Killers Lovers

13 The age of innocence


28 de novembro de 2014
Londres-Inglaterra.

Elijah dirigia pelas ruas londrinas em uma conversa empilhada com Elena que não parava de responder seu questionário e explicar suas perguntas. O jovem rapaz amava quando a irmã vinha visita-lo já que ela sempre vinha com suas grandes histórias, coisa que Elijah não tinha já que não era nem assassino nem agente secreto, ele era um rapaz calmo, cortes, que se pudesse passaria o dia inteiro em frente à lareira com uma xícara de chá ao som de algum jazz dos anos 20.

Elena adorava contar suas histórias, e ver o modo como Elijah se divertia com elas, já Damon ouvia tudo no banco de trás enquanto observava cada pedaço do gosto de Elena, o modo como apareciam suas covinhas enquanto falava e o jeito que sorria toda vez que seu irmão fazia uma piada, ela era tão linda com aqueles cabelos e olhos castanhos e ao ouvir as histórias contadas para Elijah ele acabava se apaixonando mais ainda pela mulher que ela contava ser.

—Você se mudou?-Elena perguntou batendo à porta do carro se deparando com o novo apartamento de Elijah.

Damon também saiu do carro indo em direção a mala que mais uma vez Elijah e Elena deixaram para ele tomar conta. Ele simplesmente odiava ir a Londres com Elena, porque todas as vezes era obrigado a estar perto de Elijah.

—Hayley achou melhor com a chegada da bebê, falando nisso Elena ficando muito triste de você não ter vindo visitar sua sobrinha-Elijah respondeu orgulhoso de sua família, mas tentando mostrar Elena que sentirá falta de seu apoio com o nascimento de sua filha.

Para em frente à casa Elena pode sentir um frio na barriga ao sentir que estava perto de conhecer uma criança, nunca havia tocado ou falado com uma, por mais que as amasse nunca tivera essa mesma oportunidade, mas agora, além de estar perto de conhecer a sobrinha também estava carregando uma.

Sentiu um frio na barriga, algo se mexendo, algo bom, algo muito bom e por instinto materno tocou a barriga querendo sentir aquilo ainda mais de perto e não conseguiu evitar um sorriso quando aconteceu, lá estava, seu bebê, seu pedaço puro e inocente no mundo.

—Você está bem?-Damon perguntou com a voz calma segurando o braço da esposa e se surpreendendo quando a viu com um sorriso no rosto, Elena estava sorrindo, em algum momento entre "eu te amo" e "eu não confio mas em você" ele havia esquecido o quanto que seu sorriso era lindo-Você está sorrindo-ele sorriu junto.

Elena deixou de olhar para o nada e então olhou para os olhos azuis que negava inúmeras e inúmeras vezes amar, e continuou sorrindo por muito tempo aquelas piscinas oceânicas haviam sido o motivo de seu sorriso por tanto tempo, mas naquele momento, era algo que ele colocará dentro dela. Pegando sua mão, Elena sentiu um arrepio que só ele conseguia fazer ela sentir, ele colocou sua mão sobre sua barriga e seu sorriso se abriu ainda mais quando o bebê se mexeu mais uma vez.

—Eu não...-ele não conseguia sentir, mas vendo o brilho nos olhos de Elena e seu sorriso imenso, sabia que estava mais perto da criança do que imaginava-Isso é...?

E ela assentiu mordendo o lábio inferior tentando oprimir o sorriso que insistia em crescer mais e mais. Estava sendo invadida por uma sentimento tão puro é tão inocente que sentia que sua alma estava deixando de ser tão pobre quanto deveria ser.

Seus olhares se encontraram e ainda com as mãos juntas, Elena poderia olhar para os olhos azuis apaixonantes de Damon e conferir se o modo como os decorara e os guardará no fundo de sua mente era exatamente como estava a sua frente, mas não, era muito mais, olhos inexplicáveis, tão azuis, tão profundos, tão intensos que ela sentia que jamais qualquer pessoa conseguiria reproduzir tudo que eles eram.

Ao longo dos anos a mulher havia criado um jogo enquanto pudesse decorar os olhos do moreno ele estaria vivo, ele estaria bem, ele estaria ao seu lado, e mesmo sem querer admirar aquele ainda era um dos seus maiores medos, não poder decorar seus olhos azuis.

Já Damon tinha a mania de verificar Elena nas horas que ela não percebia, quando ela estava no banho e ele entrava no banheiro rapidamente só para ouvi-la cantando, ou quando estava na varanda e ele conseguia ouvir apenas suas unhas batendo contra a xícara, ou quando a porta estava trancada e ele colocava seu ouvido contra ela só para poder ouvir sua respiração, não havia nada no mundo que o tranquilizasse mais do que ouvir a respiração dela.

O moreno deu uns passos à frente aproximando seus rostos ele queria tanto sentir o gosto de seus lábios de novo, estava com tanta saudade de modo como sua boca se encontrava com a dele de forma tão perfeita que parecia que suas bocas haviam sido feitas uma para outra.

Elena fechou os olhos esperando que seus lábios viessem ao encontro dos dela, ela queria tanto beija-lo. Sentiu sua respiração chegar ao seu rosto, sentiu o cheiro de menta que sua boca continha, Damon vivia mascando chiclete de menta e Elena por algum motivo sempre achará aquilo muito engraçado, mas se perguntou se aquela não era uma das muitas mentiras que ele contara a ela, e assim lembrará o motivo de não poder beija-lo, ela não confiava nele.

—Não-Elena tentou manter a voz firme, mas falhou, deixando mostrar como queria ao falar de forma tão rouca. Desviou o rosto se chegasse mais perto iria ser levada pela tentação de seus lábios-Elijah e Hayley estão esperando.

Ajeitando a bolsa no ombro e pegando sua mala ela subiu os três pequenos degraus que levavam ao apartamento e abriu a porta de vidro olhando para Damon uma última vez que continuava com o rosto virado para onde ela estava segundos antes.

—Você mal chegou e já estava me fazendo perder a cabeça-Elena sem perceber falou involuntariamente para um serzinho que se mexera mais uma vez-como pode isso hein?

—Elena! Meu deus como é bom te ver!-Hayley disse indo abraçar a cunhada que correspondeu o abraço com dificuldade tentando fazer com que Hayley a tocasse menos que nem ela, odiava abraços.

—Igualmente-falou fria forçando um sorriso que não pareceria nada convincente a aqueles que a conheciam como Damon e Elijah que riam baixo de sua situação.

—Agora está na hora da titia conhecer a sobrinha mais linda desse planeta-disse ela com um sorriso imenso se virando e se inclinando para pegar a bebê.

Elena aproveitou que Hayley havia finalmente virado para poder esfregar suas mãos na calça tentando se livrar da sensação de ter tocado na cunhada. Ela realmente odiava abraços.

Quando se virou novamente, Elena parou imediatamente forçando mais uma vez um sorriso e se deparando com uma menininha linda de belos olhos castanhos e cabelos da mesma cor, a bebê levou os bracinhos gorduchos em direção a ela e abriu um dos sorrisos mais lindos que a morena já vira na vida.

—Elena conheça sua sobrinha Mia-Hayley estendeu a bebê para a tia que ainda olhava a bebê com receio de segura-lá estava com tanto medo de pega-la, e se não a pegasse direito? Ou a deixasse cair? E se ela fizesse a mesma coisa com o seu filho ou filha? Ela olhava a sobrinha como se a criança fosse uma abominação da natureza, mas Damon sabia que aquilo era só medo.

—Me dê aqui-Damon disse pegando a menininha pálida que parecia mais uma bonequinha de porcelana do que um bebê-Não tenha medo, você vai se sair bem-sussurrou dando um beijo castro na ponta de sua orelha e entregando Mia a sua esposa.

"Ela é bem mais pesada do que parece" pensou Elena. Ela apenas segurava a criança mantendo os braços estirados, observou o rosto gordinho e branquinho de Mia, a garotinha tinha bochechas tão rosinhas e tão gordinhas, um sorriso tão meigo e tão babado e suas pernas gordas que se chacoalhavam pelo fato de que estava soltas e sem apoio. Ela era tão linda e parecia ser tão doce tão inocente exatamente como seu bebê era.

Mia pegou um fio de cabelo de Elena e o puxou fazendo com que ela murmurasse um "aí" baixinho e deixasse se aproximar a menina que colocou o cabelo na boca.

—Ah meu Deus não faz isso-disse tomando o cabelo com delicadeza da mão da pequena que sorriu e colocou a mão no rosto de Elena que permaneceu rígida com o toque da bebê, era um toque tão inocente, vindo de um ser tão inocente, sem culpa, sem maldade, só inocência. Mia sorriu novamente desceu a mãozinha para o peito de Elena e bateu três vezes no mesmo e então colocou a cabeça nele e quatro dedos na boca.

Elena permaneceu parada nos segundos que se passavam apenas sentindo a cabecinha da pequena em seu peito e como se ela pudesse ver para comprovar ela simplesmente soube quando mia dormiu em seu peito, ela não se conteve, olhou para Damon e se permitiu sorrir de novo.

Depois que Mia acordou cantaram o parabéns para a pequena e Damon ria por dentro enquanto encarava Elena séria e escorada na parede batendo palmas da forma mais desanimada possível. Mia adormeceu quase trinta minutos depois e logo foi colocada no berço, já Elena havia voltado totalmente ao normal, seria e antipática sem tentar nem ao menos um sorriso descente para Hayley que tentava agrada-lá ao máximo e mesmo que Elijah e Damon tivessem tentado explicá-la que era esse seu jeito a mulher simplesmente não se conformava e tentava ao máximo possível pegar algum assunto que chamasse atenção dela já que nada havia lhe agradado desde que conhecera a sobrinha.

—Então Elena, Elijah disse que você trabalha com tecnologia é muito fã de computadores?-disse Hayley ainda tentando chamar a atenção.

—Elijah pode passar as ervilhas por favor?-pediu ela ignorando a pergunta de Hayley que a olhou impaciente-Obrigada-disse ela pegando o tigela e colocando as ervilhas no prato-Não, trabalho com isso porque é conveniente.

Hayley suspirou, como um cara tão legal como o Damon podia ter se casado com um porre daqueles?

—Conviniente?-repetiu ela tentando entendê-la.

Elena encheu um copo d'agua e bebeu fazendo ela esperar mais alguns segundos antes da resposta.

—Isso, faço porque sou boa no que faço e me pagam bem, simples-disse ela dando de ombros e comendo mais uma vez ignorando e menosprezando a cunhada que já se mostrava furiosa e impaciente.

A cunhada bebeu o copo d'Água tentando pensar se o que estava prestes a fazer era mesmo o certo, sabia que com certeza arrumaria briga com Elijah mais tarde, mas não deixaria aquela mulher entrar na sua casa, tocar me sua filha, comer de sua comida tratá-la dessa maneira.

—Costumavam te estuprar mais na frente ou atrás?-Hayley perguntou com naturalidade e um sorriso debochado no rosto, o talher de Elijah caiu sobre o prato com força, Damon engasgou, Elena apenas fechou os olhos com força.

Com aquela pergunta lembrou do modo como o pênis de Sérgio era gigante nojento e asqueroso o modo como o enfiava de modo bruto a causando uma dor insuportável. Conseguia lembrar de seus gritos, das palavras nojentas e o modo como ele as pronunciava em seu ouvido de uma forma tão asquerosa, como a tocava e a fazia se sentir tão imunda, cada noite sozinha, cada noite implorando por ajuda, cada noite se sentido um nada.

Elena abriu os olhos e havia fúria neles, sentia toda o trauma e pesar que carregava se transformar em ira, paralisada tinha apenas um pensamento na cabeça: queria matá-la. Ela levou a mão em direção a faca e a apertou com força deixando Eijah e Damon já alarmado é um momento de tensão percorreu a mesa. Elena segurava a faca com força e ódio nos olhos enquanto olhava para Hayley que ainda olhava para seu rosto com a hipocrisia estampada no rosto e apenas Damon e Elijah estavam se preparando para o que talvez chegasse a vir, Elena estava quase voando com aquela faca para o pescoço de Hayley e eles estavam cientes disso, até que a campainha toca.

—Eu atendo-Elena se levantou de forma violenta é extremamente rápida da uma forma que assustou a todos e fez com que os rapazes presentes se erguessem alarmados, Hayley encarou os dois sem entender e a morena saiu em direção à porta sem se importar com mais nada.

Assim que Elena se foi Elijah começou uma discussão com a esposa que não retrucou tanto quanto faria, vendo a reação de Elena perceberá que havia feito algo muito maior do que achava. O casal saiu para a cozinha com a intensão de não acordar a criança que dava tanto trabalho quanto ao quesito dormir.

Damon se sentou novamente na cadeira deixando seu corpo afundar na mesma tentando engolir tudo que havia acabado de acontecer. A pergunta de Hayley não entendia se aquilo se tratava de uma insulto para dizer que ela era extremamente mal humorada ou se havia muito mais passado na vida de Elena do que ele imaginava, e algo lhe dizia que era isso, pois a forma como ela havia ficado, não havia só ira em seus olhos havia dor, muita dor. Ele não se importava quanto tempo demoraria para conseguir tirar todas as camadas dela ele descobriria cada pedacinho da amada.

—Pois não?-Elena abriu a porta se deparando com Martin segurando um bolo de aniversário de baunilha coberto de granulado colorido.

Elena pegou a arma de sua cintura com agilidade pronta para o ataque. Apontou para o meio da sobrancelha do rapaz que sorriu.

—Querida que violência, abaixe essa arma-disse ele dando um passo pra frente-Está com problemas e temos que conversar você violou sua condicional, mas em compensação você e seu colega mataram mais procurados do que qualquer outro membro da CIA-disse ele colocando o bolo de baunilha na mesa que havia com corredor da porta.

—Marido-corrigiu ela sem se controlar, já era hábito, assim como era hábito para Martin não engolir dizer que Damon Salvatore era marido da sua tão preciosa Elena.

—Enfim, preciso falar com você e o senhor Salvatore-mas Elena não se mexeu continuava com o cano da arma para entre as sobrancelhas-Pelo amor de Deus Elena! Você tem um GPS em seu corpo esqueceu? Você está sobe minha custódia se eu lhe perder perco meu emprego também, essa sua aventurinha de você fugindo para Inglaterra com seu amado esposo-engasgou-quase fez você voltar para a cadeia e quer saber? Eu descobri sobre esse palhaço então se você e ele não quiserem ir para a cadeira elétrica é melhor fazer tudo que eu mandar, tenho reforços-Elena colocou a cabeça para fora da porta se deparando com inúmeros policiais em volta da casa.

—Maravilha.