Kuolema Tekee Taiteilijan
11 Our great divide pt. II
Notas iniciais
PARIS
23 DE DEZEMBRO
Ainda que algumas mensagens de texto tivessem sido trocadas, por conta da complicada agenda dele eles não se viram nos dias seguintes àquela noite. Haviam marcado um almoço para este dia.
Ela correu por seu apartamento a procura de suas botas. Saiu correndo, trancando seu apartamento apressada, em direção ao restaurante. Ao chegar à rua, parou.
O que ela estava fazendo?
Engoliu em seco. Conhecia Thomas a menos de uma semana e já se apressava para encontra-lo. Era a primeira vez em sua vida que... Importava-se? Não. Não se importava. Ela gostava de Thomas. Ele ainda não a havia decepcionado e já parecia ter passado por muito, mas... Ele a desapontaria, mais cedo ou mais tarde, não desapontaria? Ela havia contado muito a ele. Mais do que jamais havia contado a outro homem. Mas ainda assim, nem seu nome verdadeiro ele sabia. Se contara de mais, mentira mais ainda. E ela se desviara uma vez mais de seus planos. Merda.
Insegura, voltou para dentro. Lentamente abriu seu apartamento. Hesitou. Entrou, mas tudo que via era ele. A marca dele em todos os lugares de sua memória. Precisava pensar com clareza. Não era fácil, nunca era. Pegou seu celular.
‘’Não vou conseguir chegar ao restaurante’’ enviou.
Sentou-se no chão. Sentia-se sufocando. Era assim, então? Gostar de alguém? Sentia-se dependente, e ainda cada vez mais fraca. Mas ele estava envolvido, tão envolvido... Os pensamentos giravam em sua cabeça. Não era só com ela que ele estava envolvido. Era, de novo, burrice o que estava fazendo.
A verdade é que nunca teve intenções românticas quando marcou o primeiro encontro, mas o efeito dele sobre ela... Ela não sabia descrever como se sentia. Queria escrever, mas sentia como se seus dedos estivessem atrofiados como garras pelo tempo. Piscou. Por ele. Sentiu uma gota de suor correr por sua testa. Era como se sentia desde os doze anos, afinal, quando tentava confiar em alguém. Era impossível, inimaginável. Ela só confiava em si mesma. Era assim que deveria ser. Ele nunca a aceitaria se soubesse a verdade. Ela nunca poderia contar a ninguém a verdade. Não ia parar em um hospício. Não ia ser controlada. Não mais. Já não sentia nada por ele. Nada concreto. Esquecera tão facilmente como começara. Em um impulso, ela se levantou. Encarou o apartamento.
Pegou seu celular e digitou uma ultima mensagem:
‘’Podemos tomar café da manha juntos amanhã. No meu apartamento. Que tal?’’
Mas ela não iria esperar por uma resposta. Aquilo seria ao fim só mais uma coisa para sua lista de arrependimentos.
‘’Distant prayers, carved in stone
The silent words that will still be heard’’
Notas finais
( ~~medo da reação do público de uma leitora que eu tenho HSUAHSHAUHSA)
Beijos,
Ju
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