Notas iniciais
Com preguiça pra comentários... To há umas quarenta horas sem dormir.

Há muito tempo atrás, youkais não se escondiam como hoje. Andavamos entre os homens, e eles nos respeitavam, nos temiam e se curvavam quando passavam... Podia ser tolice, mas sempre odiei aquela submissão. Como filho de um fazendeiro, eu me curvava pra meros tanukis gordos que andavam em liteiras, apesar disso, era engraçado ficar imaginando a reação deles, se eu liberasse apenas uma mínima fração do meu youki. Apenas uma cauda, e eles se ajoelhariam, e beijariam a terra abaixo dos meus pés. Entre os youkais, a Kyuubi é um Deus, entre os humonos, um monstro.

Sempre odiei aquela maneira de ver as coisas, por isso quando esses idiotas passavam, eu me ajoelhava e tocava a testa no chão, em submissão. Sempre sorria quando fazia isso, e meu pai — ou o homem que achava que eu era o seu filho — sempre me encarava com um pouco de preocupação e contrariedade.

Mas teve um garoto... Um garoto que estava alheio aquilo tudo. Ele não desafiou nenhum youkai, muito pelo contrário, parecia ser mais submisso que todos os outros. Mas o jeito que ele se abaixou, se curvou, a maneira como tocou a testa no chão. Aquela expressão neutra e responsável de quem esta fazendo algo por que sabe que é sua obrigação é surpreendente. Mesmo depois daqueles tanukis bastardos terem matado as mulheres que cuidava deles, e eu tê-los matado, ele ainda mantinha aquela expressão.

Mesmo sendo a muitos anos atrás, antes sequer dos samurais terem se difundido uma Era depois, eu já era muito velho. Aquele garoto não me enganava, eu podia ver a tristeza e a raiva por trás da face neutra dele, e era o modo como ele a colocava de lado, sem importância, que me impressionava. Os olhos violeta eram parecidos com os meus, os cabelos vermelhos eram rosados, uma cor leve e discreta, nada como as mechas ruivas cor de fogo dos Uzumakis, mas nele pareciam ressaltar a sua expressão. Ele era todo muito suave e discreto, a gentileza nos seus gestos era quase feminina, mas não deixava de ser atraente. Desde aquele momento, desde antes de sequer falar com ele, eu já o respeitava muito mais que muitos anciões e velhos homéns, e ele não passava de uma criança.

-Vá embora garoto — eu disse, embainhando a espada — Nada mais resta pra você aqui, se ficar vai morrer.

Ele não respondeu, mas a expressão suavizou ainda mais, um pouco da tristeza aparecendo enquanto ele olhava pros corpos ao redor deles. Humanos e Youkais, todos mortos e sangrando, o cheiro era insuportável pra mim, e mesmo ele franziu o nariz, incomodado.

Não esperei pra ver o que ia dizer, dei de costas e fui embora. Comprei sakê na vila, e fiquei pensando naquele garoto, nas expressões dele. Ele era uma criança muito singular.

No outro dia, voltei a planice onde eles tinham sido atacados, o cheiro ali devia ser insuportável, mas eu tinha que enterrar aquelas pessoas. no momento que subi a colina, o sol estava nascendo, e pela primeira vez em muitos anos eu fiquei surpreendido de verdade. Por toda a planice, cruzes de galhos amarrados com couro estavam cravadas em pequenos amontoados de solo, dezenas, talvez cem cruzes se espalhando por entre as árvores. Na outra extremidade daquele cemitério, o garoto ruivo olhava pra dois túmulos em especial, esses tinham duas rochas com nomes escritos neles. As mãos do garoto estavam feridas, e as unhas sangravam, mas ele não parecia se importar.

-Você não fez distinção entre humanos e youkais — eu disse, me aproximando por trás deles — Mesmo esses youkais tendo assassinado sua gente...

Ele não se virou, nem respondeu por muito tempo. Quando ia tornar a falar, ele suspirou:

-Depois que eles morrem não são mais bandidos, ou youkais, são apenas cadáveres...- ele me encarou com os olhos violeta, e não pareceu intimidado pelo vermelho dos meus — E eles não eram minha família, minha mãe e meu pai foram mortos por seres humanos, mercenários, e eu fui vendido como escravo...

Mesmo dizendo aquilo, ele não chorou, mas seus olhos ficaram ainda mais claros. Fiquei observando suas expressões e os túmulos de pedra por alguns intantes.

-Quem são essas?

-Kasumi-san, Akane-san, Sakura-san... — ele apontou as pedras com um gesto delicado da cabeça — Eu apenas as conheci ontem, mas queria as ter protegido, eu ainda sou muito jovem, e não pude fazer isso. Então quiz fazer um túmulo especial pra elas, e procurei por boas pedras... Essas foram as maiores que eu pude encontrar... Eu não tenho sequer flores pra colocar aí.

Assenri ao que ele dizia, antes de pegar o sakê que tinha comprado e despejar todo encima das três pedras. Ele me olhou surpreso.

-É uma infelicidade entrar para o Elísio sem provar antes um bom sakê — ele pareceu surpreso — Essa é a minha oferenda pra elas...

-Arigato.

Ficamos encarando os túmulos por um longo momento, o sol já se erguia pela manhã, deixando aquele campo cheio de cruzes banhado pela luz cálida. Era uma visão impressionante, em vários sentidos diferentes.

-Qual o seu nome garoto? — disse por fim, sorrindo com a decisão possivelmente idiota que estava tomando.

-Shinta — ele respondeu.

-Shinta... — eu murmurei, e sorri pra ele, o garoto franziu o cenho — É um nome muito suave para um espadachin... Se quizer vir comigo, de agora em diante vou te chamar de Kenshin.

-Espadachin...? — ele murmurou, depois olhou em volta, e deu um sorriso tranquilo — Hai.

-Deixe os mortos descansarem, e vamos embora.

Ele assentiu, e me seguiu enquanto subiamos a colina, deixando pra trás o cemitério iluminado pelo sol da manhã.

-Naruto!

Tomei um susto, e por instinto empunhei Harusame, pronta pra saca-la a qualquer movimento do cara da minha frente, até que me dei conta que era o Sasuke, e relaxei.

-Gomen — ele disse — Mas você estava perdido em pensamentos...

-Tudo bem — sorri fracamente — Estava lembrando de algumas coisas.

-Que coisas? — ele pareceu curioso.

-Não é da sua conta — rasguei um sorriso na face, e ele desviou os olhos meio incomodado — Onde estão Sakura e Haku?

-Ainda não voltaram, eu ia perguntar se deviamos ir procura-las.

Não respondi imediatamente, mas foquei mais nos meus sentidos, tentando encontrar a assinatura de chakra das duas. Elas ainda estavam longe dentro da caverna, e ainda pareciam lutar, mas estavam voltando pra onde estavamos, não pareciam ter quaisquer problemas, então era melhor deixar as duas cuidarem das coisas.

-Elas estão bem — disse abrindo os olhos, que brilharam vermelhos antes de voltarem ao azul — Logo vão estar aqui...

Sasuke assentiu, ele olhou pra cima, onde yugao descansava tranquilamente encima de um fuuma shuriken fincado na pedra da caverna. Ora ou outra ele brincava com as unhas, ou ficava de ponta cabeça, girado distraidamente encima das laminas curvas, como as trapezistas nos circos fazem. Não dava pra ver suas expressões, mas os olhos... Olhos violetas eram muito expressivos, os de Kenshin também eram assim...

"Esse garoto é puro... Sim, tão puro que eu poderia chama-lo de idiota"

-Não — repeti — Não devemos deixar a montanha.

-Mestre — ele tornou a insistir, usando aquele tom diplomático irritante que ele usava quando tentava me convencer de alguma coisa — Enquanto discutimos filosofia, o número se suepera! Proteger os fracos não é o caminho do Mitsurugi-ryu?

-Discípulo tolo... O que pretende fazer ao colocar sua espada no meio desse conflito? — ele não respondeu — Se você deseja criar uma mudança na crise atual, você terá que se juntar a um lado ou outro. Desse modo, você também será usado por aqueles que detêm o poder. Eu não lhe ensinei o estilo Hiten Mitsurugi pra que você o manche desse modo.

-As pessoas estão sendo oprimidas à nossa volta, estão sofrendo — ele trancou o maxilar — Eu não posso e não irei dar as costas pra elas!

-As espadas do Mitsurugi são as mais poderosas de todas, é o navio negro que parte da terra...

-É por isso que devemos usa-las agora! Pra proteger as pessoas do sofrimento dessa era! Esse é o propósito do Mitsurugi-ryu!

-Kenjutsu não passa de um método de assassinato — respondi, e ele arregalou os olhos — Pode decora-lo com todas as palavras bonitas que encontrar, mas nunca vai mudar a sua essência. Mate uma pessoa pra salvar várias. Mate muitas pra salvar todas. Esse é o princípio final de qualquer técnica de espada. Como você sabe, eu já matei centenas de homens malignos, mesmo youkais, mas todos eles eram pessoas. Alguns não tinham escolha, estavam apenas vivendo a sua vida da única forma que sabiam. Se você deixar essa montanha, se tornará um assassino, nas mãos de homens que escrevem a própria justiça, e terá que carregar o mesmo peso que eu carrego... Esta pronto pra isso?

Kenshin olhou pra própria katana na bainha.

-Por tudo que o senhor me ensionou — ele murmurou — Mesmo que seja inútil... Eu quero tentar proteger com as minhas próprias mãos as pessoas que estão sofrendo. Muitas, incontáveis vidas, tantas quanto eu puder. Quero salva-las com essas mãos.

Ele deu as costas, com o olhar abstinado. Caminhou alguns passos antes que eu dissesse:

-Se pisar fora dessa colina, você deixara de ser meu aprendiz — a expressão dele escureceu — Vai ficar por sua conta.

Ele ficou parado um bom tempo. Depois voltou a caminhar. Antes de sair da colina, ele tirou a katana da bainha, e a cravou na árvore que marcava a entrada daquele lugar, depois se virou e se ajoelhou, tocando a testa com o chão.

-Obrigado por tudo, sensei — ele disse, e se foi.

Fiquei observando o passo determinado e suave dele até sair completamente das minhas vistas, depois entrei na cabana, momentos como aquele me deixavam com vontade de tomar sakê.

"Garoto tolo, ele decide viver pelos seus próprios princípios... Por ser tão puro, não pode evitar fazer algo além de seguir o caminho da própria tolice.

-Relatório — eu disse, enquanto Sakura parou pra tomar folêgo, mesmo respirando ela conseguia ser espalhafatosa. Haku deu um passo pra frente, e fez uma profunda mesura.

-Missão cumprida, mestre — ela disse, tirando algo de dentro da manga do quimono e entregando pra mim — o refém também está em bom estado, apenas alguns cortes, e inconciente...

Peguei o pergaminho e olhei pro cara que ela carregava. Os cabelos dele eram azuis, e caíam por cima de duas cicatrizes no seu rosto, ambas cruzavam o olho esquerdo, paralelas como se tivessem sido feita por garras.

-Esse cara tem uma cicatriz peculiar — Sasuke dise, olhando curioso pra ele — Como será que ele conseguiu?

-Vai saber... — Yugao pulou para o chão, olhando pro refém resgatado e depois dando de ombros, perdendo o interesse — Vai ver o cara era um masoquista, e fez isso em si mesmo...

-Você faz sugestões tão improváveis...

Ela pulou as minhas costas e me abraçou por trás, repousando a cabeça no meu ombro:

-Não fale assim de mim otouto... — ela ronronou — Ele pode ter sido torturado também...

-Ou atacado por algum animal...

-Ou ser masoquista mesmo... vá saber...

-Como foi lá dentro? — perguntei, e Sakura jogou a cabeça pro alto, respirando fundo — E por que você esta tão cansada assim?

-Preciso de mais um pouco de treino... Haku-san nem suou, e ela correu carregando esse cara...

-Não se preocupe — sorri pra ela, que corou um pouco, talvez lembrando da nossa "conversinha" no acampamento — O seu treinamento com a Hinata já esta dando muitos resultados, a algumas semanas atrás você não conseguiria correr com metade da velocidade de hoje.

Ela fechou os olhos e sorriu bastante, balançando o corpo na sola dos pés. Sasuke também, mas ele estava mais ocupado bocejando.

-Se a missão esta comprida, só nos resta levar esse idiota de volta... Aliás... Quem é ele?

-O filho mais novo do Daimyo do fogo — Respondi com um sorriso de canto, enquanto todos os outros, menos Yugao, fazia uma careta meio chocada — Nani?

-Como assim por que?! — Sasuke cerrou os punhos, parecia querer me estrangular, mas se conteve — O cara é um nobre e você só diz agora?

-Faz diferença ele ser um nobre?

-É — Yugao concordou, sorrindo por baixo da máscara. Os olhos dela eram muito claros, e pra mim, era muito fácil vizualizar o modo como os lábios dela se curvavam de um jeito brincalhão — Só por que é nobre não pode ser um masoquista?

-Ninguém disse que o cara é um masoquista...

-Parece a suposição mais provável pra mim...

-Com certeza não é...

-Calados malditos — ambos ficaram em silêncio — Não temos tempo pra ficar discutindo, esse masoquista deve ser entregue logo.

Yugao segurou uma risada e Sasuke suspirou cansado, dando de ombros depois. Haku ficou calada a maior parte do tempo, mas parecia pronta pra responder qualquer pergunta caso ela fosse feita. Sakura ainda estava ocupada respirando fundo, fazendo mais barulho do que eu achava necessário.

-Onde temos que entregar ele?

-Não vai ser em Konoha — Yugao tomou a palavra, olhando pra mim de esguela. Assenti, e ela continuou — No pergaminho vem instruções pra que ós o entregamos no palácio do fogo, na cidade principal do país.

-Odeio aquele lugar... — murmurei comigo mesmo, e Yugao me olhou curiosa.

O país do fogo, sendo um feudo, tinha uma cidade principal. "Vermillion", ou como a chamavam, cidade das chamas. Não era nada especial na minha opinião, só um aglomerado de palácios onde os bastardos reais viviam. No centro de todas as mansões e palácios, o imenso castelo do fogo, onde o daimyou e sua família viviam. Eu nunca tinha estado lá, pelo menos com esse corpo, e poucos shinobis da folha tinham a honra de "pisar em solo sagrado". Os nobres idiotas diziam que shinobis poluíam sua cidade com cheiro de sangue... Era verdade, shinobis tinham cheiro de sangue mesmo. Mas ainda sim eu preferia cheirar a sangue do que ficar no meio daquela corja de travestis com unhas pintadas que cheiravam a perfume de rosas.

Yugao suspiriou, ela parecia ter a mesma opinião, embora ainda estivesse meio encucada com o que eu disse.

-O que tem ela — Sasuke perguntou.

-Vai ver quando chegar lá... — Yugao murmurou — Isso é, se nos deixarem entrar...

-Temos ordens do Daimyou.

-Os guardas gostam de duvidar das ordens entregues por shinobis, nós não temos uma fama muito boa, e não posso dizer que ela não é merecida.

-Vamos logo...

-Sasuke...

O Uchiha olhou pra Naruto, que parecia bem ocupado brincando com uma kunai, a girando entre os dedos, passando de dedo em dedo como se fazia com uma moeda, o olhar dele estava perdido em algum lugar do passado. O moreno sabia que esse passado era realmente antigo, talvez muito antes dele mesmo ter nascido. Tinha conciência de que ele era velho, não sabia exatamente o quanto, ou como isso era possível, mas era uma certeza. Naruto vira o mundo eras antes dele sequer pensar em existir.

-O que?

Os dois estavam deitados na grama, meio cansados pelo treino. Pelo menos ele estava. O louro estava olhando pra cima com a expressão tranquila. Era engraçado como os olhos dele mudavam de uma hora pra outra, as vezes ferozes, selvagens, as vezes doces e ternos, outras vezes serenos, como estavam agora.

-Você disse que queria limpar o nome do Itachi... — Sasuke desviou os olhos dele, também olhando pra cima por um instante, em silêncio, antes de fechar os olhos e aproveitar o frescor da realva — Você o perdôou?

Ele não respondeu imediatamente, sabia que não tinha necessidade disso, então se preocupou em examinar seus sentimentos. Sabia por tudo o que Itachi tinha passado, e ainda passava, apenas pra proteger a sua vila. Era um fato que admirava o seu irmão mais velho, mas... Isso era o suficiente?

-Não — ele acabou dizendo, pesaroso — Apesar de entender e realmente o admirar por isso, mesmo que nos encontremos de novo, eu não posso pedoa-lo...

-Entendo... Não o considera mais o seu irmão?

Dessa vez ele ficou realmente triste. Queria perdoa-lo, queria que as coisas voltassem a ser como eram antes, realmente queria, mas não podia. Não era capaz de perdoa-lo por tudo o que tinha feito. Não podia esquecer.

-Não... Ele não é mais o meu irmão.

Naruto o encarou com tranquilidade, diferente de sempre, parecia pesar bem as suas palavras, e isso era estranho nele.

-Uma pessoa como você precisa de um irmão...

Sasuke não entendeu o que ele estava dizendo. Até que ele tirou de dentro de um bolso interno do colete um pergaminho pequeno, o abriu no chão, e fez alguns selos. Um jarro pequeno e amarelado, com uma rolha no gargalo se materializou numa nuvem de fumaça.

-Você já provou Sakê antes ?

-Ba-Baka! — Sasuke disse meio nervoso — Não podemos beber, nem temos vinte e um ainda.

Naruto levantou uma sobrancelha, e o moreno desviou os olhos, acabando por perceber o quão ridícula era aquela afirmação.

-Se tomarmos sakê juntos — ele encheu dois pequenos copos, que estavam presos por uma corda fina junto ao jarro — Podemos nos tornar irmãos.

Dessa vez aquilo realmente o surpreendeu. Naruto se sentou na grama, e estendeu um copo pra ele, um sorriso tranquilo no rosto. Ele penseou em recusar, pensou em várias coisas, mas no fim acabou pegando o copo que ele oferecia.

-No três... — ele murmurou, e Sasuke contou mentalmente junto com ele — Ichi... Ni... San!

Os dois viraram todo o conteúdo ao mesmo tempo, enquanto algo como puro fogo subia pela garganta do Uchiha, e ele engasgava e tossia, os olhos ardendo. Naruto também tossiu, mas sorriu bastante depois disso.

-Agora — ele disse, deitando novamente, encarando o sol se pondo naquele fim de tarde — Nós somos irmãos. Por isso, temos que cuidar um do outro.

Sasuke ficou sem palavras, mas depois, sorriu. Seus olhos acabaram marejando de gratidão, e ele não se importou com isso, poderia dizer que era por causa do Sakê mesmo.

-Então... otouto — Naruto disse, sorrindo em deboche depois daquilo tudo — Pronto pra levar outra surra.

-Vai sonhando...- ele pensou por um instante, e sorriu com uma piada interna — Pelo que eu me lembre, sou mais velho que você...

-Baka, eu sou mais velho, seu pivete mal criado...

-Hai hai, oji-san...

-Teme...

Sasuke continuou correndo, imerso em pensamentos. Aquele dia que tinham tomado sakê pela primeira vez, foi logo depois da missão no país da névoa, e já tinha algumas semanas. Desde aquele momento vinha pensando no porque dele ter feito aquilo. Já tinha se conformado que metade das coisas que ele dizia ou fazia, ele provavelmente não iria entender, mas aquela, especialmente...

Apesar disso, a sensação que tinha agora, enquanto corria ao lado dele... Era diferente de antes, no começo ele o via como um idiota, depois daquele dia na academia, decidiu torna-lo seu rival. Com o tempo, e os treinamentos, percebeu que ele havia se tornado seu amigo, agora... Naruto era seu irmão.

Ele tinha um irmão mais velho de novo, e isso o deixava contente, por mais incomum ou questionável que aquilo fosse.

-Já esta de noite — Naruto disse, olhando a lua cheia iluminando a mesma clareira que eles tinham estado, apenas alguns dias antes — Vamos parar por aqui, por hora, pra descansar.

-Hai — todos disseram ao mesmo tempo

Naquela noite, Sasuke não foi caçar. Naruto pediu que Yugao fosse com ele, o que Yugao pareceu bem ansiosa e contente em fazer, e Sakura foi pegar água, no mesmo riacho de antes.

Já tinha pelo menos meia hora que todos tinham saído, e ele já estava começando a se sentir desconfortável. Não que estivesse com medo, mas estava preocupado com seus companheiros. Seu lado racíonal dizia que não era possível que algo acontecesse a Naruto e Yugao, ela era uma ANBU da vila, e ele... Bem, era o Naruto, isso já dizia tudo. Quanto a Sakura, ela podia estar bem mais forte que antes, forte o suficiente pra enfrentar chunnins de igual pra igual, e Haku estava com ela ainda por cima. Era besteira perder tempo se preocupando.

Brincando com um galho da fogueira, ele varreu os arredores com o sharingan, e seus olhos pararam em dois pontos brilhantes entre a escuridão, olhos amendoados que olhavam pra ele.

-Entendeu tudo, Haku?

Ela tinha entendido, sentia vontade de negar aquilo, dizer que não queria fazer, mas não tinha esse direito. Ela era uma ferramenta, e ele era seu mestre.

-Hai, Naruto-sama

Depois disso, ele se voltou para o grupo, a fogueira já estava acesa, e todos se ocupavam por montar o acampamento. Já estava quase anoitecendo:

-Onee-san — ele disse alto, e a kunoiche de cabelos roxos o encarou com olhos lilazes curiosos, por trás da máscara de gato — Quer caçar comigo dessa vez?

-Hai! — ela deu um pulinho no ar, e em um instante já estava nas costas dele, o abraçando ele ria — Quero ver como você caça sem usar jutsus!

-Pode levar algumas horas — ele segurou os braços dela no seu peito, e sorriu.

-Não me importo! — ela chorou — Eu quero ver!

-Hai hai — ele sorriu mais ainda — Tem certeza que é a mais velha?

-Pode apostar que sou — ela disse mais baixinho, ao pé da orelha dele.

Haku observou a conversa dos dois em silêncio, se sentindo vazia por dentro. Ela queria poder agir daquela forma com ele, queria ser mais do que uma arma, mas isso era apenas o que ela era, e se conformaria. Tinha prometido a si mesma cumprir qualquer ordem que ele lhe desse, mesmo que significasse entregar a vigindade dela pra outra pessoa. Se era o que ele queria...

Ainda sim, uma parte dela sorriu com isso, enquanto olhava o moreno do outro lado o acampamento, dando uma bronca em Sakura por amarrar errado as cordas das barracas. Ele podia parecer meio frio, mas os seus olhos as vezes ficavam tristes. Ela sabia que ele teve um passado parecido com o dela, sofreu a mesma dor que ela tinha sofrido, e isso o deixava atraente aos seus olhos. Mesmo assim...

Mesmo assim, não era por ele que ela tinha prometido dar seu sangue e sua vida. Mas era a ele que tinha sido ordenada dar o seu calor.

-Sakura-san — ela acabou dizendo por fim, se levantando. Seu mestre já estava longe, correndo sobre os galhos com a ANBU ao seu lado — Eu vou buscar água no riacho, gostaria de vir comigo?

Ela olhou pra Sasuke por um momento, que ainda parecia ter muito o que dizer da sua habilidade em montar acampamentos. O Uchiha respirou fundo e deu de ombros:

-Vá com ela, mas tomem cuidado...

-Yoshi! — ela pulou, fazendo mais escândalo do que era esperado de alguém que tivesse que ir buscar água, na verdade, mais escândalo do que era esperado de qualquer um — Vamos lá, Haku-san!

Ela sorriu agradavelmente, seguindo com calma a rosada que já seguia na frente, pulando os troncos de árvore, e cantarolando a mesma lullaby de antes. Ela fez uma anotação mental de perguntar depois que música era aquela, era bonita, mas muito triste, quase fúnebre.

-Sasuke-kun — ela disse ao moreno, que a olhou um pouco envergonhado — Por favor, tome cuidado, vamos voltar logo.

-H-hai — ele gaghejou, depois limpou a garganta e continuou — Pode deixar.

Ainda sorrindo, ela deu as costas e seguiu a rosada, correndo pelo chão da floresta. Por onde passava, uma fina camada de gelo cobria as plantas, as flores logo murchavam e sorriam, mas ela não se dava conta disso.

Foi muito fácil, tão fácil que chegou a ser ridículo. Assim que chegaram ao lago, e Sakura terminou de encher os cantis, ela acertou seu peito com duas senbons, o que a fez se contorcer uma úica vez, antes de perder a conciência. O cantil estava pra tocar o solo, quando suas mãos hábeis o detiveram. Ela suspirou fundo, pegando a garota no colo com cuidado, e refazendo o caminho de volta até o acampamento.

Estava pra chegar, quando deixou Sakura encostada no tronco de uma árvore e retirou as senbos fincadas no seu peito. Não precisaria nem mesmo usar o selamento nela, ela não a tinha visto nada, e quando acordasse se perguntaria o que tinha acontecido. Sem hesitar, ela pegou o cantil e seguiu para a clareira, desabotoando os laços que mantinha seu quimono unido...

-Por que esta fazendo isso?! — Sasuke praticamente gritou com ela, enquanto socava nela sem nenhum cuidado.

-Por que meu mestre ordenou — ela disse.

Sangue escorria pelas suas cochas, e ela sentia isso se misturando ao molhadinho da sua boceta. Estava doendo, como toda primeira vez sempre dói. Seu sexo se contraia, se alargando e tentando acomodar o pênis do moreno, que continuava a possuindo violentamente. Ela pensou se deveria chorar, ou se ele faria mais gentilmente se ela dissesse que era sua primeira vez, mas descartou a ideia logo de cara. Pelo que ela estava prestes a fazer com ele, aquilo era o mínimo que ela merecia. Perder a virgindade de uma maneira violenta, e com outra pessoa, que não seu mestre. Parecia bastante apropriado, pra alguém como ela.

Sasuke por sua vez apertava os ombros dela com raiva, cravando as unhas na sua pele alva. Os olhos dele estavam marejados, enquanto continuava ombando e respirando fundo. Naruto, aquele que ele considerava um amigo, um irmão, estava fazendo aquilo. Ele não sabia exatamente o que pensar, só sabia que estava sentindo muita raiva dele. Ele queria a Haku, mas não daquela forma. Queria se aproximar dela como ele tinha feito com Jun, queria deixa-la sem jeito, e beija-la. Queria que ela estivesse conciente dele, não queria que ela estivesse com os olhos frios, fodendo com ele por que era mandada fazer aquilo.

Mas considerando que era o Naruto, um demônio, que tinha feito aquilo... Deveria ser a ideia que ele tinha de um presente.

Gritando, o Uchiha apertou o rosto nos seios daquela mulher, despejando jatos de porra dentro dela. Não esperava que ela o abraçasse e beijasse seu pescolo com aquela gentileza, na verdade pensou que ela fosse simplesmente se levantar e se vestir, e por isso mesmo ficou confuso. Quando levantou a cabeça, viu o sorriso dela, e como seus lábios se aproximaram lentamente dos seus, até que se tocaram num beijo casto.

-Esse foi o meu primeiro beijo... — ela murmurou — Também foi a minha primeira vez, mesmo tendo sido uma ordem, não estou arrependida de que tenha sido com você, embora não te escolheria, se pudesse.

O que ela disse chocou o Uchiha, tanto pela sinceridade descarada, quanto por ser a sua primeira vez. Ele notou o sangue que manchava as suas pernas, e de repente se sentiu muito, muito mal. Se aquela tinha sido sua primeira vez, ele estava no mesmo grau de monstruosidade que um ogro.

-Eu — ele murmurou — Me descul...

Sasuke não terminou o que ia dizer. Sua vista embaçou, e a última coisa que ele ouviu, antes de perder a conciência foi: "Eu que devia me desculpar"...

Haku saiu de baixo do corpo nu daquele garoto, o deitando de costas gentilmente no chão. Ela olhou pro seu sexo dolorido, que sangrava e deixava escorrer um pouco do gozo dele, e pensou em limpar, mas tinha coisas mais importantes pra fazer.

Do seu quimono, ela tirou dois pergaminhos pequenos, ambos com selamentos. Ela desfez o primeiro, e de dentro dele saiu um estojo de couro enrolado, onde estavam presas diversos instrumentos cirúrgicos, desde bisturis pequenos, até algumas pinças duplas, parecidas com alicates pequenos.

-Me desculpe por isso, Sasuke-kun — ela murmurou, enquanto levava o bisturi até as palpebras dele, fazendo um corte mínimo. Sangue começou imediatamente a verter, manchando o rosto dele, mas nada que atrapalhasse seu trabalho.

Enquanto deslizava o bisturi pela sua pele, ela se aproximou do seu rosto e limpou o sangue do seu rosto, que escorria pra frente do nariz, atrapalhando sua respiração. Assim que terminou o corte, ela puxou sua pele, retirando um quadrado pequeno de tecido do seu rosto, deixando o osso branco a mostra. Muito sangue saía, mas ela continha a maior parte dos tecidos com chakra medicinal, fazendo o sangue coagular e interromper o que seria uma hemorragia.

O osso seria mais complicado. Ela concentrou chakra nas mãos, fazendo um bisturi de chakra aparecer, e o modelou pra ficar tão fino e afiado quanto fosse possível. Assim que se deu por satisfeita, ela começou a cortar com muito cuidado aquele pedaço da face de Sasuke, arrancando o quadrado perfeito, e deixando a mostra os músculos e nervos. A partir dali, ela teria que ter cuidado, pra causa o mínimo de dano possível, embora Naruto disesse que não fosse fazer muita diferença, mesmo se ela simplesmente cortasse a cabeça dele ao meio. Se ele continuasse vivo, o que ele tinha preparado resolveria o problema.

Usando as pinças pequenas, ela abiu um canal por entre os músculos, os segurando no lugar, devido as molas que mantinham o pequeno alicate aberto. Ela pegou um dos pequenos bisturis, e tentou achar um nervo em especial entre outros tantos. Não foi difícil, veias de chakra eram bem singulares.

Com um corte limpo, ela separou as veias que levavam chakra para os olhos, e rapidamente injetou um pouco do seu próprio chakra neles. Os olhos negros de Sasuke ficaram vermelhos, e três virgulas negras giraram nas suas órbitas. Mesmo assim, os olhos ainda estavam desfocados.

-É agora... — Haku murmurou, separando outros instrumentos, algumas agulhas pequenas — Que o verdadeiro exame começa.

Mais que uma hora tinha se passado desde que Haku tinha começado a examinar o sharingan, e o acampamento ainda estava vazio quando ela acabou. Pelo menos metade da cara do Uchiha estava destrúida. Ela teve que cortar alguns músculos, e arrancar uma boa camada de pele e osso fora pra desobstruir o caminho. o globo contendo o sharingan estava preso na órbita, mas parece que caíria pelo corte a qualquer movimento brusco, e os nervos estavam todos religados ou cortados.

Um pouco cansada de ter que ficar tanto tempo concentrada em algo tão delicado, Haku enxugou o suór da testa com um lenço. Tinha recolhido todas as informações que seu mestre havia pedido acerca do sharingan, e até algumas a mais. Era um olho muito complexo afinal, a forma como o chakra rotacionava dentro do olho, emitindo pulsos atravéz das retinas era a chave, mas havia dezenas de outras pequenas coisas que fazia a diferença, desde a extrutura molecular do olho, até a forma como a cor interferia no processo. Depois de ter todas as informações em mão, ela dirigiu sua atenção ao segundo pergaminho.

Esse era vermelho, com as bordas pretas, como todos os pergaminhos que ele carregava geralmente eram. Haku o abriu sem cerimônia, e segurando a ponta, o arremessou para o outro lado. Ele se abriu completamente, quase vinte metros de comprimento, que ela depois arrumou de forma que se estendesse com a face desenhada pra cima, contornando o corpo do Uchiha, como um redemoinho.

Desenhado nas folhas do pergaminho, estava um selo tão grande e complexo que Haku não queria nem começar a entender, por que pareceria que seu cérebro viraria do aveço. Tinha cinco círculos simples em torno dele, um acima da cabeça do Uchiha, e outros dois que ela arrumou pra ficarem ao lado das suas pernas, formando um triangulo. Outros dois nos braços completava a imagem de um pentagrama. Como ele disse pra que fizesse, Haku fez o selo do tigre.

O pentagrama brilho, passando de negro a avermelhado, e as marcas escorrerão do papél, e se juntaram no corpo de Sasuke, seguindo um novo padrão. Haku fez outra sequência rápida de selos, e bombeuou uma quantidade ínfima do seu próprio chakra no centro do selo, que agora estava no peito do Uchiha.

Uma quantidade razoável de chakra vermelho emanou do selamento, penetrando o corpo do garoto, e aos poucos o reconstituindo. O osso que ela tinha cortado na face dele voltou a crescer, e os músculos se religaram, se curando. Os nervos se emendaram, mesmo aqueles que ela tinha cortado, voltando ao estado original, até que mesmo a pele e os poucos pelos ali cresceram de novo. Em apenas um minuto, nem parecia que ele tinha acabado de sofrer uma cirurgia. haku suspirou, recolhendo as informações anotadas num terceiro pergaminho, que o ocupou todo, e com cuidado o selou e amarrou, escondido dentro das suas vestes. Teria que acordar a rosada, e tomar um banho, mas antes tinha outra coisa pra fazer.

Com uma sequência rápida de selos, ela se agachou e tocou a testa do Uchiha:

-Oboe no dataishin no jutsu! — ela murmurou, tendo o trabalho de separar e destruir todas as lembranças dele. Incluindo o sexo dos dois, e substitundo por memórias novas, de que ela e Sakura apenas voltavam com a água, e ficaram conversando amenidades.

Cansada, ela caiu sentada no chão, com suór brotando da sua testa, e molhando seus cabelos. usar aquele jutsu depois de estar mentalmente cansada custava muito dela, mas apesar disso, estava feliz. Tinha cumprido uma ordem com exatidão, e isso a deixava realizada com ela mesmo, como se fosse uma bela ferramenta indispensável.

Respirando fundo, e com um pouco de dor de cabeça, ela amarrou as faixas do quimono, e foi atrás da Sakura, teria que deixar ela junto do Sasuke e acorda-los, e depois... depois tomaria um bom banho naquele riacho. Pela maneira como Naruto disse que ia demorar, imaginou que ele tinha ido caçar bem longe, ou estava ocupado demais com Yugao pra voltar cedo... Perdeu um minuto imaginando o que estariam fazendo, mas as possibilidades eram ruins os bastante pra ela se sentir confortável, então acabou deixando pra lá.

-Você é uma criança mimada, otouto — Yugao disse baixinho, enquanto o louro apenas sorriu ferinamente. Os dedos atrevidos dele passeavam debaixo da roupa da kunoiche, de uma maneira que ela nunca deixaria ninguém fazer, mas com ele... Era confortável demais, aquela intimidade toda vinha muito naturalmente com ele.

-É que eu não consigo resistir — ele se aproximou mais do rosto dela, tocando a pele da sua bochecha com o seu nariz. A máscara que ela até então usava estava largada no chão, e a comida que os dois já deviam ter levado estava encostada numa árvore. Não foi nenhuma coincidência eles terem esbarrado daquela maneira num lago escondido na mata, mas ele fez parecer que fosse.

Os corpos dos dois estavam nús, a ANBU nem sabia dizer exatamente quando eles se despiram e entraram ali, nem como ele conseguira convence-la pra fazer isso. O jeito que ele falava ao pé do ouvido dela, a maneira como tocava seu corpo, fazendo arrepios percorrerem sua coluna, ela nunca esteve com nenhum homem que despertasse aquelas sensações nela. Era viciante, ludibriante, nunca se permitiria mergulhar tanto na própria luxúria, e fazer isso com aquelo que ela considerava seu irmãozinho mais novo a fazia se sentir uma puta. O caso é que ela não conseguia pensar claramente pra se dar conta disso. Por hora, só havia os toque dele na sua barriga, o jeito como o nariz roçava no seu pescoço, o hálito fresco que ele soprava no seu rosto, a deixando mais e mais bêbada com o cheiro dos seus corpos, que se misturavam.

Muito habilmente, de maneira que ela só percebeu que o que tinha acontecido quando ele terminou o gesto, Naruto girou em torno do seu corpo, se recostando nela por trás, a abraçando pela cintura, e deitando a cabeça no seu ombro, por trás. Ele ainda nem sequer tinha a beijado, apenas a tocado daquela forma, e falado, e mesmo assim o sexo da Kunoiche já escorria de tanto tesão. Naquele momento, ela faria qualquer coisa que ele quizesse. Qualquer coisa, por mais pervertida e imoral que fosse.

-Onee-san — ele ronronou no seu ouvido — A sua pele é tão cheirosa...

Ela assentiu distraidamente, apenas mostrando que tinha entendido. As mãos dele desceram pela sua barriga malhada, roçando o umbigo, até a cintura, até as coxas, até chegar perigosamente perto do seu sexo. A outra estava nos seus cabelos, que ele massageava, roçando os dedos pela nuca, respirando fundo ali, fazendo seu hálito arrepiar a pele dela.

-Naruto-kun... — ela murmurou, usando um pouco da conciência que ainda lhe restava — Nós... não deviamos...

ele levou a mão até seu rosto, e tocou seus lábiso com os dedos, a calando com um "shii" baixinho, muito suave. Yugao sentiu a boca salivar, involuntariamente ela beijou um dos seus dedos, passando a língua por eles e colocando dentro da sua boca, o chupando com volúpia. A pele da sua nuca estava tocando as bochechas dele, por isso ela notou com muita clareza quando ele sorriu largamente, mas não pode ver a malícia cruel nos seus olhos.

Um choque percorreu o corpo dela, quando ela sentiu o calor e a umidade da língua quente dele percorrendo sua nuca, a beijando e roçando sua pele. Yugao não era virgem, mas naquele instante parecia. Os outros homems que já fizeram sexo com ela não foram como ele. Eles beijavam e mordiam seu pescoço com força, o deixando ardido. Naquele tempo ela pensava que aquilo era gostoso, mas agora, sentindo os toques suaves dele... Ela estava literalmente delirando, quase mergulhando na inconciência com aqueles simples toques, de um garoto mais novo que ela.

Naruto continuou beijando o pescoço da kunoiche, apreciando o cheiro floral dos cabelos dela. A pele marfim dela se arrepiava aos seus toques, e isso só o fazia se deleitar ainda mais, saber que podia fazer aquela fêmea ficar quase inconciente apenas com uns poucos toques, deixava-lhe orgulhoso. Pouco a pouco, ela foi se virando nos seus braços, sendo guiada quase sem perceber pelos seus toques. Os olhos dela estavam fechados, e ela só os abriu quando estava completamente de frente. Seus seios tocando com leveza o peito dele, seus braços envolvidos no seu pescoço, os dele na sua cintura, apenas uns poucos centímetros separando os seus corpos, seus narizes se tocando. Uma cena convidativa para um beijo.

Os olhos violeta cruzaram com os vermelhos, e ela se perdeu naquela cor. Era quase injusto que alguém pudesse ter olhos como aqueles, uma cor tão forte e profunda que te puxava dentro dela e te prendia ali, como se fosse um genjutsu, aqueles olhos a hipnotizavam. Naquele momento, Naruto estava pensando o mesmo dos olhos lilazes. Demônios não eram capazes de amar, era o que diziam. No momento ele estava completamente perdido no cheiro daquela mulher, tão preso nos seus olhos como ela nos deles. Ele não sabia dizer se a amava, mas não se negava a luxúria.

-Naruto... — ela murmurou fracamente, soprando seu hálito fresco involuntariamente no rosto dele, fazendo os olhos vermelhos ficarem ainda mais nublados, o arrepio no seu corpo passando para o dela. Ele sorriu malignamente, deixando a mostra os caninos desenvolvidos, era uma visão assustadora, tanto quanto erótica — Nós...

-Shii... — ele murmurou novamente, se aproximando ainda mais do rosto dela, até que um mísero centímetro separasse seus lábios dos dela — Apenas me beije...

Ela sequer pensou em negar.

Avançando lentamente, ela tocou os lábios nos dele, os apertando contra o outro com delicadeza, apenas provando o gosto dele. Um segundo depois se separaram, e dessa vez ele avançou, rosnando roucamente, e arrancando um arrepio da mulher. Diferente de antes, os toques dele agora eram quase selvagens. Ele tomou seus lábios para si, e ela não resistiu por um segundo, se deixou ser possúida por ele, da maneira que ele desejasse. O beijo foi longo e selvagem, apaixonado, ferozmente prazeiroso. A sincronia com que se moviam era quase como se fosse estudada. A língua quente dele entrou na boca dela, fazendo seus pelos se eriçarem. Na língua de Naruto, a dela era quase gelada, mesmo estando quente, e isso apenas deixava tudo ainda mais prazeiroso. Era tão úmido e agradável, a maneira como a língua dos dois dançava uma contra a outra o deixava zonzo, prazeirosamente desnorteado.

Minutos, talvez horas depois eles se separaram, respirando fundo e olhando profundamente um para o outro. O rosto da Kunoiche estava corado, e Kyuubi riu pensando que mesmo ele poderia ficar daquela forma, naquele corpo humano. Ela passou a língua pelos lábios, atiçando ainda mais o louro, as pernas dos dois estavam enroscadas, os corpos colados, o sexo dela molhado tocando o seu pênis ereto. Ver o membro dele daquela forma era extremamente erótico pra ela, era prazeiroso saber que ela poderia dar prazer a alguém com o seu corpo, que ele ficava daquela forma por causa dela, a deixava orgulhosa, e ele não se sentia de outra maneira. O sexo dela estava encharcado, e se contraía, implorando que fosse penetrado, ela não estava mais pensando se ele era o seu irmão agora ou não, não importa, ela era apenas uma mulher, e ele era o seu homem. Ela queria ser dele, e faze-lo dela. Queria sentir como seria quando ele entrasse nela.

A ferocidade com que os olhos vermelhos encarava aquela mulher a deixava ainda mais extasiada. Os homens geralmente a olhavam com luxúria, mas ele era diferente, era quase como se fosse uma fêmea no cio diante de uma fera selvagem. Ela se sentia assim e isso era estranhamente aprazível pra ela. Era um prazer selvagem, imoral, pecaminoso, mas ela não se importava. Naquela noite, só queria ser a puta dele.

Dessa forma, ela correu as mãos para o peito dele, o arranhando e fazendo um rosnado gutural escapar pela sua garganta. Ela empurrou-o, e ele se permitiu ser conduzido por ela, sem nunca quebrar o contato visual, vermelho no violeta. Assim os dois saíram do lago, e mesmo molhados, se deitaram na terra a beira do lago, no momento, nada fazia diferença. Yugao o deitou no chão, sentindo um frio prazeioroso no estomâgo ao ver o membro dele ereto, como uma torre, esperando por ela. Ficando de quatro, ela engatinhou pelo seu corpo, sorrindo tão ferinamente quanto ela, e tendo a certeza de roçar todo seu corpo por ele, até chegar a sua boca. Os lábios se encontraram em outro beijo ávido, por vários minutos a língua dos dois se massagearam, se acariciaram, se atiçaram uma a outra. Os sentidos de raposa dele estavam a mil, centrados no cheiro dela. A cor dos seus olhos, os seus cabelos, ele estava se empenhando em huardar aquele cheiro com ele, mergulhar no prazer que ela o trazia, por que era tudo muito confortável pra ele, quase como se fosse sua redenção.

Com um sorriso que ela não sabia que tinha, Yugao se virou, e deixou que seu sexo encontrasse com a boca dele. Imediatamente a língua inumanamente quente percorreu sua vagina, de baixo até encima, arrancando um surpiro entrecortado dela. Yugao se sentia encharcada, despejando esse líquido nele, que parecia mais do que contente em beber tudo, deslizando a língua até seu clitóris, procurando se satisfazer no corpo daquela mulher. Yugao aproveitou as sensações por alguns instantes, até que o mastro viríl chamou sua atenção, e ela sentiu sua boca salivar. Sem pensar duas vezes, ela se abaixou, e envolveu o pênis dele com seus lábios, sugando com força, puxando a pele dele pra baixo, revelando a cabeça rosada, e a lambendo avidamente. Deixando todo o comprimento nada decepcionante dele molhado com sua saliva, pra depois começar a se movimentar ali. Pra trás, pra frente, pra trás, pra frente. Ela jogava a cabeça o mais rápido que podia, sentindo a cabeça dele tocar sua garganta.

Naruto grunhiu como um animal embaixo dela. Vários minutos depois daquilo, ele se levantou, a segurando no colo com tanta facilidade como se não pesasse nada. Seus olhos estavam mais escuros, quase como se ele estivesse menos conciente. Suas suiças estavam mais destacada, e as unhas eram garras. Yugao delirou de prazer ao ser levantada por ele, e a forma como a pos de joelhos na sua frente, adorou ser dominada daquela forma selvagem, era o ápice da excitação pra ela.

Assim, obediente e submissa, ela abriu os lábios, e deixou que ele entrasse selvagemente com o pênis dentro da sua boca. Apesar de ser quase animalesco, não era violento. Ainda tinha a suavidade típica dele ali, mas permeada com um toque mais feral. Como se fodesse sua boceta, ele se gurou seus cabelos e começou a bombar dentro da sua boca. Os lábios levemente arroxeados da kunoiche envolviam fortemente seu membro, e a boca dela salivava tanto que escorria pelo canto da sua boca. Em apenas algumas investidas seu pênis estava encharcado com a saliva dela, a sua língua macia acariaciava seu pau. Ele soltou seus cabelos, e ela mesmo começou a chupar, movendo a língua em torno da cabeça do seu pau, sugando com força.

Num rugido, ele gozou, jogando jato após jato de porra dentro da boca dela. Yugao normalmente odiaria que gozassem no seu rosto, ainda mais na sua boca, mas daquela vez estava gostoso. Não era apenas uma gozada, ele despejava mais e mais do seu esperma dentro dela, que teve que dar vários goles pra engolir tudo, e se sentiu uma verdadeira vadia depois de ter feito. Ali, ajoelhava no chão da floresta, chupando o pau e bebendo a porra do garoto que ela mesmo criara. Nunca pensou que se sentir assim fosse tão prazeiroso.

Mesmo depois de esporrar tanto, o pau dele não amoleceu nem por um momento, as suiças pareceram ainda mais recurvadas e destacadas, e as expressões ficaram mais ferozes, o vermelhos dos olhos passando qualquer tom que ela conhecia, enquanto ele literalmente uivava, até respirar profundamente e olhar pra ela.

Yugao pensou em dizer alguma coisa, mas sua cabeça ainda não estava funcionando direito pra ela conseguir decidir o que falar, e ainda, estava mais ocupada sendo levantada do chão, e colocada de quatro na grama, como uma cadela. Aquele pensamento passou por ela, que ficou arrepiada e com tesão em se sentir assim. Sempre tinha se ofendido quando os homens a chamaram de cadela na cama, mas daquela vez, a deixava estranhamente feliz. Estava adorando ser a cadelinha dele, ainda mais quando sentiu o corpo dele por cima do seu, seus braços abraçando sua cintura. Naruto a prendeu ali, quase como se ela fosse fugir, e se colocou posiocionado atrás dela, entrando lentamente, mas interruptamente, com o pau no seu sexo.

A ANBU gritou. O pênis dele parecia ainda maior que antes, rompendo as preguinhas da sua boceta, entrando ali como se se achasse o dono do lugar. Ele entrou até o fundo, até que a bunda dela batesse contra seu corpo. O som das investidas enchia a mata, e aumentava ainda mais o prazer que ela estava sentindo. O pensamento de como aquilo era errado e imoral a deixava apenas mais excitada, ter seu irmão a comendo por trás, como uma cadela... Só pensar nisso a fazia querer gritar de prazer, gritar pra que ele a fodesse com mais força, a arrombasse com uma cadela, uma puta. Se sentir suja daquela maneira era algo que ela nunca tinha experimentado, a tirava a razão e só deixava o tesão.

Seu corpo ia pra frente e pra trás, seus seios pulavam ritmimamente, ela apertava com tanta força as folhas secas embaixo ela, que elas se reduziam a pó, enquanto apreciava as investidas selvagens que faziam se sexo se contrair. Meia hora, uma hora, duas, dez, ela não tinha ideia de quanto tempo tinha passado, nem quantos orgasmos já havia experimentado assim que ele gritou, jorrando mais e mais porra dentro dela, levantando a cabeça e uivando para a floresta, como se quizesse se fazer reconhecido. Informar a todos que aquele era o seu território, e aquela era a sua fêmea, sua puta, sua cadelinha. Yugao sentiu a porra dele escorrendo pelas suas pernas, junto com seu próprio líquido. Assim que notou isso, se sentiu despencar, caindo em cima de dois braços fortes que a levantaram e a puseram deitada encima de algo quente, que subia e descia devagar. Naruto a deitou encima dele, e a abraçou, sentindo o suór do seu corpo se misturar com o dela, enchendo os arredores com o cheiro do sexo dos dois. Ele sorriu orgulhoso dele mesmo. Os cabelos roxos dela estavam molhados, e ela respirava profundamente, mas o sorriso nos seus lábios era enorme.

Por um momento, ele tentou adivinhar o que ela estaria pensando. Nunca acertou. Antes de dormir, apenas um segundo depois de ser abraçada, o último pensamento de Yugao foi: "Minha boceta vai doer pra caralho amanhã...".

-Você experimentou o amor de um monstro hoje... — Naruto murmurou consigo mesmo, acariciando os cabelos úmidos e ainda cheirosos dela, olhando pensativo pras estrelas — Mas acho que, mesmo assim, ainda é amor...


Notas finais
Peço rewies, eu faço os capítulos de graça, e o mínimo necessário que quero como retorno são as opiniões dos meus estimados - idiotas - leitores.
Um beijo pras gatas, um comprimento a distância pros cavalheiros... É isso aí, ROCK'N ROLL!
ps. Não se esqueçam de deixar nos comentários as sugestões de títulos pra esse capítulo.