Notas iniciais
Aqui, novo capítulo, e... não, não é o término da guerra ainda.
Eu sei, to enrolando demais, mas eu quero fazer esse arco ter a importância que ele merece. Na verdade, eu até pensei em marcar esse como um capítulo ponte, mas acho que não faria muito sentido, então ta aqui, capítulo 12. Aproveitem.
A não, espera. Tem mais uma coisa:
O que vocês acham das músicas temas da fic? (acrescentei uma nova hoje). Alguma dica de uma música que combine com a história? Pode mandar, vou adorar ouvir. Minha meta é finalizar a primeira parte dessa trilogia com pelo menos uns dez temas.

Chihiro. Um milhão de perguntas, como um milhão de estrelas no céu, como um milhão de grãos de areia no mar. Um dia Haku tinha me chamado assim por acidente no meio do jantar, e foi quase engraçado como todas as cabeças na mesa se voltaram tão rápido pra ele. Desde a última semana, quando tínhamos nos tornado, por algum motivo, um conselho informal para a Líder Rebelde, tínhamos também passado a ter tantas refeições quanto fossem possíveis juntos. Na verdade, passávamos tanto tempo quanto era possível juntos, as vezes apenas conversando e rindo quando a oportunidade surgia, e eu não podia dizer que não gostava. Mei era uma pessoa maravilhosa, e era fácil conversar com ela.

-O que você disse, Haku? – Foi Hanna que perguntou, tirando um pedaço de carne assada distraidamente da tigela, e dando pra Meron, que agora na sua forma de gato, estava escancarado encima da sua cabeça.

Haku, é claro, corou feito uma beterraba, enquanto todos na mesa, incluindo Zabuza e Chojuro, franziam as sobrancelhas pra ele.

-B-Bem... – ele tentou achar uma rota de fuga, ou um novo assunto, mas todos o olhavam com tanta intensidade que ele acabou desistindo – Eu não sei exatamente, mas é como... é como eu me sinto.

-Como você se sente? – Anko e Yugao se entreolharam e sorriram maliciosamente pra ele, que engoliu em seco, ainda mais vermelho. Teria me envergonhado numa situação dessas, mas Haku era tão fofo envergonhado que eu me contentei em observar como ele sairia daquela situação.

-É... quer dizer... Eu não consigo entender o senhor, Naruto-sama... – ele murmurou meio constrangido, tomando um respiração longa e se acalmando visivelmente logo em seguida – É como se você fosse um milhão de perguntas diferentes...

-Chihiro... – Kurenai murmurou de olhos fechados, parecendo perdida em pensamentos. Quando seus olhos se abriram subitamente, um sorriso enfeitou seu rosto – Ah, eu lembro, quer dizer “Um milhão de perguntas”

-Como um milhão de estrelas no céu... – Anko continuou.

-Como um milhão de grãos de areia no mar... – E Yugao finalizou por ela, com um sorriso encantador no rosto – Kawaii né, combina perfeitamente com você otouto.

-Você acha? – ri como todas as garotas na mesa acenaram fervorosamente, deixando Zabuza pra rolar os olhos e Chojuro olhando ao redor, tentando entender como chegamos aquele assunto – Mas não é difícil de se entender como mil estrelas estão no céu, ou mil grãos de areia no mar, eles são todos reflexos de si mesmos.

A mesa ficou em silêncio por um longo minuto.

-Eu não entendi... – Yugao deixou escapar, pulando de surpresa por cima da mesa e caindo no meu colo, me abraçando – Mas foi tão lindo!

-Nee-san, se comporte no jantar...

-Não seja mal, eu estou demonstrando meu afeto incrível por você!

-Entendo...

-Não diga “Entendo” tão friamente, me abrace de volta e chore no meu seio!

-Por que eu choraria?

-De felicidade!

-Mas eu não quero chorar...

-Quer dizer que não esta feliz?

-Estou, mas...

-Naru-chan não esta feliz... – Yugao fungou exageradamente, me olhando com uma gota brilhante no canto dos olhos – Naru-chan não gosta de mim?!

Suspirei, enquanto deitava a cabeça no seu colo, e a enlaçava devagar pela cintura. O perfume do seu decote tão perto de mim era excitante, mas naquele momento, me relaxou. Eu me senti quente enquanto ela deixava minha cabeça descansar encima dos seus seios, e ela corou lindamente enquanto afagava meus cabelos.

-Não é justo Yugao! É nos meus seios que o Naru-chan deve se deitar!

-Parem com isso as duas!

Todos ficaram em silêncio enquanto Mei se levantou furiosa, fulminando as duas nos olhos. Quando pensei que ela fosse dar um discurso responsável sobre sermos todos shinobis, e não devermos agir como crianças, sua expressão apenas derreteu, enquanto ela abraçava em torno dos próprios seios, e soltava um sorriso bobo ruborizado:

-É claro que são nos meus seios que o Naru-chan deve descansar – ela apertou ainda mais, expandindo o decote de um jeito que fez os olhos de Zabuza e Chojuro se arregalarem – Eles são claramente superiores que os de vocês.

-Ora Mei! – Kurenai se levantou num puxo, segurando, por algum motivo, o garfo firmemente como se fosse uma espada – O que quer dizer como seus peitos serem superiores?! Esses dois balões grandes e inchados! Eles nunca supririam as necessidades que o Naru-chan tem em um par de seios!

Atirando o garfo na mesa, onde ele parou enfincado perigosamente perto da mão de Kiba, Kurenai enlaçou as dobras do vestido e o puxou pra baixo, deixando a mostra uma quantidade suficiente do decote pra mandar Zabuza e Chojuro desacordados com hemorragias nasais.

-Veja! Eles são perfeitos! – Kurenai os apertou, os fazendo pular e se moverem um contra o outro – A forma, o tamanho, são ideais para a cabeça do Naru-chan!

-Orusai! – Anko disparou logo em seguida, encaixando uma kunai no casaco e desfazendo botão após botão mais rápido do que alguém normal demoraria pra rasga-los – É claro que são os meus seios que o Naru-chan vai usar.

Ela abriu o casaco, deixando apenas a renda protetora de aço cobrindo toda sua glória seminua. Tirando uma pequena parte que estava coberta por faixas, abaixo da renda, o resto estava total e completamente visível. Não eram tão grandes quanto os de Mei, mas ainda sim pareciam dois montes macios apertados um contra o outro. Haku bateu a cabeça repetidamente contra a mesa, tentando limpar pensamentos pervertidos da sua cabeça. Ele vinha fazendo aquilo com frequência ultimamente.

-Os seus podem ser apropriados pro Naru-chan repousar – Anko disse, sorrindo e estufando o peito, contente com o efeito que isso causou nos seus bustos, e nem percebendo Kiba e Hinata (que estava saindo lentamente do armário naqueles dias) mancharem metade da cozinha com sangue numa super hemorragia nasal dupla. Shino não deu mais que um leve olhar pra cima, antes de voltar para sua comida, repetindo algum mantra freneticamente com os olhos fechados – Mas nos meus ele vai preferir ficar acordado, e aproveitar tudo o que os seios de uma mulher podem oferecer.

Até agora eu estava apenas ouvindo, e teria sido bom que continuasse desse jeito, mas Anko tinha outras ideias. Me puxando pra cima, e derrubando Yugao no processo, ela me segurou pelos cabelos e apertou seus seios no meu rosto, vermelhinha, e sorrindo malignamente ao ver o olhar horrorizado das outras garotas.

-Viram! Olhe a felicidade dele!

-Kono yaro... – Mei murmurou perigosamente, tremendo enquanto olhava de um jeito que eu só podia descrever como homicida pra Anko, que agora mordia os lábios e se remexia de um lado pro outro – Como se atreve a abusar sexualmente de uma criança inocente como o Naru-chan?!

Ela me puxou sem aviso pelo rabo de cavalo, deixando Anko assustada por ter me perdido repentinamente, e então estufou os seios o máximo que podia, os fazendo quase saltar do decote, enquanto os colocava contra minha cabeça. Eles eram tão grandes que meus nariz se aprofundou no vale entre seus peitos, recebendo de perto aquele perfume maravilhoso que só o colo de uma mulher pode ter.

-Sou EU que vou abusar sexualmente dele, vadia!

-Otouto! Elas estão machucando você! – Yugao pulou de pé, e se atirou encima de mim, com um trilho de lágrimas escorrendo sem cessar no rosto, ou pelo menos, é assim que eu desenharia – Não se preocupe, sua Nee-chan vai salvar você!

Yugao acabou caindo encima de mim, pressionando seus seios contra o meu rosto – que já estava roxo – ainda mais. Anko veio logo atrás, e Kurenai, e Mei, e as quatro ficaram brigando e me puxando como se fosse um ursinho de pelúcia velho.

-Chega! – Hanna gritou, se levantando, e as quatro pararam imediatamente o que estavam fazendo, olhando pra cima com os olhos travados, e engoliram em seco – Vocês parecem crianças...

As quatro se olharam, e acabaram corando envergonhadas pelo que estavam fazendo. Quando estavam a ponto de se levantar, um sorriso ferino cruzou o rosto de Hanna.

-...Vocês parecem crianças, se comparadas a mim! – ela me puxou de surpresa, me abraçando e esfregando os seios no meu rosto – É claro que o Naruto-sama ia preferir os seios de uma mulher de verdade, não é?!

Ela me deu um beijo quase delicado na testa, como uma mãe beija um filho, antes de me prensar ainda mais contra seus seios, e se voltar pras outras.

-Não disse! Olhem a expressão de felicidade dele!

Eu estava roxo e a ponto de cair inconsciente.

-Baka Inu... – as quatro murmuraram de uma vez, tremendo e dando um passo pra frente, antes de levantarem os olhos quase ao mesmo tempo, prometendo dor e sofrimento e um ataque incessante de cócegas para a tola que estivesse na frente delas – Ele é meu!

Todas pularam encima de Hanna, me derrubando e tentando pegar a Hanna. Não dava muito certo por que elas apenas acabaram rindo como bobas, tentando se segurar. Zabuza acordou mais ou menos nesse instante, e vendo as cinco, quase com os seios de fora, se agarrando no chão, desfaleceu logo em seguida, perigosamente pálido por falta de sangue.

Shino olhou pra cima por um momento, e voltou os olhos pra comida.

-Eu sou uma criança lógica, pessoas ilógicas não me excitam! Eu sou uma criança lógica, pessoas ilógicas não me excitam! Eu sou uma criança...

Haku apenas continuou batendo a testa repetidamente contra a mesa, pra se punir por seus pensamentos. Dada a quantidade de testadas que ele já tinha dado, eu diria que ele tinha muitos pensamentos pervertidos.

Hanna, Anko, Yugao, Kurenai e Mei continuaram brincando no chão, até que todas estivessem suadas, seminuas e arfantes, com sorrisos imensos no rosto. Já estava perigosamente difícil conter minha excitação, até que elas vieram com a ideia que eu sabia, me traria muita dor de cabeça mais tarde.

Elas resolveram tomar banho juntas, e por algum motivo, eu acabei sendo arrastado junto. Sabe aquele momento que, curiosamente, você não sabe definir como ótimo ou péssimo?! Então...

As quatro entraram no banheiro, me arrastando logo atrás, e se largaram de qualquer jeito no chão, apoiadas uma nas outras. Aquele tinha sido um raro dia onde todos nós pudemos tirar férias, devido a uma missão em conjunto muito bem sucedida no dia anterior, e elas pareciam querer aproveitar. Eu fiquei meio parado, quieto e tentando me misturar com um dos cantos enquanto elas riam e tiravam as partes de cima de suas roupas, ficando apenas com roupas de baixo. Calcinhas e sutiãs, ou no caso de Anko, apenas uma faixa que mantinha a parte mais íntima dos seus seios escondidos. Tentei não olhar, de verdade, mas as rendas delicadas nas pequenas calcinhas que elas usavam chamavam a atenção como um farol.

-Naru-chan, não fique parado aí – Mei sorriu e me puxou – Venha, vamos tomar banho todos vestidos, e como você é uma criança, não tem com o que se preocupar né?

Acabei fazendo que sim, apesar da vermelhidão do meu rosto só aumentar.

-Ahhh, Kawaii – ela apertou o rosto dela contra o meu, coradinha – Vocês tem tanta sorte, eu não tenho um irmãozinho fofinho como esse pra deflorar!

Hein?!

-Não seja boba Mei – Hanna riu, desfazendo o laço nos cabelos, e os penteando com os dedos – Pode se despir Naruto, não tem com o que se envergonhar...

Todas concordaram com a cabeça, enquanto eu gaguejei um “Hai”, e desfiz a faixa do quimono, deixando Rurouni escorada no canto do banheiro, e tirando o quimono com o rosto avermelhado. Elas todas pareciam observar com cada vez mais expectativa, quando desfiz o primeiro quimono, e em seguida o segundo, o deixando deslizar pra baixo dos ombros. Senti o vapor que já permeava o quarto grudar na minha pele, e arrisquei um olhar pras cinco, que tinham os olhos pregados em mim.

Elas não disseram nada, então resolvi continuar. Desfazendo o laço da hakana, a deixei escorrer para o chão, ficando só com uma bermuda folgada que eu usava como cueca, e caía até um pouco acima dos meus joelhos. Elas pareceram decepcionadas por algum motivo, mas seus olhos brilharam quando eu soltei os cabelos, que caíram as minhas costas como uma nuvem vermelha, Compridos e macios.

-Parece uma menina – Mei suspirou apaixonada – Com os cabelos desse jeito, quase não da pra dizer que ele é homem, você conseguiria entrar facilmente numa terma feminina, Naru-chan...

-M-mas, só pelos meus cabelos – alisei eles com uma mão, corando de propósito enquanto abaixava os olhos para o chão por um momento. Contei cinco segundos e voltei a olhar pra elas, com os olhos tão brilhantes quando eu consegui deixar, e soltando a mão dos cabelos, os fazendo agitar um pouco em torno do meu rosto – Eu sou um homem!

As cinco foram mandadas pra trás, com uma hemorragia nasal generalizada, e ficaram caídas, com sorrisos bobos no rosto e aspirais bambas nos olhos.

Ri comigo mesmo enquanto deixava a cueca cair no chão, e me sentava no banquinho, começando a me lavar tranquilamente com uma esponja. Anko foi a primeira a acordar, quando eu enchi um balde de água, e o deixei cair sobre a cabeça.

-Naru-chan, você... – Anko desceu os olhos, e imediatamente corou vermelho vivo – Você esta nu!

Sorri pra ela:

-Hai, gomen – ela engoliu em seco olhando pra mim – É que vocês estavam dormindo, e eu resolvi tomar banho antes, desculpe...

Mordendo o lábio inferior de um jeito que a deixava extraordinariamente fofa, Anko se levantou e se ajoelhou às minhas costas, envolvendo os braços em torno do meu peito, e deitando a cabeça repousar na curva do meu ombro, onde ela aspirou lentamente, e beijou logo em seguida.

-Naru-chan...

-Humm?

-Eu acho que estou apaixonada por você...

Olhei surpreso pra ela, até notar o sorriso de canto, então sorri também. Acho que pela primeira vez, nós dois nos inclinamos ao mesmo tempo pra nos beijar, e foi um beijo correspondido, diferente das outras vezes. Senti os lábios dela se abrirem, e sua língua percorrer o contorno dos meus lábios, me arrepiando. Não pensei duas vezes em deixa-la entrar, a recebendo imediatamente com a minha. Nossas línguas se envolveram lentamente, enquanto nossos lábios permaneciam encaixados, e se separaram quando ela se separou levemente, deixando um último beijinho estalado nos meus lábios, com gosto doce.

-Tem uma coisa que eu quero fazer a muito tempo... eu... posso?

Sem saber o que mais fazer, assenti.

Anko sorriu, voltando a se aproximar de mim, com os lábios entreabrindo. Entreabri os meus também, indo de encontro a ela, e fui fechando os olhos. Quando nossos lábios estavam a ponto de se tocarem, ela desfiou e me abraçou de sopetão, cravando os dentes no meu pescoço.

-Ahhh! Eu quero arrancar um pedaço de você! – ela disse alegremente, me balançando de um lado a outro e esfregando os seios nas minhas costas, enquanto mordia com força meu pescoço. Normalmente eu teria gritado com o susto, e então as outras acordariam e voltariam a brigar, mas o que escapou dos meus lábios foi um gemido, rouco e entrecortado, que arrepiou Anko dos pés a cabeça.

Ela soltou a mordida, e olhou nos olhos, nossos rostos vermelhos.

-Você gosta...?

-Sim...

Sorrindo lascivamente, ela tornou a aproximar os lábios do meu pescoço, e eu me preparei pra uma mordida. No entanto, ela apenas beijou e correu a língua pelo lugar onde a marca dos seus dentes começava a avermelhar na minha pele pálida, e outro gemido escapou pela minha garganta, esse um pouco mais alto. Minha espinha arrepiou, e ela sorriu ao notar isso, enquanto continuava lambendo e beijando meu pescoço. Em algum momento, seus toques leves e brincalhões foram acelerando, e quando eu percebi, estava com as costas arqueadas, e respirando fortemente, enquanto Anko mordia e beijava e lambia meu pescoço com volúpia feroz, parecendo focada em me fazer gozar só com aquele toque.

Estava dando certo, se continuasse daquele jeito.

Anko tirou os lábios do meu pescoço, e os levou famintos até a minha boca, me beijando com urgência e paixão. Correspondi da mesma forma, uma parte de mim gritando pra montar nela e possui-la ali mesmo, como um cachorro faria com uma cadela, mas eu tentei me controlar. Era minha primeira vez, tecnicamente, então era melhor que eu me controlasse. Apenas deixei que ela comandasse o beijo que tinha gosto da sua boca misturado com um toque amendoado que eu sabia que era o gosto da minha pele.

Quando ela se separou e me olhou nos olhos, eu sabia o que estava prestes a acontecer. Uma nuvem de prazer nublava sua visão, enquanto ela me puxou pra cima, e eu obedientemente, a segui, mesmo nu, pra fora do banheiro. Caminhamos pela casa daquela forma, ela apenas de calcinha e eu sem nada, e entramos no quarto mais próximo que pudemos encontrar. O de Kurenai. Estava vazio.

Anko não perdeu tempo em me jogar na cama, e subir no meu colo, desfazendo as faixas que cobriam os seus seios. A observei se remexer no meu colo, mordendo os lábios e se debruçar no meu peito, nossos olhos se cruzando, assim como nossas respirações. Eu estava plenamente consciente que minha ereção nesse momento estava firmemente apertada contra sua calcinha, e ela também poderia sentir isso. Sem perder mais tempo, ela se debruçou e me beijou, deixando sua língua entrar fundo na minha boca, provando cada canto com volúpia que escorria dela em ondas.

Quanto mais excitado eu ficava, mais e mais minha mente nublava, e a parte feral, a parte do monstro, a parte que corria pela floresta e caçava os maiores predadores como camundongos foi assumindo. Um rosnado escapou pela minha garganta, enquanto eu inclinava minha cabeça contra ela, tentando pegar o máximo possível dos seus lábios pra mim. Anko não parecia nem minimamente disposta a contrariar isso, por que se remexia e rebolava encima do meu pau já duro feito rocha, e arranhava meu peito, ora entrelaçando as mãos no meu cabelo, ora acompanhando com a palma os músculos do meu braço.

Nos separávamos quando a necessidade de ar se tornou por demais evidente, e o seu rosto corado, com os lábios inchados estava lindo. Ela arfou, olhando pra mim, e tocou a testa na minha, parecendo perdida em algum ponto dos meus olhos, enquanto nossos narizes se tocavam e eu voltava a razão.

-Nós vamos trepar... não vamos? – ela perguntou depois de algum tempo, e quase não pude evitar rir daquela criança, de repente, cheia de dúvidas e incertezas – Não vamos, Naru-chan?

-Eu acho que sim – sorri pra ela – Você não quer?

Ela rapidamente me beijou, com o dobro de vontade de antes, me deixando sem folego.

-Eu quero, eu gosto tanto de você – ela disse, com os olhos molhados – mas não quero que você perca sua primeira vez comigo...

Franzi o cenho, a observando enquanto ela mordia os lábios de vergonha, as lágrimas que inundavam seus olhos ameaçando escorrer.

-Eu... queria que você tivesse sua primeira vez com alguém que merecesse você – ela disse, deitando a cabeça no meu peito, e correndo o dedo pelas minhas cicatrizes – Alguém da sua idade, que pudesse... eu não sei... alguém melhor do que eu...

Ela deixou as lágrimas caírem, e pingarem no meu rosto, por onde elas escorreram.

-Mas... eu não consegui me controlar, e acabei te levando pra cama, e agora... me desculpe...

-Boba...

Ela me olhou surpresa, e suas faces ficaram rosadas enquanto eu tentava passar com os olhos o quanto ela significava pra mim. Fiquei novamente tentado a dizer tudo, quem eu era, de onde eu vinha, e que por ela, por ela e pelos outros, que eu continuava aqui. Tentei reunir toda a amplitude do que eu queria dizer, toda minha história e o quanto eu queria protege-la, e aos outros, e o quanto eles eram importantes pra mim. Curiosamente, encontrei duas palavrinhas pequenas que traziam toda aquela importância nas costas.

-Te amo...

Anko abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas nada saiu, ela tentou de novo, mas o folego faltou e ela mordeu os lábios, enquanto as lágrimas caíam em fluxo pelo seu rosto, os olhos infantis e inseguros, com medo, fixos no meu.

-Te amo – eu repeti, tentando passar toda a segurança e conforto e amor que eu podia através dos olhos – Eu te amo.

Ela abaixou a cabeça e tomou meus lábios nos seus, num beijo diferente dos anteriores. Esse era mais salgado, mais urgente, ainda mais apaixonado, e inacreditavelmente mais doce. Ela largou minha boca logo em seguida, limpando as lágrimas que ainda escorriam do seu rosto para o meu com beijos, que aqueciam mais e mais o meu interior.

-Naru-chan-no-baka! – ela disse depois, por alguma razão, dando um soco fraco no meu peito – Eu te amo também.

E, pela segunda vez naquele corpo, eu fiz amor, com uma mulher que eu amava, e que me amava de volta. Eu acho que posso me considerar sortudo, em encontrar pessoas que gostavam de mim, me amavam, era quase inacreditável pra mim. Levou um bom tempo pra entender o que tinha acontecido, e eu não conseguia parar de sorrir. Quantas vezes eu tinha experimentado aquilo?! Em centenas de vidas, apenas um par de vezes, dava pra contar com os dedos de uma mão. E todas, sem exceção, faziam parte da mentira.

Aquela vez não era diferente, mas mesmo assim, eu estava feliz. Aquele amor, construído encima de mentiras minhas, da minha falsidade e da minha incapacidade de ser melhor do que eu era, já era bem mais do que eu merecia. Eu estava grato por ele. Eu vivia por ele, e me alimentava dele, e sofria séculos pra sentir um lapso daquele momento, por mais curto que fosse, parecia fazer tudo valer a pena.

“Maldito sejas tu Guerra, por que das desgraças dos homens tu te alimentas, e não satisfeito, procuras tuas alegrias também”.

Aquela frase girou na minha cabeça, em todos os sentidos e direções, impedindo que eu pensasse em mais nada, alem dela. Há quanto tempo eu tinha ouvido aquilo?! Eu não me lembrava exatamente... ou não queria me lembrar. Tinha sido a muito tempo que eu ouvi aquilo, e só duas coisas restavam na minha memória a respeito daquela frase.

A pessoa que tinha me dito aquilo era o meu melhor amigo, por uma vida toda, foi o irmão que eu mais amei.

E ele tinha me matado.

Sai daqueles pensamentos quando Anko se moveu nos meus braços, parecendo boba demais ao acordar, e confusa por ter suas pernas entrelaçadas com as minhas daquela forma. Ela ergueu a cabeça, e encontrou meu rosto sorrindo para o dela.

-Pervertido!

Um soco me mandou voando na parede, até escorrer para o chão e dar de cara no piso também. Anko respirou fundo e pareceu se recuperar depois disso, olhando assustada pra onde eu estava estatelado.

-Naru-chan! Ai meu Deus! – ela correu até o meu lado, me ajudando a ficar de pé – Desculpa, eu estava no modo “alarme contra pervertidos”.

-“Alarme contra pervertidos”?

Ela corou bonitinho, puxando uma mexa dos cabelos roxos, soltos do penteado costumeiro, ate o queixo, e ficou brincando com ele, se balançando de um lado para o outro, como uma criança.

-É... eu durmo geralmente na floresta, e os homens quando vão me acordar passam a mão pelo meu corpo...

Ela empinou o bumbum pra ilustrar o que queria dizer, e eu virei o rosto, repentinamente super-consciente que estávamos nus após termos feito sexo durante a tarde toda. Anko não pareceu se importar nem um pouco, na verdade, ela estava encantada com meu peito nu cheio de marcas e meus cabelos vermelhos meio bagunçados depois de acordar. Isso é, até ela olhar pros meus olhos repentinamente, e gritar.

-Naru-chan! Você tem treze anos!

Assenti lentamente, tentando ver aonde ela queria chegar. Anko, no entanto, pulou e me abraçou de uma vez, apertando sua bochecha contra a minha com uma expressão orgulhosa.

-Você perdeu a virgindade com treze anos! Você é uma criança tão viril! – Anko suspirou com estrelas nos olhos – Espere até o Ibiki saber disso, ele vai ficar tão orgulhoso do seu pequeno sobrinho viril...

Acabei resignado com fato que era impossível ficar sério por mais de um minuto com Anko do lado, e rindo, puxei os boxes largados no chão e uma toalha. Ela me olhou inquisidoramente, ainda na cama, de gatinhas e parecendo curiosa, ou pelo menos, tentando parecer.

-Quer vir tomar banho comigo?

Ela pulou de felicidade pro chão, e me puxou pelo braço. Só tive tempo de piscar confuso com a atitude dela.

-Claro querido.

-“Querido”...?

-É como namorados se chamam, pra demonstrar o afeto entre eles!

-H-Hai...


Notas finais
Agradecimentos especiais a quem comenta em todos os capítulos, e os leitores que me seguem fielmente desde o começo da fic. Vocês são foda, uma salva de palmas pra vocês.
Pra mim... rewies. A Hound o que é de Hound, e os Rewies são de Hound! Ta ligado?!
kkkkkkkkkkkkkkk
Abraço