Kami No Game
4 The Hikari Tribe
Notas iniciais
Kami No Game — Script
Nivel.1
Capítulo 4- The Hikari Tribe
(Cercados por membros da tribo negra)
Capitão- Kuro, não é esse o teu nome? Finalmente, nos encontramos de novo, não estava á espera que escapasses, muito menos que derrotasses o Kong na arena, mas na verdade eu também já o derrotei. Para que saibas eu sou o capitão dos guerreiros da minha tribo, e, agora finalmente podemos ter uma luta a sério...
Kuro- ...
Capitão- Óh vá lá, mostra mais ânimo!
Kuro-...
Capitão- Não queres lutar? Preferes entregar-te?
Kuro-...
Capitão- Ahm? Não reconheces o favor que te estou a fazer? Se me enfrentares agora e morreres em combate, irás ter uma morte honrosa, caso contrário serás visto como um cobarde. Para não mencionar se te entregares irás ser executado na mesma, tal como elas. Então o que decides?
Kuro- Tens razão, se não lutar serei um covarde e um morto, então, mais vale enfrentar-te...
Su- Kuro...
Fi- Estás maluco?! Estás sem forças, mal consegues respirar e pretendes enfrentá-lo?
Kuro-...
Capitão- Hehe, dêem-lhe uma arma.
Um dos soldados aproxima-se e atira a espada ferrugenta que Kuro trazia consigo, este agarra-a e corre imediatamente, sem sequer pensar, em direção ao inimigo, sendo imediatamente derrubado pelo homem tal como na primeira vez, este ergue o seu martelo gigante antes que Kuro se pudesse recompor, e diz:
Capitão- Isto traz me lembranças do nosso primeiro encontro, mas desta vez acaba aqui!
Tal como Sha na arena, Kuro fecha os olhos esperando a sua própria morte. Podia ouvir Sha e Fi a gritarem por ele, mas também como acontecera com Sha, a dor que Kuro estava á espera tardava a chegar e quando este abriu os olhos ficou igualmente espantado.
Su- Não vou deixar!
Su estava entre si e o homem, de braços abertos protegendo Kuro.
Capitão- Hahahaha! Ridículo! Precisas da proteção de uma mulher inofensiva.
(Su dá um pontapé nos "preciosos" do Homem)
Su- INOFENSIVA A TUA PRIMA ORDINÁRIO!
Após alguns segundos de dor insuportável, o capitão ergue-se impondo respeito, e agarra Su pelo pescoço com apenas uma mão levantando-a completamente do chão.
Capitão- Isto é um desafio?
Su- (Sufocar) Vai te lixar!
Capitão- Parece que não tenho escolha em te matar também.
De repente uma seta vinda da floresta atinge o braço de homem, deixando cair Su no chão, e em pouco tempo apareceram vários homens também indígenas, mas pintados, vestidos e com um aspeto um pouco mais amigável do que os da tribo que capturara Kuro e os outros, que rapidamente cercaram os membros da tribo negra, nisto uma mulher também pertencendo à tribo misteriosa aparece perto de Kuro:
Mulher- Foste corajoso, agora é connosco.
Kuro- ...
Mulher- Olá Riki, não esperava encontrar-te a matar pessoas que nem podem fazer-te frente, não era típico de ti...
(Arracando a seta do braço)
Riki- Hana... A atrapalhar a minha diversão, como sempre...
Hana- Quem são estes que tentas matar, Riki?
Riki- Apenas prisioneiros nada mais...
Hana- Acho que é melhor desistires deles, já que estás em desvantagem.
Riki- Sim, infelizmente estás certa
Então o capitão Riki deu ordem de retirada aos seus soldados, que desertaram em direção á sua vila, os restantes da outra tribo ajudaram Su e Fi com os seus ferimentos, já Kuro estava quase inconsciente devido ao cansaço.
(Mudança de cena)
(Sala escura)
Hyousuke- Eles foram salvos?
Mestre- Sim Hyousuke, foram de facto.
Hyousuke- E quem são aqueles homens, mestre?
Mestre- Intitulam-se de tribo Hikari, que significa luz, digamos que são a tribo rival da Tribo Kurai...
Hyousuke-Interessante... E o senhor acha que haverá guerra entre ambas?
Mestre- Obviamente, e presumo que seja muito em breve...
(Mudança de cena)
(Vila Hikari)
Ao acordar Kuro dá consigo dentro de uma tenda, deitado numa cama de palha com um pedaço de tecido molhado na ferida que tinha na testa, devido á luta que tivera anteriormente com Kong, e perto de si estava uma pequena rapariga que olhava para ele com curiosidade.
Menina- Já acordou senhor?
Kuro- Hum? Eu?
Menina- Sim... não há mais ninguém aqui, pois não?
Kuro- Espera onde estou?
Menina- Esta é a vila onde eu vivo com a minha irmãzinha. Pediram-me para tratar do senhor até que acordasse!
Kuro- Vila? Tribo? Referes-te á tribo Hikari?
Menina- Sim senhor!
Kuro- Vocês salvaram-nos... muito obrigado.
(Envergonhada)
Menina- Mas eu não fiz nada, senhor...
Kuro- Kuro, o meu nome é Kuro.
Menina- Kuro?
Kuro- Sim Kuro!
(Menina Sorri)
Menina- Eu sou a Mi! Prazer senhor Kuro!
Kuro- Chame-me apenas de Kuro... (Olhando em volta) Espera onde estão a Su a Fi e a Sha?
Mi- As outras meninas? Elas foram levadas para o nosso chefão!
Kuro- Chefão?
Mi- Sim, sim o nosso Chefão!
Kuro- Ancião é isso que queres dizer?
Mi- Ugh é isso sim... Ah é verdade! Também me disseram para te levar até ao Chefã-
Kuro- Ancião...
Mi- Até ao A-N-C-I-Ã-O.
Kuro- Isso mesmo!
Mia- Hihihi. Então vamos embora Kuro?
Kuro- Sim, claro...acho eu...
Ao saírem da tenda, Kuro podia observar um grande pátio á sua frente onde várias crianças brincavam, haviam várias outras tendas por todo o lado indicando que talvez aquilo seria mais uma cidade do que propriamente uma vila,
após andarem um pouco passaram perto de um pequeno recinto onde estavam dezenas de pessoas a aplaudir, o que logo chamou a atenção de Kuro.
Kuro- Que está a acontecer?
Mi- Um torneio de luta!
(Andando em direção á multidão)
Kuro- Vamos lá ver!
Mi- Não espera temos de ir ter com o Chefão!
Quase que como ignorando Mi, Kuro "infiltrou-se no meio das pessoas" e ao chegar á primeira fila viu dois guerreiros, um exausto no chão e o outro a celebrar a sua vitória. Kuro espantado com o que vira não tardou a encher-se de entusiasmo
e invadiu o campo de batalha.
(Dirigindo-se para o vencedor da luta)
Kuro- Hey! Matulão! Não penses que já ganhaste o torneio! Ainda te falta um adversário, eu!
O homem alto e careca olhou para Kuro com uma expressão serena e começou a falar para ele, mas na mesma língua que os membros da Tribo Negra a qual Kuro não entendia minimamente, aparentando não ter intensões de lutar.
Kuro- Que estás para aí a falar? Vamos lutar!
(Do meio da multidão apareceu Mi)
Mi- Kuro... se fosse a ti não fazia isso. Ele é o campeão do torneio, não tens hipóteses...
Kuro- O campeão? Hehe ainda bem assim se lhe der uma sova já consigo derrotar o Riki da tribo negra.
Ao ouvir isto o homem ficou mais sério e proferiu mais palavras na sua língua.
Mi- Ele disse que quer lutar.
Kuro- Espera tu entende-lo?
Mi- Claro que sim, qualquer das formas acho melhor não lutares...
Kuro- Pois claro, vamos, é começar!
Todas as gentes á volta deles começaram a aplaudir apoiando o seu campeão, e este fez um gesto como a pedir algo á multidão, e, de imediato foi-lhe dado um bastão de madeira e uma espada igualmente de madeira que este deu a Kuro,
fazendo uma vénia como gesto de respeito pelo seu adversário, Kuro hesitou, mas respondeu com uma vénia mal feita o que despertou alguns risos da multidão, e antes que Kuro levantasse a cabeça o seu adversário já estava a ataca-lo.
O homem demonstrava uma clara aptidão em artes marciais com o bastão, e Kuro até conseguiu desviar de alguns golpes no inicio, mas não conseguia contra-atacar devido á velocidade impressionante dos ataques do adversário.
Rapidamente Kuro deixou de conseguir desviar-se dos ataques e logo começou a sofrer algum dano, após vários segundos a tentar resistir Kuro tenta atacar, mas é automaticamente imobilizado com uma pancada no estômago que o leva imediatamente ao chão.
Ouviu-se outro riso geral da multidão, enquanto o homem fitava Kuro, então decidiu aclamar a sua vitória levantando os braços, ficando vulnerável ao ataque que Kuro desferiu, aproveitando a desatenção do oponente, partindo o bastão do homem.
Vendo a sua arma quebrada algo que nenhum dos seus oponentes anteriores conseguira fazer o homem disse "Riko" reconhecendo o feito de Kuro.
Kuro- Riko?... Ah! Riko é o teu nome?
Riko- (Acenando)
Kuro- Eu sou Kuro. Prazer!
Riko riu-se dizendo o nome de Kuro num ar de gozo, como se achasse piada ao nome. Logo em seguida atirou o seu bastão partido para o chão, e Kuro igualmente atirou a sua espada de madeira, ambos se preparando para uma luta corpo-a-corpo.
E de repente...
Hana- Parem com isso meninas!
Kuro- O quê? Meninas?
Apareceu Hana, a mulher que salvara Kuro e os outros quando tinham sido perseguidos e encurralá-dos pela tribo Kurai. Junto dela estava Fi, vestida com a mesma roupa que as mulheres que viviam naquela enorme vila.
Fi- O que estavas a fazer idiota!?
Kuro- Estava só a derrotar o melhor guerreiro daqui!
Fi- A mim mais parece que estavas a ser sovado!
Hana- Hey acalmem-se! Tu, Kuro certo? Vem comigo, pensei que a Mi te estivesse a levar até ao nosso ancião, mas vejo que não.
Mi- Desculpa irmãzinha...
Hana- Não me chames isso! E vem connosco tambem!
Mi- Sim...
(A caminho da tenda onde estaria o Ancião da tribo)
Kuro- Hana, não é?
Hana- Para ti é Comandante Hana.
Kuro- Comandante?
Hana- Sim, comandante. Como o nome diz eu sou a comandante dos guerreiros destra tribo.
Kuro- Então o Riki não é o mais forte aqui?
Hana- Não, ele é o 2º, obviamente eu sou a mais forte.
Mi- Impressionante, não é?
Kuro- Sim... hum... posso perguntar uma coisa comandante?
Hana- Já acabaste de perguntar.
Kuro-Eu estou a falar a sério...
Hana- O que foi?
Kuro- Porque é que quase toda a gente aqui fala uma língua diferente da nossa?
Fi- Também não sei Hana...
Hana- Não sabem??? Quanta ignorância...
Kuro- Deveria saber?
Hana- Claro! Todas as pessoas sabem!... Há muito tempo atrás quando este mundo era um lugar inóspito e selvagem, Deus criou um grupo de seres mais inteligentes que qualquer outro (nós humanos) que estavam destinados a multiplicar-se e a governar todas as terras deste mundo.
Deus criou também uma língua própria para as suas "criações" puderem comunicar entre si, mas como eles seres eram feitos á sua imagem, começaram a existir alguns que tinha a capacidade de falar a mesma língua do criador, a que estamos a falar agora,
e vendo isto Deus declarou esses humanos com a capacidade de falar a sua língua como os "sábios" e fez com todos os restantes homens pudessem entender a língua divina mas não falá-la. Faz-me confusão como vocês não sabem isso... Não vos ensinaram isto na vossa tribo?
Kuro- Nós não nos conseguimos lemb-
(Interropendo)
Fi- Digamos que temos tido uns tempos difíceis e estamos muito confusos com as coisas que têm acontecido... É difícil para nós recordarmos de algumas coisas.
Hana- Entendo.
Após caminharem mais uns instantes logo se depararam com uma enorme tenda totalmente diferente das outras, ao entrarem viram um pequeno velho que era o Ancião da tribo Hikari, e a seu lado estavam Su e Sha ambas vestidas com roupas da tribo.
Ancião- Então tu és o jovem Kuro.
Kuro- Sim...
Ancião- Ouvi muito sobre ti. Pareçes ser corajoso, mas também muito descuidado.
Kuro-...
Ancião- As moças que te acompanham já me contaram tudo sobre o que aconteceu na tribo negra, incluindo sobre o meu filho.
Kuro- O seu filho?
Ancião- Sim, o prisioneiro que encontraram e que vos contou sobre os planos de Masahiru, ele era meu filho, eu mesmo o destaquei para uma missão de infiltração na tribo inimiga com o intuito de obter informações. Mas... pelo que já pude observar ele
não conseguiu voltar...
(Momento de silêncio)
Ancião- Qualquer das formas estou vos eternamente agradecido por terem conseguido passar a informação obtida pelo meu filho...
Kuro- Não têm de quê...
Ancião- Qualquer das formas a nossa tribo têm um outro pedido para fazer.
Hana- Nós queremos que vocês se juntem a nós e nos ajudem a arruinar os planos que Masahiru.
Fi- Nós preferíamos não estarmos mais envolvidos nisto...
Ancião- Reconheço os maus momentos por que já passaram, mas realmente precisamos da vossa ajuda.
Sha- Porquê nós?
Ancião- A nossa tribo têm guerreiros poderosos mas se Masahiru realmente conseguir conjurar o Shinigami (Deus da morte ou Demónio) não temos qualquer hipótese contra ele. Vocês foram os únicos que conseguiram escapar da tribo Kurai vivos e têm mais experiencia nisso
do que qualquer um de nós...
Fi- Sim, mas...
Ancião- Se Masahiru, com a ajuda do Shinigami, declarar guerra á nossa tribo e a todos os clãs restantes será derrota absoluta por isso temos de o impedir antes de tal. Precisamos de vocês devido á experiencia que já têm em infiltrar-se e escapar em territórios
controlados por Masahiru.
Kuro- Infiltrar...
Su- Mas nós não nos infil-
(Interrompe)
Kuro- Peço que nos dê um momento para decidirmos.
Ancião- Como desejarem. Só me resta dizer que não vão ser obrigados a lutar por nós, mas peço que considerem a nossa situação...
Kuro e os restantes abandonaram a tenda, muito pensativos sobre se iriam ou não ajudar a tribo Hikari a livrar-se da destruição que se aproximava.
Kuro- Eu concordo em ajudá-los.
(Muito nervosa)
Sha- Mas nós não temos nada a ver com isto! Não devíamos-nos focar em descobrir de onde viemos e voltar?
Fi- Ela tem razão eu também não quero entrar em mais confusões ainda acabo morta...
Kuro- Pff pensei que fossem mais corajosas do que isso!
Sha- Se quiseres ajudá-los ajuda, mas eu prefiro ficar fora disto!
Kuro- E que vais fazer?
Sha- Ainda não sei, mas estou mais preocupada em descobrir quem sou e de onde venho do que com este conflito estre tribos que não têm nada a ver comigo!
Kuro- Não ouviste o que o Ancião disse? Se não conseguirmos parar o Masahiru tudo vai ser destruído e tu ou morrerás ou serás feita de escrava! Eu sei que temos de voltar para onde quer que tenhamos estado antes de sermos trazidos para aqui, mas eu não posso voltar as
costas a uma situação destas!
Fi -Então força, salva toda a gente e torna-te num herói é só isso que pensas em ser! Desculpa, mas eu estou fora, vou sair deste sitio antes que isso aconteça...
Sha — Eu também vou com ela… Desculpa Kuro mas também não me quero envolver…
Kuro- Vão! Não preciso de vocês de qualquer das formas!
Fi e Sha viram as costas a Kuro e vão se embora em direção á suas tendas, potencialmente recolher mantimentos e preparar a partida para fora da ilha.
Kuro- Porque ainda estás aqui?
Su- Eu... eu quero ficar e ajudar também.
Kuro- Porquê?
Su- Não tenho a certeza, mas também sinto que devo fazer algo para ajudar estas pessoas. Também não quero que tudo aquilo que o Ancião disse aconteça....
Kuro- Entendo. Obrigado Su.
Ambos entraram de novo para a tenda onde estavam Hana, Mi e o chefe da tribo expectantes pela resposta de Kuro, e ao avistarem apenas Kuro e Su perceberam imediatamente que Fi e Sha teriam recusado o pedido.
(Mudança de cena)
(Sala escura)
Hyousuke- O mestre fez com que eles se separassem?
Mestre- Sim, dígamos que sim...
Hyousuke- Mas porquê senhor?
Mestre- Acho que seria bem mais interessante se tivessem de agir separadamente, tenho curiosidade em ver o que irão fazer.
Hyousuke- ...
(Mundança de cena)
(Vila Hikari)
Hana- Então vocês ficam?
Kuro e Su- Sim!
Ancião- Estou muito agradecido por nos ajudarem, considerem-se membros oficiais da tribo Hikari!
Kuro- E agora que devemos fazer?
Ancião- Obviamente que vamos precisar de ti para conseguires infiltrar-te e descobrir a localização da escavação onde os membros da tribo Kurai estarão a trabalhar, desta vez não vou cometer o mesmo erro em enviar alguém sozinho para conseguir informação, irás acompanhado da Comandante.Hana que te auxiliará na tua missão.
Hana- Sim senhor!
Su- Hum, e eu?
Ancião- É verdade... Ainda temos de encontrar uma função para ti, minha querida.
(Após alguns segundos)
Ancião- Na verdade nós necessitamos de alguém instruído na arte da medicina, apenas despomos de uma curandeira, já que todas as mulheres da nossa tribo têm tarefas a fazer e os homens participam na agricultura e na defesa da vila. Antigamente a mestre da nossa curandeira também fazia parte da vila, mas aparentemente fora raptada por Masahiru, já que ela despereceu no mesmo dia que Masahiru, então sugiro que te tornes pupila da nossa curandeira, provavelmente iremos de precisar de vocês no futuro.
Su- Entendido!
Ancião- Estão dispensados.
Após saírem da presença do ancião, Su foi visitar a curandeira e pedir pelos seus ensinamentos, logo de imediato começou as suas primeiras lições- Já Kuro foi com Hana até ao armazém de armamento para escolher o equipamento que levaria para a missão que se aproximava. Ao passar o resto do dia, toda a tribo se reuniu no meio da vila para um grande banquete em honra dos novos membros (Kuro e Su) mas apesar de estes não comerem á cerca de 3 dias mal se alimentaram, e, pouca felicidade demonstraram durante a festa. Já era plena noite quando toda a população voltou ás suas casas para descansar após o festim e Kuro estava na sua tenda quando...
Su- Posso entrar?
Kuro- Sim. Que fazes aqui?
Su- Hum... vim só ver como estavas.
Kuro- Estou bem obrigado.
(Senta-se perto de Kuro)
Su- Posso te perguntar uma coisa?
Kuro- Claro.
Su- Durante o banquete não tinhas fome, pois não? Mesmo após tantos dias sem comida...
Kuro- Estranhamente não...
Su- Eu também não, na verdade nunca me lembro de ter sentido sequer fome ou sede, como se de repent-
Kuro- Não precisássemos de comer?
Su- Exatamente!
Kuro- E também porque é que eu acredito naquela história do Deus da morte? Não deveria pensar que é apenas fantasia?
Su- Eu também acredito sem saber porquê, talvez de onde tenhamos vindo criaturas assim sejam reais, e agora o nosso cérebro diz-nos que devemos acreditar.
Kuro- Haha!
(Envergonhada)
Su- Que foi?
Kuro- É engraçado que ainda te lembres dessa teoria que te falei naquela noite.
Su- Lembro... Tudo o que pensamos ou sentimos pode estar ligado ao nosso passado, não é?
Kuro- Sim mais ou menos isso.
(Su sorri)
Kuro- Posso perguntar uma coisa também?
Su- Sim, claro...
Kuro- Estás um pouco abalada devido a.… bem tu sabes... áquilo que aconteceu ao fugirmos da tribo Kurai...
Su- Quando eu matei aquele homem...?
Kuro- Bem, sim...
Su- Foi por proteção pessoal, eu não tinha melhor opção, pois não?
Kuro- Sim talvez não tivesses outra opção melhor...
Su- Claro que me sinto um pouco chocada, matar alguém não é algo que pelo menos eu me orgulharia de fazer... Ele pode até ter sobrevivido, mas eu prefiro evitar pensar nisso...
Kuro- Entendo... desculpa ter perguntado!
(Sorri)
Su- Não faz mal.
(Passado um tempo)
Kuro- Já estive a pensar muito em todas estas coisas que nos aconteceram até agora. Cada vez tudo faz menos sentido.
Su- É verdade.
Kuro- Acho que devemos manter tudo em segredo...
Su- O quê?
Kuro- O facto de não sabermos quem somos ou de onde viemos, se nos perguntarem diz que fazemos parte duma pequena tribo das montanhas que foi destruída pela tribo Negra e que fomos capturados, assim se perguntarem como entramos dentro da vila deles já tens como explicar. Simplesmente fomos capturados.
Su- Sim, entendi.
(Momento de silêncio)
Su- Não estás preocupado com elas?
Kuro- Sim estou, mas acredito que elas irão voltar um dia.
Su- A sério?
Kuro- Sim.
(Levantando-se do lugar e dirigindo-se para a saída da tenda de Kuro)
Su- Bem acho que devo ir andando...
(Antes de sair)
Su- Kuro...
Kuro-?
Su- Promete-me uma coisa... Não morras e volta o mais depressa que puderes...
(Sorrindo)
Kuro- Sim eu vou voltar não te preocupes!
FIM
Próximo Capítulo: The Shinigami Excavation- Part.1
" I am the untouchable"
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