Kiss Me Tonight.
10 Grande descoberta.
No dia seguinte eu fui passear com Apollo a tarde e comprar umas coisas com ele. Tá, quando eu digo umas coisas nunca são umas coisas. Parecia que eu tinha acabado de comprar a loja inteira, minha mãe certamente iria ficar muito brava comigo.
No caminho de volta para casa encontrei Karina toda sorridente
– Ei bitch, novidades?
– Awn, que cachorro fofo. Qual é o nome dele? E eles apenas estão se divertindo e Harry disse que tirou varias e varias fotos e afirmou que o lugar é extremamente lindo.
– Nome dele é Apollo – disse eu dando carinho dele. – O bom é que logo eles estão de volta
– Quanto a isso eu não sei.
– Como assim?
– Parece que eles vão ficar mais tempo. – sorriso dela sumiu – Mas disseram que Liam está melhor e como você diz “estão colocando ele na linha.”
– Ah, que bom isso né? Enfim, tenho que ir para casa agora.
– Ok bitch. Tchau Holly e tchau Apollo.
Fui para casa do meu irmão, queria vê-lo depois de um tempo. Chegando na frente da casa eu vi uma criança brincando com uma coleção de carinho.
– Oi.
Ele ficou surpreso quando me viu.
– Tia Holly – ele correu e me abraçou – Que saudades. Quem é esse?
– Apollo, eu ganhei do Niall. Lembra dele não é?
– Lembro sim. – disse sem tirar os olhos do cachorro.
– Quem brincar com ele?
Ele assentiu e eu soltei a coleira de Apollo e no mesmo momento eles começaram a correr e a brincar pelo gramado.
– Seu pai está Gustavo?
– Lá dentro.
Eu iria agradecer, mas nem dava tempo eles estavam correndo loucamente e com certeza iria me ignorar.
Era uma casa simples, mas amava aquela casa. Entrei sem bater na porta e fui tirado ao escritório do meu irmão. Quando o vi percebi que estava abatido e cansado.
– Que houve? – olhei para ele espantado.
– Holly, quanto tempo.
– O que houve?
– Problemas Holly, problemas. – ele desabou em cima de um monte de papel
– Posso ajudar?
– Não sei. Tem dinheiro para me emprestar?
– Eu... – ele me interrompeu.
– Estou brincando, não quero o dinheiro do papai. Eu recebi uma boa oferta de emprego, mas eu não vou conseguir levar todo e todas as coisas. Então vou ter que ficar por aqui mesmo.
Eu pensei por um momento.
– Bom, eu amo essa casa e agora Apollo precisa de espaço então seria legal ficar aqui. E Gustavo gosta de Apollo, ele poderia ficar comigo. E dinheiro não é problema.
– Apollo? – ele me olhou estranhamente.
– Sim, meu cachorro.
– Hm. Quer mesmo ficar aqui?
– Claro – meus olhos brilharam.
– Como posso te agradecer Holly?
– Colocando um grande sorriso no rosto. – automaticamente ele sorriu.
– Agora vou levar Gustavo e Apollo para casa, me empresta o carro?
Ele jogou um molho de chaves na minha mão e eu agradeci rapidamente e fui até o quintal.
– Ei meninos, venham aqui. Ou melhor, eu vou ai.
Eles estavam jogados no chão pareciam que tinha corrido uma maratona.
– Gustavo quer ir à minha casa me ajudar a pegar umas coisas? Seu pai vai viajar e eu vou ficar aqui cuidando de você, que tal?
– Por muito tempo?
– Eu não sei pequeno – disse bagunçando o cabelo dele. – Agora venha.
Eu segurei suas mãos e o puxei para cima e fui até a garagem, liguei o carro e fomos para mim casa. Tirei os do carro e peguei Apollo no colo e pedi ajuda ao Gustavo para levar as “poucas coisas” que eu tinha comprado.
– Gustavo deixe as coisas em cima do sofá e procura sua vovó e de um susto nela ok?
Ele sorriu maleficamente e assentiu.
Coloquei as coisas no quarto junto com Apollo e voltei para pegar as que estava em cima do sofá quando terminei de arrumar tudo desci para procurar Gustavo e mamãe e ouvi um berro e comecei a rir.
Mãe estava no quarto e Gustavo ligara as luzes e começou a gritar.
– O que você está fazendo aqui? – ela pulou da cama e o agarrou e começou a rodar com ele no colo – Ah que saudades Gus, cadê seu pai?
– Ele foi viajar, vou passar um tempo com tia Holly.
– Com Holly?
– É mãe.
Eu estava parada na entrada do quarto olhando os dois conversando.
– Como assim?
– Ele está com uns problemas e eu ofereci para cuidar do Gustavo e da casa por uns dias. Tudo bem eu ficar lá né?
– Sim, ta tudo bem, mas hoje quero vocês aqui.
Fui para o quarto e coloquei uma roupa mais confortável e cochilei um pouco. Acordei pouco tempo depois com o telefone tocando. Olhei meio sonolenta para o celular e nem consegui ler o que estava escrito.
“ — Alô?- disse sonolenta
– É assim que atende ao telefone?
– Niall! Como está a viagem?
– Seria melhor se você estivesse aqui, mas está legal, conhecemos vários lugares e parece que aqui tudo é lindo. E o que acontece de bom por ai?
– Tudo maravilhoso, fui ver meu irmão e eu vou passa um tempo com meu sobrinho na casa dele.
– Gustavo? Eu adoro aquele menino. Quero voltar logo mas os meninos estão amando aqui e não querem voltar tão cedo, tenho boas noticias mas acho melhor contar depois e comprei varias coisas aqui também.
– Meu Deus, depois dizem que as mulheres gastam muito... Quer dizer, ignora o que eu disse – ele vai rir de mim quando ver as coisas que comprei pro cachorro. — Agora tenho que desligar, vou jantar com Gustavo e com minha mãe.
– Tudo bem. Te vejo em breve. Beijos meu bebê, te amo
– Te amo mais. Beijos.
– Eu te amo muito mais – ele riu e desligou.”
Levei Apollo para sala e liguei o som e deixei tocando “Morning sun” e comecei a dançar. Eu me lembrei das meninas e elas me iriam me matar por eu ter faltado a aula de dança. Então liguei para Larissa e ela disse que era toda terça-feira então fiquei mais calma.
Eu voltei para o quarto e arrumei umas coisas e umas roupas. Fiz uma mala com varias coisas desnecessárias mas lembrei do que eu mais precisava: Escova de dentes, celular e carregador, roupas, acessórios, guloseimas e meu querido travesseiro. E pronto, minha mala estava pronta. Fiz uma pequena mala para as coisas do Apollo com as roupas, brinquedos, potes de água e comida, a comida e outras coisas.
Eu olhei para as coisas em cima da mesinha e vi a caixa de madeira então eu a abri e comecei a ler as cartas. Algumas eram letras de musicas românticas, mas a maioria era da historia da família, de como eles se conheceram, seu namoro, seu casamento e os nomes dos seus filhos até a sua morte. Eu procurei sobre Maura e Bob e não acreditei no que li, a cada palavra eu chorava mais e mais. Eu queria um ombro para chorar mas não sabia para quem ligar então fiquei ali mesmo chorando.
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