Kuolema Tekee Taiteilijan
4 Capitulo IV – Ciaran’s Well
Notas iniciais
Eles agora se sentavam numa mesa do lado de fora do café, cada um com suas bebidas. Ela queria sentar dentro, mas o local estava lotado. A praça estava lotada. Paris no inverno era nada menos do que irritante na opinião dela, ainda assim extremamente apropriada.
- Ahm... Eu preciso me desculpar por ter chegado atrasado hoje. – ele riu, sem graça, tentando achar assunto em uma das pausas na animada conversa deles.
- Tenho certeza que você vai se redimir – ela sorriu, ainda que não acreditasse nas próprias palavras. Estava gostando dele, mas quantos já não haviam prometido serem bons a ela?
Ele riu.
- Vou mesmo. Que tal... Jantar amanha?
Ela pensou por um segundo. Que mal teria?
- Claro. Podemos nos encontrar aqui e irmos. Você escolhe aonde. Vou testar seu bom gosto. – ela riu.
- Agora estou com medo. Tem certeza de que não quer escolher?
- Absoluta. Só que seja um local fechado, sim? – ela encarou a neve que agora caia deixando tudo branco ao redor dela.
Ele esticou o braço para fora do toldo e pegou um floco em sua mão.
- Não acha agradável ficar cercada de água congelada?
- Detesto a neve.
Ele franziu as sobrancelhas, curioso.
- Por quê? Particularmente eu acho a neve... Digamos mágica. Lembro-me de fazer bonecos de neve quando era criança com meus pais. E guerras de neve... – ele riu, observando o floco de neve se dissolver na palma de sua mão. Estendeu-a á ela, de modo que a água pingasse em seu braço. Ela se moveu rapidamente, se recostando na cadeira longe dele, a cara subitamente fechada.
- Detesto a neve. – repetiu, fechando os olhos e respirando fundo.
- Desculpe. Passei dos limites. – ele se arrependeu na mesma hora. Não conseguia nem imaginar como alguém poderia odiar algo tão perfeito, mas... Pela expressão dela ele não podia nem perguntar seus motivos. Queria, mas não devia. Como se lesse sua mente, ela disse:
- Não quero falar sobre isso.
- Então... – ele começou, tentando mudar de assunto – No seu perfil você mencionou que adora cães.
Ela sorriu.
- Sim... Ainda que há muito não tenha um. – seu sorriso murchou um pouco com a memória de sua companheira de infância, tirada de si...
- Por quê?
- Bom... Veja, eu tinha essa cadelinha quando era criança... Maya, ainda que eu a chamasse de May o tempo todo... Branquinha, parecia uma bolinha de pelo – ela sorriu com a lembrança – E um dia eu tive que doa-la. Acho que nunca chorei tanto. Eu tinha doze anos. Acho que nunca superei, sabe?
Ele assentiu.
- Eu me mudei para Paris há cinco anos... Eu tinha três cachorros antes, mas deixei todos com minha irmã. Não é fácil achar um lugar aqui no qual cães ficariam confortáveis, ainda mais dentro de um preço razoável.
-Cinco anos? Seu francês é muito bom. – disse-lhe – Tinha estudado a língua antes?
- Sim, era uma das matérias de minha escola em Nova York. Eu odiava, mas acabou por ser útil.
- Então você é americano?
- Sim... Vim á França em busca de novos ares.
Ela sorriu.
- Eu vim a trabalho mesmo. Pena que não deu certo. Mas eu me apaixonei pela cidade e decidi ficar.
- Da onde você é?
- Nasci em Seattle.
O telefone dele tocou, ele suspirou. Tinha que atender. Achou que fosse Sarah de novo, nervosa por causa do problema do salão. Não era.
- Alo?
- Thomas, que bom que atendeu. Ahm, você tem um problema, companheiro. – ele imediatamente reconheceu a voz de seu melhor amigo, Marco. Marco era detetive da policia francesa, alto encarregado de um departamento. Thomas ainda não sabia como o amigo que sempre fora festeiro e mulherengo havia chegado naquele posto, mas se orgulhava dele. Depois que terminaram a faculdade Thomas ficara nos estados unidos, e Marco imediatamente se mudara para a França, mas eles não perderam contanto. Foi uma das razões pelas quais ele havia escolhido este país para tentar uma vida nova.
- Diga.
- Sabe o corpo que acharam no prédio que você alugou?
— Sim?
— Digamos que o homem era bem importante. Chefão, grande empresário... E eles não têm suspeitos. Olhe, eu não devia falar nada, e os promotores arrancam minha cabeça se descobrirem que estou falando com você, mas você é meu amigo e não posso te deixar as cegas. A história é a seguinte: o cara não morreu no prédio, só desovaram o corpo lá. Mas não tem uma digital, um fio de cabelo, uma marca, um nada que ligue qualquer um a vitima. O pior de tudo é que também não há sinal de arrombamento, e você é responsável pelo prédio. A polícia está atrás de você, amigo. Eles devem aparecer para te levar para um interrogatório a qualquer momento. E vai por mim, é melhor você colaborar. O traseiro de todo mundo está na reta aqui, então estão todos... Digamos muito entusiasmados para achar o culpado. A menos que você tenha algo a ver com isso...
- Você sabe que não tenho Marco.
- Sim, sim, só checando. De qualquer forma, olhos abertos, ok? Eu tenho que ir.
Eles desligaram. Thomas passou as mãos pelos cabelos, preocupado novamente. Engoliu em seco.
- Elizabeth...
- Pode me chamar de Lizzie.
— Lizzie, então. Eu tenho que ir, alguns imprevistos com trabalho, sabe como é. Desculpe. Te vejo amanha?
- Ahm, sim! Claro! As sete aqui? É sempre bom sairmos cedo para não pegarmos fila, não é?
- Sim, sim. Calma, me de seu telefone, assim podemos combinar melhor.
Eles trocaram os telefones e cada um seguiu para um lado. Ela, sonhadora pela boa conversa do rapaz, ele ainda curioso sobre ela.
E não demorou muito até que as suspeitas de Marco se confirmassem. Um carro policial estava parado a frente do prédio de Thomas na manha seguinte.
‘’Misty cold nights
You'll hear her sigh
And sing bitter
Sweet lullabies’’
Notas finais
Beijos
Ju
Fale com o autor