Kako No Jiko

2 Mais um primeiro dia...


Notas iniciais
Gomen!! Ç_Ç .. tive tantas coisas essas ultimas semanas...fim de ano é sempre assim.. :(
-Para pessoas enroladas como tu, fica prior ainda. * kesköö aparece das sombras*
Não me julgue, você não fez nada para me ajudar .. ¬¬
- E por que o faria?
Por que eu te trouce para você alem de me fazer companhia e proteger, foi também para me ajudar. ù.ú
- Mas eu nem queria estar aqui. Você me deixa maluco e não dá todo o luxo que mereço.
Pensei que era meu amigo T_T
* silencio mortal* * Sendo ignorada*
Já entendi.. ç_ç .. vamos a fic ..

Acordar cedo nunca foi minha prioridade na vida. Às vezes eu realmente queria fazer igual toda adolescente e acordar uns 40 ou 50 min antes do horário escolar, mas meus preciosos amigos não iam deixar isso acontecer nunca!

- ACOOOOOOOORRRRDAAA FLOR DO DIA!!! – Key é o primeiro a levantar

- May-nee, May-nee, vamos acordar!! Levanta quero ver a escola!! – Logo em seguida o Kawe levanta.

Esses dois tiram energia do além só pode! Bom se bem que isso não é impossível para eles... Neom não chega a dormir por muito tempo, ou seja, ele madruga! Acorda por volta das quatro da manha, mas ele é bem quietinho então ninguém liga.

Sabe fantasmas não precisam dormir nem comer, suas energias gastas voltam naturalmente enquanto eles não as usam, como o fato de ficarem quietinhos sem mexer em nada material. Ou seja, eles dormem por diversão. Ta, na verdade foi o seguinte, quando eu era pequena toda santa noite eles faziam bagunça, se não era no quarto era no resto da casa ou na rua. A maioria das vezes era na rua, mas se meterem em confusões não é legal e quando ficavam no meu quarto ou no resto da casa, minha família em geral ficava assustada. Até que eles fizeram uma besteira tão grande que acordou a casa inteira. Meu pai tinha achado que um ladrão tentara roubar algo, mas não tinha sinal de arrombamento. Meu pai trocou todas as fechaduras da casa e espalhou alarmes por segurança. O que levou Buio a tomar a decisão de que a partir daquela noite todos eles devem dormir no mesmo horário, ou quase, que eu dormir.

- Key, por favor... viu estou até sendo educado... pare de gritar no nosso ouvido? – Brad não está realmente com sono, mas ele não gosta muito de gritaria pela manha.

- Oks, Brad Rock. – E se vira para mim – O que vamos fazer primeiro, capitã?

- Pegar o banheiro antes que alguém entre.

- Deixa comigo! – Kawe saiu correndo na frente para evitar que um de meus irmãos entre no banheiro antes de mim. Claro seria mais fácil se ele só aparecesse lá, mas ele não perde a chance de se divertir, e para ele uma corrida contra o tempo é bem divertido.

- Primeiro dia de aula tem que conseguir o uniforme na escola. – Buio anuncia.

- Jura? Tenho que usar uniformes?

- Sim, você não escutou sua mãe falando no carro ontem?

- Bom...

- Ela estava no mundo da lua de novo. – Paul não pode ler meus pensamentos com total clareza, mas consegue compreendê-los com muita facilidade.

- Não fala assim...

- Se eu fosse você se apresava sua irmã já acordou. – Neom anuncia.

- Haaaa! Vou me atrasar!!- Sai correndo do quarto o mais rápido que pude.

Acho que não vou chegar a tempo, Liandra está perto da porta do banheiro que fica no fim do corredor. Por sorte Kawe estava lá pronto para parar uma Liandra distraída com o telefone. Kawe puxou a roupa junto com a toalha que estava no braço de Liandra deixando tudo no meio do caminho. Quando se abaixou para pegar o que havia caído Kawe puxou um pouco mais a toalha para longe dela o que a deixou bem confusa. E eu, é claro, aproveitei e entrei.

- Hey! Eu ia entrar aí!- Liandra bate na porta com a vil esperança de me tirar daqui.

- Há desculpa maninha nem te vi, mas não se preocupe eu não demoro. – Kawe gargalhava de satisfação e eu fazia o máximo para conter o riso.

- Hiiirrrr – Liandra da uns chiliques finos bem engraçados.

- Missão cumprida – Eu e Kawe falamos em uníssono batendo nossas mãos.

Tomei meu banho, lavei minha cabeça e vesti minha roupa ao qual escolhi há uns dias atrás. Era uma saia preta de pregas com duas correntes fininhas douradas com pingente de caveirinhas penduradas e uma blusa rosa com uma caveira preta na frente. Calcei minha sapatilha preta, penteei meu cabelo, peguei minha mochila que também era preta com algumas borboletas brancas e por fim desci para o meu café.

A minha nova casa é bem legal. A escada tem um aspecto antigo e fica no canto perto da parede. Seu corrimão dá uma enroladinha tipo caracol quando chega aos últimos quatro degraus ao qual vão ficando cada vez maiores.

A sala é grande tem uma lareira antiga. Antes dela tem dois degraus curtos que levam a o hall de entrada. Uma porta leva até a cozinha onde há o fogão antigo que minha mãe usou para improvisar nossa última refeição e uma mesa a qual desconheço a origem.

- Bom dia Madely — Diz minha mãe animada assim que me viu descer.

- Bom dia mãe, pai. — Falei me sentando a mesa para tomar meu café – De onde veio isso?

- Achei no quartinho lá dos fundos. – Responde meu pai enquanto checava seu e-mail pelo Ipad.

Vi ontem por uma de minhas janelas um quartinho de aspecto velho nos fundos. Deve ser esse que meu pai falou.

Zack e Barto também já estavam lá. Barto brincando com o pão e Zack de cara na mesa cochilando, provavelmente ele ficou mais uma vez até tarde jogando no computador. Liandra ainda não descera, mas isso é normal dela sempre ficar pronta no último minuto e comer só uma fruta antes de sair.

- Vou deixar e buscar vocês hoje na escola já que não sabem o caminho ainda.- Anuncia meu pai.

Minha mãe deposita na mesa as preciosas panquecas que amo as quais não demoraram nem um segundo a virem para o meu prato. Costumamos nos mudar com um certo nível de frequência. Já morei em cinco estados diferentes, e olha que só tenho 14 anos. O trabalho do meu pai gosta de variar os profissionais de filial a filial. A pesar de a mudança trazer saudades, elas são recebidas de bom grado por alguns membros da família. A chance de recomeçar é algo gratificante para minha mãe e meu pai, sem contar o fato de estarem longe dos parentes da minha mãe que são um saco. Liandra fica mal humorada no começo, mas depois se ajeita, já que tem muita facilidade em atrair as pessoas para si, mas o que lhe deixou realmente chocada é o fato de sair de sua enorme e amada Miasto e ir para a pequena Jasnytown.

Para mim mudança não faz diferença e a única coisa que me preocupo é arrumar lugares novos para comprar coisas que nós gostamos como: Tudo que é necessário para nossa guitarra, livros que gostamos de ler, jogos e outras baboseiras.

Terminamos o café da manhã e fomos para o carro. Quando papai ia dar a partida Liandra sai correndo de casa com uma caixinha de suco na mão e entra no carro.

O carro saiu do grande quintal e desceu a pequena ladeira dando visão para outras casas um pouco menores que a nossa. A rua era bonita com arbustos e flores. As casas eram de cores diferentes e alegres com grama e portõezinhos na frente. Fora essas semelhanças, elas eram bem diferentes. Umas eram mais retangulares outras mais quadradas, umas eram de dois andares e outras só pareciam ter um único cômodo no segundo andar. A maioria tinha chaminé.

Não demoramos as chegar ao centro da cidade aonde se vê varias lojinhas e um pequeno shopping de três andares. Tem uma praça bem grande e arborizada com um cercado pequeno de cor preta em volta. Não dá para ver o fim da praça, pois como eu disse, ela é grande, mas parece bem divertida e um bom lugar para começar a conhecer a cidade.

- Podemos vir aqui depois se você quiser.

- Eu quero.

- Quer o que? – Zack me escutou! Droga, isso não foi para ele.

- Comer frango no almoço e você?

Ele nem respondeu só revirou os olhos e colocou os fones de ouvido que estava tirando da bolsa. Costumo a fazer muito isso. Responde aos meus amigos e esquecer da presença de outras pessoas.

Estava flutuando em meus pensamentos quando o carro freio em frente a um prédio grande de cor mogno envelhecido. Não está caindo aos pedaços nem nada, mas dá para perceber que é uma construção antiga. Ela era cercada por arvores do mesmo jeito que Kawe e Key me especificaram. Vê-se um fluxo bem grandinho de adolescentes entrando pelos enormes portões pretos. Talvez tenha mais pessoas nessa cidade do que eu pensei.

- Liandra, Madely e Zack, aqui é o prédio principal aonde vocês vão estudar. Irei dar a volta para deixar seu irmão no prédio infantil o qual é praticamente atrás do prédio de vocês. Procurem, antes de qualquer coisa, a secretaria para não se perderem com nada, eles já têm seus nomes. Agora saiam ou então vou me atrasar para a reunião. Venho buscá-los às 13 horas em ponto, não se atrasem.

Despedimo-nos do papai e descemos do carro. Liandra pegou o celular e ligou para alguém e logo a telefone de um garoto loiro e um pouco musculoso que estava perto da entrada do colégio tocou. Vendo quem era, Liandra anda em sua direção e o cumprimenta. Os dois vão em direção a uma arvore aonde se encontrava alguns adolescentes.

Olhei para o lado para perguntar ao meu irmão, se não devíamos lembrá-la de que o papai disse para procurarmos a secretaria primeiro. Mas ele não estava mais lá. O vi adentrando os portões de ferro da escola e indo em direção a quina do prédio aonde tinha alguns garotos com uma bola de futebol na mão.

- Fui deixada de lado. De novo.

- Esquece. Vá procurar a secretaria antes que dê 7 horas e você seja penalizada de alguma forma por atraso.

- Tem razão, vamos.

Passei pelos portões de ferro, cruzei o caminho de pedra com grama em volta até as escadas da entrada do prédio, aonde um portão grande e de madeira me esperava aberto.

Os corredores por incrível que pareça eram bem iluminados e arejados. Havia quatro andares e cada um com um banheiro e um bebedouro. A maioria dos cômodos eram salas com portas de correr de madeira. Todas as paredes dos corredores eram da mesma cor que a parede externa. Somente a parede das salas que eram brancas. Era uma escola monstruosa para uma quantidade não muito grande de pessoas. É mais uma característica que mostra que esse prédio já estava aqui há um bom tempo.

Ah sim, no meio do prédio há um espaço bem grande ao ar livre com mesas e cadeiras de cimento. Todos os quatro andares tinham vista para ele, pois só há espaços abertos enormes na parede. Não como uma janela, mas sim como um buraco retangular bem planejado. A cantina ficava no primeiro andar e não havia porta para sua entrada, somente uma rampa para descer. Ah sim, não podia esquecer-me de falar que para subir há cinco caminhos diferentes. A grande escada principal que é antiga e só dava para o primeiro andar, as duas escadas caracóis que ficavam uma em cada canto distinto do prédio, escadas ziguezagues e rampas. As duas últimas tinham uma em cada andar, mas as rampas eram um pouco estreitas dando para no máximo duas pessoas andarem nela lado a lado. E foi nelas que subi com a coordenadora do colégio, senhora Belanner.

Não era muito jovem, mas também não era velha. Eu lhe daria uns 47 anos, porém descobri mais tarde que ela tinha acabado de completar 40.

Subimos as escadas com ela me dando todas as explicações disciplinares da escola e avisos de segurança. Ela chegou a me perguntar sobre meus irmãos e eu prontamente respondi que não fazia a mínima ideia. Essa escola é imensa e pelo que eu vi das janelas da secretaria os jardins também. Saber onde eles se meteram seria impossível.

Algo me diz que ela não gostou muito da minha resposta. Fazer o que? Não nasci para agradar a todos.

Já eram 07h05min quando paramos em frente a sala de minha primeira aula e me entregou o meu horário juntamente com um bilhete para o professor que dizia o motivo de meu atraso. Despediu-se de mim e foi embora dizendo que se eu precisasse sabia aonde encontrá-la.

- Vou ter que entrar sozinha. – me lamentei.

Bati na porta e logo o professor abriu. Parecia meio carrancudo e era bem alto e grande, se é que me entende.

- Aluna nova? Não pode entrar depois do horário na sala. — seu olhar era de superioridade.

- Tenho um bilhete para o senhor da coordenadora. – Respondi olhando bem para os seus olhos. A culpa do atraso não foi minha, a coordenadora demorou muito a me atender.

Entreguei-lhe o bilhete. Ele o leu e me deu passagem para entrar. Entrei na sala de cabeça baixa, todos olhavam para mim. Alguns cochichavam outros riam baixinho.

- Turma esta é Madely Le Blanc. Sejam gentis com ela. – Virou-se para mim – Sente-se.

Avistei uma cadeira vazia no canto da sala e me concentrei a andar em sua direção. Sentei-me e a aula de português continuou.

Parecia ter passado um século quando os três primeiros horários acabaram e todos desceram para o intervalo. Por uma segunda passagem do primeiro andar encontrei o jardim tão grande e verde do colégio. Andei, andei e andei até que cheguei à quadra aberta onde vários garotos jogavam de um lado futebol e do outro basquete. Também tinha umas meninas jogando, mas eram bem poucas. Tínhamos meia hora de intervalo então sobrava tempo para fazer bastante coisa.

Decidi continuar andando e estava imaginando onde ficaria a biblioteca da escola ao qual ainda não tinha visto.

- May cuidado!

Por instinto olhei para cima e vi uma bola de futebol vindo bem rápido em minha direção. Eu não tive reação, mas meu amigo teve. Minhas pernas se mexeram, sem minha permissão, de uma maneira bem desajeitada, já que eu não estava preparada, me fazendo cair no chão e me protegendo por milímetro de um impacto bem forte.

— Valeu. – Tomei um susto. Fui pega desprevenida.

- Olha por onde anda, May!! – Ele ficou nervoso.-Não tem de que.

- E... eu me distraí.

- Você sempre se distrai.

- Hey, garota! – Um garoto de cabelos castanhos vem correndo na minha direção – Você esta bem?

- Sim, não foi nada.

- “Não foi nada? Esses antas deviam tomar mais cuidado com a força que chutam essas bolas!!” – Brad apareceu não sei da onde.

- Brad, sem confusão.

Os ignorei

- Me desculpe, fui eu. Chuto com muita força. Tem certeza de que esta bem? Não é melhor ir à enfermaria?

- Não precisa obrigado.

Seus olhos eram um azul muito bonito. Ele é um pouco mais alto que eu. E seu sorriso era muito carismático.

- Oh Wilian, vem logo! – olhei para traz e vi que os garotos os esperavam impacientes e no meio deles estava Zack.

- Já vou!- gritou em resposta.

- Acho melhor você voltar. – Peguei a bola e lhe entreguei.

- É mesmo. Tchau. – E voltou correndo para a quadra.

-Maninha, maninha! Você esta legal? – Kawe apareceu pulando em mim assim que eu me distanciei um pouco da quadra.

- Não podemos te deixar um minuto sozinha que você se mete em perigo. – Key aparece bagunçando meu cabelo. E Olivier logo atrás

Balancei a cabeça e eles voltaram ao normal.

- Eu me distraí...

- Novidade. – Falaram os seis em uníssono.

O intervalo acabou e eu fui para a minha próxima aula aonde sentei ao lado de uma pessoa bem peculiar. Seus cabelos castanhos escuros eram bem curtos apesar da ponta da franja chegar ate o canto de sei nariz cobrindo assim parcialmente um de seus olhos azuis. Estava de calça jeans clara, uma blusa preta cheia de correntes e botinas. Havia um pircing de pedrinha vermelha em seu nariz e o tom de sua pele seria um moreno claro. Olhava fixamente para a paisagem que podia ser vista da janela e apesar da aula de matemática já ter começado não havia tirado os fones de ouvidos pretos. O professor nem percebeu já que a sala estava uma bagunça e ela se localizava bem no fundo ao meu lado. Na aula seguinte a perdi de vista, mas na ultima aula encontrei de novo. O professor de redação não parava de falar e alguns alunos cochichavam em plena aula.

Na hora da saída fui uma das últimas a arrumar minhas coisas e quando saí, acabei tropeçando, em algum lugar não identificado, deixando tudo se espalhar pelo chão.

- Droga. – me abaixei para começar a catar ate que percebi uma presença perto de mim.

- Você é nova aqui, não é? – Confirmei com a cabeça. – Tome cuidado com a saída desta sala, tem um negócio de ferro bem grosso e escuro preso no chão logo ali. – apontou para o causador da minha queda. – Por aqui tem muito disso. Coisas estranhas presas no chão e na parede. Com um tempo de convivência você acaba se acostumando e gravando onde não pisar.

Assim que levantamos, ela me entrega o que havia pegado do chão. – Sou Anne Ronnus.

- Obrigado. Prazer, Madely Le Blanc.

- Faz muito tempo que chegou? – começamos a ir escada a baixo.

- Cheguei ontem.

- Que azar vir direto para a escola. Veio da onde?

- Vim de Miasto. Não é muito longe daqui, eu acho.

- Miasto? Minha amiga mora lá. Saiu daqui há uns três anos. – Ela parou perto da saída que leva aos fundos da escola. – Vou por aqui.

- Eu vou para a entrada do colégio, meu pai já deve estar chegando.

- OK então, a gente se esbarra por aí. Tchau.

E lá se vai ela, passos rápidos e firmes. Pegou algo na mochila e desapareceu na multidão.

Sentada em um banco no canto da frente da escola pude observar tudo e todos. Sempre gostei de ver o que esta a minha volta, pois via mais do que alguma garota pudesse ver. Em volta de algumas pessoas vejo luzes bonitas e chamativas que mudavam de vez enquanto. São luzes que nem sempre consigo enxergar. Sinto que devo ir para o portão e o faço, encontrando assim o carro de meu pai chegando com Barto já lá dentro.

Esperamos por quarenta minutos meus irmãos chegarem e fomos para casa escutando meu pai dar um discurso sobre pontualidade. E o dia se passou em uma rotina que considero a calmaria iniciante. Fiz meus deveres, ajudei minha mãe, arrumamos minhas, digo nossas, coisas nos móveis novos e fomos todos dormir.

---------------------------------------- Flash back--------------------------------------------------

Em um dia lindo e ensolarado como esse é bem normal que alguns homens gostem de se reunir para jogar futebol em um campo bem verde e aberto. Claro que nem todos tinham a missão imposta pela esposa de cuidar dos filhos enquanto ia visitar a amiga. Conseguira diminuir a carga de trabalho deixando a mais velha fora brincando na casa das amiguinhas, o mais novo não desgruda da mãe tendo que ir junto. Sobraram por fim os dois do meio, uma menina de 6 anos e um garoto de 7, sendo então, na visão do pai, fácil de controlar. O menino altamente energético jogava com os filhos de dois amigos de jogo usando uma bola infantil, já a garota com seus cabelos cacheados e olhos cor de mel esverdeado ficou sentada na arquibancada só observando. Gostava de observar as coisas a sua volta, aprendera a fazer isso com seu “amigo”, mas ainda sim era uma coisa muito incômoda para uma criança de sua idade. Então levantou, bateu seu vestidinho azul claro que estava um pouco sujo por causa do local e vagarosamente começou a descer a arquibancada. Chegando ao chão começou a andar, até que viu um grupo de pedras achatadas que pareciam formar um caminho, sem contar o fato de elas terem um certo brilhinho por causa da luz do sol. Encantada, decidiu pular em cima de cada uma seguindo o aparente caminho, mas se decepcionada quando viu que elas a levavam a uma parede cimentada aonde podia ter uma antiga porta. Porém olhando para cima algo lhe chamou a atenção. O lugar que havia encontrado seria um antigo quartinho, até baixo por sinal, feito do mesmo material do muro do campo, só que já estava muito usado e quase para desmoronar por causa de uma intensa umidade e por isso sua entrada foi fechada. Mas no telhado se encontra sentado um adolescente observando o jogo, talvez tenha uns 17 anos. Uma rajada de vento passou por ali fazendo o cabelo da pequena menina balançar, coisa que não aconteceu com o ruivo ao qual o cabelo continuou imóvel. Seus olhos verdes foram direcionados para a menina assim que percebeu o olhar da mesma sobre si. Sua expressão não era uma das mais simpáticas, estava sério e pensativo. Porém o olhar da garota lhe intrigou, era diferente dos outros, será que ela...? Não, não podia ser. Estava sozinho há muito tempo, talvez estivesse delirando. Ela continuava a olhar e a curiosidade lhe venceu. Sumiu de onde estava e apareceu ao lado da mesma ao qual direcionou sua visão quando sentiu uma pequena corrente fresca em seu ombro.

- Consegue me ver? – pergunta o garoto ao qual, agora mais de perto, podia se ver que era um pouco transparente.

A menina confirma com a cabeça. E o garoto se abaixa para ficar a altura da criança.

- Como?

A menina faz um sinal de não saber.

- Qual o seu nome?

- Madely – sussurrou quase inaudível.

- Vamos embora, Madely. – Seu amigo que acompanhava a situação, sem escolha própria devido à situação que se encontrava, já havia advertido a menina de não fazer esse tipo de coisa, porém a menina tinha um estado de teimosia bem grande.

- Por quê?

- Porque é perigoso!

- Com quem você esta falando? – Olhou em volta. Já tinha sentido a presença de mais um que se encontrava na mesma situação que a sua, mas como não o viu e como isso era comum naquela região, tinha decidido ignorar.

- Não responda. – Ordenou fazendo a menina fechar a boca antes que pudesse pronunciar algum som. – Vamos embora. – A menina, apesar de muito relutante, começa a recuar bem devagar.

Espere? Ir embora? Acabou de achar alguém que possa lhe ver. Não podia deixá-la ir agora, necessitava de que alguém o visse, pois ser visto pelas pessoas era seu maior prazer.

- Espera aí!- A menina parou e se virou de novo.

- Quantos anos têm? Mora por aqui? Por que consegue me ver? Gosta de esportes? Que tal o Futebol? – Eram muitas perguntas de uma vez só, mas t provocou um tímido sorriso na menina.

- Madely, vamos! – Tudo tirava a atenção dessa garota inclusive quando encontrava pessoas como ele, pois ficava impressionada.

- Tá bom, quem está aí? – Recomeçou a olhar em volta – Apareça. – Não houve resposta. — Ora vamos, senti você a quilômetros de distância, se apresente logo, por favor.

- Estou aqui – ele podia senti-lo isso não era bom, pois era sinal de experiência e quanto mais experientes mais problemáticos são.

- Hãm?- Se não estava confuso antes, agora tinha certeza de que estava.

- Estou bem aqui. É normal que não possa me ver. Diferente de você, eu regredi e fiquei preso aqui.

O ruivo olhou para a menina e começou a compreender um pouco. Já havia visto um colega regredir e ficar no lugar de um urso, mas nunca em um humano.

- Então saia. – Seu amigo saiu em seguida já que não gostava do corpo do urso. São raros os que podem fazer isso, dizia o mesmo amigo.

- Não posso sair.

- Por quê?

- Estou preso.

- Preso como?

- Acho que você vai descobrir. – Sentiu uma energia estranha, singela e involuntária no corpo que habita. Era quase imperceptível

- Hãm?

A menina olhou para os pés do garoto seguido pelos olhos do mesmo. Em seu pé podia se ver uma corrente dourada presa ao qual tinha como ponto de partida a garota a sua frente.

- Mas o que? – Se via em seu rosto uma mistura de assombro com irritação. Era um pássaro livre, podia fazer o que quisesse. – Por que estou acorrentado?!

Por mais que tivesse tentado o dia inteiro, não conseguia se soltar e a cada tentativa uma fúria ia aumentando dentro de si. Ia pagar caro, quem tirou sua liberdade, quem o mantém acorrentado.

Notas finais
Jasny- Brilhante em polonês; Town Cidade ou vila em inglês.
Miasto- Cidade em polonês
Oioi ^^!! * humor transformado em segundos* Espero que tenham gostado do cap! :D Fantasmas só na fica ta gente? Leitor que é leitor comenta. Pode ser tipo .. "ta oks, eu li."
Agradeço mais uma vez a Stefany-sensei por betar minha fic e obrigado pelas Reviews do cap anterior AnneGabbie e Stefany_Zanoni. Vou tentar não atrasar o próximo cap, mas já vou avisando que vou ter duas semanas muito tensas começando dessa segunda que vai vir.
Bom .. acho que é isso... Algo a declarar kesköö-kun?
* Se encontrava sentado d eolhos fechados meditando*
- Estou ocupado, obrigado por ler a fic só assim eu não aturo a melancolia dela * Aponta para Bikaela* e não mintam pois é feio e te deixa com perna curta e nariz grande.
Oks.. *ignora o boneco* ate mais ver .. ^^
- Nägemist * acena com a mãozinha*