Killers Lovers

11 The road To hell


Previously em Killers Lovers:

—Controlaram sua hemorragia e ela está estável, tivemos algumas complicações por conta da saúde do bebê mas está tudo certo, ambos estão bem.

Damon congelou ao ouvir aquelas palavras como se a terra tivesse acabado de parar de rodar.

—Bebê?-ele arregalou os olhos não tendo certeza do que havia realmente acabado de ouvir-Desculpe acho que ouvi errado, você disse que Elena está grávida?

—O senhor não sabia? Elena está grávida de quatro semanas.

27 de Novembro de 2014

Las Vegas-Estados Unidos

Era possível ouvir o barulho do ar-condicionado funcionando, e de vez em quando um rangido de algum local ao qual era impossível identificar, ouvia-se a água borbulhando no filtro, passos cuidadosos vindos do corredor, e o ponteiro do relógio que com o silêncio da noite ficava muito mas alto que deveria.

Silencioso.

Era assim que aquele quarto de hospital estava, era esse o motivo dele poder ouvir até os mínimos barulhos, ele estava absolutamente sozinho e silencioso, mas sabia muito bem que quando ela acordasse aquele silêncio iria embora.

Serena, ela parecia até um anjo dormindo daquele jeito de modo tão calmo, eram raras as vezes que Damon conseguia ver seu furacão calmo, principalmente agora, e ela dormindo era a única coisa que permitia ver a beleza de Elena daquele modo tão gentil.

Um bebê, quando descobrisse que estava grávida enlouqueceria.

Damon pensava muito na ideia de ser pai, mas após se envolver com aquele mundo ao qual chamava de vida descartou totalmente aquela ideia insana, um bebê jamais sobreviveria naquele mundo de assassinatos muito menos com dois pais serial Killers.

Aquilo era um desastre, e a única coisa que Damon conseguia pensar e que no meio de tanta confusão estava realmente feliz pela aquela notícia.

Seus olhos se abriram, e então conseguia sentir aquela luz de hospital a cegando de modo brutal. Elena pôs a mão no rosto iniciando seu ódio no momento em que aquele sol elétrico chegou aos seus olhos.

—Apague a Luz!-ela disse realmente irritada por aquilo fazendo Damon de levantar e ir em sua direção-Apaga a luz!-berrou ela esperando que Damon deixasse de drama e apagasse logo a porra da luz.

Ele o fez, e então Elena pode finalmente suspirar e encarar a solidão deixando lágrimas grossas descerem por seus olhos nunca sentirá uma dor tão forte.

—Morfina!-gritou ela tentando parar as lágrimas que queimavam sua bochecha.

Se perguntava o porque de não estar na sala de cirurgia se sentia como se a bala continuasse bem ali no seu corpo pressionando e arranhando todos os seus órgãos, rasgando-os a da segundo.

Se perguntava o porque de não estar na sala de cirurgia se sentia como se a bala continuasse bem ali no seu corpo pressionando e arranhando todos os seus órgãos, rasgando-os a da segundo.

Damon ouvi o que a morena havia lhe dito e recorrera em direção a porta pedindo para que uma das enfermeiras que passava a trouxesse e depois de longos segundos, que para Elena era como se fosse a eternidade, a enfermeira já estava injetando a droga em seu organismo fazendo Elena se jogar contra o travesseiro o fechar os olhos com força, abrindo a boca e soltando o ar pesadamente.

E Damon permanecia lá observando seus movimentos e o modo como ela parecia sentir tanto prazer ao sentir o efeito da morfina e por longos minutos ficou lá apenas observando o peito de Elena subir e descer ao longo de sua respiração.

Elena abriu os olhos e então recorreu novamente a escuridão que naquele momento tanto a agradava.

—O que você quer aqui Damon?

Damon arregalou os olhos , simplesmente não acreditava que era casado com um pessoa tão teimosa e desconfiada.

—Sério? Sério mesmo? Eu te trago pro hospital e você ainda está desconfiada comigo? É piada né Elena?

Elena revirou os olhos e então o olhou com desdém mesmo sabendo que ele não a enxergava. Damon ligou o abajur revelando a expressão de Elena e seus braços cruzados e impaciência a ela.

—Damon eu por acaso tenho cara de quem faz piada?

—Humm-mesmo sabendo que era brincadeira o rapaz ainda a olha-Am...não, mas bem, eu e você temos que conversar.

Elena franziu as sobrancelhas ao ver o modo como Damon estava cauteloso e realmente nervoso e ela apenas conseguia lembrar de quando ele a pediu em casamento: fofo e nervoso, suando frio, Elena já sabia o que faria assim como sabia o que responderia.

—Tá bem...eu vou ser direto pois se eu não falar agora eu não falo nunca: Elena, descobriram que você tá grávida.

Elena o encarou com a expressão totalmente ilegível e ai riu.

O que pareceram a eternidade a Elena em relação a morfina foi a Damon em relação a crise de riso da morena.

—Que?

A única palavra pronunciada depois daquilo.

—Você está grávida, e não eu não estou brincando. Sua cirurgia demorou muito mais do que deveria por causa do bebê que os medicos tentavam salvar, e conseguiram nosso bebê está vivo!

Elena para olhou Damon abrindo a boca pegado uma grande quantidade de ar e então bateu as unhas contra a bandeja algumas vezes até parar subitamente recolher a mão e olhar seria para mim.

—Você está louco?

Foi apenas isso que ela conseguiu dizer. Para Elena a ideia de ter um filho era absurda! Ela se recusava a acreditar, se recusava a acreditar, por mais que soubesse que era verdade.

—Elena eu estou falando sério!

Elena tossiu, começando uma crise de torce continua engasgando com a própria saliva. Damon se ergueu para ajudá-la mas ela ja estendeu a mão e o afastou.

—Como isso aconteceu?

A ficha agora tinha caído. O coração de Elena batia forte e ela fechou os olhos nervosa, pensando em como o ideal seria matar aquela criança, mas sabia que era incapaz de matar uma, mesmo que ainda não tivesse nem nascido.

Não podia fazer aquilo com a criança, não podia deixar aquele bebê que era um ser inocente ser filho de duas almas tão impuras quanto ela e Damon! Ela teria que deixar aquele bebê longe daquela vida.

—No quarto de hotel no Japão, não usamos camisinha.

Elena serrou os punhos louca de ódio pela sua irresponsabilidade, não poderia deixar um bebê chegar a esse mundo tão cruel.

—Seu filho da Mãe!-gritou ela furiosa-Como você pode fazer isso comigo?-berrou com ódio dela.

—Eu não fiz esse bebê sozinho Elena!-rebateu Damon.

—Mas é culpa sua! Você deveria ter se ligado é usado a merda da camisinha!

—Você que me seduziu!

—Você não deveria ter deixado seu infeliz!

Então pela primeira vez na vida, Elena chorou em sua frente, pondo a mão na boca e soluçando nervosa.

Hormônios...Elena já mais choraria na frente de Damon, jamais soluçaria na frente dele, jamais ficaria vermelha de tanto chorar, jamais choraria tanto aponto de deixar Damon a abraçar e chorar no ombro dele, e jamais choraria tanto aponto de deixar seus olhos inchados no dia seguinte.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Saíram do hospital juntos sem falar uma palavra sequer, Elena havia ameaçado Damon caso ele tocasse nesse assunto algum dia.
Entraram no carro e não falaram absolutamente nada durante o caminho para o aeroporto.

Elena havia decidido manter o bebê , mas depois de ter dito aquilo não falara mas absolutamente tava com Damon apenas o silêncio no carro e seus olhos castanhos olhando à vista a fora sem um destino exato.

E bum!

O carro ao lado explode, e o carro do jogado para o outro lado da pista fazendo Elena abre a porta do carro e Damon e ela se jogam para fora do carro rolando na pista e se arrastando rápido em direção longe o bastante da explosão que fez Damon segurar a cintura de Elena e jogar com ela para longe de todo o fogo que subiu.

Assim que caem no chão tem apenas o tempo de olhar a explosão e encontrar os olhos um do outro pegando as mãos e correndo para longe, começando um tiroteio em sua direção.

Elena abaixou a cabeça desesperada pondo a mão sobre a mesma e a virando. Tiros vinham por toda parte, e eles sabiam que um tiro de raspão era o mais provável que conseguiriam ganhar com a rapidez ao qual conseguiam correr.

Encontraram um posto de gasolina, um homem enchia seu tanque foi empurrado por Damon que entrou em seu carro e Elena no mesmo acelerando numa velocidade ao qual provavelmente aquele carro não aguentaria.

E os tiros voltaram, Elena conseguia ver o cara do posto caído no chão ensanguentado, morto.

O carro saiu correndo, Elena olhou para Damon e apenas suspirou:

Iria fazer de tudo pra salvar aquele bebê.
E Damon sabia disso.

Notas finais
Vocês gostam quando eu respondo os comentários? Querem que eu responda? E sim! Agora vai ferrar tudo. Bjs