Karma.
3 Capítulo 3
Estava quente.
Acordei pela a manhã com uma aparência nojenta. Meus cabelos estavam grudados na testa e meu rosto completamente inchado.
Depois de tomar um banho, desci as escadas até a saída da faculdade e tomei meu café fora.
Estava na lanchonete, observando o lado de fora, quando uma idéia me ocorreu: Seria hoje, um dia para ir à casa da minha avó?
Refleti sobre essa questão por alguns instantes, tendo em vista as chances de encontrar nada mais do que uma casa velha e empoeirada lá. Faziam muitos anos desde que ela havia ido embora, e as chances de já ter partido para o outro mundo eram grandes.
Suspirei. Minha situação era difícil. Todos os meus parentes estavam mortos, inclusive meus pais. Não tinha ninguém para interceder por mim, apesar de ter completado 18 anos há pouco tempo. Não sabia nada sobre o mundo. Meus pais foram obrigados a me deixar justo quando eu estava aprendendo a me virar sem eles.
Entendo que é nessa idade que as pessoas querem ser independentes, sair de casa. Mas o meu único desejo é ter meus pais de volta.
Lágrimas quentes rolavam pelo o meu rosto, até sentir uma sensação estranha. Parecia que alguém estava me observando.
Olhei em volta e as únicas pessoas presentes no local eram algumas garçonetes e eu.
Paguei a conta e saí, caminhando pela a calçada, sem um destino em mente.
Estava pensando em um local agradável para visitar, quando novamente a idéia de ir à casa da minha avó me perturba. O que alguém encontraria lá?
Meu pai dizia que ela havia enlouquecido, mas nunca tinha me dito o porquê.
Olhei em volta, e dobrei a esquina, parando em um beco. Abri minha bolsa e tirei um mapa que antes, estava guardado na mesa de cabeçeira da minha mãe.
Analisei o trajeto que iria fazer, e segui em frente, buscando forças. Estava indo visitar a minha avó.
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