Kuolema Tekee Taiteilijan

5 My little phoenix pt.I


Notas iniciais
Hola amigos! demorou pra sair, mas saiu capitulo novo né hahaha boa leitura =)

PARIS

20 DE DEZEMBRO

‘’Hey, podemos nos encontrar direto no restaurante?’’ mais o endereço do local que ele tinha escolhido fora a mensagem que ele mandara para ela.

Ele se olhou no espelho uma vez mais, ajeitando o Blazer e arrumando o cabelo. A polícia o tinha questionado por um longo tempo e ele sabia que não chegaria a tempo no café. Mas ainda podia conseguir chegar ao restaurante se corresse. Havia escolhido um restaurante Japonês, mas ele sabia que havia algumas outras opções no cardápio em caso de ela não gostar da comida. Saiu apressado.

Ele estacionou o carro em uma vaga surpreendentemente boa para o horário e entrou no restaurante. Já havia reservado uma mesa, e para sua sorte não havia ninguém nela. Sentou-se para espera-la.

Mas não se passou um longo tempo até que uma bela mulher passasse pela porta. Ele sorriu. Ela usava um vestido preto por baixo do grosso casaco, o cabelo preso como sempre. Sentou-se.

- Boa noite. – disse a ele, sorrindo de volta.

- Desculpe por não poder te encontrar no café, você não tem ideia do que aconteceu.

- O que? A polícia te pegou? – ela riu. Ele riu também.

- Pior que foi exatamente isso. – ela arregalou os olhos – Aparentemente encontraram um corpo no prédio que eu aluguei – ela murmurou uma exclamação a sentença dele — Então eu tive que dar depoimentos e tudo o mais. Burocracia geral. – mentiu. Ele não queria dizer que estava sendo investigado. Ela levantou as sobrancelhas, mas assentiu.

- Para a sua sorte foi até melhor para mim. Eu não tinha saído de casa quando recebi sua mensagem, aliás, ainda estava me arrumando. E meu apartamento é a poucas quadras daqui. Foi ainda mais fácil do que ir até lá.

- Ufa, fico aliviado. Ahm... Eu estava preocupado – Você gosta desta culinária? – perguntou feliz que o assunto tivesse acabado.

- Japonesa? Ah, sim. Não sou a maior fã de peixe cru nem nada do tipo, mas definitivamente algumas coisas são deliciosas.

- Ótimo! – ele folheou o cardápio – Acho que vou querer o prato com salmão...

- Salmão? Todo mundo sabe que as melhores coisas neste restaurante são com Atum. E você vive há mais tempo aqui do que eu, Caubói.

Ele riu.

- Mas salmão é típico! E delicioso, você tem que admitir. Quantas vezes eu já não pedi aqui o prato de salmão? Este aqui, vê? – ele apontou no cardápio dela. – Vem com arroz e morangos decorativos. Claro que eu os como também.

- Salmão e morangos? – ela sorriu – nós definitivamente temos gostos culinários diferentes.

Ele olhou para ela com uma mistura de choque e divertimento nos lábios.

— Como? Você não gosta de morangos? Como no mundo alguém pode não gostar de morangos?

— Bom, digamos que eu adorava morangos. Quer dizer, eu achava que adorava. Eles eram tão vermelhos e bonitos. E lá estava eu, uma criancinha feliz de oito anos de idade passeando pela casa quando acho um balde de morangos. Eu não tinha comido antes, acho, e aqueles pareciam bem apetitosos. Então eu peguei a tigela e comi. Todos.

- Parece com algo que eu faria. – Ele riu.

- É, enfim. O problema é que eu fui descobrir naquela mesma tarde que era alérgica a morangos. Sim, exatamente isso. Fiquei com manchas na minha pele por quase duas semanas... E coçava! Acho que agora pode imaginar porque eu nunca mais cheguei meramente perto de morangos. – ela riu. – Vou pedir o prato com Atum... E sem morangos.

- Então, você trabalha no que?

- Me formei em jornalismo, na Suffolk University, de Boston. Hoje faço o que me aparecer, praticamente. Viajo muito pela Europa hoje a trabalho.

- Não tinha dito que nasceu em Seattle?

Ela assentiu.

- E nasci. Quando meus pais morreram eu... Me mudei. Bastante. – ela engoliu em seco. Não queria discutir a morte dos pais naquele momento. Para sua sorte, o garçom os interrompeu, tirando seus pedidos.

Ele percebeu a inquietação dela. Ela tentou mudar de assunto.

- Qual seu filme favorito? – disse bruscamente.

Ele pensou por um segundo e sorriu com a resposta que surgira em sua mente. O filme que mais o marcara? Certamente o ultimo que ele vira – mas não vira – Com Mary. Legal lembrar-se disso em um jantar com outra mulher, Thomas – pensou.

Ele pediu que lhe trouxessem uma garrafa de vinho. Ela ainda o encarava curiosa. Ele hesitou antes de responder.

- The Notebook. Conhece?

- Aquele romance? Baseado no livro? – ela franziu as sobrancelhas.

- Esse mesmo.

- Eu achei tão... Triste. E meloso, francamente.

Ele riu.

- Eu sei. Aposto que me imaginou vendo jogos de basquete. – ela sorriu, sem graça – Mas o que você não sabe é que eu mesmo já joguei basquete.

- Sério?

- Sim. Na faculdade. Até que eu era bom, mas não gostava do esporte o suficiente pra continuar na carreira.

Os pratos deles chegaram, ele começou a comer. Ela o encarou por um longo tempo.

- O que foi?

- Nada. – ela sorriu, corando – só me pergunto o que mais eu ainda não sei sobre você.

- Hm... Vejamos. Eu... Tentei ter uma banda de Jazz quando era adolescente, mas sou terrível em musica e nada deu certo. Eu adoro frio. Eu detesto maçãs. Adoro quase qualquer coisa viva – plantas, cães, macacos, crianças – ele riu – tudo.

- Crianças? – ela ergueu as sobrancelhas.

- É. – ele a encarou, sorrindo – O que foi?

- Não se preocupe. Eu só... Tenho uma longa história com crianças. Não sou a maior fã delas. Algum dia te conto por que. – ela começou a comer, dando de ombros.

O jantar continuou agradavelmente. Eles conversam, eles riam. Ela não era afinal tão parecida com ele quanto ele achava, mas... O encantava. O pouco que ela lhe mostrava sobre si mesma só o deixava mais curioso. Lembrou-se de como quando criança queria ser policial, resolver mistérios, prender bandidos. Desistira, mas sua curiosidade nunca se esvaíra. E ela era como um assassinato a ser resolvido. Cada olhar uma pista, cada palavra criando um novo mistério. Mas o sorriso, Ah, o sorriso ainda era igual ao de sua Mary. Seu coração deu um salto. Ele só queria poder ficar ali, com ela, por mais uma eternidade até que por fim todos os seus segredos caíssem e ela fosse só sua.

‘’Gracefully she's cireling higher
She has the wind beneath her wings and looks down on us’’

Notas finais
entããão é isso. Por enquanto. Como a outra parte desse capitulo deve ter dois paragrafos no máximo, colocarei ela logo aqui.
Beijos,
Ju