Notas iniciais
Boa leitura!

PARIS

18 DE DEZEMBRO

Em uma movimentada Rua de Paris, um homem se irritava ao ver que a rua que precisava cruzar agora parecia um bloco sólido de carros. Ele olhou seu relógio. Dez para as duas da tarde. Ele precisava estar no prédio há vinte minutos. Saíra tarde, despreocupado – Afinal, o trânsito em todos os anos os quais ele passara na cidade sempre fora excelente. Mesmo nas maiores avenidas, como a qual em que ele precisava estar hoje, estavam quase sempre vazias.

Ele saiu do carro, perguntando-se se seria um grande problema se ele simplesmente o deixa-se ali e caminhasse. Eram só algumas quadras. Ele fechou a porta e trancou o veiculo. Não tinha feito muito progresso em sua caminhada quando passou a avistar as luzes dos carros policiais franceses piscando a sua frente. Ele começou a correr. As luzes ficavam mais fortes.

Sem folego, ele atingiu seu alvo. O prédio, o grande salão ao qual teria que estar. O ar fugiu de seu peito ao passo que suas suspeitas se confirmavam. Uma fita amarela impedia que o a população se aproximasse, e os carros policiais faziam uma barreira nos dois lados da avenida. Um vinco de preocupação surgiu em sua testa. Ele deveria encontrar com a noiva para qual estava organizando o casamento – que deveria ocorrer ali em uma semana – naquela tarde.

- Com licença! – ele tentou quebrar a multidão de curiosos, e por fim passou por baixo das fitas amarelas. – Com licença!

Um policial de meia idade se aproximou dele.

- Senhor, esta área é restrita ao público. Tenho que pedir para que o senhor se re-

- Oficial, com licença, mas eu sou responsável por este prédio! Preciso saber o que está acontecendo.

O homem o encarou por um longo tempo, mas por fim pediu que o acompanhasse.

- Detetive, este senhor clama ser o dono.

- Não sou dono – ele o interrompeu novamente – Aluguei o prédio em nome de um cliente. Prazer, Thomas Yerj, produtor de eventos. – ele passou sua identidade ao policial.

- Neste caso a responsabilidade ainda é sua, Sr... Yerj?

- Se pronuncia Ieri, se não se importa. É finlandês. – corrigiu-o.

O detetive deu um riso debochado. Estava começando a se irritar e mal havia começado a conversar com o sujeito.

- Tem razão, não me importo. De qualquer modo, Sr. Yerj... Sua cliente seria...?

- Sarah, Sarah Torres. – ele passou as mãos pelo cabelo desgrenhado, ignorando os comentários do detetive.

- Sim, muito bem... Sr. Yerj, Posso informa-lhe que sua cliente está bem, agora...

- O que aconteceu?

- Pare de me interromper. Preciso lhe fazer algumas perguntas.

- Por quê?

- Procedimento padrão.

- De que? O que aconteceu?

- Sr. Yerj, há quanto tempo o senhor alugou este edifício?

- Ahm... Eu... não sei, um mês? Por aí. Sarah queria começar a organizar o local cedo para que nada desse errado no casamento.

- Sim, sim, ótimo. Agora, até quando ele ficaria alugado?

- Até dia 26. Ela queria casar no natal. Desmontaríamos tudo logo no dia seguinte, pois depois desta data já havia uma oferta ao dono... É um local muito bonito para organizar casamentos.

- Eu sei. Muito bem. Sr. Yerj, você está familiarizado com David Zimmermann?

Ele pensou por um segundo. Sua lista de clientes era longa, mas em sua maioria composta de mulheres.

- Não, não que eu me lembre.

O policial assentiu.

- Sr. Yerj, sinto informar-lhe que achamos um corpo no edifício.

- Corpo?! Como... Quando?

- Hoje de manha a noiva, Srta. Sarah resolveu dar uma olhada no lugar antes do senhor e se deparou com a vitima. Está abalada, sim, mas bem. Ela já reconheceu o corpo como seu amigo, David Zimmermann. Foi levada a delegacia para ser interrogada. Até que as investigações terminem o prédio permanecerá fechado.

- Acha que podem livra-lo para o casamento? – perguntou Thomas aflito.

- Um homem morreu, Sr. Yerj.

- Eu sei. Mas preciso saber se terei que achar outro local ou não.

O detetive suspirou.

- O casamento é em uma semana, você disse? – Ele assentiu – Acho que podemos dar um jeito. As investigações não costumam demorar muito.

‘’I’m the one who leaves shadows in you room at night

I’m the reason you’re listening enlightening your eyes

When Pan meets Apollo down with the sin

They will send tears of angels, though kindness won’t win’’

Notas finais
Espero que tenham gostado deste começo de mistério. Por que não deixar um review? Obrigada por ler
Beijos,
Ju