Killers Lovers

14 Sucker for pain


Notas iniciais
Voltei!!!!

28/29 de novembro de 2014

Londres — Inglaterra

—Mas eu não sei do que você está falando-disse Elena se fazendo de quem não sabe de nada.

De jeito nenhum que deixaria que ele prendesse Damon, de jeito nenhum que ela iria ferrar muito mais do que já estava ferrada.

—Ah não?-Martin olhou para Elena que parecia realmente confusa, ele sabia que ela era uma ótima atriz e uma grande mentirosa, mas ela parecia tão perdida em suas palavras, e a empresa Salvatore realmente existia, será que Damon não era mesmo apenas um empresário?-Eu recebi uma ligação hoje informando que Damon merecia tanto ir para a prisão quanto você.

—Pelo amor de Deus Martin! E o que foi que meu marido fez dessa vez? O que foi que essa ligação falou? Que Damon é uma assasino? Um traficante? Um ladrão? Um mafioso?-ela riu debochada-Eu conheci muitas pessoas, conheci muitas pessoas más, não me casaria com alguém igual a mim, ele é o bom em mim, ele é um homem bom, de bom coração, um homem honesto, que me ama e nunca fez nenhum mal a ninguém-em suas palavras haviam tantas verdades, haviam tantas certezas que ela se obrigava a proteger de seu coração, ela o amava tanto e agora senti tanto medo de admitir isso- Você sabe o tanto de gente ruim que eu conheci, Damon é todo o bem que eu precisava na minha vida, ele é meu trecho de humanidade, não foi você que disse que eu precisava disso? Alguém para me fazer ter humanidade?

Martin lembrava muito bem de quando disse isso, mas não se referia a Damon, nem a qualquer outro homem, esperava que essa pessoa fosse ele, quando a viu naquela manhã chegando com uma aliança no dedo seu mundo inteiro acabou, nunca esperaria que Elena arrumasse alguém, ela sabia que era uma mulher linda e inteligente, mas nunca imaginaria que ninguém conseguisse fazer com que ela se apaixonasse, mas lá estava ela cinco anos depois defendendo o homem que ele odiava.

—Amor você disse que ia atender à porta e...Ah olá-Damon apareceu atrás de Elena vestindo uma calça caquim, um suéter azul marinho e gel no cabelo.

Elena o olhou estava tão ridículo naquela roupa parecia um daqueles riquinhos idiotas. Que porcaria de suéter era aquele? E aquele cabelo? Desde quando Damon tinha esse suéter no guarda roupa? Ela nunca tinha visto aquela coisa horrenda em toda a sua vida, mas uma coisa era impressionante, mesmo ele estando patético conseguia continuar lindo.

—Eu sou o Damon, marido da Elena você é?-ele deu um sorriso imenso, parecia um trouxa com aquele gel todo. Damon estendeu a mão ainda sorrindo, louco para bater na cara daquele imbecil.

Martin olhou para Damon de cima para baixo. Ele estava mesmo usando uma calça caquim? Um suéter azul e gel no cabelo? Ele se segurou para não rir. Meu Deus Elena havia realmente se casado com aquele cara? Isso era real? Era realmente real? Aquilo só poderia ser brincadeira.

—Prazer Martin, Elena falou muito de você senhor Salvatore-falou com um sorriso divertido no rosto apertando sua mão. Martin estava morrendo de rir por dentro e Elena conseguia ver isso.

—Ah me chame só de Damon-ele sorriu-Então você é o chefe da minha esposa? É você o culpado dela passar horas numa sala de cirurgia.

Damon colocou o braço por suas costas e segurou a mão dela, aquilo era tão estranho nas vezes em que Damon não segurava sua bunda ele estava com as mãos envolta de sua cintura, aquilo era muito estranho, não tinha nada de familiar em seu toque, mas foi só quando ele fez aquilo que ela sacou tudo, como não sacaria? Damon era tão esperto e inteligente quanto ela, claro que ela era mais que ele, mais ainda sim:

Era óbvio que Damon havia ouvido sua conversa com Martin e tratou de colocar uma das roupas paizões otárias do irmão, o gel com certeza era dele também, se não de Hayley. Ele tinha que transmitir essa imagem para Martin, um otário rico e apaixonado pela esposa, era isso que ele tinha que mostrar ser, um homem incapaz de fazer qualquer maldade que for.

—Pois é, sua mulher é brilhante!-Martin falou sem conseguir reprimir o riso.

Damon franziu a sobrancelha fingindo não entender o motivo da risada do homem, pra ser honesto até ele mesmo estava com vontade de rir de si mesmo, estava ridículo, e com toda certeza do mundo se daria um soco na cara mais tarde só pelo que ele iria perguntar agora:

—Ela é a mais linda de todas, fazendo a coisa mais linda de todas, salvar vidas não tem coisa mais linda que isso-disse tocando a ponta do nariz de Elena que sorriu agora tentando controlar o riso-Nos dois deveríamos ir jogar golfe qualquer dia desses, o que acha?

É ele realmente queria se dar um soco.

Martin teve que forçar uma torce para não cair numa gargalhada alta com essa.

—Claro Damon, seria ótimo-mordeu o lábios tentando oprimir a risada mais uma vez.

—Você não quer entrar?-Damon perguntou segurando a porta.

—Não, na verdade eu preciso falar com sua esposa, a sós, houve um caso muito sério no hospital de um presidiário, é confidencial.

Elena olhou para Damon e percebeu quando ele cerrou os puxos e franziu as sobrancelhas, ele estava se contendo, mas não fez nada apenas abriu um sorriso.

—Não faça ela caminhar muito não sei se é bom para o bebê-ele disse se fazendo de inocente como se não tivesse a intenção de revelar que ela estava grávida, Elena o fuzilou com os olhos, não queria que aquele homem tivesse conhecimento de sua gravidez, da sua criança, de seu único vestígio de bondade.

—O que?-Martin estava chocado, arrasado e destruído, acreditava que o casamento de Elena pudesse durar pouco tempo, mas um filho? Um bebê? Era sem noção até para Elena, como ter um bebê sendo uma assassina? Como ela poderia colocar uma criança no mundo do crime?

—Pois é minha linda está grávida-disse dando um beijo na cabeça dela-Tome conta dela.

Elena deu um sorriso gentil e foi ao armário pegar seu sobretudo preto assim como um cachecol aos quais vestiu e ajeitou em seu pescoço de uma forma que a deixava muita mais elegante do que já era. Ela vestiu suas luvas de couro e voltou se deparando com um Martin chocado.

Martin não conseguia falar nada, estava em choque então apenas balançou a cabeça sem saber exatamente onde pegaria fôlego ou até onde encontraria a sua voz.

—Certo, até daqui a pouco-ele passou a mão pela cintura mais uma vez a trazendo para perto de seu corpo. Damon colocou o rosto bem enfrente ao de Elena, ela jurou que ele a beijaria e não admitiu, mas desejou que fizesse. Ele beijou sua testa, um beijo longo que dizia muito mais do que palavras.

Elena sorriu e beijou seu pescoço se convencendo que fizera isso apenas para que eles aparentassem ser o casal feliz que Damon estava mostrando ser.

Damon olhou desconfiado os dois saírem pela porta com Elena destemida e sem medo do que aconteceria a seguir, e Martin ainda chocado com a notícia, ambos saíram da casa e Damon os observou caminhar silenciosamente até sair de seu campo de visão e depois disso só teve uma conclusão:

Ele não gostava daquele homem.

Elena e Martin caminharam por um certo tempo pelas ruas de Londres, estava frio, mas não tanto quanto ficava em dezembro mas frio o bastante para Elena manter suas mãos dentro do casaco.

Ela amava aquele país, assim como amava aquela cidade, era maravilhosa, as pessoas eram educadas e cordiais, os taxistas não eram tão rabugentos quanto os de New York e a cidade não era tão cheia quanto. Quando costumava a ir para lá sempre ia na London Eye amava sentar no chão gelado e observar a beleza de Londres sem contar com as pessoinhas minúsculas vivendo sua vidinha monótona, Elena não tinha vontade nenhuma de ser como eles.

Já haviam dobrado duas ruas quando Martin decidiu abrir a boca, ele olhou para a barriga da mulher ao seu lado e depois olhou para a mesma se perguntando como uma mulher tão bonita e de olhar tão doce podia fazer coisas tão horríveis, não entendia como ela seria capaz de ter uma criança, de cuidar dela.

—O que você vai fazer? Você perdeu a cabeça? Ter uma criança? Vivendo nesse mundo?-ele não alterou a voz apenas a olhou em alerta, nem ele mesmo sabia o que faria numa situação como aquela-Você vai abortar não vai?

Elena o olhou como se ele fosse louco, aquela ideia jamais passaria pelo sua cabeça, não depois de sentir seu pequeno pedaço de inocência

—Eu e Damon vamos manter o bebê, e vamos criar ele juntos, longe disso tudo por isso que eu quero entrar em um acordo com você-Elena suspirou deixando com que saísse o ar frio de sua boca cruzando os braços e então olhando para Martin.

—Não

Ele nem ao menos hesitou quando respondeu, nem a ouviu, nem deu qualquer sinal de que a ouviria, ele honestamente não queria mesmo ouvi-la, nem iria deixar Elena viver feliz para sempre com Damon é um bebê com uma mãe assassina, nem pensar.

—Eis aqui o que vai acontecer: você vai enfrentar a gangue mais procurada pelo FBI, estamos tentando localiza-los há 10 anos e finalmente obtemos sucesso após um deslize do líder, mas temos suspeitas de que o deslize foi armado, assim como achamos que a tentativa de assassinato sua foi culpa do chefe, sim eu sei que você teve que fugir de Las Vegas por causa disso, vou apenas lembra-lá de que ainda tem o GPS em seu pescoço-Elena colocou a mão na nuca por puro reflexo-Eles são os assassinos mais perigosos do mundo desde que você foi presa, não temos coragem de mandar ninguém ainda porque sabemos que irão falhar, mas você? Você consegue-ele disse convicto e frio-Mas infelizmente como e uma decisão muito arriscada eu não posso obriga-lá a ir, ordens do governo-fez uma careta, odiava não fazer o que queria.

Elena sabia exatamente de quem ele estava falando, de quem eram, ela os conhecia, já esteve com eles e o final não havia sido nada agradável, e lembrava das últimas palavras que escutara antes de ir embora

"Eu a terei de volta, você estará em meus pés, em minha jaula, amarrada, cortada e algemado e fará cada vontade minha. Matarei todos aqueles que você um dia ousou sentir qualquer pedaço de afeto e torturarei aqueles que você ama apenas para fazê-la sofrer mais do que sofrerá depois que os vê morrendo a sua frente. E não esqueça Elena, eu sempre cumpro minhas palavras"

Elena não temia a nada, mas se fosse temer a algo com certeza seria a ele.

—Não-ela o imitou-De jeito nenhum que vou arriscar a vida dessa criança, eu não estou mais sozinha nessa, então se você realmente quer que eu vá para essa missão suicida vai ouvir minha proposta é aceitá-la-Elena agora jogaria sujo, estava ficando furiosa, sem paciência. Naquele momento só consegui imaginar como seria causar um pouco de dor a Martin, ou simplesmente matá-lo e fugir para longe daquilo tudo, mas ela tinha um plano e não deixaria que sua falta de autocontrole estragasse.

—Está bem-o homem falou de contra grosso ajeitando os óculos e olhando para os lados, coçando seus olhos logo depois ajeitando os mesmo e cruzando os braços em seguida, estava tão sem paciência quanto ela naquele momento, sentia que estava perdendo a cabeça com uma noticia daquelas.

Ela nada respondeu, apenas o observou seria, fechou os olhos e então tirou a faca presa em sua cintura fazendo assim com que Martin se assustasse e recua-se um pouco.

—Eu aceito essa missão, mas chega desse GPS ridículo-disse ela levantando os cabelos e fazendo um pequeno rasgo a nuca, logo depois pressionando a região abaixo do GPS e o levando para fora de seu pescoço e assim entregando na mão de Martin o micro GPS ensanguentado-Você vai implantar uma micro-bomba no meu crânio, e se eu não ligar para você a cada oito horas você explode. Eu vou para essa missão com quem eu quiser levar, e sem você ter conhecimento de quem é, ou onde eu estou e como eu estou fazendo, eu vou ter total liberdade de matar quem eu quiser e fazer o que eu quiser com a quantidade de dinheiro que eu achar ser necessário, que você vai fornecer para mim, me de 2 meses eu mato cada um desses imbecis-ela não o olhou em nenhum momento, apenas observou as luzes da cidade-Quando eu terminar, eu vou ter um ano livre de você e desse pessoal eu vou cuidar da minha filha durante um ano longe de vocês, e você vai me deixar em paz, você vai saber o exato endereço de onde eu estou, e quando acabar esse um ano você bate na minha porta e eu volto ao trabalho-depois de tudo ela finalmente o olha.

Era muita coisa em jogo, claro que o micro chip era um truque de mestre que com certeza o deixaria em vantagem, mas matar quem ela quisesse? Ter o dinheiro que achasse necessário?

Era arriscado, mas um mal necessário Elena poderia fugir, ou quem sabe aquele bebê não fosse falso? Ou quem sabe ela não estivesse infiltrada.

Mas ela era sua única chance, e qualquer um que já ouvisse seu nome sabia que era capaz, e se ela pretendia ser esperta e lhe dar uma rasteira, ele precisava ser mais.

—É pegar ou largar-disse olhando nos olhos castanhos do homem a sua frente, ele toparia, sabia que toparia.

Martin tirou seus óculos mais uma vez coçando seus olhos e então os colocando de volta. Suas mãos suavam, não entendia porque estava tão nervoso, não entendia mesmo.

—Eu quero ver o exame, quero a prova que você está grávida e quero um relatório enviado para o meu e-mail todo final do dia e qualquer coisa que eu não concorde eu explodo, e eu escolho a bomba-ele falará tudo muito rápido, Elena percebia o quão nervoso ele estava, mas não mudou sua expressão em nenhum minuto-A gangue que você terá que enfrentar é o esquadrão K liderado por Kol Wilson, Klaus Mikaelson, Katherine Pierce e seu chefe Kai Parker também conhecido como coringa. O Coringa é um psicopata, mata e tortura tudo que vê pela frente, mas de algum jeito ou de outro tem uma relação psicótica com Katherine Pierce.
Kol é sádico seu maior prazer e ver pessoas sofrendo, e assim ele se tornou conhecido como o Torturador.

Klaus é um gênio do crime consegue apagar qualquer digital e vestígio e ele tem dupla personalidade então ele pode lhe confundir fingindo ser a segunda personalidade dele, a personalidade de uma boa pessoa a pessoa que ele era, o médico legista que havia se recusado a ajudar Kai que eletrocutou uma parte de seu cérebro, já que ele havia se recusado a usar sua inteligência para assassinatos. Também conhecido como o Doutor da pânico.

Katherine louca de pedra, mas perigosa, manipuladora e o brinquedinho sexual do Coringa, seduz qualquer homem que ele manda. O coringa a tirou de um hospício soube sobre ela e foi seu médico durante dois anos, dizem que são apaixonados, mas não acreditamos em amor entre psicopatas. Ela mata as pessoas com um taco de beisebol, feito de alumínio. Por isso é chamada de Tacadora.

Malakai é louco, fugiu da prisão seis vezes, tão uma paixão por explosivos e as vezes explode coisas do diversão, ele ama tanto matar quanto você, talvez até mais. Adora dinheiro, adora gastá-lo, adora dar coisas a Katherine. Ele gosta de pintar o cabelo, vestir roupa dourados e às vezes até coloridas, tem dentes de ouro e inúmeras tatuagens, gosta de se fantasiar feito o coringa e torturar e matar com instrumentos de palhaços modificados, por isso é chamado de Coringa.

—Certo, e onde essa missão começa?-ela suspirou, tudo que Elena já sabia havia sido repetido, mas não podia negar que estava intrigada com essa história do Mikaelson já que Caroline tinha um romance com o mesmo.

—Cidade do México.