Keep Driving
1 Bigger Mistake
Notas iniciais
Estávamos eu, Albus e Rose Weasley sentados nos gramados verdes de Hogwarts. . Eu não sabia dizer se um dia aquele lugar deixaria de ser menos que maravilhoso. A maioria das coisas no nosso mundo eram tão sem graça, tão normais. E Hogwarts... Hogwarts era nada menos que absurda.
"Hoje o dia está maravilhoso." Rose Weasley comentou. Nós não se falávamos muito, até pelo fato do pai dela ser Ronald Weasley e o meu ser Draco Malfoy, mas ela geralmente andava comigo e com Albus. Rose sempre carregava um objeto o qual ela dizia chamar "máquina fotográfica". Aquilo não se parecia nem um pouco com uma máquina fotográfica, até porque tirava fotos esquisitas que ficavam paradas, mas Rose fazia questão de tirar fotos de tudo com aquilo. "Perfeito para uma foto" acrescentou.
"O dia está perfeito para jogar Quadribol, isso sim!" disse Albus, animado. Ele levantou-se do chão onde estava deitado. "Vamos jogar um pouco!"
"Você sabe que é proibido voar pelos terrenos de Hogwarts, né?" eu disse. Sim, eu era o chato da turma. Comigo geralmente nada saia do padrão. "E a gente pode acabar pegando uma detenção e..."
"Jogar Quadribol é uma ótima ideia." Disse Rose, levantando-se também.
Continuei deitado, os observando do chão com a minha melhor expressão de reprovação.
"Não quero jogar Quadribol."
* * *
"Eu disse que eu não queria jogar Quadribol!"
Já tinha anoitecido e nós três estávamos em baixo da Capa de Invisibilidade do Albus, andando pelos corredores desertos.
"Fala mais baixo" Albus murmurrou. "Ou você quer que o Filch nos pegue?"
"Desculpa, desculpa..." eu disse diminuindo o tom de voz. "Mas me diz: como você quer jogar Quadribol sem os equipamentos, sua anta?"
"Eu, por um acaso, tenho todos os equipamentos aqui comigo" Rose disse num tom de desdém.
"Claro que estão" eu respondi, revirando os olhos.
Rose parou de andar e virou para mim. Ela estava com uma bolsinha de ombro vermelha, a qual ela abriu e colocou o braço até a axila. De lá, puxou algo que eu reconheci como o cabo de uma Nimbus 6001.
"Mas... mas o que é isso?"
"É a bolsa com expansão da minha mãe. Bem, agora ela é minha. Ela me deu" Rose respondeu e, desdenhosa, voltou a andar. Tive que acelerar o passo para não sair da capa.
“Vocês não disseram que o dia estava ótimo pra jogar quadribol?” eu disse. “Porque agora já é noite, se vocês não perceberam.”
Como se tivessem ensaiado, os dois responderam um “cala boca” afinado e sincronizado.
Continuamos a andar até que em algum momento Albus, que estava nos guiando, parou de súbito. Bati nas costas de Rose, a fazendo cair. Estava quase para gritar. Eu estava no chão de pedra de Hogwarts, caído com Rose Weasley, enquanto Albus Potter só conseguia pensar em agir feito maluco falando coisas do tipo “temos que sair, temos que sair”. Mas aí eu percebi: “temos que sair” geralmente não é bom agouro.
Puxei Albus pelos joelhos, fazendo com que ele caísse em cima de Rose. Rapidamente, Rose puxou a capa por cima de nós três e mais rapidamente ainda, fez feitiços de ilusão em todos nós.
Era uma sensação de água gelada, ovos quebrados sendo jogados em você. Mas pelo menos era melhor do que ser visto por quem quer se estivesse depois da curva do corredor.
“O que aconteceu?” Rose perguntou. Ela parecia brava.
“Vocês não estão escutando?” Albus perguntou. E só aí eu percebi que haviam duas vozes sussuradas.
“Sim!” eu disse. “Você consegue entender?”
Albus fez que não.
Olhei para Rose. Ela estava com o braço dentro da bolsa maior por dentro dela. “Eu não trouxe” ela disse, fechando a bolsa.
Albus parecia frustrado. Eu ainda não tinha entendido o que ela não trouxera, quando as vozes começaram a ficar cada vez mais altas e nós conseguíamos enteder melhor o que diziam.
Eu estava quase animado, quando eu percebi que estávamos no meio do corredor. Do corredor que aquelas duas pessoas provavelmente passariam.
“Vamos pro lado, rápido!” eu quase gritei. Ou talvez eu tenha sussurrado. As coisas estavam confusas.
Se jogamos para a parede com dificuldade e, como se fosse planejado, as pessoas pararam bem na nossa frente. Eram vozes irreconhecíveis, uma masculina e outra feminina.
“O feitiço será feito hoje, Milady” o homem disse. “Em breve, não haverá mais magia.”
“Ah, querido, você tem sido um amor” a tal de Milady respondeu.
Eu olhei para Albus. “Como assim não vai mais ter magia?” ele perguntou. Olhei para Rose e ela parecia saber tanto quanto eu.
Naquele momento, eu deveria ter levantado. Levantado e metido um feitiço nas costas daquela mulher.
Mas eu não o fiz. Nenhum de nós o fez.
E foi o nosso maior erro.
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