– Então o senhor me conhece? – indaga Tsubaki, um pouco surpresa, caminhando com algumas pétalas coloridas de flores diversas ao redor de si.

– De certa forma, sim. – pontua. – Mas não me chame de senhor. Não sou tão mais velho do que você.

Ambos param. O que os separa são alguns metros. Por alguns segundos, os dois se entreolham, mas sem que ninguém diga nada. Entretanto, decidida a quebrar o silêncio, Tsubaki leva sua mão direita para a frente da sua boca – é o que sempre faz quando insegura. E de fato insegura pela presença do estranho – não por medo, mas por algum outro sentimento que não saberia descrever –, questiona:

– Você é um humano avançado, não é?

– Sim, eu sou. – garante ele.

– Eu sabia... – afirma ela, sorrindo. – Não sei se eu deveria compartilhar isso logo com um desconhecido, mas se você é o que eu já esperava, eu... Talvez... – hesita por alguns instantes, observando as pétalas ao seu derredor. – Possa dizer...

Ele se mantem em silêncio. Tsubaki, voltando seu olhar para o sujeito, conta:

– Minhas pétalas, quando me cercam, me permitem identificar pessoas distintas de uma maneira bem diferente, como se cada pétala pudesse representar um perfume específico de determinada pessoa. – e suspira. – É algo novo e recente que não consegui dominar ainda...

– Por isso sabe quem eu sou?

– Não sei dizer ao certo. Afinal, ainda é algo novo demais para mim... – explica, demonstrando um brilho sincero em seu sorriso. – Mas as flores me permitem ter a certeza de que você poderia me representar perigo se quisesse... Mas não quer.

Repentinamente, o sujeito ergue sua mão direita à frente do seu corpo, mostrando quatro dedos. Tsubaki, surpresa com a atitude dele, se pergunta sobre a razão disso. É quando o homem declara:

– Quatro pilares... Fênix, Raphael Dawson, Edward Strauss, Grade Lark... – e abaixa a mão. – São os quatro que sustentam o cenário do futuro negro que ainda pode cair sobre a humanidade. Um deles já foi derrubado, por suas mãos.

– Não gosto de pensar dessa maneira. – articula ela, se abraçando, deixando seu olhar ser envolvido por uma sombra de angústia. – Eu não aprecio lutas ou guerras, nem gosto de ferir as pessoas.

– Eu não conheço você na verdade, mas conheço a sua conduta e postura. – ele garante. – Seu coração é contra qualquer tipo de combate, mas eu garanto: quando os quatro pilares ruírem, tudo terá fim. Se bem que apenas um deles é a verdadeira ameaça...

– Eu ainda sonho com um mundo em que as pessoas não mais esmagarão os outros para viver ou derramarão sangue para sobreviver... – e sorri novamente, fitando o céu por alguns momentos.

O céu, até agora acinzentado e nublado, começa a ser preenchido, gradativamente, por um azul belo e encorajador. Dessa maneira, ele também olha para o céu. Sendo capaz de compreender a verdade por trás dos sentimentos de Tsubaki, ele finalmente declara:

– Então lute somente mais esta vez, ao lado dos seus amigos... – e sorri. – Pelo sonho que tanto preza...

/--/--/

Nagashi Swords. Desolada, e longe de onde está Tsubaki, Nagashi Swords...

– Eu... – pensa ela, ainda no mesmo estado espiritual e psicológico deplorável de minutos atrás. – Não sei de mais nada...

As lágrimas continuam a correr dos olhos da loira. Não consegue evitar o próprio choro. Nagashi continua arrasada e sem forças para reagir. Suas pernas permanecem dobradas, sustentando o restante do seu corpo. Não faz ideia de que há muitas pessoas vindo ao seu encontro – algumas esperadas, outras, nem tanto...

– E por que... – se abraça, olhando para o céu que, pouco a pouco, vai perdendo o seu cinza desmotivador e ganhando um azul muito mais radiante e envolvente. – Eu não consigo sentir o Senshi?

– Tola. – fala a voz de alguém.

Nagashi abaixa sua face, olhando para trás. Ao longe, vem vindo quem faz seus olhos arregalarem de espanto: Edward Strauss, Dark. De imediato, ela se levanta do chão. Questiona, perplexa:

– Você está vivo?!

– Sim. – corresponde o sujeito, com suas vestes em trapos, mas aparentemente sem nenhum ferimento grave. – Admito que, por pouco, aquela maldição chamada Arashi não me destruiu. Porém, podemos concluir que tanto ela quanto você falharam nas missões que decidiram executar.

– O que aconteceu? – indaga Nagashi, um pouco confusa.

Antes da explosão, ela havia deixado nas mãos de sua outra personalidade a derrota de Dark. É por esse motivo que, por não sentir mais a Arashi, não entende como o inimigo pode, agora, se apresentar diante dos seus olhos.

– Sobreviver a uma explosão daquela magnitude exigiu muito de você, pelo visto... – comenta Dark, notando que os poderes da garota estão fora da normalidade padrão. – Bem... – e abre seus braços por alguns segundos. – Arashi não nasceu neste mundo como você nasceu. Mesmo contando com os mesmos poderes, a existência dela depende unicamente da sua. Portanto...

– Então ela deixou mesmo de existir... – Nagashi o interrompe, fazendo-o sorrir de satisfação.

– Correto. – garante ele, cruzando os braços. – Arashi Swords deixou de existir... Porém, graças aos meus poderes umbracinéticos, eu pude escapar de tudo isso.

– Deve ter sido a mesma coisa de quando Grade Lark sobreviveu à investida da Yukino... – e pensa, lembrando-se do que ouviu dos lábios da mãe de Gingamaru e Yuki. – A questão é: umbracinéticos são imortais? Qual o segredo por trás deles?

– Deve estar se perguntando sobre os mistérios em torno de nós, os umbracinéticos, não é mesmo? – ele sugere, ainda sorridente.

– Não me importo. – garante ela, mostrando a sua irritabilidade com sua expressão facial. – Não te perdoarei por tudo o que fez.

– Ainda está furiosa pelo que fiz para aquela garota? – conclui, referindo-se à pessoa que usou para a bomba que destruiu a cidade.

– Akemi Pégasus... – cita a voz de outra pessoa, que surge metros atrás de Nagashi: Grade Lark. – Foi um sacrifício necessário.

Foi Akemi Pégasus a sacrificada na bomba. Um pouco surpresa por se deparar com Grade Lark, ao ouvir o comentário dela, Nagashi fica ainda mais irada. Por outro lado, de imediato, a jovem se lembra do momento em que encontrou Akemi Pégasus, pouco antes da explosão da bomba...

– Me perdoe... – pede a loira, em pensamento. – Akemi...

/--/--/

Pouco tempo antes daquela explosão...

Nagashi Swords. Abrindo os seus olhos, até agora, fechados, ela fala consigo mesma:

– A bomba... Falta pouco tempo...

“A bomba produzida por Anthony, que também foi capturado por nós, é um dispositivo que interage com o corpo humano. Quando se combina com um corpo vivo, ele se prepara para a autodestruição em um intervalo de tempo de dez minutos. É impossível retirá-lo ou interromper o processo sem fazê-lo explodir.”: os dizeres proferidos por Dark não saem de sua mente.

– Só resta um minuto, provavelmente. – diz para si mesma.

A garota continua correndo. Está em busca da pessoa que explodirá, combinada com o artefato criado por Anthony. É quando, ao longe, vê alguém. Seus olhos se arregalam com a surpresa.

– Akemiiii!! – grita, acelerando tanto que, em meros segundos, através das habilidades de Eric White, se coloca diante dela.

Akemi Pégasus está presa em um monumento da cidade, exatamente no centro de Konton. Seus pulsos e pés estão fixos ao concreto, presos por algemas de ferro inseridas no mesmo. A garota, até o momento, estava de rosto baixo. Quando Nagashi surge diante de si, ela ergue a face, surpresa.

– Quando foi que te pegaram!? – questiona, afobada. – Acalme-se que eu irei tirá-la daqui.

– Não há mais como me salvar, Nagashi. – afirma Akemi, sorrindo. – Mas eu te agradeço pela intenção...

– Como assim não há mais como?! – Nagashi se revolta. – Eu posso arrebentar essa coisa e...

– A bomba já está dentro de mim. – garante. – Ao menor sinal de interferência, ela será detonada antes do tempo. Não há nada que você possa fazer. Agora vá, utilize os seus poderes para sair daqui e...

Akemi é interrompida por um abraço. Dos olhos fechados de Nagashi, caem lágrimas. Sem entender a ação dela, Akemi não consegue produzir nenhuma outra palavra com seus lábios. Está muito confusa para tal.

– Você não vai morrer sozinha. – garante Nagashi.

– Você é que não pode morrer em vão! – exclama Akemi. – O Senshi, a Sherry e todos precisam de você! A humanidade precisa de você! Não pode morrer aqui!

– Você também é minha amiga. – garante Nagashi, mantendo o abraço. – Eu não poderia deixar uma vida tão importante para mim se esvair assim! Além disso... – e reabre seus olhos, sem desatar o abraço. – De nada valeria tudo o que vivi até agora seu eu ainda fosse aquela mesma garotinha do passado, que apenas assiste a morte de quem ama sem saber o que fazer...

Akemi está surpresa, muito surpresa. De todas as pessoas do mundo, quem menos esperava encontrar agora era Nagashi Swords. Com todas as palavras ditas por ela, a grande amiga de Sherry não consegue segurar sua emoção, que se transcorre em lágrimas sinceras dos seus olhos.

– O seu abraço... É quente e... – pensa Akemi, fechando os seus olhos, mas voltando a sorrir. – Gentil...

O simples, mas sincero abraço, faz com que uma tremenda paz tome conta de Akemi. As lágrimas que correm dos seus olhos no momento traduzem não apenas a sua emoção, mas um misto de várias outras sensações: arrependimento por suas falhas e erros na vida, gratidão pelo ato de Nagashi, felicidade por perceber o quanto é importante para tantas pessoas e fé em um futuro melhor para todos aqueles a quem deseja uma vida feliz...

– Obrigada... – agradece Akemi.

E a explosão ocorre, arrasando tudo o que encontra pelo caminho. Em poucos momentos, essa luz potente e mortal consome toda a cidade e atinge a barreira de gelo, água, neve e vapor em torno de Kyodai, distante do centro. Somente a escola, protegida por aquela mesma barreira, é que resiste perante tamanho poder de destruição...

– O meu corpo... – pensa Nagashi, no centro da grande eclosão luminosa e arrasadora, sentindo cada uma das suas células sendo destruídas, mas ao mesmo tempo, recuperadas. – Parece estar se tornando um com essa explosão...

Enquanto tudo é destruído, o corpo de Nagashi persiste ao mesmo tempo em que arde sua determinação para viver. Suas lágrimas, que ainda brotam dos seus olhos, são extintas quando saltam deles. A Swords não deixa de pensar:

– Se fosse há algum tempo atrás, eu desejaria que essa explosão fosse o meu fim...

“O Senshi, a Sherry e todos precisam de você! A humanidade precisa de você! Não pode morrer aqui!”: mas se lembra de tais palavras, há pouco, ditas por Akemi, quem já não existe mais.

– Mas eu não posso morrer aqui. – continua pensando, enquanto seu corpo permanece em um constante processo de destruição e recuperação. – Não enquanto a minha vida continuar tendo um significado. Pois as pessoas que amo precisam... De mim!

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Grade Lark e Dark. De pontos diferentes, eles observam a postura e expressão de Nagashi Swords mudarem radicalmente. O desespero foi deixado de lado, substituído por sua ardente determinação.

– Ela voltou a ser quem era... – imagina Dark, percebendo que, junto do espírito de Nagashi, estão voltando ao normal os poderes da jovem. – Eu deveria ter aproveitado a curta chance que tive para eliminá-la de vez do meu caminho...

Os olhos de Nagashi estão fechados. Do seu lado direito, Grade Lark. Do seu esquerdo, Dark. Sem ainda abrir suas pálpebras, ela recita com os seus lábios:

– “Eu não posso morrer aqui. Não enquanto a minha vida continuar tendo um significado. Pois as pessoas que amo precisam de mim.”. – e reabre seus olhos, apresentando uma coloração lilás em suas íris. – Acabei de me lembrar disso!

Nagashi salta para bem alto, elevando-se a mais de 20 metros do chão, o que espanta os seus espectadores. Quando seu corpo cessa a elevação e começa a cair, a loira interrompe o processo na metade do caminho, como se congelasse a si mesma no ar.

– Saia daqui agora, Grade! – impera Dark, chamando a atenção dela para si. – Vá atrás daqueles pivetes que estão vindo para cá!

– Sim senhor! – exclama a mulher, sendo envolvida por turbilhões de sombras.

Enquanto Grade vai deixando o local, Dark redireciona seu olhar para Nagashi. Ela continua levitando, mas agora ergue seus braços para o céu. Por trás das nuvens, os raios do Sol vão tornando-se mais visíveis.

– O que está fazendo!? – questiona ele, sentindo um certo perigo da atitude da loira. – Não se importa com a fuga de Grade, pelo visto...

Nagashi está olhando fixamente para Dark, acima do chão por 10 metros, ignorando o fato de que Grade está escapando. Quando a tal desaparece por completo, a estudante diz, sorrindo:

– Não, eu não me importo. Afinal, ela está cavando a própria cova ao ir ao encontro dos meus amigos.

– Como pode ser tão presunçosa?

Ela ri.

– Não sou. – nega. – Apenas estou falando sobre o inevitável. Mas enfim... – suspira. – Agora, você deveria preocupar com você mesmo.

As palmas abertas de Nagashi, em direção ao Sol, começam a brilhar ao serem envolvidas por pequenos turbilhões de luz. Com dificuldades por causa da luz solar, Dark observa tal cena com seus olhos entrefechados. Desse modo, a garota determina:

– Sentirá na pele a verdadeira natureza dos poderes do Senshi e da Andrômeda...

– Do que está falando? – questiona ele.

– A empatia é somente a ponta do iceberg. – revela ela. – Quando Senshi coloca suas habilidades no clímax, é revelado muito mais do que você já conhece dele.

– Fotocinese, a habilidade de manipular e criar luz... – Dark fala para si mesmo, perplexo.

– Sim. – confirma. – Fotocinese, na verdade, é uma ramificação da empatia, assim como a umbracinese. Enquanto os umbracinéticos adquirem força com o poder dos sentimentos negativos dos seus alvos ou dos próprios sentimentos... – e se lembra da ocasião em que quase perdeu para Grade Lark, quando invadiu a sede da Gênese junto dos seus amigos. – Os fotocinéticos fazem o mesmo, mas com os sentimentos puros e positivos.

Dark dá um passo para trás, mas quando olha para baixo, vê um feixe de água envolvendo sua perna direita e outro envolvendo sua perna esquerda. Em instantes, ambos os feixes congelam o sujeito por completo da sua cintura para baixo.

– Você não vai escapar... – comenta Nagashi. – Você sentirá na pele como a luz supera a escuridão.

A garota está preparada para obliterar a existência de Dark e toda a escuridão que o representa. Pensa:

– Apesar de tudo, utilizar o potencial máximo de Senshi com as minhas mãos exige muito... Pode ser que eu leve mais tempo para carregar toda a energia necessária nas minhas mãos...

– Você pretende absorver a luz do Sol e transformá-la em uma rajada ofensiva contra mim? – questiona o seu alvo.

– Exatamente! – exclama ela, bem alto, de onde está. – O seu fim está próximo... Dark!!

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Gingamaru, Daniel, Sherry, Lucy, Reiko, Sayuri, Sugaku, Alaska, Juli e Senshi. Juntos, eles correm em busca de Nagashi Swords.

– Nagashi!! – pensa Senshi, sentindo que ela está, agora, utilizando o verdadeiro potencial dos poderes dele. – Você vai conseguir dar um fim ao Dark se tudo der certo! E, há pouco, eu senti que Tsubaki não matou Fênix, mas fez algo que o deixará longe de ameaçar a humanidade para sempre...

Enquanto correm, próximos dele, Gingamaru, Daniel, Sherry e Lucy percebem a inquietação de Senshi. Ainda assim, não interferem nos pensamentos dele. Por si, o Yujo continua pensando:

– Por outro lado, ainda temos a Grade e aquele outro cara para determos...

Repentinamente, ele para de correr. Na sequência, todos os outros fazem o mesmo. Um turbilhão de trevas surge pouco a frente do grupo. Do mesmo, são disparadas várias rajadas negras. A maioria dos companheiros de Senshi, e ele próprio, conseguem se esquivar a tempo – é criada uma para cada um –, mas Alaska e Juli não atingem a mesma façanha. As duas são golpeadas na barriga e lançadas para longe com uma incrível força.

– Juli-kun! Alaska-san! – Senshi chama por elas.

Por sua vez, Sugaku utiliza sua mão direita para envolver as duas com sua telecinese, logo após a dupla ser retirada do chão pelo impacto dos turbilhões escuros. Enquanto a professora coloca as duas de costas no chão com leveza e cuidado – estão desacordadas –, Grade Lark se materializa perante os olhos dos demais.

– Você... – comenta Gingamaru, atraindo o olhar de Grade. – Está mesmo viva.

– É claro. – garante a mulher, colocando sua mão direita sobre sua cintura. – Estou aqui para realizar os meus objetivos.

– Elas estão bem, Sugaku-sensei? – pergunta Senshi, de costas para Grade Lark.

A professora em questão já está perto das garotas desacordadas, ajoelhada próxima de ambas. Após analisar os pulsos delas, volta sua face para Senshi, garantindo:

– Sim, estão bem, apenas inconscientes.

Desse modo, o namorado de Nagashi Swords se volta para Grade Lark. Está sério, mas calmo.

– Sempre quis te perguntar uma coisa e acho que este é o momento ideal. – garante Senshi, chamando a atenção de Grade. – Qual o seu verdadeiro objetivo? E agora que sei a verdadeira identidade de Dark, te pergunto também: quem você é?

Grade permanece sorridente, encarando-o, mas nada diz. Mesmo assim, o Yujo fala:

– Tenho a absoluta certeza de que você conhece a verdade por trás de Dark. Sendo assim, por qual motivo age como um fantoche nas mãos dele mesmo sabendo que seu valor para aquele sujeito é nulo?

Grade ri, mas de uma maneira equilibrada, sutil e fatal, bem diferente das risadas frenéticas e descontroladas que costumam dominá-la. Aos olhos de Senshi, ela parece estar deixando sua máscara – representada pela aparência e nome de Grade Lark – cair por terra.

– Que mulher sinistra... – imagina Sherry, um pouco incomodada com a situação. – Depois de saber quem o Dark é de verdade, não duvido de mais nada sobre essa daí...

Ao redor da mão esquerda de Grade, que está paralela ao seu corpo, surgem turbilhões escuros. Em poucos instantes, o seu chapéu e véu negro surgem. Na sequência, ela dá as costas para aquele grupo. É quando Senshi pede para Sugaku:

– Por favor, leve Alaska-san e Juli-kun para longe daqui.

– Certo. – aceita a professora, levantando Alaska com seu braço direito e Juli com o esquerdo.

Desse modo, utilizando também a sua telecinese para levar as jovens para outro lugar, Sugaku dá meia volta, afastando-se daqui. Enquanto isso, Senshi, Gingamaru, Daniel, Sherry, Reiko, Sayuri e Lucy observam Grade Lark. As risadas sinistras da mulher ainda podem ser ouvidas. Com sua mão direita, ela retira seu chapéu. Com a esquerda, retira dele um objeto ainda não identificado por nenhum dos demais presentes. Dessa forma, a aliada de Dark fala:

– Se é a verdade o que desejam, é a verdade o que vão ter...