Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
91 81 - House of cards
Senshi, Gingamaru, Daniel, Sherry, Reiko, Sayuri e Lucy diante de Grade Lark. No momento, a mulher em questão mantem sua expressão sinistra. Contudo, quando seus lábios começam a se movimentar, sua postura artificial desmorona. É quando Senshi se espanta, ouvindo logo em seguida:
– Tudo se resume em um único nome. – garante Grade Lark.
– Os sentimentos dela parecem ter mudado drasticamente. Não, parece que tudo o que ela mostrou ser até agora foi uma farsa. – pensa ele, perplexo com sua própria conclusão. – Como ela conseguiu enganar a minha empatia!?
– Nagashi Swords. – determina Grade Lark.
– O que você ainda quer com ela? – pergunta Sherry, aparentemente irritada.
– Tudo, Sherry Fontaine. – corresponde a mulher, agora, com um semblante natural. – Ela é a verdadeira e única motivação por tudo o que fiz até agora.
De repente, Grade dá as costas para o grupo. É quando retoma, após respirar profundamente:
– Um carro-forte da equipe que Edward Strauss mandou para Kyodai já deve estar chegando em Kurotsu. Dois agentes estão cada vez mais perto de aprisionar, entre aspas, todos os capturados.
– Eu não estou entendendo... – imagina Senshi, confuso. – A postura dela, a maneira de falar, os próprios sentimentos... Por qual motivo tudo isso mudou de modo tão drástico? Eu estive sendo enganado todo esse tempo? Mas... Como?
– Ela está diferente... – pensa Reiko, olhando para Senshi por alguns momentos. – E eu não fui a única a notar isso...
– Um dos agentes, na verdade, é Marin Schneider transformada. – revela Grade. – Yuki Arima e Sanford Mendez estão supostamente abatidos juntos de Kaoru Tohara, Saori Tohara, Daisuke Saruma, Eric White, James Anthony Krum, Arin Cowne Style e Christopher John Huxley. Porém, apenas é um plano dos três para destruir os planos de Dark indiretamente, além de salvar seus companheiros.
– Isso é mesmo verdade? – indaga Daniel, confuso com tudo o que está ouvindo. – Essa postura não é o que se esperaria de uma inimiga, logo na situação em que nos encontramos.
– Como eu disse há pouco tempo... – Grade se volta para eles novamente, enquanto deixa o vento levar seu chapéu para longe. – Tudo se resume em um único nome: Nagashi Swords.
– Grade Lark, eu não sei como você conseguiu manter uma farsa de tão alto calibre. – admite Senshi. – Não sei como conseguiu me enganar, nos enganar tão bem... Mas Grade, agora sei que o teatro já acabou. Não sei dizer quem você realmente é e o que você realmente quer. Porém, eu quero e preciso de toda a verdade o mais breve possível. Nós não temos tempo a perder.
– Eu não estou aqui para me aliar a vocês. – garante ela. – Pelo contrário, estou aqui pelos meus próprios objetivos. Porém, ao contrário do que devem ter imaginado até agora, meus objetivos não andam junto dos objetivos de Dark. A grande questão é: não posso mais prosseguir sem revelar tudo para vocês.
– Diga logo qual a verdade. – exige Reiko.
– Reiko Ushiromiya, você também não sabe, mas os seus superiores procuram pelo mesmo que eu, sendo que um deles, o filho de Nagashi Swords e Senshi Yujo, atravessou os limites do tempo e já está nesta época.
Reiko fica perplexa. Grade continua:
– Há muito tempo, minha vida deixou de ser como a das outras pessoas. Sempre fui uma mulher normal, sem nenhum tipo de habilidade sobrenatural ou especial. Isso até o dia da minha morte. Assim como todos os Umbracinéticos, minha morte foi um fato induzido pelos objetivos de Dark. Ou melhor, pelos objetivos de Alfarion, a verdadeira identidade por trás de Edward Strauss. – explica. – Ele, durante esses anos, procurou por todo o planeta pessoas que tivessem fraquezas em seus corações para que pudessem ser usadas pelos seus poderes das sombras. Manipulando, mesmo que de modo imperfeito, o tempo e o espaço, Alfarion foi capaz de fazer uma proposta aos seus alvos. Muitos aceitaram e, com seus poderes, ele manipulou o tempo a ponto de regredir mortes na realidade e inserir a umbracinese em todos que, teoricamente, “salvou”. Eu fui uma das pessoas que aceitaram, mas o fiz por minhas próprias razões. Eu era egoísta e por achar que ainda tinha o que fazer nesta Terra, quis que minha morte fosse negada.
– O que a Nagashi tem a ver com tudo isso? – Gingamaru, por sua vez.
– Não está claro até agora? – ela questiona. – Por ter conhecido de modo profundo aquele que me “salvou”, entendi quais eram suas fraquezas e seus pontos fortes. Posso dizer que, ao longo do tempo que servi a ele, o conheci muito bem. A questão é que, em certo momento, meu foco mudou. Continuei sendo egoísta, mas com um objetivo distinto: destruí-lo, não importando o que deveria ser feito para isso.
Todos se espantam, com exceção de Senshi e Reiko, que já estavam esperando por essa declaração considerando tudo o que ouviram até agora. Grade prossegue:
– Não apenas eu, mas várias outras pessoas se movimentaram e ainda estão se movimentando contra aquele ser, mas todos chegaram a mesma conclusão que eu cheguei há algum tempo. – explica. – Nagashi Swords é a chave para o definitivo fim de Alfarion.
– Então é isso? – Sherry, surpresa.
– Andrômeda, a garota angelical que vem ajudando vocês, ela sempre soube disso. – afirma. – Porém, acredito que nunca revelou isso com todas as letras por saber que apenas iria atrapalhar o rumo que as coisas deveriam tomar para chegar onde estamos agora.
– Como assim? – Senshi, tentando entender melhor.
– Era preciso que este cenário que estamos vivendo se ajeitasse. – diz ela. – Somente assim, Nagashi Swords poderá liquidar Alfarion. Como eu disse, muitos estão em busca disso. Pessoas do passado, do presente e do futuro, vários foram os que se mexeram em busca do mesmo objetivo. Mesmo assim, apenas Nagashi Swords pode realizar o que eu e o homem que te mandou para cá, Reiko Ushiromiya, desejamos.
– Por quê? – indaga Lucy. – Por qual razão tudo isso aconteceu? Por qual motivo as coisas foram tão longe? O que é verdade, o que é mentira em tudo o que vivemos até agora?
– Acredite, garota, nada foi tão real ou tão falso quanto pareceu ser. – garante Grade. – O fato é que tudo o que as pessoas que se interligaram com Nagashi Swords passaram até agora foi uma preparação para o cenário atual. Esta realidade, somente esta, é o que importa.
– Você está querendo dizer que nossas dores, nossas perdas, nossas lágrimas... Nada disso teve valor? – Lucy procura saber, atordoada.
– Pelo contrário, Lucy Rouvier. – garante alguém que se aproxima.
Todos olham para a direção por qual vem um homem, o mesmo homem que conhece Andrômeda e o mesmo homem que, há pouco, conversou com Tsubaki Seijitsu.
Agora, seu corpo e sua face estão completamente expostos. Corpo atlético, estatura considerável, postura imponente, semblante envolvente. Os cabelos praticamente idênticos aos de Senshi, os olhos que são como clones dos de Nagashi Swords e uma cor de pele que parece ser a média entre a cor dos dois...
– Shin Swords, esse é meu nome. – ele se apresenta, surpreendendo a todos.
– Shin-sama!? – Reiko, boquiaberta. – Então você veio mesmo para este tempo!? Como!? Por quê!?
– Espere... – imagina Senshi. – Ele é...
– Nada do que vocês passaram até agora foi em vão, nada não teve valor. A realidade de agora foi construída com suas valorosas experiências, tanto as boas quanto as ruins. E tudo está gravado não apenas nos seus corações, como no de Nagashi Swords. – garante ele, voltando-se para Grade Lark. – Mas agora, pude confirmar a minha hipótese de que você não era mesmo um pilar tão importante para ser derrubado.
Grade o encara em silêncio, sendo que se observam assim por alguns instantes. Logo em seguida, Shin completa:
– Na verdade, você já era um pilar que estava oco por dentro, parte de uma construção sombria que já não era tão sombria assim...
– Não me confunda com uma heroína qualquer. – ela avisa. – Como eu disse para esses garotos, apenas sou movida pelos meus objetivos egoístas. Portanto...
– E o que acontecerá se Nagashi Swords for mesmo capaz de derrubar Alfarion? O que acontecerá se ela derrubá-lo de fato? – Shin a interrompe. – Está preparada?
Grade se silencia por alguns momentos. Quando volta a movimentar seus lábios, determina:
– Shin Swords, isso realmente...
– Você vai deixar este mundo. – ele determina, surpreendendo os outros ainda mais. – Todas as interferências daquele sujeito, na verdade, todas mesmo, desaparecerão. Tudo deixará esta realidade e o mundo sofrerá um abalo sem tamanho. É provável que o espaço e o tempo se desfragmentem a ponto de que tudo o que conhecemos possa desaparecer.
– Isso é verdade? – Senshi, perplexo.
Shin se volta para ele. É quando fala:
– Violar o espaço e o tempo é algo que nunca deveria acontecer, como já devem estar cansados de saber. Mas aconteceu. E várias vezes. – suspira. – Não só Alfarion, mas vários outros, inclusive eu, quebraram a regra. Quando ele desaparecer de vez, é provável que grande parte do mundo nesta realidade deixe de existir. – e volta sua face para Grade. – Por outro lado, não existem dúvidas de que Grade Lark e todos os Umbracinéticos que Alfarion levantou em prol de seus objetivos deixarão de existir.
Senshi e os seus companheiros não conseguem formular palavras diante de tudo o que estão ouvindo. Estão tão impactados, tão abalados, que precisariam de muito mais tempo para processarem tanta informação aterradora. Sentem como se um grande abalo sísmico houvesse derrubado o frágil castelo de cartas chamado realidade.
É quando, de repente, outra pessoa vem se aproximando deles. É Andrômeda, com Ai em seus braços. O empático, ao olhar para ela assim como seus amigos, fica ainda mais surpreso, como se fosse possível. Parando bem próxima deles, Andrômeda determina:
– Vá, Senshi Yujo. – recomenda Andrômeda. – Leve-o.
Ela entrega a criaturinha para o empático, que o toma para si. O contato visual entre eles permanece por alguns instantes até Shin voltar a falar:
– Muitos sacrifícios foram feitos, muita dor teve de ser suportada até aqui. Mas não pensem que quero diminuir tudo o que passaram ao dizer que... – se silencia por breves momentos. – Nagashi Swords já decidiu, e faz tempo, carregar tudo isso por vocês.
Grade Lark, por sua vez, observa Shin. Não parece mais a mesma pessoa lunática e tecnicamente desequilibrada que sempre pareceu ser. Pelo contrário, está tão controlada, agindo de modo tão natural que Sherry e Daniel não conseguem deixar de observá-la. Não notando isso, Grade vira sua face para a esquerda, imaginando:
– Raphael, onde você está...? Por acaso foi atrás daquela mulher...? – suspira levemente. – Gostaria de te encontrar uma última vez antes que tudo isso tivesse um fim...
– O que vai acontecer agora? – pergunta Senshi, alterando seu olhar entre Shin e Andrômeda.
– Não é nada certo. – garante Andrômeda. – Mas se esta ameaça ser superada, a jornada de todos vocês estará acabada. Inclusive a sua missão neste mundo, Senshi.
Ele sente um peso em seu coração quando ouve isso. No fundo, gostaria de poder ficar até o fim da eternidade ao lado de Nagashi, mas sabe que esse é um sonho impossível. Nem mesmo o futuro é garantido quando Alfarion cair definitivamente, considerando tudo o que Grade e Shin falaram até agora. Por outro lado, ao voltar a olhar para Shin, sente seu peito esquerdo aquecer-se mais uma vez. Tenta buscar nos profundos olhos dele algo que o sustente, que o dê segurança. E encontra...
– Nagashi, eu não sei o que será de nós, o que será do mundo a partir daqui... – declara Senshi, navegando nos olhos de Shin, como se assim, pudesse se comunicar com sua amada. – Mas eu vou seguir!
– E você não vai sozinho. – alerta Tsubaki, surgindo por trás de Shin, surpreendendo.
– Tsubaki!? – Gingamaru, surpreso.
A garota, então, se coloca diante de Senshi. Com o seu típico sorriso gentil, ela consegue revitalizar ainda mais a vontade do empático. A donzela das flores, então, articula:
– Yujo-kun, a Swords-kun foi a responsável por eu ser quem sou hoje. – diz. – Eu já havia abandonado meus sonhos, já havia deixado para trás todas as minhas vontades, mas aí eu a conheci. Uma pessoa verdadeiramente forte, que não sacrificou seus sonhos por ter medo de fracassar, como eu, mas que os sacrificou pelo bem de todos. Alguém que cresceu tanto simplesmente por poder sonhar novamente. Ela me inspirou a mudar, a evoluir, a sonhar de novo assim como ela sonhou.
– É verdade. – admite Gingamaru, se aproximando também. – Ela foi a única capaz de atravessar as minhas barreiras de proteção como nenhuma outra pessoa foi. E não me enxergou com piedade e nem me tratou como vítima. Ela me puniu, ela quebrantou o orgulho que eu não queria admitir. Se eu mudei, com toda a certeza, a maior responsável foi aquela loira indomável.
– Loira indomável... – repete Senshi, rindo de leve.
Todos os demais os observam quietos. Tsubaki, por sua vez, retoma a palavra:
– Agora é a hora de retribuir tudo, por ela.
– Sim. – garante Gingamaru. – Nagashi não estará sozinha, nós temos que estar lá com ela.
– Sim, nós estaremos. – concorda Senshi.
Daniel e Sherry sentem a vontade de se unir ao trio. Porém, o que envolve os três é tão forte como se nada mais pudesse penetrar nesse meio. Shin redireciona seu olhar para a dupla em questão e, com um leve movimento reprovador de sua cabeça, deixa claro que nem mesmo eles devem interferir agora.
Com isso, Senshi fecha seus olhos. Sentindo, ao longe, a presença de Nagashi, de uma maneira mais forte do que nunca sentiu em toda a sua vida, ele começa a correr, mantendo o animal sagrado em seus braços. Tsubaki o segue ao lado esquerdo, Gingamaru o segue ao lado direito. E, juntos, eles prosseguem.
– Nagashi Swords pode ser a chave para abrir a porta de uma nova realidade, mas é somente com esses três que ela será definitivamente capaz de realizar sua verdadeira missão. – comenta Grade Lark.
É quando ela se volta para Sayuri, dizendo:
– Aquela lenda, sobre Yukino Arima, garota, provavelmente é, na verdade, sobre o filho dela, sobre Gingamaru Arima. Acredito que Yukino pensava o mesmo quando se sacrificou por todos vocês.
Sayuri fica surpresa ao ouvir isso. Em seguida, é Andrômeda:
– Tsubaki Seijitsu não fica atrás. – garante. – Os sentimentos dela são suas próprias habilidades. Ela não teme mais nada e não vai cair enquanto não puder fazer o que acha que deve fazer por seus companheiros.
– E o Senshi... – Shin, por sua vez, deixando de lado a postura séria, sendo domado por um sincero sorriso de felicidade. – O meu pai... Sim, ele também.
Sayuri, por sua vez, nota uma poça d’água à sua direita, que não havia notado antes. Por um breve momento, tem a impressão de que o líquido se movimenta sozinho e de modo fisicamente impossível. Ela sorri de leve.
– Todos estão, agora, onde devem estar. – garante Shin, ao notar o afastar gradual de Grade Lark.
– Aonde você vai? – questiona Daniel, redirecionando sua atenção para Grade, que está de costas para todos.
– Eu não tenho mais o que fazer por aqui. Sugiro que não perca seu tempo comigo. Se Alfarion cair, eu também cairei. Porém, ainda tenho algo muito egoísta para realizar antes do fim. – garante ela, sem deixar de dar seus passos para o que está à sua frente. – Ainda tenho mais um pouco de chão para tomar neste meu caminho sombrio.
– Está enganada, Grade. – garante Shin. – Seu caminho já não é mais tão sombrio, você não é mais um pilar tão sombrio, e isso já faz tempo.
Ela sorri de leve, cada vez mais distante. Agradece:
– Obrigada por sua consideração tão valiosa. Uma mulher como eu nem deveria receber palavras tão confortantes logo nos seus últimos momentos de egoísmo. Mas seja como for, tudo estará acabado muito em breve...
E ela vai embora, sem que ninguém tente impedi-la. Mais do que isso, ninguém aqui parece querer tomar um passo sequer para se movimentar. É como se já estivessem onde deveriam estar...
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Não muito longe dali...
Sugaku, neste exato momento, coloca Alaska e Juli deitadas sobre o chão. Se afastou pouco de onde estava antes, mas por mais que queira, já não tem mais forças para ir mais além. Suspirando profundamente, ela dá meia volta e se assenta entre as duas garotas. Suspira de novo e direciona seu rosto para o céu.
– Por que esse sentimento no meu peito? – imagina ela. – Sinto como se tudo estivesse para acabar, de vez...
– Mas tudo está mesmo para acabar. – garante alguém, surpreendendo-a.
De imediato, ela se levanta. A certa distância, está Raphael. Sério, ele declara:
– Você deixou o seu pensamento escapar... Ser telepata pode ter suas desvantagens, não é?
– Hum... – ignorando-o, ela se assenta novamente. – Não me provoque, garotinho. Posso acabar com você quando eu quiser.
– Não estou aqui para te provocar, nem para lutar com você. Nada disso teria ou terá sentido. Agora, tudo está nas mãos dos quatro que, desde o começo, estavam destinados a mudar tudo. Isso, é claro, considerando que você acredite em destino...
– Não sei do que você está falando e nem quero saber. – garante a mulher, deitando suas costas no chão, relaxando seus braços e suas pernas, quase como uma criança. – Nem mesmo sei se já acreditei em destino e também não quero saber. Nada mais me interessa por enquanto.
Ele ri. Observando-a calado por alguns momentos, decide se manifestar de novo:
– Eu, diferente de você, me interesso por uma coisa agora.
– O que seria? – pergunta a professora.
– Gostaria de poder me abrir com alguém, com “o alguém”. Gostaria de aproveitar a minha última chance de ser eu mesmo. – conta.
Ela levanta seu corpo, se assentando de novo. Encarando-o, Sugaku decide entrar na mente de Raphael. Se surpreende quando, então, faz uma “leitura dinâmica” da mente dele.
– Você... – ela, espantada. – Raphael Dawson... Você...
Ele sorri, dando suas costas. Suspirando, fala, como se já não tivesse mais interesse em permanecer aqui:
– Para outros certos momentos, ser capaz de mudar as circunstâncias da realidade é que é uma vantagem... – e começa a se afastar. – E se existir uma próxima vez, gostaria de poder tomar uma xícara de café em sua presença, naquela velha casa... Sugaku Megumi.
Os olhos dela estão arregalados. Gostaria de impedir o afastar do sujeito, mas não consegue. Cada vez mais distante, parecendo estar se afastando para jamais se aproximar novamente, Raphael finaliza:
– E só para constar... – suspira. – Jayden... Eu não me esqueci do nome dele...
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