Kuromeido ( 黒メイド) II
2 O Pedido ( Liselotte )
Notas iniciais
Ciel e Sebastian saem da loja, enquanto Agni e Soma permanecem ali por mais um tempo. O príncipe analisa todos os caixões, enquanto Agni está mergulhado em seus pensamentos. Undertaker sabe que eles não vai dar em nada, então senta atrás do balcão e come alguns biscoitos. Sento ao seu lado e observo os dois andando pela loja desorientados, pela falta de luz.
— Bem, acho que vamos embora – os dois saem da loja, deixando eu e Undertaker sozinhos.
Suspiro fundo, e sinto ele me abraçando por trás com força. Seus braços fazem a volta por minha cintura, e se encontram novamente em minhas costas.
— Lembra quando disse que gostaria de ter filhos? Eu não estava brincando – diz ele beijando minha bochecha.
— Mas não tenho certeza se posso engravidar – digo acariciando seus braços que me envolvem com firmeza. – E se eu não puder ter filhos, não poderei realizar um desejo tão simples como esse. Que tipo de esposa eu seria?
— Seria a esposa perfeita, sempre será perfeita. Se não pudermos ter filhos, não ficarei chateado, ou triste. Sei de suas limitações. Não se preocupe. Mas podemos ao menos tentar? – diz ele acariciando meus cabelos.
— M...mas é claro. – digo recostando em seu peito.
Ficamos parados ali por um momento, quando sinto ele se remexendo um pouco, me afasto e ele levanta com cuidado.
— Vou beber um pouco de água, você quer?
— Ah... Não obrigado. – digo me ajeitando sem seu corpo para me apoiar.
Ele vai até a cozinha, e demora algum tempo lá. Quando volta, percebo que sua expressão está tensa, e ele está extremamente corado. O fito por um momento, quando ele se ajoelha diante de mim e retira uma pequena caixa de veludo preto de dentro da túnica.
— Você aceita ser minha esposa, pelo resto de nossas vidas Liselotte? – diz ele abrindo a caixa. Dentro se encontra uma aliança delicada, com uma pequena pedra de rubi sob o metal polido delicadamente. Estou sem palavras, não imaginava que esse dia chegaria. Fico muda por um segundo. As palavras simplesmente não fluem. Solto alguns gemidos, mas nenhuma palavra sai. Respiro fundo e respondo com dificuldade:
— M...mas é claro... E...eu... Eu te amo. – digo abraçando-o com força. Lágrimas começam a correr pelo meu rosto, nunca imaginaria que um momento assim iria me fazer chorar, mas eu o amo mais do que tudo, e esse pedido significa muito para mim.
— Liselotte, você está chorando? – pergunta ele me abraçando de volta.
— E..eu? N...não... Eu... Eu... Só...
— Você não sabe mentir – ele se afasta de mim, e seca as lágrimas do meu rosto com a ponta dos dedos. – Deixe-me colocar isso em você – ele pega o delicado anel da caixa e o coloca em meu dedo anelar. Observo a pequena jóia por um momento, quando um sentimento de culpa me atinge, e meu peito começa a doer.
— Mas, isso deve ter sido muito caro. Não precisamos disto para provarmos nosso amor.
— Eu quero que use. Foi um pouco caro, mas não se preocupe. Mas... Vamos passar por alguns apertos financeiros e...
— Isso não importa, é o bastante estar ao seu lado – digo com um sorriso de canto.
Undertaker fecha a loja, para podermos passar o resto do dia juntos. Vamos para o quarto, e trancamos a porta. Ele me abraça e me coloca mais perto de si. Nos jogamos na cama, e começam os nós beijar freneticamente. Ele avança cada vez mais para cima de mim,me eu agarro suas roupas largas. Enquanto nós agarramos e nos beijamos, nossa temperatura corporal eleva, me lembro da nossa primeira vez, me lembro das lágrimas, mas também um sentimento de prazer intenso que nunca tinha sentido antes. Depois daquele dia, sempre quis mais, algo que melhorou e muito nossa relação. Quero dizer, não fazemos todos os dias, mas nós sentimos livres para propor ao outro quando sentimos vontade. Libido é a palavra certa, não é?
A cama começa a ranger, e gemidos e gritos começam a tomar conta do quarto, igual á primeira vez. Mas os gritos misturados com prazer ainda acompanha algumas de nossas noites, e sim, ainda me sinto do se fosse a primeira vez. Posso me arriscar a dizer que já sabemos o que fazer e o que não fazer, e conversamos sobre isso as vezes, mesmo que seja um tanto constrangedor.
— Nem te perguntei – murmura ele se jogando para o lado e me abraçando.
— Não se preocupe com isso – digo me virando para ele
— Parece a primeira vez – diz ele acariciando meu rosto – diz ele acariciando meu rosto – a diferença é que você não impediu que eu tirasse sua roupa.
— E eu não me tranquei no banheiro – digo com um sorriso de canto
— Me sinto melhor agora. Casados. Não parece que apenas quero me aproveitar de você.
— Nunca pensei assim – digo – Sempre soube que você não faria algo tão ruim assim.
— Mas lembro que você não deixava eu ver seu seios... Eles não são pequenos do jeito que você acha – diz ele apertando de leve meus peitos, que me excita de uma maneira inexplicável.
Ficamos deitados, apenas observando um ao outro. Meu corpo começa a esfriar, e meus batimentos e respiração se estabilizam. Um sorriso de canto está estampado em meu rosto, o que faz Undertaker sorrir. Ele acaricia meu rosto com delicadeza, enquanto eu examino as cicatrizes, que tomam extensão por todo seu corpo. Ela dá a volta por seu abdômen, e acaba em sua canela esquerda. A cada centímetro de pele manchada pelas feridas, me sinto mais culpada por ter causado aquilo tudo. Gostaria de me desculpar de alguma forma, mas não sei como.
— O que foi? Você está bem? – volto a realidade, e percebo que ele está olhando para mim preocupado.
— E...estou sim. – digo sorrindo
Fico mais um tempo deitada, quando levanto para tomar banho. Enquanto mergulho na água quente, penso em tudo que aconteceu hoje. Estou casada, e preciso engravidar. Minha vida está ficando normal, mas de uma maneira totalmente diferente do que eu imaginava. É estranho estar casada com ele, ter perdido a virgindade com ele, morar com ele, escovar seus cabelos pela manhã, fazer as refeições ao seu lado. Mas ainda não me sinto completa, algo falta. Algo muito importante, e espero descobrir o que falta logo.
Fale com o autor