Kako No Jiko
1 Um novo começo
Notas iniciais
-Minna-san .. Konbawa ... Héé...Sou escritora iniciante do nyah então... Tenham paciência com esse serzinho kawaii tá? ^^
-Meu nome é Bikaela e esse aqui é o kesköö-kun.
*um boneco de 60 centimetros usando capa preta cobrindo o corpo aparece e acena com sua mãozinha de madeira*
-Vou tentar manter os capítulos um a cada semana.. se bem que já me disseram que no final não vou conseguir manter a ordem .. mas eu não dou ouvidos a esse povo.u.u
- Você não vai conseguir. * sentado lendo*
- Até você kesköö-kun ç_ç
- É uma logica verdadeira. Você é muito atrapalhada.
*sniff*
* recuperação rápida*
Queria agradecer a minha Beta-sentei Stefany_Zanoni *u* por ter gasto seu tempo betando minha fic ^^
Vamos a fic :D
-Vamos a Fic ;D
Finalmente o carro parou. Parou em frente a uma casa espaçosa e não muito antiga, eu acho. Antes que eu pudesse chegar perto da casa, Barto, meu irmão mais novo, e Zack, o mais velho, passaram correndo por mim quase me derrubando. Liandra que saiu pelo outro lado do carro, com um pouco de pressa, falava com alguém no celular e também acabou esbarrando em mim. Ótimo, já sei que vou ficar com o pior quarto. Saindo de casa se via meu pai vindo em minha direção.
– Minha menina! — Ele veio antes de nós para poder ver casa, matrícula escolar e começar o seu novo trabalho.
– Pai! – Nos abraçamos, porém antes que ele pudesse falar algo o seu telefone toca e, como um funcionário exemplar que era meu pai, teve que atender.
Com o fim da conversa peguei minha mochila e a caixa de viagem para gatos no carro.
– Desculpa Buio você deve estar tão cansado dessa viagem quanto eu. – Abri a portinha da casinha e um gato preto de olhos amarelos sai de dentro da casinha de viagem se espreguiçando para em seguida sair correndo entrando na casa nova.
Bom, agora vou ver o que me sobrou como quarto. Antes de virmos para cá papai disse que havia cinco quartos na casa, o que me deixou muito feliz uma vez que eu não aguentava mais dividir quarto com aquela chata da Liandra, porém quando eu cheguei ao único quarto que havia sobrado eu me perguntei qual era a definição de quarto para meu pai. O cômodo ficava no primeiro andar era pequeno e cheio de mofo, sem contar o fato de nem haver janelas! Isso aqui estava mais para quartinho de bagulhos. Mais um ano dividindo quarto com a “santa” da minha irmã...
Meu nome é Madely e tenho 14 anos. Sempre fui considerada a estranha da família inteira, e olha que ela é bem grande. Tenho pele clara, olhos de cor mel esverdeados, cabelos compridos e um pouco cacheados de cor chocolate com algumas mechas loiras.
Minha irmã mais velha Liandra tem 16 anos e somos bem parecidas exceto o fato dela ter o cabelo bem escorrido sem nenhuma mecha loira. Ela é uma típica patricinha com umas amiguinhas insuportáveis as quais vivia levando para casa e inventava alguma desculpa para me tirar do quarto. Nunca tive amigas, então não me convinha ficar reclamando sobre isso, mas às vezes isso me irritava.
–Madely querida, você não pode dormir aí o que seu pai tem na cabeça?
– Boa pergunta mãe. – Essa é minha mãe, uma moça gentil com seus cabelos cor de chocolate, compridos e lisos, seus olhos cor de mel misturado com verde são perfeitos, os chamo de Le Blanc eyes.
Aliás, essas são as características principais de toda a família Le Blanc com exceção de meu pai, que é um loiro de cachinhos, e de mim que fiquei com algumas mechas loiras e cabelo um pouco encaracolado graças a ele. O sobrenome do meu pai, Carbones, não é muito influente uma vez que sua família era muito pequena e no fim só sobrou uma irmã.
– Terá que dividir o quarto com sua irmã
– Mãe, por favor, tudo menos isso.
– Já está decidido. Não deixarei você dormir em um lugar como esse.
Não encontrando meio de argumentar subi as escadas atrás do quarto dos pesadelos, mas fui interrompida por uma cena bem idiota.
– Me solta seu mané! Abre a porta! Esta tudo escuro aqui! – Barto gritava e batia desesperado atrás da porta em que Zack o prendera. A porta era bonita feita de uma madeira escura e tinha detalhes de flores e outros desenhos entalhados nela.
– Não acredito que esta com medo de escuro?! Você não disse que era um homem? Essa é a hora de você me provar isso.
Zack era um idiota e só um ano mais velho que eu, tanto ele quanto as pessoas que costuma a andar se comportam como uns babuínos. Claro que isso não o impedia de ser bonito e cobiçado por algumas garotas até porque, ele é um típico Le Blanc com seus cabelos chocolate curtos arrepiados e Le Blanc eyes. No inicio as admiradoras dele tentavam se aproximar de mim para chegar nele, mas sempre desistiam, pois, além da gente nunca se dar muito bem e ignorarmos a presença um do outro quando estávamos fora de casa, eu sempre as colocava para correr de alguma maneira. Falsidade é algo que eu odeio. Já minha irmã Liandra adora atenções e mimos e sempre as recebe de bom grado, porém elas ralam muito para agradar Liandra que é bem exigente, no fim a maioria vê que é mais fácil darem uma de Stalker do que ganhar a ajuda das irmãs dele.
– Zack solta ele. — Barto podia ser a peste que fosse, mas só tinha 11 anos e é tão medroso quanto um garotinho dessa idade.
Ele é uma graça, mas é muito bagunceiro e nunca, eu repito nunca me obedece, ele tem os mesmos traços Le Blanc porem seu cabelo é cheio de cachinhos. Eu realmente espero que ele não se torne um idiota como o Zack quando crescer só que a cada dia essa vil esperança diminui.
– Não se meta baixinha! – É eu não sou muito alta mesmo.
– Mamãe não vai gostar...
– Ta bom, ta bom – Zack abriu a porta, Barto saiu correndo virando somente para lançar sua melhor e maior língua para Zack e logo em seguida “euzinha” era empurrada e trancado no mesmo local que o Barto estava.
– Zack abre essa porta – Pois é aquele covarde me pegou desprevenida e me prendeu aqui sua gargalhada pode ser ouvida do outro lado da porta.
É escuro e estreito aqui dentro, atrás de mim tem uma escada acho eu de madeira não consigo ver o fim dela, mas acho que tem uma porta, pois acabei de escutar um barulho de porta rangendo. Não demora muito e sinto algo peludo se esfregar entre minhas pernas e miar.
– Buio!- me abaixo para acariciar meu amigo – Como você veio parar aqui?
– Pela janela ora.
– Janela?
– Siga-me vou te mostrar uma coisa que você vai gostar.
Buio me guiou escada à cima. Subi com cuidado me apoiando na parede já que não há corrimão e literalmente dei de cara com uma porta velha ao qual rangeu quando a abri revelando-me assim que olhei para o lado um cômodo grande sendo iluminado pela fraca luz do fim da tarde que entrava pela janela. Eu encontrei o sótão da casa. Tinha três janelas no local uma quadrada pequena de frente para a porta, uma redonda na parte diagonal do telhado e uma não muito grande com um banco embutido de pedra escura. Ah, também têm no canto do sótão alguns bagulhos dos moradores antigos.
– Incrível!!! – Fui ate a janela com o banco de pedra de lá se via um bosque. É o característico de toda cidade pequena ser cercada pela natureza.
– Madely, o caminhão chegou! – Foi meu pai anunciar que eu larguei minha mochila e sai o mais rápido que consegui para pegar minhas coisas em especial minha, quer dizer, nossa preciosa guitarra ao qual não me deixaram levar no carro. Não demorei muito para achá-la no meio das caixas abri a maleta para conferir se estava tudo bem com ela.
– Mãe, eu não vou dividir o meu quarto com ela!
– Liandra não seja egoísta.
– Mas mãe, ela é estranha, fica falando sozinha, faz um barulho horrível com aquela guitarra, alias seria incrível se aquela coisa estiver quebrada por causa da mudança.
– Lian, olha!! Ela não quebrou, isso não é legal!?- de vez em quando eu adoro provocar Liandra.
Liandra Bufou e revirou os olhos.
– Como vou trazer minhas amigas aqui em casa com uma doida no meu quarto?
– Não fale assim da sua irmã!- mamãe a repreendeu- E qual solução a senhorita me dá?
–Coloca o Barto e o Zack no mesmo quarto e eu e ela separadas!
– Opa, Opa, Opa! Eu e Barto no mesmo quarto? Não rola! – Zack aparece com Barto no seu encalço.
–Eu não vou ficar no mesmo quarto que esse mané!
– Mas o que é isso? Vocês sempre dividiram o quarto desde pequenos por que não podem fazer isso agora?
– Não precisa essa confusão toda, eu já tenho um quarto.
– Como? – Todos perguntaram em uníssono.
–----------------//------ À noite---------//--------------------
Fomos todos jantar e sem mesa já que compramos móveis novos e esse caminhão só chega amanhã pela manhã. Mamãe não gostou da ideia de eu dormir no sótão, papai me apoiava e Liandra também adorou a idéia, mas Zack e Barto se emburraram já que meu quarto seria maior do que o deles levando então a uma disputa entre nós de quem vai ficar com o quarto. Eu ganhei, pois papai disse que fui eu que o encontrei.
– Querida você tem certeza? Deve haver aranhas e outros insetos por lá.
– Eu limpo mamãe. – Ela ia usar todos os argumentos possíveis por uma semana para me tirar de lá.
–Deixa a menina meu amor... – Papai podia ser o que fosse, mas ele sempre apoia qualquer decisão tomada por nós, se o garantirmos de que não vamos nos arrepender ou mudar de ideia depois.
–Mas você lá sozinha... E se precisar de ajuda? E se você passar mal durante a noite? Se você gritar e não te escutarmos?
– Mãe não se preocupe com isso provavelmente ela vai fazer amizade com algum espírito ou amigo imaginário por lá – Zack adora me atazanar com esse assunto. Não que ele realmente saiba o que acontece.
– Zack nem brinque com isso! – Minha mãe como todo o resto da família é muito religiosa e por isso não gosta desse assunto.
– Menina fantasma, boooh!! – Barto ria de sua nova piada.
Apesar de não esta parecendo agora, todos na família odeiam esse assunto e a fama de esquisita que vem com ele. Os nossos parentes não aprovam nada de estranho, mesmo não sabendo do que se trata, o que me faz ser a estranha da família.
– Mãe eu vou ficar bem.
– Filha o quarto é seu.
– Obrigado pai.
Terminado o jantar subi as escadas até o meu novo quarto com uma tigela de gato na mão cheia de pedaços de peixe do jantar. Foi o tempo de eu entrar e colocar a vasilha no chão que o silencio foi embora e o quarto começou a esfriar.
– Menina fantasma? Que piada sem noção foi essa? – Brad é o primeiro a surgir e ele não parecia muito feliz hoje.
– Eu achei engraçado – Key dá o ar de sua graça.
– Key, você é o único idiota infeliz que ri de qualquer coisa. – É, Brad não estava feliz.
–Não seja rabugento Bradinho... – Brad fecha a cara e os punhos com o comentário de Key que começa a rir ao mesmo tempo em que tenta acalmar o amigo.
– É aqui que vamos ficar? – Olivier aparece timidamente.
– Finalmente um quarto só nosso. – Neom aparece trazendo o inverno com ele.
– Menina fantasma, menina fantasmas BooooH!! – Risos de criança envolvem o quarto — Vamos brincar de boooh com o Barto e o Zack!?
– Kawe, não pode. – Repreendo o pequenino que parou de rodar o quarto inteiro voando.
– Mas é legal assustar aqueles idiotas – Imaginem a carinha mais fofa e manhosinha de criança falando isso. Fazendo beicinho, olhinhos cintilantes e tudo.
– Kawe, é errado perturbar os humanos sem motivos.
– Eles te perturbaram a viagem inteira e lá em baixo também sem motivos nenhum. Isso não conta? – Kawe levanta uma sobrancelha.
– Não, não conta. – Tive que fazer muita força para dar essa resposta. – E, aliás, aonde vocês andaram? Foi só a gente sair do hotel essa manhã que vocês sumiram.
– Missão de Reconhecimento Capitã. – Key se pronuncia batendo continência para mim. Uma mania que ele pegou ao longo dos anos.
– Onde está Paul? – Buio, que já havia terminado sua refeição perguntou.
– Não sei, dormindo eu acho. Não o escuto desde o almoço naquele restaurante velho de estrada.
– Estou aqui May. – Paul responde na minha cabeça claro que isso não impede dos meus outros amigos, que já se estalaram no quarto, o escutarem.
Vou fazer uma breve apresentação de meus amigos:
O garoto mais ou menos musculoso sentado no chão é o Brad ele sempre arranja brigas com alguém, é um pouco rabugento e temperamental às vezes. Tem uma força incrível, apesar de nunca ter ido malhar em uma academia. Seus cabelos são lisos, arrepiados da cor de chocolate com uma franja curta, seus olhos amendoados são bem expressivos e sua pele é um pouco bronzeada. Aparenta ter 16 anos.
O que esta no puff do meu quarto tentando fazer malabarismo com três bolinhas minhas, as quais Kawe acabou de tirar da caixa de brinquedos recém aberta, é o Key. Um ruivo de cabelos compridos ate o queixo, ondulados e com olhos verdes bem alertas aparentando ter uns 17 anos. Key é super energético, agitado e brincalhão, adora esportes e corre tanto quanto um cavalo.
O moreno de cabelos curtos, um pouco bagunçados de cor castanhos escuros e olhos castanhos avermelhado abrindo a minha caixa de livros, chama-se Olivier. Oliver é muito fofo e educado é muito inteligente e está sempre lendo, estudando e se atualizando, sabe de tudo um pouco. Ele costuma assistir às minhas aulas ou às vezes ele vai ate o terceiro ano do ensino médio. Acredito que ele seria da mesma idade de Key.
– Achei você Nukk!! – O pequenino que parece ter finalmente achado o que queria na caixa de brinquedos é Kawe.
Loiro de olhos azuis parece um anjinho cheio de meios cachinhos compridos até a orelha e bagunçados. Mas não se engane ele apronta muito e adora pregar peças nas pessoas, gosta principalmente de provocar Brad deixando-o com raiva. Quando eu era pequena ficávamos sempre juntos, pois as crianças não brincavam comigo por me acharem estranha. Brincávamos de tudo e hoje eu sou a única que ele realmente obedece. Kawe parece ter a mesma idade de meu irmão, mas às vezes age como se fosse bem mais novo. Nukk é o jacaré de pelúcia que ele adora.
O quarto se encontrava bem gelado e o principal causador de todo esse frio está sentado no banco da janela olhando a vista lá fora. Neon com seus olhos pretos e cabelos brancos que descem até as costas emana um frio muito maior do que o normal. Ele tenta controlar o máximo que pode o frio que o corpo dele transmite ao ambiente, mas não é tão fácil quanto parece. De certa forma combina totalmente com a sua personalidade tranquila, gélida e distante. Comigo é diferente, ele fica muito carinhoso e atencioso. Eu já estou acostumada a todo esse frio, mas as pessoas a minha volta não. E isso causa os boatos de que o inverno me acompanha ou que eu sou feita de gelo. Acho que Neon teria uns 16 anos.
Buio é um gatinho imortal muito fofo, porém ele nem sempre foi assim, era como os outros, só que quando o conheci ele já era um gato. Ele até que disfarça bem e nem fala na frente das outras pessoas já que diferente dos outros meninos por ter um corpo físico, pessoas normais podem escutá-lo.
E contrário de todos, Paul não pode ser visto muito menos ouvidos por qualquer pessoa, aliás, nem eles chegaram a ver Paul só ouvi-lo e sentir sua presença. Eu sou a única que o vejo às vezes, geralmente é em sonhos quando durmo ou cochilo já que ele vive na minha mente. Nós só não sabemos ainda o porquê. Paul toca muito bem qualquer instrumento, mas o seu preferido é a guitarra que, apesar de não ser do seu tempo, aprendeu a tocá-la antes mesmo de eu nascer, diz ele.
– Querida, esta tudo bem aí? – Mamãe entrou no quarto, acompanhada do papai que carrega um colchão bem grande de casal.
– Teremos que colocar você para dormir no nosso colchão antigo. Amanhã chegará o seu está bem?
– Tudo bem mãe.
Mamãe trouxe lençóis, travesseiros e um cobertor. Ela os colocou em cima do colchão e me deu um beijo de boa noite.
– Querida, feche as janelas está muito frio aqui dentro.
Foi olhando em volta que ela viu, todas as janelas do quarto estavam fechadas. Ela se assustou e isso era visível em seu semblante. Mais uma vez eu deixei minha mãe preocupada. Ela saiu às pressas dizendo um “boa noite” muito mal formulado sem notar os presentes no quarto. Eu olhei para as causas do frio abrindo um sorriso simples e sincero ao qual foi retribuído com o mesmo sentimento, porém da maneira de cada um. Apresento-lhes meus fantasmas.
– Vou tomar banho. – Anunciei saindo do quarto.
Desci as escadas e fui para o banheiro que por sorte estava desocupado. Neom apareceu no banheiro com a minha toalha e meu pijama, um short azul com estrelinhas e uma blusa branca com o desenho da lua. Não se preocupe já estou há tanto tempo com eles que nem ligo para suas presenças nessas horas. Uma vez, quando eu estava doente, desmaiei no banheiro e ninguém estava em casa, então foram eles que me socorreram. Não sei sobre a vida deles ou como eles morreram. Na verdade, nem eles lembram o que é bem estranho. Mas eles são mais meus irmãos do que meus verdadeiros irmãos.
Quando voltei para o quarto tudo já estava pronto para dormir.
– Vimos a nossa nova escola! — Conta Key animado em quanto eu deito na cama e puxo o cobertor.
– Jura! E como ela é?
– Ela é enorme e velha! Parece um labirinto e tem grama e árvores para todo o lado. — Kawe pega seu jacaré e se junta a mim na cama enquanto me contava o que havia visto.
– Aaih que nervoso primeiro dia de aula.
– Não se preocupe May vai dar tudo certo!! – A autoconfiança de Key me dava inveja às vezes. — E qual quer coisa, vamos estar lá com você!!
– Esse é meu medo...
– Hora de dormir pessoal se não a May irá parecer um zumbi no primeiro dia de aula. — Buio é muito responsável e dos fantasmas é o mais antigo.
Kawe deita abraçado comigo, Buio deita no travesseiro acima de nossas cabeças. Neon apaga a fraca e falha luz do quarto, pega uma almofada minha e se senta na janela encostando-se à parede com a almofada. Um pequeno detalhe é que a janela ficou toda embaçada por causa do frio. Key deita ao meu lado e Brad aos nossos pés encostando-se à parede. Por ultimo Olivier, que até agora estava lendo, se arruma com o meu puff. Acho que preciso de mais puffs ou colchões.
– Pode começar Paul!!
Uma musica começa a fluir pelo quarto, uma canção que só nos podemos escutar. Desde que eu era pequena Paul canta na hora de dormir, sempre digo que sua voz é mágica e pode controlar as emoções de qualquer um causando tristeza, felicidade, coragem, força, paz ou tranquilidade.
–------------------- Flash Back-------------------------
A pesar de ser apenas quatro horas da tarde o céu por inteiro estava escuro e nublado avisando a chegada de uma nova chuva. Uma garotinha que tinha acabado de completar 6 anos andava sozinha pela rua estava assustada e não sabia para onde ir. Um estrondo enorme a assustou e mais uma vez saiu correndo sem destino.
– Madely não corra assim novamente se não você vai acabar... — A menina tropeça — ... caindo mais uma vez. – não demora muito e a menina começa a chorar. – Se você tivesse me escutado mais cedo não estaríamos perdidos.
Mais cedo naquele dia estava com sua mãe na rua fazendo compras até que encontram uma vizinha. A pequena Madely viu um carrinho cheio de balões e se encantou com um de coração amarelo e laço vermelho. Tentou chamar a atenção de sua mãe, mas esta estava muito ocupada conversando e com isso o carrinho começou a sumir de sua vista. Pensando em trazer o carrinha ate sua mãe foi correndo atrás do vendedor e ignorando por completo o aviso de seu amigo. Porém não encontrou o vendedor, acabou se perdendo e se assustando com o barulho de um trovão.
–Ali! Vamos nos esconder ali. – Seu amigo lhe indica um beco curto, coberto, e não muito escuro para se esconder da chuva que começou a cair.
A pequena menina apesar de tudo era forte e persistente por isso mesmo com o joelho machucado, por causa de sua ultima queda, se levantou, andou ate o local indicado e sentou em uma caixa de madeira no meio do beco. Por fim, começou a chorar.
– Nã... não May, não chore! Eu vou te levar de volta para casa, prometo!
– Droga que barulho irritante é esse?- Um garoto meio transparente de cabelos e olhos cor de chocolate surge parecia ter uns 16 anos e não tinha uma cara muito feliz. Usava uma calça jeans um tênis e uma jaqueta de couro, ambos pretos, e uma blusa branca.
– Madely, não olhe para ele! – Mas já era tarde demais. A primeira coisa que Madely fez assim que escutou a voz do garoto foi olhá-lo. Ela parou de chorar e se contentou somente em fungar.
– Consegue me ver? – A menina faz o gesto com a cabeça afirmando. – Sabe o que eu sou? – Novamente afirma com a cabeça. – Por que você consegue me ver? — Madely faz um não sei com os ombros.
– Madely, não fale com estranhos!
– Quem esta aí? Mais um fantasma não é? Apareça logo, estou sentindo a sua presença!
– Consegue sentir minha presença?– Agora ficou curioso uma vez que somente fantasmas com certo tempo de morto podem sentir a presença de outros. Quanto mais antigos e experientes mais fortes e perigosos.
– Claro que consigo! – Falou com sarcasmo. –Apareça logo!
– Estou aqui já. Deixe-nos em paz, não queremos brigar.
– Aqui aonde? Aah, esqueça tenho mais o que fazer. – O garoto some, mas não demora muito e volta dessa vez estava com uma cara assustada. — O que...? – Olhou na direção da menina e arregalou os olhos. – Você me prendeu!? — Tinha decidido ir para um lugar bem longe e diferente, porém assim que partiu sentiu a sensação de algo preso a seu pé e quando olhou para o mesmo viu que realmente havia algo o prendendo. Havia em seu pé uma corrente de ouro que o ligava ate o local a onde anteriormente estava e quando retornou viu que a corrente saía daquela menina — Sua pestinha por que fez isso? Por que me ligou a você? — Sua raiva era visível, porém a garota parecia não entender nada do que o maior dizia.
– Nós não fizemos nada, se afaste. – Grita para o garoto que estava a uma distância curta, perfeita para atacar. Fantasmas experientes podem pegar objetos sólidos.
– Harg! Deixe de idiotices e me solte, agora!- O garoto pega na corrente de ouro em seu pé que parece ter encolhido conforme se aproximou da garota.
Tanto a garota quanto seu amigo também podia ver a corrente.
– Não fizemos isso, foi inconsequente.
– Pare de falar besteiras!! Como alguém pode fazer isso do nada sem saber?
– Não sei, mas não senti nenhuma energia vinda dela muito menos minha. Aliás nem vi essa corrente se formando.
–Esta me dizendo, que estou preso a essa coisinha por acidente?
– É, acho que sim. – Não gostava dessa situação, porem não podia fazer nada no momento. Ficou surpreso já ouvira falar sobre isso, mas sempre achou que fosse só lenda e principalmente fazer algo assim sem intenções é totalmente inexplicável.
– HAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRg!!!
Não demorou muito para a chuva parar e a pequena menina ser encontrada por um policial local. Foi levada de volta para casa por seu pai e junto com ela vinha um ser extremamente irritado que fazia questão de ficar longe. A corrente não o impedia de ir para outros lugares longes dali porem havia um limite. Mas não demorou muito a ser o único, pois nesse mesmo ano esse acidente ocorreu mais cinco vezes.
Notas finais
Olha a fic tem fantasmas mas os leitores não precisam imita-los ok?
Bjokas e Cambalhotas
*kesköö sentado lendo outro livro*
- Da tchau para eles kesköö-kun...*sussurra*
- Nägemist *kesköö sem tirar o olho do livro*
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Falas em Italico: Paul
Nukk- Boneco em estoniano
Kesköö - meia noite em estoniano
Nägemist Tchau em estoniano
Buio trevas em alemão
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