Ressurgir é algo extraordinário, mas de certa forma, incompleto. Afinal, somente ressurgir não muda nada. É por tal razão que a ressureição, seja de sonhos ou até mesmo da própria vida, é algo que antecede um marco ainda maior. É algo que abre espaço para uma ardente revolução. É justamente quando o palco da realidade é impactado por uma revolução que tudo o que se conhecia antes se transforma em algo que, por nenhum momento, poderia ter sido calculado...

4ª Temporada: REVOLUÇÃO – INÍCIO

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Konton, uma cidade arruinada e completamente destruída. O único rastro de vida que se encontra por aqui é uma jovem estudante, caída sobre as próprias pernas, em desespero no chão. É alguém que tentara impedir o que está acontecendo com tudo o que estava em seu alcance, mas falhou.

– Socorro! Socorro! – ecoa a voz da jovem, com os olhos cheios de lágrimas e o rosto umedecido pelas mesmas. E pensa: – Como eu pude deixar isso acontecer?

Ela está trêmula. Suas mãos, sem sustento, são banhadas por suas lágrimas. Lágrimas que não caem somente sobre elas, mas também sobre o espelho – de borda prateada com algumas rachaduras na sua superfície – que reflete sua expressão de angústia. Nagashi Swords está com as roupas em frangalhos, mas em sua pele não há nem mesmo uma única cicatriz.

– Não poderia estar acontecendo! Não devia estar acontecendo! – reclama, sem parar de chorar. – Eu tinha que ter evitado tudo isso!

Assim como a esperança da garota, Arashi também não existe mais. Isso, que Nagashi temia, também aconteceu. Por alguma razão, junto da pessoa que fora sacrificada pela bomba de Dark, a outra personalidade da Swords deixou de existir.

– Mesmo com todos esses poderes, não fui capaz de fazer nada... – imagina, olhando para as palmas de suas mãos, que por acaso estão tremendo um pouco. – Será que ver o futuro é mesmo uma benção ou uma maldição?

O sentimento no coração da garota é de angústia e desespero total. O que ela mais queria era salvar vidas e não tirar. Porém, fracassou e deixou uma vida escapar bem diante dos seus olhos. Pouco antes da bomba explodir, a loira conseguiu encontrar a pessoa que estava sendo utilizada de sacrifício. Tentou ajudá-la, mas não logrou êxito.

Mais lágrimas escorrem dos olhos de Nagashi. Se abraçando, soluçando um pouco, a loira cerra suas pálpebras. E articula, como quem clama aos céus:

– Eu preciso de você agora... Senshi!!

De longe, uma pessoa – aparentemente, um homem – observa Nagashi Swords, sendo que sequer parece ter sua presença notada por ela. Porém, de uma hora para a outra, o encapuzado por um véu negro dá meia volta e começa a se afastar. Os longos metros que o separam da loira vão aumentando a cada segundo. Ainda assim, ele não perde o interesse naquela Swords, pensando:

– Nagashi Swords, a Lendária... No momento, ainda não devo interligar o meu caminho com o seu...

O homem continua o seu caminho, olhando vez ou outra para as ruínas que Konton se tornou. Entretanto, seu estado de espírito e sua consciência não se abalam nem um pouco com este cenário de guerra. Pelo contrário, tudo lhe aparenta como algo inerte e natural. Ou como assunto no qual não deve se envolver. Não por enquanto.

– Meus planos deveriam ser outros, mas agora que estou sem nada de especial ao meu favor, preciso tomar certas atitudes antes de partir para meu verdadeiro objetivo. – ele pensa, olhando para a sua palma direita, protegida por uma luva de couro negro. – Nunca imaginei que me arriscar da maneira que me arrisquei teria um preço tão alto...

O sujeito anda por mais alguns minutos. Então, quando de longe avista um corpo, começa a reduzir a velocidade do seu caminhar. Quando se aproxima o suficiente, para onde está, observando com seus imponentes olhos verdes um homem praticamente nu, de bruços, desacordado. É Fênix, sem nenhum arranhão.

– Mesmo com a detonação da bomba, a regeneração de Lucy Rouvier salvou este homem, que foi capaz de sobreviver, apesar de tudo. – imagina, observando os fios intensamente vermelhos da cabeça do assassino em questão. – Por outro lado, é perceptível que o preço que ele teve que pagar ao lidar com a Lendária foi alto demais... Assim como o meu ao vir para cá...

Em seguida, ele olha para todos os cantos. Pensando, o sujeito lamenta:

– Infelizmente, não encontro vestígios de Dark ou de Arashi Swords... Foi como eu pensei que seria...

Desse modo, o sujeito continua com sua caminhada, antes olhando Fênix pelos últimos segundos. Já não tem interesse nenhum nele. Portanto, decide deixá-lo como está. E, assim, o homem, aparentemente jovem, segue com a sua jornada. Afinal, a fibra que sua postura revela ter não morrerá antes da concretização de seu verdadeiro objetivo. É alguém que está aqui para alcançar, de um jeito ou de outro, o seu alvo...

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Em paralelo, em uma das salas do laboratório secreto de Edward Strauss, na cidade de Kurotsu...

– Não aguento mais ficar aqui... – pensa Anthony, deitado sobre o seu ombro esquerdo no chão. Está aparentemente abatido. – Ficar preso pensando nas consequências daquela bomba é o inferno!

O jovem não produziu a bomba que destruiu Konton por conta própria, pode-se assim dizer. Apesar de ter sido, de fato, o “arquiteto” da mesma, não foi a mente pensante quem programou cada detalhe da mesma. Isso quem fez foi Grade Lark, manipulando o psicológico do jovem com as mais cruéis torturas de suas habilidades umbracinéticas. Porém, preso aqui, Anthony não chegou a saber dos resultados do artefato explosivo na cidade de Kyodai. O fato de ter passado por tanta coisa e ainda ficar fora do conhecimento do que houve em Konton está destruindo-o por dentro.

– Alguém me ajude, por favor... – fala ele, com a voz bem fraca, quase sem nenhuma esperança.

Repentinamente, um forte brilho arde no local. Atraído por ela, Anthony – apresentando dificuldade na ação –, esforçando-se, levanta-se do chão. E encara o foco de luz que, pouco a pouco, dá forma a uma pessoa. Ou melhor, dá forma a um anjo...

– Olá. – diz ela, quando sua luz se apaga e seu corpo se materializa devidamente.

É Andrômeda. Sorrindo, se apresenta espiritualmente para ele. Seu corpo físico não está aqui e esta forma se faz somente para que possa transmitir uma mensagem importante para o jovem. Enquanto ele nada fala, a beldade determina:

– Não despenque ao desespero. Em breve, você será resgatado por seus amigos.

– Amigos? – indaga. – Mas eu traí todos de Kyodai.

– Pessoas cometem erros, mas ao mesmo tempo, merecem o perdão quando percebem suas falhas. – garante ela, sorridente e gentil. – Você foi envolvido pelas trevas e não foi capaz de vencê-las, mas já chegou o momento de sair das mesmas e vir para a luz.

– Como assim? – ele pergunta.

– Não se afobe, recomendo. Afinal, seu tempo aqui está chegando ao fim. Somente aguarde com força em seu coração.

Ela dá meia volta. Como antes, Andrômeda é envolvida por luz. E desaparece sem deixar rastros. Impressionado, Anthony permanece de pé. A esperança em seu coração, que estava prestes a morrer, se reergue mias uma vez.

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Um carro-forte segue seu rumo pelas ruínas de Konton. Há pouco se afastara de Kyodai, sendo que saiu de lá momentos após a detonação da bomba. Através dos esforços de Yukino Arima em salvar todos no colégio, o carro em questão também foi protegido. No caso, há dois agentes do governo no mesmo e alguns capturados, sem consciência, na parte traseira do veículo.

– Yukino Arima... – pensa o homem loiro que está dirigindo o veículo, sendo que um ruivo está ao banco do passageiro, do seu lado. – Se não fosse você...

– Tivemos que deixar todos os nossos companheiros para trás. – reclama o ruivo em questão, olhando de um lado para o outro e analisando a destruição que foi causada na cidade pela bomba. – Espero que eles fiquem bem.

– Yuki Arima, Sanford Mendez, Marin Schneider, Kaoru Tohara, Saori Tohara, Daisuke Saruma, Eric White, James Anthony Krum, Arin Cowne Style e Christopher John Huxley. – o loiro em questão cita os nomes de todos os capturados que estão sendo levados neste veículo, na cabine separada na traseira do carro. – Nossos esforços e dos nossos companheiros valeram a pena.

O loiro – com cabelos curtos e lisos, porte físico forte, pele clara e olhos azuis – é o agente Caster Martelli. O ruivo – mais alto e mais forte que o companheiro, dono de uma pele levemente mais escura e de olhos verdes – é o agente Peter Pryde. Estão indo para a cidade de Kurotsu, levando consigo os capturados. Antes mesmo de serem agentes do governo, são subordinados fieis de Edward Strauss e estão obedecendo a ordem que receberam dele: levar os humanos avançados capturados para o laboratório secreto em Kurotsu.

– Tenho a impressão de que o mundo está para cair em uma revolução global. – comenta Peter Pryde, o ruivo.

– Você acha? – indaga Caster Martelli, o loiro, fitando-o por alguns segundos.

– Eu tenho toda a certeza. – afirma, suspirando em seguida. – Edward-sama tinha a intenção de detonar esta bomba para acabar com aquele colégio, mas não se importou mesmo quando nossas vidas estavam em perigo. Conseguimos sobreviver por um milagre...

– Está insinuando que vai abandonar as ordens dele? O trairá? – pergunta Caster, em um tom firme e ameaçador.

– Longe de mim, estou tentando dizer o contrário. – afirma, redirecionando sua atenção para Caster, quem continua olhando para o caminho que se faz pela frente. – É justamente agora que tenho a chance de agarrar a vida novamente que o seguirei mais fiel do que nunca, pois sei o quão tola é uma decisão para confrontá-lo. Isso, é claro, se ele ainda estiver vivo...

– Grade Lark, Raphael Dawson, Fênix, Edward Strauss... – imagina o loiro. – Vocês ainda estão vivos?

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Enquanto isso, não muito longe dali...

Senshi, Tsubaki, Gingamaru, Daniel, Sherry, Lucy, Reiko, Sayuri, Sugaku, Alaska e Juli: todos diante do dorso de Andrômeda, por pouco mais de cinco metros. Há pouco, ela utilizou suas habilidades para comunicar-se com um certo alguém. Enquanto Andrômeda o fazia, de olhos fechados e corpo inerte, Senshi pensava no quanto os poderes dela são vastos – mesmo que não sejam determinadamente ofensivos.

– Nagashi... – imagina Senshi, segurando em seus braços Ai, a criaturazinha de sua namorada que foi deixada no colégio por ela para que ficasse protegido. – Não, não só ela... – e suspira, um pouco preocupado, por mais que não queira admitir. – Kenny, Kaoru, Saori, Yuong, Daisuke, Eric, Akemi, Jimmy, Arin, Chris, Amaya, Yuki, Luka, Julie, Anthony, Lygis, Sanford, Marin... Todos! Precisamos nos reunir.

Andrômeda reabre seus olhos. Volta-se para os outros. Movimenta seus lábios suavemente, dizendo:

– Pronto. Anthony já foi avisado.

– E os outros? – questiona Tsubaki.

– Somente ele deveria ser avisado pela minha mimetização empática. Essa habilidade é limitada de certo modo, não posso usar como bem entender. – explica. – Já vocês estão cansados demais. Portanto, nem pensem em exagerar...

– Acho que você nos deve explicações. – afirma Reiko, cruzando seus braços. – Não havia nos dito que iria explicar tudo?

– Sim, eu disse. – confirma, redirecionando seus olhos para ela. – E explicarei, cumprindo com minha palavra, obviamente.

– Estamos a todo ouvidos. – Reiko, mais uma vez.

– Tudo tem a ver com Ai, a criatura que está com você, Senshi. – garante ela, fazendo todos olharem para o tal ser.

– Como assim? – indaga ele, após observar Ai por alguns momentos.

– Ai é a personificação do sentimento mais forte da humanidade, o amor. – revela ela. – Há anos, ele tentava surgir entre os homens, mas era preciso que uma pessoa fosse escolhida como aquela que guiaria sua luz pelo mundo.

– Eu pensei que você nos falaria sobre o Dark, sobre os planos dele... – Daniel, por sua vez.

– E estou. Tudo isso está interligado. – garante ela, prosseguindo com o que estava dizendo anteriormente: – Quando surgem trevas, a luz nasce para tentar ofuscá-las... Tempos atrás, Edward Strauss, o legítimo, morreu.

– Ele morreu mesmo? – indaga o amado de Sherry, surpreso. – Quando foi isso?

– Há seis anos. – define a donzela angelical. – Porém, ele possuía muitos desejos fortes, muitas convicções e grandes planos para sua vida. Grande parte disso tudo não era o que poderia ser chamado de “bom”. Em resumo, ele foi um prato cheio e ideal para a proliferação do poder de uma entidade muito antiga...

– Entidade muito antiga... O Dark, correto? – Sugaku tenta compreender.

– Sim. – garante. – Entretanto, a verdadeira identidade de Dark não se chama assim. Ele é, ou pelo menos o que resta... de Alfarion, o imperador da antiga Atlântida.

– Alfarion?! – Lucy, extremamente impactada, afinal, já conhece o mito de Alfarion há muito tempo.

– Já devem saber que, por volta de 8000 a.C., Alfarion e o império atlantiano foram detidos pela Sábia Sophia. – continua. – Eles foram selados por uma ilusão e Atlântida foi lacrada no fundo nos sete mares. Devem saber, também, que a Sábia se sacrificou e dividiu sua energia em sete objetos sagrados, quais tornaram-se relíquias das Cinco Grande Famílias.

– Swords, Seijitsu, Yujo, Tsukyomi e Cianno, não é mesmo? – Senshi procura confirmar.

– Corretamente. – garante ela. – Porém, por mais forte que a Sábia fosse, com o passar dos milênios, o selo sobre Alfarion foi enfraquecendo e a consciência dele foi sendo recuperada. Por outro lado, seu corpo já não existia mais. É por isso que, ao longo da história da humanidade, ele procurou por uma forma de renascer entre os homens. Foi quando surgiram os Umbracinéticos. Todos, em resumo, foram e são marionetes manipuladas por Alfarion. Edward Strauss, inclusive, ressurgiu como o fantoche preferido de Alfarion. Mesmo como um humano sem habilidades especiais, ele foi um receptáculo perfeito para os resquícios de Alfarion.

– Significa que, de seis anos atrás para hoje, Alfarion atuou como Dark, controlando Edward Strauss? – pergunta Gingamaru.

– Muito antes disso, na verdade, ele já atuava. Porém, com Edward Strauss, suas ações se tornaram muito mais perceptíveis e perigosas, já que conseguiu dominá-lo com perfeição. – explica. – O ocorrido com Sugaku, por exemplo... – e volta seu olhar para a professora, referindo-se ao que houve entre ela e seu falecido marido. – Foi uma das medidas de Alfarion para sua ressureição completa.

– E onde Ai entra nisso? – questiona Senshi.

– Enquanto Alfarion foi recuperando parte de sua consciência ao longo da história, traços dos poderes da Sábia nas relíquias das Cinco Grande Famílias foram se reunindo. Por consequência, Ai nasceu. – conta. – Há seis anos, foi decidido que ele deveria auxiliar a pessoa que, em uma das cinco famílias, guiaria todo um grupo de humanos avançados contra os planos de Alfarion.

– Isso quer dizer que tudo o que enfrentamos até hoje não foi parte da nossa verdadeira missão. – conclui Tsubaki.

– Sim. – garante Andrômeda. – Contudo, por mais que Ai já tivesse obtido uma forma, a anterior a que ele possui agora, nenhum representante das famílias em questão estavam aptos para recebê-lo. Falo de Nagashi Swords, Senshi Yujo, Yuong Tsukyomi, Sophia Cianno e Tsubaki Seijitsu. Por essa razão, ele teve de esperar até pouco tempo, quando Nagashi foi definida como aquela que deveria contar com Ai.

– E eu, provavelmente, recebi a missão de representar a família Yujo... – imagina Senshi, compreendendo toda a história narrada por Andrômeda.

– Mas afinal, o que esse bichinho de pelúcia pode fazer por nós? – indaga Sherry, duvidando do significado de Ai.

– Como eu havia dito antes, Ai é a personificação do amor. A força dele é a força dos bons sentimentos daquele que ele escolheu, ou seja, de Nagashi Swords. – explica. – O que esse pequeno ser poderá fazer muito em breve ultrapassa todos os limites das suas proporções físicas. Não se enganem com as aparências.

– Está nos dizendo para confiarmos nele? Deixarmos tudo nas mãos de Ai? – questiona Gingamaru, tão hesitante quanto Sherry.

– Sim, devem confiar em Ai. Não, não devem deixar tudo com ele. – diz. – Cada um dos humanos avançados que se envolveu com Kyodai teve um papel importante no desfecho que se aproxima. Não há pessoa mais ou menos importante, há responsabilidades diferentes. No momento, vocês precisam reencontrar Nagashi Swords e todos os demais.

– A batalha ainda não acabou? – Alaska, por sua vez.

– Não mesmo. – garante ela, voltando sua atenção para Senshi. – Grade Lark, Raphael Dawson, Fênix, Edward Strauss... Senshi, você é capaz de senti-los?

O garoto fica em silêncio por alguns momentos, sendo o alvo de todas as atenções. Percebendo o quanto ele está instável, Andrômeda desiste de ouvir a resposta. Voltando seu dorso para o grupo, ela se manifesta de novo:

– Movimentem-se. E depressa.

– Ainda não entendi uma coisa. – afirma Daniel. – Por que, afinal de contas, Alfarion, Dark ou sei lá como ele deve ser chamado... – suspira. – Enfim... Por que ele quis armar tudo isso que fez com aquela bomba?

– Os poderes dele se alimentam da ambição, do ódio, do rancor, do medo e da destruição. – define ela. – Se Alfarion renascer, será praticamente impossível para vocês detê-lo. Com a bomba, além da meta dele de destruí-los ser concluída, conseguiria renascer com toda a energia negativa provinda da ocasião. Entretanto, com êxito, conseguiram evitar o pior.

Uma forte luz cerca o corpo de Andrômeda. Suas asas reaparecem em seu dorso e, quando seus pés se descolam do chão, a donzela se volta para o grupo de Senshi outra vez. Serena, articula:

– Eu não deixarei esse cenário de vez. Também tenho meu papel que não se resume a apenas contar a verdade para vocês. Portanto, ajam, assim como eu agirei!

Todos permanecem observando-a, um pouco impressionados com a visão. Enquanto o corpo de Andrômeda vai desaparecendo como se estivesse dissolvendo-se no ar, ela vai recitando:

– E encontrem, cada um, o caminho de um futuro luminoso...