” de ser. Em outras palavras: sua amiga, provavelmente, já está morta, mas não consegue admitir nem para si mesma.
– Hein? Você acha que ela ainda pode estar viva? – o garoto insiste, após segundos e segundos de silêncio de sua companheira.
De repente, uma dor estranha toma posse do peito esquerdo da jovem. Não entende bem do que se trata, levando então a respectiva palma para tal área. Mas afinal de contas, o que poderia estar acontecendo? Há anos – ou talvez, por toda a sua vida – Lucy Rouvier nunca soube o que é sentir dor. Será que ela, que permanecera confrontando a credibilidade dos sentimentos humanos por tanto tempo, estaria por fim se entregando a eles?
– Lucyyyyy... – enfatiza Saito, passando a observá-la integralmente. – Está surda?
– Eu acho que... – ela, então, decide responder. Contudo, um feixe elétrico atinge seu pulso direito, fazendo-a não só se calar, como também cessar seus passos.
Ao perceber tal fato, Saito também para de andar. Preocupado com a amiga, tenta ajudá-la, mas a indiferente expressão da adolescente o desmotiva.
– Até parece que não sentiu dor. – pensa o garoto, fitando-a, impressionado. – Será que a habilidade da Lucy cobre isso também?
– Basta. Não avancem mais. – exige um homem alto e desconhecido, ao se posicionar a alguns metros da dupla.
Assim como sua amiga, Saito Urushihara também direciona seu rosto para o recém-chegado. No fundo, já esperavam que alguém surgisse para impedi-los de continuar. Porém, nada nem ninguém poderá, de fato, bloquear o objetivo que ambos possuem: salvar Sophia. Os dois estão dispostos a colocar suas vidas em perigo para levar a amiga de volta para casa.
– Quem é você? – questiona o primeiranista. – Se está tentando nos parar, já aviso: desista, não vai conseguir.
– Sou Sanford Mendez e, humildemente, venho pedir que se retirem.
– Como é que é? – o garoto, indignado.
– Isso mesmo que ouviu. – reforça ele, cruzando os braços. – Foi meu irmão quem invadiu Kyodai e os atacou, mas eu sou diferente. Não pretendo espalhar o sofrimento por aí desnecessariamente.
– Ele era seu irmão? – ela repete, um pouco surpresa. Em seguida, analisa alguns dos traços do rosto do homem, como se procurasse um apoio para sustentar a afirmação do mesmo.
– Sim, mas não quero causar dor às pessoas como ele. Portanto, peço que se retirem daqui.
– Você é burro? – questiona Saito, ainda mais indignado e irritado. – Será que não entende que não arredaremos os pés desse buraco enquanto não salvarmos nossa amiga?
– Vocês não conseguirão. Eu é que pergunto: as palavras de Marin Schneider não foram claras o suficiente?
– As palavras de quem? – Lucy, sem entender.
– A mulher que os recebeu é uma de nós. Seu nome verdadeiro é Marin Schneider e ela possui a capacidade de mudar de forma. Digamos que sempre utiliza esse dom para brincar com os outros. Não foi diferente com vocês. – esclarece, sendo bem direto.
– Entendo. – afirma a garota. – Porém, tudo o que ela falou é mesmo verdade, não é?
– Sim. Então, mais uma vez, eu peço que se reúnam com seus outros amigos e abandonem o Palácio da Gênese. – pede Sanford, em um tom de súplica. – O mundo deve ser purificado com o mínimo de sangue possível.
– Por que está fazendo isso? – a “cientista maluca” tenta entender.
– Do que fala exatamente?
– Por que está do lado de uma organização tão cruel, mas não quer ferir os outros? Por que está tentando nos fazer desistir? – Lucy tenta eliminar suas dúvidas. – Por que se preocupa com pessoas que deveria matar?
Sanford se mantem em silêncio. Os olhos dele permanecem colados aos de Lucy. Notando isso, por algum motivo que não saberia dizer qual, Saito se incomoda. Talvez pura raiva por tudo o que os Soldados da Gênese estão cometendo, revolta contra si mesmo por não ter sido capaz de proteger Sophia quando ela mais precisou ou... Simplesmente, ciúmes. Esta opção é a que, em definitivo, ele se recusa a aceitar.
– Não tenho nenhuma obrigação de te responder. – afirma Sanford. – Agora vão embora.
– Eu vou te dar um soco daqueles, cara! – grita Saito, chamando para si a atenção dos outros dois presentes.
– Saito? – Lucy se surpreende com o comportamento do garoto, chegando a demonstrar seu espanto pelos seus olhos arregalados. – Quando foi que você ficou assim... Tão explosivo? – pensa, pasma.
– Vou fazer você sair do nosso caminho! – grita ele, outra vez. – Eu é que te peço: saia da nossa frente, pois caso contrário, vou passar por cima!
Sanford, apesar das ameaças dele, não demonstra o interesse em obedecê-lo. Não sente, sequer, um pingo de medo perante as palavras firmes do estudante. A vontade de Saito é, de fato, forte. Contudo, tão forte quanto a dele é a que o irmão do falecido Rick Mendez possui.
– Não. – corresponde ele, simplesmente.
De imediato, o garoto dá um incrível salto para cima do maior. Sanford se surpreende com a atitude, mas nada faz. Lucy, por outro lado, já sabe o quão perigoso o representante da Gênese pode ser. E clama:
– Saito, não faça isso!
O estudante não se segura, mesmo com o pedido dela. Sem reter a sua força, acerta vários socos e chutes contra o corpo do sujeito. Sua agilidade com os golpes chega a impressionar. Mais do que nunca, o primeiranista está tomado por sua fúria.
– Saito, pare! – pede Lucy, correndo em direção aos dois.
Ainda assim, ele não para. A surra que Sanford sofre agora continua e continua. Os principais alvos do adolescente são o rosto e o estômago do Soldado da Gênese. E, impiedosamente, acerta um imponente chute com sua perna direita, impulsionando sua vítima para alguns metros de distância.
– Você é louco? Ele poderia ter te matado! – exclama a garota, ao se colocar ao lado direito do aliado, encarando-o então.
– Eu que poderia ter matado esse desgraçado!
– Por que está tão revoltado? – indaga ela, suspirando, mais aliviada já que ele está fora de perigo. – Ele apenas estava defendendo o ideal do grupo e sequer queria nos machucar. Não precisava disso tudo.
– Ele está contribuindo para o sofrimento da Sophia-kun! – deixa bem claro, fazendo com que os olhos de Lucy se arregalem, outra vez. – Nem que eu tenha que desfigurar a cara desse imbecil, eu não estou disposto a perder mais do nosso tempo por aqui.
Sem esperar mais nenhum instante sequer, ele passa a correr em linha reta, se aproximando de Sanford, estando este no chão. Todavia, a intenção de Saito não é acertar nenhum outro soco ou chute nele, mas sim encontrar Sophia o quanto antes.
Lucy, por outro lado, se mantem imóvel. Nunca imaginou que ele poderia se importar tanto com Sophia. Porém, algo a faz acreditar que o amigo teria a mesma reação com qualquer um dos outros. E...
– Amigo... Amizade... Esperança... Amor...– pensa a garota, ao refletir sobre essa palavra. – Ultimamente, essas quatro palavras estão se tornando cada vez mais frequentes em minha mente.
Repentinamente, um estrondoso choque e um arrepiante urro de dor quebra o transe da jovem. Atordoada, Lucy observa Saito caindo de bruços ao chão, após levar uma terrível descarga elétrica por alguns segundos.
– Eu avisei, mas ele não me ouviu. – diz Sanford.
O seu rosto está coberto pelo próprio sangue, o que fora derramado após os impactos causados através dos ataques desenfreados do estudante. Levantando-se, com dificuldade, do chão, o irmão do falecido Rick Mendez sente dor em algumas partes do seu corpo. Não se surpreende, por outro lado, com isso. Afinal, no instante em que decidiu deixar Saito utilizá-lo como bode expiatório para jogar para fora toda a sua raiva, Sanford sabia que não sairia ileso depois de tanto.
– Por que fez isso? – questiona Lucy, ainda impactada com tudo, mas sem sair do seu lugar.
– Eu deixei que ele me machucasse um pouco. – alega, sentindo uma forte dor em seus dentes. Dois ou três devem estar quebrados. E, também, o sangue que sai de seus lábio dificulta sua fala.
– Por quê? – indaga, sem entender. – Você tem algum problema?
– Não. Eu sabia o quanto esse garoto estava irritado, não só pelos fatos que já conhecemos, mas também por que ele te ama.
– Como é? – ela, abismada.
– Esse garoto sentiu sua ira ser multiplicada por níveis inimagináveis com um simples choque que te dei. Ele te ama.
– C-como pode afirmar algo assim? Sequer nos conhece. – argumenta, um pouco confusa.
– Você é racional demais e talvez isso bloqueie sua compreensão sobre os sentimentos alheios e até mesmo os seus. – comenta o homem, sentindo muita dor por todo o corpo, mas sem o interesse de desfazer sua pose. – Ele te ama.
– Ai, que coisa! – grita ela, levantando ambos os braços. – Pare de repetir isso, eu já entendi.
– Será que entendeu mesmo? – indaga, arqueando a sobrancelha esquerda.
Antes mesmo de permitir que ela abra seus lábios, outra vez, o homem estende seus braços em direção à Lucy, que apenas abaixa os seus. Impiedosamente, poderosas descargas elétricas saem de suas palmas e atacam o corpo da estudante. Porém, sem se intimidar, a adolescente apenas observa Saito, distante de si e inconsciente.
– Você é mais tola do que julga ser. – afirma ele.
– Eu não sou tola, apenas tento me apegar aos fatos. – ela se defende, enquanto continua sendo eletrocutada.
Apesar disso, Lucy não sente absolutamente nenhum pingo de dor. Ciente de tal verdade, Sanford continua com suas descargas, sem a intenção de cessar.
– Arrogante. Você não passa de uma garota arrogante.
– Eu não sou...
– É sim! – grita, fazendo-a se calar. – Por não sentir dor, passou a se achar, mesmo que involuntariamente, superior aos outros. No fundo, pensa que vive acima do bem e do mal por ser invulnerável.
– Não são vocês, da Gênese, aqueles que estão se achando acima do bem e do mal?
– Não, pois pelo menos eu tenho um objetivo ao continuar fazendo parte dessa organização. Mas e você: será que sabe o que realmente quer? – a confronta. – Será que está sendo sincera com seus próprios sentimentos?
Desta vez, ela se cala. São raras as vezes em que alguém consegue fazer Lucy ficar sem argumentos em uma discussão. Contudo, por mais que tente, não consegue pensar em nada para usar ao seu favor. E ele, apesar disso, prossegue:
– Enquanto uma pessoa puder ser considerada como humana, não conseguirá escapar dos frutos cultivados por seu coração.
Seus olhos se arregalam. A estudante de Kyodai não queria admitir, mas a verdade é que também o ama. Sim, ama Saito Urushihara, mesmo que odeie esse sentimento. E, quando se entrega a isso, uma ligeira dor física se espalha por todo o seu corpo, o que a faz gritar.
– A dor não é sinal de fraquezas, garota, pois é ela quem nos relembra nossa própria humanidade. É a dor que nos torna mais fortes. É a dor que constrói a nossa verdadeira força e, sem ela, é impossível crescer. Sem a dor, tudo o que nos resta é apodrecer como uma fruta que sequer pôde se tornar madura.
Ao afirmar isso, Sanford cessa os seus choques, abaixando bruscamente os seus braços e virando-se para o outro lado. Lucy Rouvier, sem o que fazer, apenas cai de bruços ao chão. Contudo, em sã consciência.
– No momento em que compreender tudo o que te falei, será capaz de ultrapassar os seus próprios limites. – diz o Soldado da Gênese, se afastando.
– Não entendo. Como posso ter sentido tanta dor? – se pergunta, em baixo tom, enquanto se esforça para olhar para frente. Inevitavelmente, vê uma folha de papel planando e se aproximando do chão, próxima de Saito, desacordado.
O corpo dela, instantaneamente, se recupera. Porém, a dor continua ardendo na sua pele.
– É amor. – articula Sanford, ao parar de caminhar. Sem evitar, ela olha para ele, e então, de costas, o homem completa: – O amor pode oferecer dor, mas quando essa mesma dor é vencida e superada, o que se conquista é algo sem precedentes.
Voltando a andar, ele deixa os dois estudantes no local. A “cientista maluca”, por sua vez, se levanta e vai em direção a Saito com leves passos. Há um enorme buraco em suas vestes, na região da barriga, onde levou o choque de Sanford. Afinal, seu corpo se regenera, mas as roupas não. E, ao se aproximar o suficiente dele, se ajoelha perto da porção esquerda da face do mesmo.
– Eu prometo, Saito, que não fugirei mais do que sinto. – diz ela, assim que um sorriso toma conta do seu rosto, analisando cada trecho da face dele. – Dor e amor: a partir de hoje, será essa a base da minha força!
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Bem próximo dali, estão parados – e lado a lado, juntos – Senshi Yujo e Nagashi Swords. Diante deles, uma mulher tenebrosa: Grade Lark.
– Nos deixe passar. – exige a garota, séria, colocando-se a frente do amigo.
– Não. – responde a Soldada da Gênese, com o braço direito enlaçado no próprio corpo, abaixo dos seios. O esquerdo está erguido, apoiando seu queixo. – O único destino que os espera é o mundo da morte.
– Não seja boba. Não estamos a fim de perder tempo com brincadeiras. Saia da nossa frente. – insiste a loira, ficando mais irritada a cada segundo.
– Se você não é capaz de entender a minha mensagem, talvez eu possa lhe ajudar nisso... – afirma Grade, exibindo um sorriso sádico e cruel. – Os matarei e levarei suas almas para o mais profundo inferno.
Nagashi Swords fecha seu punho direito, irritadíssima. De fato, não estava com o interesse de ferir pessoas, não mais. Sente-se muito culpada por todo o sangue que derramou. Até mesmo Minos Tsuyoshi e Rick Mendez, que tentaram arrancar sua vida, não mereciam os trágicos fins que sofreram: é a opinião da adolescente. Tudo o que ela quer, agora, é poder superar esses momentos de dor e alcançar a paz. Contudo, a neta da falecida atriz Madallena Swords já sabe: tal meta, pelo menos por enquanto, terá de esperar.
Com um longo suspiro, a estudante rebate o dizer da inimiga:
– Então tente, se for hábil o suficiente para isso.
– Espere, Nagashi. – pede Senshi, com dois passos para frente, reposicionando-se bem à esquerda dela. – Essa mulher... Eu sinto algo diferente vindo do coração dela.
– Do que você está falando? – a loira tenta entender, sem deixar de observar Grade Lark.
– É como se houvesse um buraco negro em seu interior, devorando todos os sentimentos que possui, deixando apenas um vazio infinito.
– Eu também estou sentindo isso. – afirma a garota, distanciada por alguns metros de Grade, tal como Senshi. – Não sei explicar bem, mas é como se o que estamos vendo agora é outra faceta dela.
– Múltipla personalidade, como no seu caso? – indaga o estudante de cabelos prateados.
– Talvez...
– Detesto que as pessoas falem de mim assim, na cara dura. – a mulher em questão se manifesta. – Estou bem aqui, moleques. Ou se esqueceram desse mero detalhe? – questiona, arqueando sua sobrancelha esquerda.
– Não nos esquecemos. Pelo contrário, estamos decididos a sair daqui, nem que tenhamos que fazer isso passando por cima de você. – a aluna de Kyodai deixa bem claro.
– Garota arrogante, prepotente e fraca! Prepare-se! Pois, primeiro, darei fim à sua vida. – afirma Grade, erguendo suas mãos.
Antes mesmo de ser capaz de fazer algo, Nagashi se vê envolta por trevas. Toda a luz desaparece e, agora, a estudante se encontra em completo e infinito breu.
– O que é isso? – pensa a jovem, atordoada, olhando para todos os lados. Não entende como, de uma hora para outra, tudo se ocultou nas sombras. – Senshi? Você está aí?
– Não há ninguém por aqui, senão eu. – articula a firme voz de Grade Lark, ecoando por todo o local. – Chegou o momento, Nagashi Swords, de conhecer a verdadeira escuridão...
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