Notas iniciais
Yo, mais um capítulo saindo na presa. Ta sem revisão, por que... Bem, fala sério, to sem office, já tentou ficar escrevendo sem office?! É um pé no saco...
Além disso, to saindo de viagem em duas horas, e achei melhor postar o capítulo agora, do que esperar pra semana que vem. Sei que já prometi isso, e que provavelmente nunca vou voltar pra tentar revisar esses capítulos, mas eu vou tentar, prometo que vou...
É isso aí cambada, enjoy!

"Quando um senhor abaixa a cabeça, seus servos se ajoelham. Quando um senhor se ajoelha, seus servos se atiram ao chão. Quando um senhor sorri, seus servos festejam"


"Como conseguiu pegar um bixo desse tamanho sem usar nenhum jutsu?"

O sorriso do louro se alargou, a inocência e tranquilidade que ele até então exibia sendo subistítuida por uma malícia quase sexual, que arrepiou os pelos da nuca de Yugao"

"Depois que ele ficou cansado de tanto escoicear, não foi difícil quebrar o pescoço dele..."

Ela assentiu, um pouco incomodada e se sentindo despida sob o olhar atento e vermelho dele. Naruto tinha olhos azuis, e mesmo ela tendo o visto crescer exibindo aquelas safíras pra quem quizesse ver, era estranho pensar que o vermelho combinava mais com ele. O azul era o seu Naruto, o garoto bobo que ela criou e amava, seu irmãozinho. Aquele Naruto, que a surpreendia e impressionava, era vermelho.

"Acho que vamos precisar de uma fogueira maior" — ela disse, por fim.

-Não pensei que aquele bixo fedorento fosse tão gostoso...

-Tudo depende da maneira que você o prepara — Yugao disse, orgulhosa de si mesma — Um bom cozinheiro pode fazer uma pedra ficar saborosa!

-Claro, se você diz...

Yugao abriu um imenso sorriso que, mesmo oculto pela máscara, transparecia com facilidade pelos olhos violeta da shinobi. Olhos claros como aqueles costumavam ser muito expressivos, mas quando ficavam sérios, eram assustadores. Aquela característica ajudava e muito no se trabalho. Ela não deveria realmente ter cozinhado pra eles, mas sendo a sua primeira missão com seu irmãozinho, queria causar uma boa impressão, e não poderia ter ficado mais satisfeita com os resultados. Todo mundo sabia que ele tinha um estomago sem fundo pra ramen, mas ver quilos e mais quilos de carne assada desaparecer na sua frente, realmente era impressionante.

Dando de ombros à animação da examinadora, o Uchiha bocejou, cruzando as mãos na nuca e sorrindo preguiçoso depois de uma boa refeição. Estava uma noite fria, mas a fogueira era alta — muito alta mesmo — E deixava o chão morno. A carne que eles não tinham comido defumava lentamente ali, espalhando um cheiro saboroso no lugar, que se misturava com o aroma doce do café recém coado, que Sasuke bebericava sossegado. Já Sakura não parecia tão a vontade quanto ele. Ela estava com um pergaminho aberto no colo, sentada próxima a fogueira enquanto fazia algumas anotações nele. As chamas ondulavam e jogavam uma sombra assustadora no seu rosto, fazendo os cabelos rilharem como se estivesse cobertos de sangue, mas ela não parecia prestar atenção a esses detalhes. Na sua boca um talo de capim que ela mordia distraidamente, as vezes mudando o pergaminho de posição, virando pra cima, e pra baixo, coçando a cabeça, e tamborilando o pincél de nankin no queixo. Yugao riu discretamente ao ver a menina se sujando de tinta sem nem ao menos perceber, logo ela que era tão preocupada com sua aparência.

-Naruto, pode me dar uma mão aqui? — ela quase gritou, assustando Haku que estava cochilando sentada próximo a ela. A garota da neve deu um sorriso azedo, pra depois fechar os olhos de novo, mantendo uma fina fresta aberta vigilante ao seu senhor. Sakura não se incomodou com isso, após gritar do nada, suspirou longamente, quase como se desistisse de algo — Não consigo me lembrar dessa merda!

O louro não respondeu imediatamente, desde que tinha acabado de comer, estava sentado em silêncio um pouco longe dos outros. Sasuke pensou que estivesse vigiando, mas os olhos dele estavam fechados. "Não é realmente um problema — ele pensou, sorrindo de canto — Não precisa estar com os olhos abertos pra se enxergar...". O único movimento envolta dele era a fumaça branca quase transparente do café que ondulava no ar, e isso só destacava o quão parado ele realmente estava, nem mesmo o movimento leve dos ombros, as mãos cruzadas no peito, descansado na sua cintura. O silêncio se espalhou, Sakura ainda esperava uma resposta, e parecia ficar mais irritada a cada segundo. Haku estava o encarando preocupada, assim como Yugao, e quando as duas pensaram em dizer algo, ele se mexeu. Só um leve movimento da mandíbula, fazendo uma veia pulsar na sua testa, e depois abriu os olhos.

Podia ser só impressão, mas quem estava olhando direto pra ele podia jurar que seus olhos cintilaram amarelados por um segundo, antes de voltar ao azul safíra de sempre. Ele cravou as mãos no chão, e se espreguiçou longamente, arqueando os ombros e alongando os músculos, aspirando o cheiro da grama e sorrindo com isso. As presas ficaram minimamente mais angulosas, e as suiças se destacaram um pouco, antes de voltarem ao normal, e ele estava sorrindo, o mesmo sorriso indecente de sempre.

-O que foi? — ele disse enquanto ia até ela, coçando os olhos.

-Não me lembro dessa parte! — ela disse, um pouco irritada encarando o pergaminho como se a culpa fosse dele. Depois olhou pro louro e pareceu repentinamente envergonhada -Desculpe te acor...

-Não se preocupe com isso — ele sorriu mais ainda, deixando as presas brancas como marfim a mostra, angulosas e afiadas. Ele segurou uma extremidade do pergaminho, e se sentou ao lado dela, cruzando as pernas e correndo os olhos rapidamente no que fosse que ela estivava lhe mostrando — Hum... Impressionante.

A rosada corou. Yugao pareceu levemente interessada, ainda que sonolenta, e olhou pra eles de soslaio, da árvore em que estava.

-Você só esqueceu de ligar as artérias secundárias do coração ao pulmão, elas são uma circulação de sangue altamente rico em oxigênio, que flui em um círculo fechado — o louro explicou calmamente, apontando do desenho para o seu próprio peito — Pena que já comi o coração daquele porco, senão você poderia ver onde os ventrículos se ligam as artérias da pequena circulação, ao lado da Orta, ela sempre fica virada pra direita em mamíferos, mas nas aves é pra esquerda. Me lembre de te mostrar na próxima vez...

-Hai!

"Me lembre disso... na próxima vez?!" — Yugao murmurou consigo mesmo, todo e qualquer sono que ela estava sentindo sumindo por trás de uma onda de curiosidade. Ela pulou do galho, e caiu com suavidade atrás do louro, que sorriu pra ela.

-Onde conseguiu esse desenho? — a ANBU perguntou, colocando a cabeça por cima do ombro do seu irmãozinho, pra poder observar o que eles estavam discutindo. Segurando uma aba do pergaminho que estava caído, e o levantando pra poder ver melhor.

-Bem... E-Eu — a rosada corou — Eu que fiz... Não esta muito bom, mas...

Ela não ouviu o resto das desculpas e justificações, estava mais preocupada em entender como uma gennin recém formada conhecia tudo aquilo. Em apenas alguns traços desajeitados, ela tinha desenhado e espedificado as principais funções de cada órgão, sistemas e tecidos de um corpo humano. Detahes sobre seu funcionamento, pontos de pressão e efeitos dos mesmos estavam marcados com várias setas que ocupavam boa parte do resto do pergaminho. Não parecia nada muito complicado, um médico que batesse os olhos naquilo poderia dizer que não se tratava de nada mais que um trabalho escolar, mas algumas das informações ali eram preciosissímas, informações anatomicas destinadas a assassinatos que ela mesmo só aprendeu quando se tornou uma ANBU.

Ela também não pensou nisso por muito tempo, antes que ficasse seriamente preocupada, uma mão roçou seu pescoço, por baixo da nuvem de cabelos roxos, subindo até o seu lóbulo e acompanhando a curva do queixo. Naruto sorriu enquanto acariciava a pele branca da kunoiche, que suspirou prazeirosamente, sentindo um arrepio lhe percorrer a coluna, e qualquer coisa que estivesse na sua cabeça ir cada vez mais fundo na sua memória.

-Eu só queria ver se tinha decorado tudo certo — a rosada disse, estava prestando atenção no pergaminho, e não percebeu a mão de Naruto passeando no rosto e pescoço da ANBU, logo acima do seu ombro — Não ficou muito bom, mas eu vou melhorar.

-Não se preocupe com isso — Naruto disse animadamente, encobrindo um suspiro um pouco que Yugao soltou quando os dedos dele desceram até a clavícula, roçando com carinho a pele dela — O que é importa é você decorar tudo isso. Se empenhe, quando voltarmos, vou te dar um presente.

Ele alargou o sorriso, os olhos brilhando de malícia. Na situação que estava, Yugao não deixou de imaginar o que ele pretendia fazer com a pobre garota... Embora uma parte dela tenha lambido os lábios ao se imaginar sendo a "pobre garota" dele. Foi um pensamento que passou rápido e indistinto, causado muito provavelmente pelo carinho indecente que ele estava lhe fazendo. Naruto deu um último afago, subindo as mãos pelo seu queixo, até roçar nos seus lábios, e então a tirou. O rosto da kunoiche estava quente, e um misto de alívio e frustação passou por ela. Estava pra dizer alguma coisa, ou pular de volta na árvore, quando sentiu o peso dele no seu ombro.

-Yugao-nee... — ele ronronou, manhoso — Posso dormir com você?

A ANBU agradesceu a todos os Deuses que se lembrava por estar de máscara, senão não saberia onde enfiar a cara de vergonha. Muito suavimente, ele se apoiou nela, deitando, escorregando a cabeça lentamente pelo seu ombro, braço, seios, até chegar a sua coxa. Ela ficou imóvel o percurso todo, sem saber o que fazer, e se xingou mentalmente por parecer uma adolescente insegura. O louro cruzou as pernas, e virou a cabeça levemente de lado, a testa dele em contato com a barriga malhada da sua irmã. Ele levou uma das mãos até ela, a colocando por dentro do colete, tocando seu umbigo e a fazendo se arrepiar, as mãos dele estavam geladas pelo frio da noite, e sua barriga estava quente, mesmo assim não foi desagradável. O jeito que ele a tocou, o jeito que falou e se recostou nela, descendo e agora como a abraçava carinhosamente... Não era nada tão ousado pra querer dizer alguma coisa, mas era ousado o suficiente pra sugerir que havia uma segunda intenção naqueles toques. Não saber que intenção era a deixava ansiosa, e ele parecia se divertir com isso.

Sasuke observou a maneira como Naruto tocou e falou com a ANBU, tentando aprender alguma coisa com ele, embora nunca fosse dizer a alguém nem sob tortura. Apenas uma fina fresta dos seus olhos estavam abertos, e ele notou como Sakura parecia distraída, e depois como corou e pareceu incomodada com a intimidade entre os dois. Ele se perguntou se eles já se conheciam, ou se Naruto estava simplesmente dando encima dela. Se ele realmente só estava fazendo isso, ele com certeza iria pedir umas dicas...

Muito lentamente, e ainda sem entender o que estava fazendo exatamente, ela acariciou seus cabelos. Foi um ato quase inconciente, um costume que há muito ela tinha esquecido, mas que ainda parecia natural nela. Se xingando por agir tão indeliberamente, ela estava pra tirar a mão, quando viu as sáfiras dele fixadas nela. O sorriso naquele rosto era tão doce e os olhos dele estavam tão acalentados que ela não conseguiu fazer nada, exceto continuar afagando-o. Naruto envolveu mais firmemente sua cintura com o braço, fazendo seu colete subir um pouco, e descansando o rosto ali, roubando um pouco do calor do seu corpo. Yugao suspirou quando o nariz dele roçou seu um biro, e pode sentir quando as suiças arranharam muito levemente sua pele, quando ele arqueou um sorriso.

Alguns minutos se passaram, e a ANBU poderia jurar que ele estava dormindo, não fosse sentir seu rosto se mover levemente, acariciando seu colo, perto o suficiente do seu sexo pra ela suar, os dedos ainda traçando círculos nas suas costas, subindo e descendo devagar. Sakura os mirava ocasionalmente, sentada do outro lado da fogueira, encarando com cíumes o louro. Haku também parecia incomodada, mas apesar de os encarar ora ou outra, não se permitiu pensar muito naquilo, ele era seu mestre, e se queria estar com a mulher de cabelos roxos e não ela, era seu direito, e seria uma insolência questiona-lo sobre isso. Sasuke estava olhando de Naruto pra Haku, xingando o louro por ter toda a atenção dela, e se perguntando se deveria tomar alguma atitude com ela também. Yugao não percebia nada disso, ela estava totalmente concentrada no seu irmãozinho, estava acariciando seus cabelos, e sem nem ao menos perceber, estava murmurando uma canção de ninar. O sorriso dele aumentou com isso, a deixando um pouco confusa, estava acostumada aos sorrisos bobos que ele costumava mostrar pra todo mundo, enquanto gritava alguma coisa sem sentido. Aquele sorriso doce também não era de todo estranho, embora estivesse mais maduro do que os que ela se lembrava, Yugao sabia o quão gentil ele podia ser. O que a intrigava era aquele sorriso vermelho e rasgado que ele mostrou apenas algumas vezes, o divertimento que ele exibia beirava a insanidade. Era estranho pensar que fazia parte da personalidade dele, mesmo ela não conseguindo imaginar como a doçura e a crueldade podia coexistir em igual medida na mesma pessoa.

Yugao levantou a cabeça e olhou envolta, quando um estalar de língua ecoou na clareira, até notar que tinha vindo de Sasuke, ele estava olhando fixamente algum ponto entre as árvores, adiante dela. A ANBU corou envergonhada ao perceber que tinha se abaixado, e seu rosto estava a centímetros do de Naruto, não teve tempo de se explicar ou qualquer coisa, apenas corar, enquanto acompanhava o olhar de Sasuke, apurando os sentidos... Havia várias assinaturas de chakra na mata, pelo nível delas, chunnins. Ela estava pra se levantar e fazer alguma coisa, tinha esquecido completamente suas ordens de se manter alheia à missão, mas uma mão a segurou.

-Não se preocupe — Naruto disse, ainda de olhos fechados, e parecendo descaradamente relaxado pra sua situação — Sasuke e Sakura cuidam deles...

-Hai, taicho! — O Uchiha disse, abrindo um sorriso de canto enquanto Sakura se colocava ao lado dele. Ela não parecia nada feliz, suas expressões estavam completa e totalmente neutras, as mãos nas costas enquanto ela cantarolava de boca fechada aquela mesma canção de ninar, balançando levemente o corpo na ponta dos pés.

-Haku — ele disse suavemente, ainda de olhos fechados, e a garota da neve se levantou — Fique atenta, mas não tome partido na luta, deixe que os dois cuidem disso, e só se envolva caso eles aparentem perder o controle da situação...

A morena deu um passo pra trás e fez uma profunda mesura pra ele:

-Como desejar, mestre...

Yugao olhou pra tudo, gaguejando:

-Você esta louco?! — ela perguntou, sem contudo, se levantar, parecia incapaz de fazer algo assim enquanto se preocupava em mostrar tanta indgnação quanto possível — Você conseguiu nota-los? São chunnins! Um esquadrão inteiro! Só dois gennins não...

-Não se exalte, irmãzinha — ela engoliu em seco, Naruto tinha aberto os olhos e eles estavam brilhando vermelhos como rubís, apesar da voz ter soado séria, ela ainda estava gentil, e ele ainda estava afagando sua barriga, e costas, traçando os dedos sedutoramente pela pele nua dela, abaixo do colete — Acha mesmo que deixaria meus companheiros sozinhos a não ser que eles fossem capazes de cuidar de si próprios? Apenas relaxe e assista...

-Como ele disse — Sasuke completou, sorrindo afetadamente enquanto soltava as braçadeiras brancas presas ao seu antebraço, e revelando um complexo emaranhado de fios de aço. Ele meteu os cinco dedos por entre alguns vãos, e puxou com força. A kunoiche esperou ver os dois braços dele irem ao chão junto com muito sangue, mas as dobras se soltaram, enquanto ele puxava, fios e fios de aço afiados como navalha, que brilharam a luz da fogueira — Não precisa se preocupar, por um bando de chunnins esse preguiçoso não iria nem se levantar...

-Tsc, tenho que concordar — Sakura disse, pela primeira vez, ela arqueou os pulsos, e e respirou fundo, conforme bisturis longos de chakra se formavam na ponta dos dedos médio e anular, cobrindo os dedos e envolvendo todo o pulso e antebraço dela com uma cor azul metálica — Seria uma vergonha ele ter que se mexer por tão pouco, apenas continue ninando ele, e nos deixe cuidar dos intrusos...

-Não vou perdoar qualquer um que tenha estragado o sono do meu senhor — Haku disse, os olhos dela pareciam ficar mais e mais amarelados, enquanto um vento frio passou pela clareira, e cristais de gelo cobriam o chão a sua volta- Qualquer um que passar, vai morrer...

Yugao arregalou os olhos, sem palavras, tremendo. Nos seus braços, Naruto abriu um sorriso maior ainda, um divertimento cruél que assustava e fascinava a ANBU. Sasuke e Sakura sorriram de canto, e Haku se limitou a um olhar sério, quando o chunnin recém nomeado deu a ordem:

-Vão... — ele sussurrou, baixinho.

Com um leve movimento, e um zunido, Sasuke e Sakura desapareceram dos olhos da ANBU, nem um segundo depois, gritos atravessaram a clareira.

-Impossível... — Yugao murmurou, vendo as faíscas por entre as árvores, os galhos que caíam ruidosamente e os gritos de vários shinobis em volta da clareira — O que esta acontecendo...?

-Não faça pouco da minha equipe, Onee-san — Naruto disse, olhando pra ela com olhos vermelhos penetrantes e um sorriso gentil — Eles são os dois maiores gênios que a vila vai ver em muito tempo, eu mesmo vou me certificar disso...

A ANBU não respondeu de prontidão, voltou a encarar a mata diante dela, e então seu irmãozinho.

-E você... otouto? — a voz dela falhou um pouco, mas depois ela sorriu — O que aconteceu com você?

Ele sorriu tristemente, rindo baixinho, e levou a mão até o rosto daquela mulher. Haku percebeu o que ele ia fazer, e desviou os olhos, quando ele puxou sua máscara, olhando longamente para aquele rosto.

-Eu cresci — ele disse, afagando a bochecha corada dela. Yugao fechou os olhos e deitou o rosto na mão dele, como um gato pedindo afago — Acontece com todo mundo, não?

-Imagino que sim...

-NÃO!

Uma garota de cabelos azuis pulou para o chão, em meio a clareira, e correu em direção a Naruto. Haku estava pronta pra acerta-la, e Sasuke já estava a ponto de lançar seus fios de aço. Sakura já tinha aparecido atrás dela, e Yugao se contraiu, dando sinal que levantaria, a morte dela estava a apenas um segundo de acontecer quando o louro se moveu:

-PAREM!

O grito dele percorreu a clareira como um rugido. Yugao gelou enquanto um arrepio lhe percorreu a espinha. Haku ficou imóvel no mesmo instante. Sakura, que estava a ponto de cravar os bisturis no estômago da garota escorregou e foi de bunda no chão numa tentativa de desviar, e Sasuke relaxou os fios de aço. A garota olhou em volta assustada, se vendo cercada por quatro ninjas em todos os cardeais. O louro que tinha dado a ordem ainda repousava no colo da ANBU, sem dar qualquer sinal que levantaria.

Jun olhou em volta, engolindo em seco. Nunca pensou que faria aquilo, e nem que ficaria tão assustada se acontecesse. Alguns dos seus companheiros estavam prontos pra lutar, com kunais nas mãos de prontidão, e gritavam pra que ela desse a ordem. Vários dos seus homens estavam mortos, todos eles desmembrados pelo moreno com os fios de aço, e os feridos estavam todos estáticos no chão, com os olhos vidrados, ou tossindo sangue. Ela mordeu o lábio, apenas dois deles...

Os gritos dos seus parceiros continuaram, alguns deles lançando ameaças ou ofensas aos ninjas de Konoha, mas todos silenciaram no mesmo instante. Jun olhou pra frente, e tudo o que fiu foi dois orbes vermelhos cintilantes, queimando a centímetros dos seus, o nariz daquele louro que até então estava deitado confortavelmente a um milímetro de tocar o seu.

Ela não teve tempo de corar, ou de qualquer outro pensamento racional. Deu um passo pra trás e caiu de joelhos, tocando a testa no chão de frente a ele, tentando conter as lágrimas. Estava se odiando por fazer aquilo, estava se remoendo de raiva e vontade de rasga-lo ao meio por parecer tão imponente e alheio a ela, aquilo a fazia parecer fraca, fazia seus companheiros parecerem lixos. Mais de dez chunnins derrotados vergonhosamente por dois meros gennins. Jun pensou nas ordens que tinha recebido, "Ninjas cumprem sua missão, não importa o custo" — ela tinha aprendido. Mesmo parecendo frio, ela tinha guardado aquilo no fundo da sua mente, não tinha se permitido esquecer, e havia jurado que seguiria aquele princípio mesmo que custasse a sua vida. Sabia que estava pronta pra morrer por ela, não sentia hesitação ou medo nenhum enquanto pensava nisso, mas...

E a vida dos seus companheiros?! Todos os amigos que tinham vindo com ela, todos os planos pra que encurralassem eles, e agora, derrotados vergonhasamente por apenas dois gennins. Era só isso que eles valiam?! Tinha imaginado pegar os outros numa armadilha, e lutado ela própria contra o seu alvo, Uzumaki Naruto, imaginou voltando pra vila, trazendo a cabeça dele, a sua bandana manchada de sangue, e imaginou o quão orgulhoso seu kage, seu pai, ficaria dela. Mas ela estava envergonhando ela mesma e sua aldeia, se prostando de joelhos para alguém que devia matar.

-Nos perdõem por ataca-los — ela gritou, ainda com a testa no chão. Não tinha confiança que conseguiria falar baixo sem gaguejar — Por favor, perdõe meus companheiros!

Ela não olhou pra cima, se olhasse, veria como os olhos vermelhos voltaram lentamente a ser azuis, e como o sorriso cruél morreu, dando lugar a uma expressão pesarosa. Os chunnins gritaram ofensas a ele, e pediam pra que ela se levantasse, disse que nenhum deles se importava em morrer pela missão, mas todos ficaram quietos quando ele disse, na verdade, perplexos:

-Certo... — ele murmurou, antes de dar as costas a ela e sair andando.

Demorou quase um minuto todo pro primeiro cara a entender o que tinha acontecido ter alguma reação, e quando entendeu, ele só gaguejou alguma coisa sem sentido nenhum. Jun levantou os olhos e encarou o chunni louro como se ele fosse completamente louco, do mesmo jeito que Sasuke, Sakura, Haku e Yugao olhavam pra ele.

-Desculpe? — ela murmurou, estava se pegando a ideia que tinha entendido errado.

-Eu disse que tudo bem — ele repetiu, pacientemente — podem ir...

Mai um minuto de silêncio.

-O que? — Jun perguntou, novamente, ainda estava de joelhos, mas olhava esbugalhada pro chunnin inimigo.

-Eu disse que não vou matar vocês... — Naruto respondeu, se sentando numa árvore, perto da fogueira — Podem ir se quizerem, senão podem ficar e comer, ainda tem muita carne assando...

Yugao olhou pra ele com cara de tacho. Deixar um inimigo que tinha acabado de tentar te matar era uma coisa bem idiota na opinião dela, mas convida-lo pra jantar... Era insano. Ela olhou pra garota, e tentou imaginar o por que dele fazer isso... Será que ele queria fazer dela sua escrava sexual...?! Era bem provável... A ANBU balançou a cabeça veementemente quando uma pequena e irritante parte dela se perguntou o porque dele precisar de uma escrava sexual, se já tinha a ela. A malícia com que essa Yugao interior lambeu os lábios a fez se estremecer, a boca dela coçava ao imaginar aqueles lábios envolvendo a... deixa pra lá...

-Taicho... — Sasuke disse, a tirando dos seus pensamentos, e ela suspirou tão alto com isso que chamou a atenção de alguns dos atacantes — Você esta brincando, não?

-Não Sasuke... Se eu estivesse brincando ela ainda estaria viva?

-Estaria — ele respondeu, inesperadamente — Sem os braços talvez, mas viva...

A ANBU engoliu em seco, junto com os shinobis ainda vivos, e a própria Jun. Ela realmente esperava que aquilo fosse uma estratégia pra assustar os intrusos. Naruto riu enquanto disse aquilo, vendo de soslaio sua irmãzinha se arrepiar eos chunnins inimigos ficarem rígidos.

-Tem razão, tem razão — ele respondeu — Mas eles ainda estão saudáveis, não?

-Hai...

-Por isso mesmo...

Depois disso, um longo silêncio se abateu na clareira. Jun se levantou, e meio insegura, caminhou até o garoto, parando a frente dele.

-Vai tentar me matar enquanto estou sentado? — ele perguntou calmamente, parecia tão relaxado que a ofendia — Não vai fazer muita diferença, mas se quizer tentar...

-N-Não vou fazer isso...

-Ótimo!

Ele se levantou, se espreguiçando e bocejando com um grande sorriso bem ao lado dela, sem se importar em ficar tão próximo de alguém que tinha ordens pra mata-lo, ou pelo menos era o que ele supunha. Jun ficou imóvel enquanto ele calmamente andou até a fogueira, e cortou um pedaço grande de carne, que estava estalando no fogo, depois pegou uma concha de algo borbulhante em um caldeirão, e voltou caminhando pra ela.

-Espero que goste, mas esta quente.

Ela tentou fechar a boca, achou que seria muita falta de cortesia com alguém que acabara de ter o enorme obséquio de não lhe matar, e pegou a tigela. O cheiro que saía dela era maravilhoso, batatas, cenouras, carne e algumas coisas que ela não reconhecia. Timidamente, e meio envergonhada, ela provou uma colherada.

A primeira coisa que passou na sua cabeça foi gritar, a segunda foi jogar a tigela na cabeça do louro e gritar de novo, mas ela não fez nada disso, apenas segurou a boca, sentindo lágrimas lhe escaparem dos olhos. Ouviu um riso baixo ao lado dela, e Naruto estava sorrindo pra ela. A garota pensou num palavrão, mas decidiu ficar quieta, ele riu ainda mais.

-Calma, eu disse que estava quente...

Ele, muito delicadamente, segurou em suas mãos e as puxou pa baixo, as tirando de frente a sua boca. Os olhos da garota se fixaram naquelas imensas safiras escandalosamente azuis, e viu como ele se aproximou mais e mais, limpando as suas lágrimas com uma gentileza que a fez corar, e logo depois o molho em seus lábios. Seus narizes estavam se tocando a esse ponto, e o hálito fresco dele a deixava anestesiada, ela nem sentia sua língua doer mais, a única coisa que sentia era a boca salivar se vontade de provar o gosto dele.

Sem esperar mais, ela avançou, e o beijou os lábios daquele garoto. Tinha esquecido momentaneamente de onde estava, e o que devia fazer, mas não se importava nem um pouco. Demoraria algum tempo pra admitir que realmente queria fazer aquilo, logo quando seus sentidos clarearam, convenceu seus companheiros que era só uma maneira de agradece-lo. O beijo foi muito gentil, apenas um roçar leve de labios, e ela se distanciou, tinha quinze anos, e já tinha beijado outros garotos, mas ele tinha apenas treze, e...

Qualquer pensamento seu morreu quando ele segurou seu rosto entre as mãos, e aproximou seu rosto novamente do dela. Seus olhos só conseguiram fechar quando os dele se fecharam, e isso foi após ele dar um longo selindo nela, provando o seu sabor, antes de entrar calmamente em sua boca com a língua. Jun não resistiu nem por um segundo, e retribuiu o beijo, massageando a língua dele com a sua, enquanto sentia as mãos hábeis dele descendo carinhosamente pele seu pescoço, e as costas abertas do uniforme. Se estava conciente ou não dos olhares de todos os seus companheiros e dos companheiros dele, ela não sabia, mas ele devia estar, por que virou o corpo num angulo que escondesse suas costas, antes de descer as mãos mais um pouco e entrar dentro da sua calça com ela, passando com facilidade pela cinta que prendia, e tocando a pele aquecida e macia das nádegas da garota.

Ela gemeu levemente a esse contato, sentindo a face aquecer e seu mundo ficar molhado. Seus companheiros a encaravam esbugalhados, sem ousar fazer o menor som que fosse, assim como as garotas que acompanhavam o louro, exceto o moreno, que estava deitado no galho de uma árvore, enrolando fios de aço de volta nos antebraços, e prendendo as braçadeiras brancas por cima. A língua dele era quente na sua, que já não estava mais doendo, e isso intensificava ainda mais as sensações. Já tinha beijado outros garotos antes, mas nunca sentira nada como o que estava sentindo agora. Nunca tinha ficado molhada por tão pouco, nunca sentira suas pernas bambas e nem se arrepiara tanto apenas com simples toques. Ele ainda segurava seu rosto com carinho, enquanto explorava cada canto da sua boca lentamente, como se quizesse decorar o gosto que ela tinha. Jun não sabia nada daquele garoto, mas ele estava a anos luz de distância se ser comum...

Por isso ela suspirou, mesmo que involuntariamente, quando ele terminou o beijo — por ela teriam feito sexo ali, e nem teria notado -. O garoto louro que ela devia matar se distanciou um pouco, então lambeu sensualmente o seu lábio inferior. A esse toque ela se contraiu, e apertou as unhas que estavam no seu pescoço (mesmo ela não tendo ideia de como elas foram parar lá), seu sexo se contraiu seguidamente, e ela sentiu as pernas virarem gelatina, enquanto gozava o orgasmo mais intenso que ela já tinha sentido. Provavelmente Jun teria escorregado até o chão, e pegado no sono ali mesmo, se ele não a tivesse segurado pela cintura.

Ele respirou fundo, o rosto ainda colado ao seu, enquanto murmuerou, no seu ouvido: "Incrível...", e suspirou, fazendo a jovem kunoiche gemer de prazer, ainda que involuntariamente:

-A boca ainda esta doendo...? — ele perguntou, sorrindo na maior cara de pau.

Se alguém pudesse cair de cara no chão de surpresa, todos os ninjas em volta teriam feito isso. A garota continuou meio fora do ar e coradinha por alguns instantes, enquanto passava distraidamente a língua nos lábios, e olhava aquele garoto com uma expressão sonhadora, até que a realidade caiu encima dela e ela tossiu, passando de vermelha a roxa de vergonha. Naruto só riu baixinho com isso.

-C-Considere isso um pagamento... — ela disse um pouco alto, dando alguns passos pra trás e sentindo a voz falhar — por ter deixado meus companheiros viverem...

-Hai — ele murmurou, e então disse, sorrindo com os olhos numa mistura de gentileza e malícia, encarando firmemente os seus — Com certeza valeu a pena...

"Com certeza tenho que pedir umas dicas a ele..." — Sasuke pensou consigo mesmo.

-Então... Vocês foram mandados pra me matar? — Naruto perguntou. A expressão com que disse aquilo era casual, quase como se estivesse perguntando se eles queriam mais açucar no chá...

-Hai — um dos chunnins respondeu, já que a maioria tinha se engasgado com a sopa. Ele curvou a cabeça e disse respeituosamente — A katana em sua cintura, é uma espada lendária e muito antiga, muitas pessoas pagariam uma fortuna por ela.

-Eu sei — o louro disse, segurando a bainha — Ela é muito importante pra mim...

O mesmo chunnin assentiu, ele usava uma máscara negra no rosto, e uma bandana que cobria todo o resto da cabeça, deixando apenas o olho esquerdo de fora:

-É muita bondade sua não nos matar, se fizesse, estaria em seu direito... Agora... Por que não fez?

"Por que será... — Naruto perguntou, malicioso"

Kyuubi sorriu junto com ele, e riu baixinho, O som parecia um rosnar suave, mas ainda sim era melodioso:

"Aquele beijo foi uma consequência..."

"Uma ótima consequência — Naruto corrigiu — Por que não os matou exatamente, Yoko? Não teria sido nem um pouco suspeito se fizesse..."

"Vá saber — a raposa respondeu — Posso tentar encontrar algum motivo, mas a verdade mesmo é que não estava com vontade de mata-los, dessa vez fico feliz que realmente não tenha feito, mas pode ter vezes que venha a me arrepender..."

-Que sentido teria mata-los? — o louro disse por fim, enquanto os outros shinobis e mesmo Jun (sentada ao seu lado) prestavam bastante atenção, era uma cena entranha, de qualquer lado que você olhasse — Mesmo que você fossem nossos inimigos, agora estamos comendo juntos. Se eu os matasse, a missão teria sido considerada um fracasso. Visto que não conseguiram nos matar, ainda vai ser um fracasso, mas pelo menos vão estar vivos pra contar a história...

Essa resposta arrancou alguns olhares de raiva de vários dos shinobis, e sussuros indignados de outros, mas Jun e o ninja que estava falando com ele ficaram em silêncio, pra logo depois sorrirem fracamente.

-Obrigado — ele disse de novo — É muita bondade sua...

-Não me agradesça — ele disse, sorrindo um pouco sem jeito, depois se voltou, e se aproximou de Jun, até estar ao pé da sua orelha, e sussurrou — Já você... Pode me agradescer o quanto quizer...

No outro dia...

-Refresque a minha memória... — Yugao disse, estava a ponto de espancar o garoto a sua frente, e ele parecia notar isso, por que manteve o olhar abaixado e as mãos pra trás — Por que exatamente fez aquilo?

-Por que fazer o contrário...?! — ele disse, os olhos azuis mirando a grama, mesmo sendo uma postura submissa, o sorriso descarado fazia parecer mais uma piada — Dezenas de shinobis mortos a toa, sangue manchando a terra, envenenando as plantas, maculando o ar, muitas pessoas querendo vingança, muitas vidas perdidas... Desperdício...

Ele não se deu conta quando exatamente começou a falar daquela maneira, e isso surpreendeu a ANBU o suficiente pra ela dar um passo pra trás. Naruto levantou os olhos, e seus três companheiros, que estavam ajoelhados atrás dele, se levantaram imediatamente, ficando em fila. Se Haku ou Sakura também estavam zangadas, elas não demonstraram, já o Uchiha, ele parecia muito tranquilo consigo mesmo.

-Eu não me importo em matar- ele continuou — Apenas existem momentos em que isso é muito desnecessário...

Ela bufou irritada, mas também impressionava, a maior parte dela estava irritada por ver seu irmãozinho com tanta intimidade com alguém... A partezinha irritante da sua cabeça acentuou que ela estava irritada por ele estar tendo tanta intimidade com alguém que não ela, mas dessa vez Yugao teve muito sucesso em ignora-la... Só dessa vez.

-Não vamos mais perder tempo com bobagens — ele disse, antes que Sakura resolvesse dar sua bronca nele. Por mais que Haku estivesse com cíumes ou zangada, ela não se via no direito de levantar a voz para seu mestre — Vai amanhecer logo, e ainda temos um longo caminho pela frente. Vamos logo!

-Hai!

Sasuke olhou estático pra Haku a sua frente. Os olhos dela estavam frios e neutros, e as chamas da fogueira iluminavam a pele clara como marfim e livre de pelos da garota a sua frente. Ele não teve reação, apenas olhou para os seios pequenos dela, em seguida descendo o olhar para o seu sexo.

-Você me deseja, Sasuke-kun?

Ele tornou a olhar pra ela, enquanto descia as mãos até sua vagina, e puxava os lábios, revelando o interior rosado e tentador da sua intimidade pra ele.

-Você quer entrar aqui dentro? Quer me foder?

Sasuke sentiu seu pau apertar na calça, e sem perceber o que estava fazendo, levou a mão até ele. Sua testa ficou molhada, e ele começou a transpirar levemente.

-Seu pau esta bem duro, Sasuke-kun — ela deu um sorriso safado, mas seus olhos continuaram frios e neutros — Quer que eu alivie ele pra você? O que quer? Que eu o chupe ou sente encima dele? Os dois? Pode pedir o que quizer...

-E...Eu...

Ele não conseguiu falar, sentiu sua garganta seca e seu coração matelando no peito.

-Quer esporrar na minha boca? É só pedir, eu deixo você fazer o que quizer. Pode gozar onde quizer, me foder como quizer, eu sou completamente sua hoje.

Seus olhos passaram pelos seios, Haku apertou um deles, e depois colocou um dedo dentro do próprio sexo, gemendo pra ele. O olhar do moreno foi subiindo conforme ela levou a mão até sua boca, e passou a língua nos dedos. Mesmo assim, seus olhos estavam neutros.

-Por que...

Ele pulou encima dela, apertando seus ombros no chão, e olhando diretamente em seus olhos com o sharingan ativo. Sem cuidado nenhum, entrou com o pênis rijo no sexo dela, arrancando um gemido de dor de Haku. Mesmo assim, os olhos não passavam nenhum sentimento.

-Por que... — ele socava o mais violentamente que podia, queria arrancar uma expressão, um grito de dor, qualquer coisa daquela mulher pra que ela o reconhecesse ali, mas era como se ele não estivesse, ela não o reconhecia — Por que esta fazendo isso?!

-Por que meu mestre me ordenou... — ela murmurou.

Sasuke parou por um segundo, então apertou seus seios, e começou a fode-la com mais força ainda, com tanta força quanto conseguia. Os estalos dos seus corpos batendo um no outro ecoava na clareira.

-Esta com dor de cabeça, Sakura?

A rosada levantou a cabeça, dando uma careta quando viu Naruto parado a sua frente. Ele parecia muito relaxado como sempre, o colete chunnin cobrindo a camiseta cavada que ele estava usando, e os braços a mostra, musculosos para um garoto da idade dele, atrativos. Os antebraços eram cobertos por faixas brancas, e a calça que ele usava era negra, assim como as sandálias e chegava até o tornozelo, um pouco larga demais na opinião dela, mas combinava com ele. A faixa vermelha que ele usava amarrada na cintura mantinha harusame no lugar.

Ela olhou pro que ele estava segurando, e encontrou uma caneca de café fumegando. Geralmente não tomava café, preferia chá, mas dessa vez não se importou, apanhou a caneca da mão dele e virou uma golada, esperava sentir o amargo subir sua garganta, mas tudo o que sentiu foi o sabor maravilhosamente doce que não combinava com café. O louro deu um sorriso malicioso, que morreu por trás de um dos seus costumeiros sorrisos bobos.

-Gostou?

-Tsc, esta horrível... — ela mentiu — doce demais...

Ele deu um olhar triste pra ela, que quase a fez se desmentir... Quase...

-Eu me esforcei tanto pra fazer... — ele ronronou — Você esta pronta pra partir?

-Hai, hai...

Ele sorriu pra ela, mas só ganhou uma careta azeda de volta. Sasuke estava ajudando Haku e Yugao com o acampamento, e não estavam prestando atenção a eles. "Ótimo..." — ele pensou, sorrindo internamente.

-Já sei qual é o problema! — ele disse, um pouco mais alto que antes mais ainda baixo o suficiente pra não serem ouvidos.

-Eu disse que não estou com dor de cabeça...

-Não... — ele sorriu gentilmente — Você esta com cíumes!

Sakura quase cuspiu o café pra fora, estava pronta pra gritar qualquer coisa, quando se sentiu ser encostada a uma árvore. O corpo de Naruto pressionando o seu, os olhos vermelhos maliciosos e o sorriso sedutor. A mão dele estava tapando sua boca, e ele riu baixinho conforme ela corou:

-Ficou com cíumes... — ele disse, a voz saindo arranhada mas ainda manhosa no ouvido dela — Queria estar no lugar dela, não?! Queria que eu tivesse te tocado daquela maneira, te beijado daquela maneira... Admita...

Ele soltou a mão da garota, mas tudo o que ela fez foi morder com força seu dedo, a ponto de arrancar algumas gotas de sangue. Naruto sorriu divertido com aquilo. Quando ela o soltou, por falta de reação, sua pele já estava curada, e a boca da rosada estava manchada com o seu sangue.

-Queria que eu a possuísse, admita que você ficou toda molhadinha, admita que queria que eu te levasse pra longe dos outros, e fodesse você — ele a pressionou mais, abrindo as pernas da garota com o seu joelho e empurrando seu penis rígido contra o sexo da garota. Sakura não respondeu, mas arfou, e se contraiu com isso.

-E...Eu...

-Peça! — ele sorriu cruelmente — Peça pra mim te foder!

-Naruto...

-Peça! — ele disse mais feralmente, sua voz se tornando mais parecida com um rosnado. Ele podia sentir o líquido de Sakura escorrendo por entre seu shorts, era incrível como ser maltratada a excitava — Peça "Por favor taicho, me foda como uma cadela no cio!"

Ela levantou os olhos, lacrimejantes, a boca entreaberta e a respiração abafada e arfante pelo prazer, seu rosto vermelho.

-Por... favor...

-Não ouvi!

-P-Por...

-Fale Sakura! Não estou ouvindo!

A rosada jogou o corpo pra frente, o suficiente apenas pra soltar uma mão, que desceu pelo peito dele e agarrou seu membro, rígido. A boca dela foi de encontro ao seu ouvido, e ela disse:

-Por favor, taicho, me foda como uma cedela no cio! Me faça gritar e gritar como uma vadia sendo extuprada!

Ele sorriu marotamente, se aproximou dos lábios dela, e lambeu o sangue que os manchava, antes de encara-la e dizer, com um sorriso:

-Não.

Sakura ficou estática, sem saber o que estava acontecendo. Naruto riu baixinho, voltando a expressão boba de sempre, e disse:

-Nossa, você esta tão quente e vermelha Sakura! — ele realmente soou preocupado, e a rosada rangeu os dentes pra não gritar — Você pode ficar com febre, ande logo que temos que terminar de arrumar o acampamento.

Ela ficou ali parada, olhando pra ele se distanciando, e sorriu parcamente, levando a mão até o seu sexo e o sentindo encharcado.

-Eu não estava com cíumes daquela vadia da grama... — murmurou ela por fim, ajeitando o vestido e tentando arrumar o cabelo, antes de encontrar os outros.

-Nada mal pra um começo, você não acha, Sasuke?

O uchiha sorriu quando ouviu aquele comentário. Jun ficou estática sem saber exatamente o que dizer, de novo olhando ele como se estivesse completamente louco.

-Sua cabeça esta a prêmio no mercado negro e no Bingo Book de várias aldeias — ela disse lentamente, como se estivesse ensinando uma criança pequena a somar — E você acha divertido?

Ela corou quando ele aproximou seu rosto do dela, apenas pra abrir um sorriso rasgado e dizer:

-Você só esta com inveja por que eu sou importante o bastante pra colocarem minha cabeça a prêmio.

Sasuke e ele riram alto, enquanto Yugao sorris divertida como se estivesse observando seu irmãozinho brincar. Todos os outros shinobis os olhavam como se fossem loucos.

-Não fique tão surpresa — ele disse, depois de enxugar as lágrimas de tanto gargalhar — Você também vai ser uma grande kunoiche, Jun. Quando esse dia chegar, vamos lutar, e quem sabe dessa vez você consiga me enfrentar...

Ele disse isso tudo com um sorriso muito doce, ainda era alta madrugada e ela agradecia pela falta de luz não mostrar o quão ela ficou coradinha com aquilo.

-C-Certo... — ela disse, depois se voltou pra ele — No meu clã, nos temos uma tradição...

Ela tirou uma katana ninja pequena que estava nas suas costas, fazendo um gesto de rendição quando Haku deu um passo a frente, alerta. Naruto acenou que estava tudo bem, o sorriso dele era calmo, quase como se ele soubesse o que ela estava fazendo.

-Quando fazemos uma promessa pra... — ela se controlou no último segundo antes de dizer: "pessoa especial" — alguém... Nós batemos a katana na bainha, isso significa que nossa promessa foi ouvida pelos Deuses, e eles estarão nos julgando com ela... Eu nunca fiz essa promessa com ninguém...

O sorriso dele se alargou mais ainda, e Jun sorriu em expectativa, estava pra estender a katana pra ele, quando ele puxou a sua própria, muito devagar. Ela saiu da bainha sem fazer nenhum som, perfeita e incrivelmente linda, Harusame. Ela tinha ouvido história daquela história, uma katana perdida do país da pedra, recuperada pelo Yondaime Hokage de Konoha... Naruto puxou sua lamina negra sobre a palma da sua mão, e abriu um talho raso ali. Jun não entendeu, até que ele estendeu a outra mão pra ela.

-De onde eu vim — ele disse — Temos outra tradição. Quando fechamos um acordo, nos o selamos com sangue, isso prende nossas almas a ele, e se um de nós o desonrar, vamos pagar o preço do shinigami...

Muitos chunnis ali engoliram em seco, mas Jun apenas corou e assentiu, estendendo a mão pra ele. Naruto abriu um talho raso na mão dela também, e eles entrelaçaram os dedos, apertando bem até que o sangue dos ferimentos se misturasse. Ao mesmo tempo, com a outra mão, Naruto segurou o cabo da pequena ninken, enquanto Jun segurava pela bainha, e a embainhou. O som que ela fez ecoou por toda a clareira, e Jun se curvou levemente.

-Fico feliz de conhecer você, e espero que nos encontremos logo...

Ele não disse nada, as mãos ainda estavam entrelaçadas quando ele se aproximou e a beijou mais uma vez. Dessa vez não foi nada tão intenso, mas foi doce o suficiente pra ela se lembrar daquilo com carinho por muito tempo.

-Nós vamos...

Alguns dias depois...

-Então, Naruto — Sakura perguntou, era noite novamente e estava frio, mas nenhum deles parecia se importar muito com isso com tantos bandios em frente — Qual é o plano?

O louro não respondeu de imediato. Ele fechou os olhos, e quando os abiru novamente, eles estavam vermelhos. Ele concentrou a atenção na sua visão, eo vemelho brilhou ainda mais profndamente, a visão ficou nítida o bastante pra ele conseguir ver as falhas no muro de pedra, a meio quilomêtro dali.

-Tem alguns guardas, e nós precisaos acabar rápido com eles, não exitem, apenas matem — ele disse, e a voz dele ficou série e saudosa quando se voltou aos outros. Yugao observou impressionada as palavras seguintes ele — As pessoas que convivemos, os nossos amigos, companheiros, os moradores, senseis e discípulos são pessoas. Eles não são pessoas, são apenas alvos. Alvos como os que praticamos na academia, alvos que se movem, que falam e que sangram, mas apenas alvos. Não se permitam pensarem neles como pessoas, se pensarem neles como pessoas, nem que seja por um segundo, irão hesitar, e hesitar numa missão como essa significa morrer. Entendido?

-Hai — todos disseran em uníssono, até mesmo Yugao respondeu, e só percebeu depois que o fez, quando balançou a cabeça e riu de si mesma. "Ele esta crescendo" — ela pensou.

-Haku, acompanhe Sakura — o louro disse a sua companheira e serva, que assentiu respeituosamente — Sasuke, você em comigo. Nós dois vamos cuidar ds vigias, enquanto vocês duas entram e terminam o serviço. Qualquer problema recuem imediatamente, entenderam? Imediatamente, e esperem por nós.

-Hai — os três assentiram, Sasuke começou a desabotoar suas braçadeiras.

Aqueles guardas nem sentiram nada. Quando um fio de aço tão fino como aquele passava pela sua garganta, é o mesmo que adormecer de uma hora pra outra, o cérebro deixa de receber quaisquer estímulos, e apaga, a pessoa esta morta. Simples, fácil e rápido. Como todas as mortes deviar ser.

Pelo menos esse era o ponto de vista de Sasuke, Naruto parecia adorar mutilar tanto quanto fosse possível suas vitímas antes de mata-las. Ele conhecia aquele olhar, era o mesmo olhar que vira no rosto de Zabuza, o mesmo olhar que vira nos rostos de shinobis quando contavam como ganhavam suas cicatrizes. A grande maioria das pessoas nunca entenderia um olhar daqueles. Não havia prazer em sentir dor, não havia felicidade em se lutar, e nem alegria em lutar, é o que elas diriam...

Mas era mentira, havia sim...

Enquanto Sasuke cortava pescoço atrás de pescoço, e Naruto picava as pessoas com seu battou tão rapidamente que os pedaços só começavam a cair depois de alguns segundos, eles sorriram. Lutar te fazia sentir vivo, matar te fazia sentir vivo. Saber que as pessoas paravam de viver por sua causa... Não tinha nada mais eletrizante que aquilo. Mas mesmo assim, ele se controlou. Sabia que podia viciar naquilo, e acabaria virando um assassino sem limites, por isso seguia a risca o conselho que Naruto tinha lhe dado. Estava começando a entender que seguir seus conselhos a risca era um ótimo negócio.

"Quando tiver que matar, mate. Quando não for necessário, não mate"

Simples assim. Era como administrar um vício, se impunha limites e horas em que você simplesmente estravasava, mas nunca passando da conta. Havia pessoas certas pra se matar. "Pessoas que podem te matar" — ele disse a Sasuke — "São essas pessoas que você deve matar sem exitação, nunca mate alguém que não pode se defender".

-Foi por isso que não matou aqueles caras?

Naruto olhou pra ele de esguela, enquato corria, ele pulou pra uma parede e correu por ela, pulando e arrancando a cabeça de mais um shinobi com um corte. Pelo menos pareceu um corte, um segundo depois, e depois que eles já tinham avançado muito além, o shinobi sem cabeça explodiu em dezenas de pedaços, expirrando sangue na graça e em todo lugar em volta dele.

-Eu estava falando sério quando disse que só não estava com vontade de mata-los... Além disso, valeu a pena.

O Uchiha ficou um pouco sem graça quando Naruto lambeu os lábios, a expressão distraída e divertida. Ele pensou em como perguntar aquilo, mas não sabia como. Na verdade, se fosse qualquer outra pessoa nem cogitaria a ideia, mas Naruto não era exatamente uma pessoa, era um monstro, então ele não via problema com isso.

-Naruto... — ele se arrenpendeu no instante em que os olhos vermelhos pousaram sobre ele, curiosos — Como... Como é, sabe...

-Como é beijar? — ele disse, sorrindo. Não riu nem debochou dele, como esperava que fizesse — Sabe o gosto de ramen?

-Sim...

-É dez vezes melhor. Beijar é dez vezes melhor que ramen e sexo é dez vezes melhor que beijar.

Sasuke quase tropeçou, desviando os olhos de vergonha.

-E como... Como você faz pra uma garota beijar você?

Dessa vez ele riu, mas não era nada como se estivesse debochando. O tom que ele usou pra dizer aquilo pareceu incrivelmente velho, o Uchiha podia quase jurar que era o velho Hokage falando com ele:

-Depende que espécie de beijo você quer — ele disse, pacientemente, enquanto continuavam correndo e matando os guardas ao redor do esconderijo, estava tão fácil que eles nem mesmo prestavam atenção nisso — Se for de uma garota bonita, mas que você não sinta nada por ela, você pode simplesemtne pedir. Muitas garotas só estão esperando alguém pedir um beijo pra elas, a Ino por exemplo...

Ele assentiu, ainda um pouco envergonhado, mas ficando mais a vontade a cada palavra. Era estranho como a maneira dele falar te relaxava, Naruto conseguia fazer as pessoas confiarem nele, era um talento nato.

-Se for alguém que você realmente gosta, você tem que ser mais cuidadoso — ele disse — Você pode dizer seus sentimentos a ela, ou pode tentar demonstrar. Quando queremos demonstrar pra alguém que gostamos dela, podemos leva-la pra sair, comer, dar um presente, coisas assim, você pega o jeito.

-E se for uma garota que eu acabei de conhecer? — o Uchiha perguntou — Como você fez com aquela shinobi da grama?

-Bem... — ele deu um sorriso modesto — Essa categoria é um pouco mais complicada, é melhor você ficar só com essas duas, e tentar partir pra essa quando tiver mais experiência...

-Mas...

-Acredite moleque — ele disse, a voz mudando pra um rosnado assustador e divertido — Eu tive séculos de experiência antes de tentar conquistar uma garota assim do nada, e mesmo assim, não é garantia nenhuma que consiga, e não é algo que se deva fazer por esporte...

-Como assim? — ele perguntou, um pouco assustado pela voz mas nada preocupante.

Naruto limpou a garganta enquanto a voz voltava a ser o que era antes, levemente rouca, como um rosnado, mas melodiosa também, como um miado:

-Por que as mulheres tem sentimentos Sasuke, você não pode sair por aí tentando seduzir toda a garota que acaba conhecendo, você já imaginou quantos corações partidos vai estar deixando pra trás?

-Mas você...

-Eu — Naruto disse, levemente irritado — Não faço isso por esporte. Jun não foi apenas mais uma garota, eu não fico com garotas que não significam nada pra mim, como a maioria das pessoas faz. Também não teria feito um juramento de sangue e espada como fiz com ela, se não quizesse dizer nada. Aprenda uma coisa, sexo é muito bom... Mas amor é melhor...

Os olhos vermelhos ficaram tão melancólicos depois daquilo, que Sasuke não quiz continuar a conversa, em vez disso pensou no juramento que eles fizeram, e percebeu que não tinha nem a mais vaga ideia do que tinha sido aquilo.

-Aquele juramento, de sangue e espada, o que seria?

Naruto demorou um pouco pra responder. Cortou a cabeça de um guarda pela metade, separando-a na linha do mailar, deixando sua mandíbula numa metade, e o queixo e língua na outra. O corte foi tão limpo que só sangrou depois que eles já tinham saído dali.

-O clã dela, Yamada, foi formada a partir de um clã de samurais, que se dividiu a algum tempo atrás — Naruto disse, pensativo, parecia muito longe da realidade, e Sasuke estava prestando o máximo de atenção possível a cada detalhe — O nome original do clã era "Himura", eram samurais especialistas em battou, que ofereciam seus serviços a nobres e senhores feudais no continente, antes da formação das aldeias shinobis. Naquele tempo, cada shinobi trabalhava como samurais, oferecendo sua lealdade e fazendo missões em nome desse senhor feudal.

"Os ninjas — Naruto continuou com a história — Foram criados pra tapar os buracos que os samurais deixavam no seu serviço. Pessoas treinadas desde a infância, pessoas sem honra, sem limites e que obedeciam seu senhor não importa a ordem dada. Guerreiros que matavam crianças e se disfarçavam, se infiltravam em linhas inimigas e envenenavam a comida dos adversários. Esses eram os ninjas

Com o tempo, as técnicas shinobi foram ficando mais sofisticadas. Cada vez menos pessoas se interessavam em se tornar samurais, e cada vez o número de ninjas aumentavam. Antes eram apenas cinco ou seis em cada feudo, eles já chegaram a faixa das centenas, exércitos de ninjas. Os samurais, como era de se esperar, entraram em decadência. Os maiores clãs, como os Himura, foram os primeiros a sofrer. Sua honra foi negada, e eles foram exilados.

Pra sobreviver, esses samurais aprenderam conceitos shinobis, se tornaram mercenários, e por fim, se dividiram. O clã Yamada foi para a aldeia da grama, e o clã Namikaze para a aldeia da folha, ambas tinham sido recém criadas"

-Na-Namikaze?! — Sasuke gaguejou — Naruto, é o seu...

-Sim, o meu pai, Namikaze Minato — o louro assentiu, com um parco sorriso — O juramento de sangue e lamina era uma tradição do clã Himura, quando o clã se dividiu, cada um levou metade da tradição. Os namikaze ficaram com o juramento de sangue, e os Yamata com o juramento de lamina. Já deve ter alguns séculos que um juramento de sangue e lamina não é feito nesse continente, os olhos do Shinigami devem estar sobre mim agora...

Em seguida ele riu, como se tudo fosse uma grande piada. Como se aquilo não o deixasse realmente triste, e como se ele pudesse esconder a tristeza que passava através do seu chakra. Não conseguiu...

Sakura e Haku esperaram o sinal, quando os guardas da entrada estavam mortos, ela e Haku dispararam pra frente. A Yuki ona estava com um olhar sério, gelado, muito diferente do que a garota tinha visto enquanto lutava contra Sasuke no país das ondas. Ela jogou a mão pra trás, e gelo começou a crescer encima da sua pele, por baixo das mangas do quimino, formando cinco grandes garras afiadas que revestiam toda a sua mão e antebraço. Sakura engoliu em seco e desviou o olhar, concentrando chakra na ponta dos dedos pra fazer seus bisturis, não levou tanto tempo quando na semana passada...

O primeiro guarda que apareceu só teve tempo de dar um grito. Sakura inclinou o corpo e jogou o corpo pra frente com força, impulsionando os músculos com chakra como Naruto tinha lhe ensinado. Ela mirou e acertou precisamente quatro golpes no peito dele, e sem parar pra esperar continuou correndo, Haku a alcançou logo depois, enquanto o homem estava tendo convulsões, angasgando com seu próprio sangue metros atrás deles.

-Você usou pontos de acunpultura? — Haku perguntou, enquanto girava graciosamente e passava as garras afiadas no rosto de um guarda, separando o crânio dele em três partes, manchando suas garras de gelo de sangue.

-O Naruto me ensinou — Sakura disse, acertando mais dois no pescoço de um homen, enquanto Haku pulou por cima dele, cortando seus dois braços enquanto virava uma cambalhota pra frente, antes de cair no chão e continuar correndo — Ele me disse que que se você aplicar uma pressão correta ali, ou danifica-los internamente, você pode causar danos graves a algum inimigo.

-Entendo — Haku disse, educadamente — Pra alguém com tão pouco treinamento, você sabe usar pontos de pressão com muita eficiência...

Sakura corou, e resmungou que não era nada. Um guarda virou de repente de um corredor, e tentou correr. A rosada pulou por cima dele, e acertou um chute no seu peito, Haku que vinha logo atrás terminou de dilacera-lo com alguns golpes violentos e precisos. "É completamente diferente do nível de poder que ela mostrou na névoa — Sakura pensou consigo mesma — Se ela tivesse usar nem que fosse metade do que esta usando agora, estariamos mortos..."

-Quando você aprendeu a usar pontos de pressão, Haku-san?

-A muitos anos — ela respondeu, a voz neutra e educada — Eu nunca fui brilhante como você, levei semanas pra ter o conhecimento que você tem, e meses pra conseguir emprega-lo corretamente...

Sakura teria corado, mas o tom de voz frio não fazia parecer um elogio. Haku sorriu timidamente com isso:

-Desculpe, eu realmente admiro você, Sakura-san, é incrível conseguir tanto com tão pouco tempo...

Dessa vez o tom saiu um pouco mais ameno, mas ela logo voltou a olhar pra frente com a expressão neutra.

-Arigatou... — Sakura murmurou — Haku-senpai...

Nesse momento, a garota do gelo disparou pra frente, fatiando e estraçalhando impiedosamente seus inimigos, de forma que Sakura não pode ver o tímido e exitante sorriso que ela deixou escapar. A verdade é que mesmo fazendo aquilo que ela odiava, ela estaria feliz, se ficasse com aquelas pessoas. Amava seu mestre pela chance de se sentir não só necessária, mas feliz outra vez. Foi algo que Zabuza nunca tinha dado pra ela...

Não levou muito tempo pra chegar até uma sala em especifico, havia dezenas de guardas em volta dela, e mata-los foi um banho de sangue. Cada golpe de Haku esmigalhava e fatiava o corpo de vários deles. Sakura não enfrentou esses últimos guardas, não tinha espaço pra ela lutar, mas ela ficou perto o suficiente para o caso da sua senpai precisar de qualquer ajuda... "Senpai — ela riu consigo mesma — Se ela estuda pontos de pressão a mais tempo que eu, isso a coloca como minha senpai?!" Ela pensou por um momento "Não importa realmente, se eu vê-la como minha senpai, ela seria minha senpai não?!"

Quando Haku acabou com os guardas, não havia um único vestígio de pele dela que não estava coberto de sangue. Ele escorria e pingava pelos seus cabelos, e encharcava suas roupas. Aquilo seria assustador, ainda mais com a expressão completamente alheia e neutra da garota, mas Sakura não se importou: "Depois de ver o coração do Naruto batendo dentro do peito aberto dele" — ela pensou — "Duvido que qualquer outra coisa me assuste..."

Se ela pudesse imaginar como estava errada...

Notas finais
Quanto ao lance de escolher os títulos dos capítulos. Eu cheguei a conclusão que tenho leitores muito chatos, e que vocês não valem metade do meu esforço, mas bem, a vida nunca é como a gente quer...
De duas ou três indicações, vou escolher a mais original, valeu aí, Hebi_chaos-san, por ter indicado.
O mesmo vale pra esse capítulo, deixem nos comentários uma sugestão pro título dele, e se tiverem alguma sugestão pra qualquer coisa na fic, qualquer ideia bacana que por acaso vocês, damas e cavalheiros, tenham tido lendo essa porcaria, não se façam de rogados e me informem sobre ela também. Adoro ouvir ideias dos meus leitores, mesmo os inúteis que não fazem comentários interessantes, mas bem...