Notas iniciais
Olaa! ahm, bom, fortes emoções no capítulo talvez, boa leitura =D

PARIS

24 DE DEZEMBRO

Ele andou calmamente até o apartamento dela. Era cedo. Ele preferia as manhãs e ultimamente era também seu único tempo livre. Preocupou-se quando ela cancelou o almoço deles, mas achou que somente um trabalho pudesse lhe ter aparecido. Ele sentia saudades dela, por mais impossível que lhe parecesse se importar tanto com uma pessoa em tão pouco tempo.

Sorriu. Ele nunca tinha contado a história de Mary a ninguém sem que esta pessoa imediatamente se afastasse. Devia ser instintivo. Mas ela passara por tanto em sua vida... Talvez isso a fizesse o entender melhor.

Ele não teve paciência para esperar pelo elevador. Subiu pelas escadas.

Bateu na porta. Nada. Bateu de novo. Chamou seu nome.

Engoliu em seco. Ultimamente andava paranoico por causa do assassinato, mas... Não poderia ser. Poderia?

Ele pensou por um segundo em fazer como nos filmes. Chutar a porta, arromba-la. Mas geralmente isso não levava a nada na vida real. Sentindo-se estupido estendeu a mão ã maçaneta, e girou-a. Estava aberta. Entrou lentamente, hesitante.

Nada. Literalmente nada.

Ele piscou. Tentou fechar a porta e abri-la de novo, tentou balançar a cabeça. O apartamento a sua frente continuava completamente vazio. Sua cabeça girou e latejou.

Não podia ser. Ele andou rapidamente de um lado a outro, procurando qualquer indicio, esperando que ela saísse de um cômodo dizendo que estava somente mudando sua decoração, que sentia muito pelo susto... Mas nada aconteceu.

Ele Parou a frente da janela onde uma vez ela estivera, onde uma vez ela contara sua história. Um pequeno objeto chamou sua atenção. Era uma concha. Ele a pegou nas mãos, a virou. ‘’França’’ fora escrito na parte interna dela com uma caneta preta permanente. Um bilhete pendia preso a ela. ‘’Desculpe. ’’ Era tudo que dizia.

Ele caiu de joelhos. Não acreditava, não podia acreditar.

Pegou seu celular e instintivamente ligou para Marco.

- Eu preciso que você faça algo por mim.

Marco protestou, perguntando o que havia de errado com o amigo. Alegou que sua voz não estava normal.

- Marco, por favor. Só cheque uma pessoa por mim, ok?

Por fim, ele concordou.

- Diga.

- Elizabeth Jones. Cheque também na lista de alunos antigos da... – ele parou por um segundo para tentar se lembrar do nome que ela mencionara — Suffolk University, de Boston. Ok?

Marco tinha recursos sendo da Alta policia. Não devia usa-los, mas ainda assim, uma vez ou outra... Ele murmurou que retornaria a ligação em alguns minutos.

E foram os cinco minutos mais longos da vida de Thomas. Seu coração batia mais rápido, ele suava. Precisava de qualquer coisa sobre ela... Qualquer coisa serviria. Ele precisava dela. Era estranho como se conectara a alguém tão rápido, mas mais do que nunca ele sentira que tinha algo com alguém. Ele estava apaixonado. Finalmente aquele buraco deixado por Mary havia sido preenchido e... Seu telefone apitou.

- Fale.

- Nada cara. – disse marco – Nada. Nenhum registro, nenhuma passagem. Não está no sistema. Não consta na universidade. Nenhum aluguel, nenhum imóvel no nome dela... Nada. Desculpe.

Thomas desligou, e se sentia caindo de um precipício. Sua cabeça girava ainda mais. Ele a teve nas mãos e a perdera, assim como Mary. Encarou a neve que agora caia do lado de fora.

‘’All he wanted was a toy
All he needed was a gentle heart
To lead him through the dark
When his dreams are running wild
Boy and the ghost
Fire's not burning
The lights went out
The lights went out’’

Notas finais
~~ nada a declarar, nada a declarar, nada a declarar ~~ hahahahah
Um beijo,
Ju