Kira
2 Capítulo 2
Setembro, 11.
Passei mais duas horas andando sem rumo, foi quando percebi que estava próximo da casa de Rachel.
Rachel Garcia é uma colega de classe. Ela tem dezesseis anos. Cabelos longos, cacheados e cor de caramelo; possui olhos azul turquesa e pele clara. Acho-a muito bonita e ela tem uma certa opinião sobre as coisas que só ela entende como se alguma vez ela encontrasse alguém morto na sua frente ela poderia tanto deixá-lo lá e não fazer nada como também ajudá-lo.
Com um pouco de dificuldade escalei o muro de sua casa. Por sorte seu quarto era no primeiro andar. Encontrei-a dormindo tranquilamente em sua cama com lençol cor de rosa.
Seu quarto era pequeno, só havia uma cama, um guarda roupa e um computador. Ela dormia tranquilamente em sua cama. Fiquei alguns minutos observando-a,era tão linda.
Sempre tive uma queda por Rachel, mas nunca tivera coragem de contar a ela. A janela estava trancada então bati levemente.
Rachel se moveu um pouco para o lado, mas foi muito para o lado, e caiu. Assustada acordou e levantou. Sufocou um grito quando me viu e abriu a janela.
–Olá. -eu disse sorrindo. Ela me olhou com boca aberta e demorou a responder.
–Oi... Mas o que você está fazendo aqui?-ela perguntou enquanto eu entrava. Sentei na cama e comecei a falar.
–Para começar tudo... Meu pai morreu...
–Espera como assim?Você e seu irmão estão sozinhos?-ela andava de um lado para o outro.
–Calma. Ele foi baleado. Meu irmão supostamente está envolvido e eu não sei o que fazer, não quero ser mandado para um orfanato. Primeiro minha mãe some quando tenho dois anos e meu pai morto!Eu não sei se aguento. -disse chorando. Rachel não falou nada,somente me deu abraço forte. -Obrigado, Rachel. Eu irei me vingar e descobrirei quem é o verdadeiro assassino.
–Mas David, e se foi seu irmão quem matou seu pai?-ela perguntou.
–Simples. Ele morrerá também. -falei e vi o quanto aquilo soou sinistro. Olhei para Rachel, que estava ao meu lado sentada na cama, ela me olhava com medo. -Me desculpe, Rachel.Mas é isso que planejo fazer.
–Não, David. Não deixe esse sentimento crescer dentro de você. -falou Rachel segurando minha mão.
–Ele não vai crescer porque ele já está aqui. Rachel me deixe ter uma última noite normal, posso dormir com você?-falei inocentemente sem perceber que ela havia entendido outra coisa.
–Hum?David!Você está na minha casa... -quando ia falar algo ela falou. -Sim você pode. Meus pais não estão aqui estou sozinha até à tarde de hoje, já são quase duas horas da manhã.
–Mas hoje é terça. O que eles estão fazendo?-perguntei.
–Meu pai teve que viajar a negócios e minha mãe quis ir. Como tinha aula não quis ir junto então fiquei sozinha. -explicou.
–Hum. E a sua aula?
–Eu falto. David, não te deixarei sozinho em uma hora dessas. Agora vamos dormir. -ela disse e se deitou.
Eu deitei ao seu lado. Nós dois estávamos deitados de lado e tive vontade de colocar minha mão sobre ela. Então, ela fez algo que me surpreendeu, pegou minha mão e a colocou sobre si.Assim dormimos, agarrados. Seria a melhor noite da minha vida por muito tempo.
Quando eram dez horas, eu acordei. Rachel não estava na cama.
–Rachel?-a chamei. Nenhuma resposta.
Saí do quarto e andei pelo corredor, cheguei onde estava a cozinha. Facas estavam no chão, havia sangue na bancada e no fogão. Comida recém-feita estava espalhada pelo chão.
Andei até onde o sangue estava e segui sua trilha. Ele levava até a sala subindo a escada. Quando vi que me levaria para o quarto, parei.
Andei silenciosamente e parei na porta. Lá estava Rachel amarrada com a cabeça ensanguentada. Corri em sua direção e algo me acertou na cabeça.
Não desmaiei totalmente. Eu via vultos indefinidos. Vi que me carregavam pela escada e me levaram por um caminho que não reconheci,quando observei estava nos fundos da casa,tentei reagir, mas meu corpo não se movia.
Passaram pelo portão na rua de trás da casa, que já estava aberto. Levaram-me pela rua e me colocaram sentado no banco de trás de um carro, Rachel veio logo em seguida, mas estava totalmente desmaiada e cheia de sangue.
O carro começou a se mover, passamos novamente pela rua da frente da casa de Rachel, pude ver seus pais chegando. Foi quando a pessoa que estava no banco a minha frente percebeu que eu estava acordado me deu um soco forte antes que eu pudesse distinguir seu rosto e desmaiei.
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