Kako No Jiko

3 Rotina voltando ao normal...


Notas iniciais
Bem.. acho que demorei um pouquinho mais do que devia...
Mas tenho meus motivos... Né Kesköö-kun ^^... Kesköö? -
*Telefone toca*
Alo?
- Liguei para avisar que odeio carnaval e estou de férias na França. Não me perturbe a não ser que esteja morrendo, alias faço questão que me chame para assistir a sua morte. Beijo, Te adoro.
o.o .. França.. e nem me levou ... acho que alguém vai receber um castigo quando chegar da viagem ò.ó
* ignorandoapartedamorte
Mais uma vez agradeço a minha Beta Stefany-sensei por ler e Betar a minha fic ^^/
Boa Leitura.

Há um grande mural a minha frente contendo várias folhas de inscrições para atividades extracurriculares. Já era hora da saída então não havia um aglomerado de pessoas como mais cedo. Eu em meu momento de pessoa atenciosa analisava cada folha até uma garota ruiva de olhos azuis me empurrou ocupando o espaço em que me encontrava. Puxou uma caneta rosa com um pompom na ponta e escreveu alguns nomes na lista a sua frente. Em seguida escreveu os mesmos nomes na lista mais ao lado, guardou a caneta e foi embora desfilando com quatro individuas ao seu encalce.

– E a educação, viajou?! – Falei para mim mesma indignada com a atitude daquele quarteto.

– Quem dera. – Me viro ao escutar a voz de Anne, que desta vez usava o uniforme escolar. O uniforme era uma saia não muito curta, mas também não muito longa da cor cinza com um laço na cintura e uma blusa branca, lisa, com botões na gola e um emblema da escola no peito. A blusa fica para dentro da saia, deixando o laço a mostra. – Acho que não nasceu com nenhuma delas.


Já faz uma semana que estou aqui, estudo no mínimo um horário com pelo menos uma delas e nada de nem me cumprimentarem. Bom com exceção do esbarrão que dei na ruiva há uns 4 dias, quando fui ver com a costureira da escola se o meu uniforme estava pronto. Ela se irritou e me xingou de alguma coisa estranha. Oliver disse que era francês. Não estou acostumada que falem comigo, mas aqui é uma cidade nova e pequena, ou seja, quase todos da escola já sabiam meu nome e me mandavam um aceno de cabeça. Até tem foto minha e dos meus irmãos no jornal da escola.



– E ai já escolheu o que vai fazer? – Anne não demorou muito olhando o quadro, foi direto para um que estava escrito “Fotografias” e assinou seu nome.


– Ainda estou vendo.

– Temos que escolher no mínimo dois. — Assinou na folha ao lado que pertencia ao grupo de artes.

– Por que isso? – Sou obrigada a escolher dois? Minha cara de indignada devia estar bem estranha, pois fez Anne rir.

– É porque aqui é cidade pequena e não tem quase nada para fazer. Então tentam estimular um bando de alunos a fazerem boas atividades e não besteiras por ai, como faziam. Porém eles são muito desinteressados para irem por livre e espontânea vontade.

– Só que ao mesmo tempo os interessados criavam grupos variados e diferentes. – Uma terceira voz se juntou a nossa e quando fui conferir vi o sorriso e os olhos azuis de Wilian. O uniforme masculino é um conjunto de calça cinza, blusa branca lisa e com o emblema da escola. – O resultado foi vários grupos com no máximo três integrantes e vários alunos desocupados. Então o diretor decidiu que cada aluno teria que escolher no mínimo duas atividades, caso contrário perderia pontos na nota final.

– Deixando quase todos os alunos de recuperação. – Anne completou.

Wilian pegou uma caneta do bolso e se inscreveu em quase todos os times esportivos do quadro e por fim no de leitura.

– Vou indo, tenho treino agora, Tchau.

– Ele é bem legal. – Comentei o vendo ir embora.

– É, mas é um garoto problema. – Olhei para Anne sem entender. – Não que ele arranje confusões, ele é um exemplo de garoto, como todos dizem. O senhor simpatia em pessoa, amigo de todos. Só que é primo das gêmeas que saíram com a Jakeline, ao qual está de olho no mesmo já faz uns 3 anos.

Jakeline era a ruiva mal educada que saiu daqui desfilando não faz muito tempo.

– Mas eu nem pensei... – Eu realmente não pensei nele desse jeito.

– Não te conheço muito, mas tenho certeza que não pensou nele assim. Porem Jakeline não liga para quem não lhe interessa, ou seja, ela não vai parar para pensar se está de olho nele ou se gosta de ter bons amigos.

Senti minha testa franzir levemente. Já faz um bom tempo que não ligo para esse tipo de gente. Não gosto de confusão, mas por natureza me meto em bagunças mesmo. Além do mais, nunca foi fácil para eu arranjar pessoas que fossem legais comigo, logo tento manter no mínimo um contato com as poucas.

– Como se eu me importasse com ela. – Sorri para Anne. — E Wilian vai ser um bom amigo um dia, quer ela queira ou não.

Anne levanta uma das sobrancelhas e abre um sorriso em seguida.

– Ok — Olha para o quadro e escreve seu nome em um ultimo papel, o de alquimia. Sim, aqui tem alquimia. Como uma escola pode ter alquimia?? – Acabei. Vamos, pois não tenho o dia inteiro. Estou doida para tirar esse uniforme.

Anne odeia o uniforme. Ela diz que isso é uma forma de acabar com a nossa liberdade de expressão, com a diversidade e mais todo aquele papo de reprimir e igualar a sociedade. Peguei uma caneta e me virei para o quadro.

– “Time de Basquete, Futebol, Natação...” — Ouvi Key falar enquanto guiava a minha mão assinando meu nome, porém com uma letra que não era a minha.

Já me acostumei com as aparições repentinas.

“Musica”– Falou Paul pegando, com a minha outra mão, outra caneta na minha bolsa e fazendo- me escrever, sem consentimento, meu nome no papel.

– “Boxe e Muay thai ”- Brad puxou a mão que estava com Paul e me escreveu aonde queria.

– “Vamos pintar! Vamos pintar!” – Olho para cima e vejo Kawe rodando até que o mesmo para em meus ombros e fica puxando o meu braço com uma das mãos enquanto usava a outra para apontar o papel.

Escrevi-me na de Artes. Queria reclamar com cada um, mas não podia na presença de Anne que somente enxergará minhas duas mãos trabalharem com letras diferentes em cada papel. Ta, não é só, é muita coisa e estranha. Anne tentava disfarçar como se não percebesse a situação estranha.

– “May, será que podíamos entrar na de Leitura, a de matemática, Fotografias e a de alquimia?” – Olivier aparece educadamente ao meu lado — Por favor.

– “Também quero Alquimia, primeiros socorros e a de lendas e mitos.” – Neon aparece atrás de mim e falou no meu ouvido, deixando minha orelha se sentir em uma nevasca. Em seguida desapareceu.

Assinei em todos menos o de matemática ao qual neguei discretamente com a cabeça. Olivier ficou meio abatido e desapareceu.

– Você vai consegui fazer isso tudo? – Olhei para Anne e ela parecia um pouco assustada. — Alguns vão coincidir com o horário de outros.

– Não vou, vou selecionar melhor mais tarde. – Falei alto o suficiente para que todos escutassem – É que às vezes eu esqueço que sou só uma sabe. – Essa eu mandei discretamente para o Key ao qual havia me inscrito em uns seis esportes.

Sério, como uma escola pode ter tanta coisa para se fazer?

– Então vamos. Hoje meus pais estão em casa e vão ficar chateados se eu não voltar logo para almoçar com eles.

Saímos da escola e começamos uma caminhada para casa. Decidimos ir para casa juntas, pois a casa dela é caminho da minha ao qual fica mais distante da escola.

– Seus pais trabalham com o que?

–Meu pai é Arqueólogo e minha mãe é historiadora, ou seja, vivem viajando.

– Puxa que legal! Bem, acho que menos pelas viagens né?

– Sim. Mas eles não demoram muito e se demoram, não viajam tão cedo.

– E você fica sozinha?

– Não, fico com a minha tia louca ela é pintora amadora.

– Ah, sim.

Paramos em uma casa pequena, simples e... colorida? Havia também um jardim bem florido. Tudo ao contrario do estilo nada delicado de Anne. A mesma fez uma cara feia de nojo.

– Eu vou à escola e eles pintam a casa.

Tive que rir de sua cara.

– Vou indo, não posso me atrasar.

– Oks, até amanhã.

Fui embora e virando uma das esquinas vi uma cena não muito agradável. Era uma rua meio deserta do meu caminho para casa e neste momento havia um senhor caído tentando recolher suas coisas espalhadas pelo chão. Um cara enorme, que deveria ter uns 19 anos, agarrou o senhor pela gola da camisa para arremessá-lo perto de uma árvore. O agressor não podia ver, mas ao seu lado se encontrava uma platéia. Dois garotos, aparentando ter a mesma idade do outro, riam e se divertiam.

– Gente.

Não demorou para Key, Brad, Neon e Kawe aparecerem do meu lado. Olivier não gosta de brigas e Buio não é muito útil nessas horas.

“May, não mexa com esse cara.”– Paul me advertiu.

– Não posso deixá-lo fazer isso. — Aponto para o idiota que mexia na maleta do cara.

– Você é um vagabundo mesmo! Causou maior problema a mim e aos meus colegas e nem grana tem?! Como vai pagar a vida de meus companheiros? – Ele praticamente gritava para o moço caído. Em sua mão continha uma marreta de ferro.

Isso não é bom.

– A culpa não foi minha, eles fizeram coisas erradas. Se tivessem se entregado a policia... — O senhor tentava fracamente argumentar.

Alias aonde esta a policia nesses momentos? Será possível que até em cidade pequena coisas assim acontecem e ninguém vê?

–“Vai lá Ran!” – Incentivou um dos garotos.

– “Mostra para esse babaca o que dá mexer com a gente!” — falou o outro. Será que os dois sabem que estão mortos?

O agressor não podia escutá-los e muito menos vê-los, mas um fantasma quando está revoltado com algo tem uma boa influencia sobre nós. Isso causa dês de um mal estar até cometer atos impensados.

– “Posso?”- Perguntou Brad estendendo a mão para mim enquanto olhava fixamente o cara perto do velho. Em seus lábios se encontrava um sorriso satisfatório e perigoso.

– A sim, agora vocês pedem permissão para entrar?- Brad olha para mim e levanta uma sobrancelha fazendo uma expressão de “isso importa agora?”. Bufei. – Pode. – Segurei a mão dele.

Simples e rápido como uma brisa de vento no rosto, menos incômodo que um remédio sendo injetado em sua veia, a sensação de estar dentro d’água. Perdi o controle de todo o meu corpo para Brad. Um sorriso que não me pertencia apareceu em meu rosto, o sorriso de Brad.

– Ei, você ai! – O chamamos

Caminhamos em direção ao garoto. Ou deveria dizer Brad e meu corpo caminharam? Isso sempre me deixou em duvida...

“Acho que o segundo termo.”– Paul podia escutar meus pensamentos já que estávamos na mesma situação agora, duas almas perdidas em um corpo.

“Por que?”

“Se você disser, nós caminhamos seria: eu, você e Brad. Mas se você disser: Brad e seu corpo: é somente ele e o seu corpo praticando a ação.”

“Vou continuar dizendo o primeiro termo.”

“Então porque perguntou?”

“Curiosidade.”– Quando dei por mim fomos jogados contra uma parede. – “O que foi isso!?”

– Se parasse de conversar saberia! – Brad falou irritado enquanto levantava.

–“Brad tirou o ferro da mão do cara, mas acabou levando um chute de um dos mortos.”

– “Como você conseguiu chutar ela?”- O outro perguntou ao colega.

– “Não sei, pensei que não pudesse tocar em coisas materiais.”- Então eles sabem que estão mortos.

E eles não podem já que são recém mortos, mas o que valoriza e desvaloriza a minha habilidade de ver mortos é também poder tocar neles, e eles em mim.

– “Vou tentar também.” – O garoto veio correndo na minha direção, mas Brad com o tempo aprendeu a usar meu tamanho a nosso favor.

Agachamos-nos antes que fossemos atingidos pelo punho do garoto e em seguida passamos de fininho por baixo do braço do cara.

Quando o mesmo se virou para nos pegar, algo o puxou pelos cabelos o fazendo entortar para trás. Key mantinha uma mão no cabelo e a outra no rosto do cara, enquanto seu pé estava apoiado nas costas do mesmo.

– “Argh! Me solta!”- Key puxou a cabeça em suas mãos para trás com força.

– “Jordan!” – O outro correu para ajudá-lo, mas Neon o segurou pela garganta, apertando com força.

Fomos então para o agressor de idosos ao qual não entendera como fui lançada se não havia feito nada contra mim. Tentamos usar um soco, mas ele o agarrou e começou a rir. Luta suja ou não Brad acertou em cheio o meio das suas pernas usando toda a sua força, fazendo o cara cair e se contorcer. Esse aí não poderia ter mais filhos. Ele não parava de se contorcer e gritar, então Brad deu um chute em seu estomago para fazê-lo desmaiar. Já mencionei a força absurda de Brad? Olhei para o senhor caído, este estava mais assustado do que antes. Brad não faz uma cara muito amigável quando entra em uma briga.

–“E... está doendo!”- Choramingava o garoto ao qual Key segurava.

– “Ah, desculpe.” – Key soltou a cabeça do cara que já estava estalando e segurou suas mãos as mantendo para trás. Por fim o fez se ajoelhar quando empurrou suas costas com o pé. – “Fica quietinho, esta bem?”

– “S... sim.”

– O que vamos fazer com eles?” – Neon pergunta ainda segurando o outro pelo pescoço, o que esta deixando a garganta dele cada vez mais congelada. Eu sei como ele deve estar se sentindo, a sensação desse frio todo no pescoço junto com a falta de ar, não é boa.

Ouvi a risada infantil de Kawe.

–“Burros, nem sabem brigar! Estão mortos e continuam sentindo dor.” – Kawe tinha ficado no canto só assistindo.

– “Vamos levar o vivo para a polícia e os outros, vocês podem bater um papo.” — Paul se pronunciou.

– “Mas como vamos explicar a policia o que aconteceu com ele?”- Key perguntou enquanto levantava o garoto do chão sem soltar seus braços.

–“Vamos levar o velho também.” – respondeu Paul prontamente.

– Até parece que ele vai servir para alguma coisa. – Brad falou e apontamos para o senhor – Até uma porta seria mais útil. – O moço que se encontrava em um estado de choque começou a perder a consciência.

–“Vamos assim mesmo, pois lá receberá tratamentos médicos. Vou pensar no que falar quando chegarmos.”

– “Então vamos! Ele não vai agüentar muito tempo e eu já devia estar em casa.”- Falei pensando em minha mãe preocupada com a demora para almoçar.

– “Sim, Capitã.”- Key começou a arrastar o cara até que ambos desapareceram.

Neon acenou positivamente para nos e desapareceu com o outro que estava quase petrificado. Nós pegamos o desacordado pelo cabelo.

– “Kawe, casa!” – Eu mandei.

–“Casa? Não, não! Eu vou com o Ky e com o Nen.” — Ele gosta de dar apelidos, as vezes.

– “Tem certeza?”- Não queria que tivesse contato com violência.

– “Sim! Vou me comportar. Prometo.” — Abriu seu sorriso alegre e infantil. Suspirei.

– “Está bem, se comporte.”

–“Sim, mama!” – Desapareceu como os outros.

Andamos até o moço caído, arrastando o agressor, e o colocamos no ombro e fomos andando para a delegacia da cidade.

–-- em casa---

A hora do jantar sempre fora a minha favorita quando pequena, pois adorava estar com todos da minha família. E para melhorar eles não podiam fazer piada da minha cara, porque nossos pais não deixavam. Claro que atualmente, ninguém os controla.

– Então você encontrou sua amiga encrenca, May? — Zack se referindo aos acontecimentos de hoje.

– Zack. — Minha mãe o repreendeu.

– Ah não, você decidiu tentar fazer amizade com os policiais daqui igual como fez com os de Miasto!

– Zack! – Desta vez ela o fez parar de falar.

– Ta bom, Ta bom.

– O importante é que você esta bem. – Meu pai falou olhando para mim com seu olhar de pai cauteloso.

– Não acredito, achei que por ser uma cidade pequena, aqui seria menos violento. Como pode um garoto de 22 anos bater em um senhor de idade e uma garotinha?

– Não sou tão pequena mãe. – Me defendi. Pois é, eu errei feio, o cara tinha 22.

– Querida, ouviu o que o policial disse. Foi uma raridade. Ele estava revoltado com o moço porque ele e os colegas foram denunciados por ele, por venda enganosa.

– Ta e daí? – Perguntou Zack.

– Acontece que nenhum deles queria se entregar, então enquanto a polícia os perseguia, os colegas acabaram morrendo afogados.

– Afogados? Como se as águas daqui são mansas? — Minha irmã ficou curiosa.

– Tem um precipício bem longe daqui, atravessando a floresta. O fim do precipício tem águas turbulentas.

– Idiotas, se jogaram. – Barto começou a rir.

– Venta muito lá. Eles se desequilibraram.

– Mas encontraram os corpos depois, como? – Barto parecia mais empolgado.

– Chega! Acabou a conversa. O médico já analisou a Madely e apesar dos doloridos ela está bem. — Minha mãe começou a colocar mais purê no prato — Estão todos bem. Agora vamos mudar de assunto.

Terminamos o jantar e eu subi para o meu quarto levando comida para Buio

– “Capitã! Nós chegamos.” — Key apareceu em minha frente assim que coloquei os pés no quarto.

– Por que demoraram?

– “Demos uma carona para os garotos.” — Falou Neon sentando no banco da janela.

– Carona?- Repetiu Buio chegando perto da sua comida.

– “Sim! Fomos para muito longe!” – Kawe senta em minha cama. – “E os deixamos lá.”

– Os deixaram aonde? – Perguntei.

– “Nenhum lugar especial.” – Key respondeu. – “Mas é bem solitário por lá.”

– “Eles não vão voltar.” – Kawe falou abrindo seu sorriso de costume. — “Acredita que eles ainda sentem dor?!”

– O que vocês falaram para convencê-los a não voltar? – Olivier perguntou curioso tirando a atenção de seu livro.

– “Nós não falamos com eles, nos...”

– “Nada de mais.” – Key falou antes de Kawe fazendo-o se calar e sorriu em seguida.

– “O importante é que eles estenderam que não se deve fazer o que fizeram.” – Brad falou pela primeira vez, sem tirar a atenção do game boy que pegara assim que chegou. Sua expressão passou de serena para séria e levemente irritada. Talvez fosse por causa do jogo.

–“Brad, deixa eu jogar!?”- Kawe saiu do seu lugar para ficar ao lado de Brad.

Brad não respondeu a Kawe. Então Kawe meteu o rosto na frente do game para ver o jogo e Brad, que ficou irritado, empurrou a cabeça do menor. Kawe emburrado ia voltar para ver o jogo, mas Brad segurou sua cabeça não o deixando se aproxima. Então outra figura similar a Kawe aparece acima de Brad e puxa o game, aproveitando que o mesmo estava com uma das mãos ocupada.

– “Seu nanico maníaco!” – Brad grita para Kawe que se afasta o mais rápido possível. O garoto irritadiço deixa a cópia que já estava desaparecendo e vai atrás de kawe.

E assim começa outra muvuca em meu quarto. Key rindo da cena, Olivier senta atrás de mim na cama sem tirar os olhos do livro.

Meu quarto ficara bem interessante. Coloquei um colchãozinho e almofadas no banco da janela, coloquei mais um pufe no quarto; coloquei minha guitarra no suporte e com o amplificador pequeno em uma ponta do quarto ao lado direito de minha cama. Meu guarda roupas é bem grande e branco, uma de suas portas é de espelho e ele fica localizado na parede oposta à da janela com banco... Comprei uma cama lateral de solteiro King branca com uma segunda cama disfarçada de gaveta. Na ponta contrária à da guitarra, se via minha escrivaninha, Branca e cheia de gavetas, encaixada na quina do quarto. Do lado direito da escrivaninha se encontra meu notebook, alguns jogos e outros aparelhos simples, já o lado esquerdo eu usava para fazer tarefas e estudar. Um pufe ficava ao lado direito da escrivaninha, outro perto da minha cama, outros dois em frente a uma estante, branca, de livros. Ela é baixa, porém comprida, e fica ao lado esquerdo da escrivaninha. Em cima da estante de livros tinha alguns bichinhos do Kawe e uma tv presa a parede, seguido da estante vem meu guarda roupa.

Do lado esquerdo da minha cama tem um baú com brinquedos do Kawe. E por fim, no meio do quarto tem nada mais e nada menos que um saco de boxe. Ah, devo dizer que coloquei um carpete prateado no chão e pintei o quarto inteiro de preto com estrelas no teto e na parte superior da parede que só aparecem e brilham quando ele não esta iluminado. Pode parecer muito mimado, mas eu amo estrelas e meus pais já estavam nos devendo quartos legais a um bom tempo. Bem, não somos ricos, mas arrumar dinheiro nunca foi problema para meu pai e a empresa garantiu a ele que não o transferiria mais por um longo tempo. E, tem que ver o quarto dos meus irmãos, só o do Barto parece um parque de diversões.

– Acho que vou dormir... — comentei após um bocejo.

– “Você acha? Do jeito que deve estar cansada, se não for dormir não vai conseguir acordar amanhã.” – Falou Buio.

– Está bem, papai. — Brinquei, mas ele tinha razão. Não sou o tipo de pessoa que fica bem depois de poucas horas de sono.

Peguei minha roupa de dormir e fui tomar banho. Quando voltei desfiz minha cama e me joguei nela. Estava um pouco dolorida, mas nada com que ligasse. Pensei se as antigas rotinas iriam voltar. Se sim, teria que melhorar meu físico, pois as coisas relaxaram nos últimos 2 messes. Apaguei antes que pudesse pensar em mais alguma coisa.


–-------------------- Flash Back--------------------------



Hoje era um grande dia na escola Panda king. Todas as crianças do jardim ao 2º ano podiam trazer seus bichinhos de estimação. No recreio se via todas as crianças se gabando de seus bichos. Claro que a ordem inicial era para todos deixarem seus bichinhos dentro das gaiolas para não haver briga, mas que criança escuta algo assim? Foi aí que o recreio se tornou uma bagunça. Após o recreio todos iriam mostrar seus amiguinhos para seus colegas e professores, contando suas historias e como se conheceram. Todas as crianças, menos uma menininha que chorava sentada em um canto isolado na escola. Pedirá a seus pais um bichinho para trazer, porém como acabaram de ser transferidos para cá não podiam comprar um bicho ainda. Seus pais lhe prometeram que na próxima teria um bichinho para mostra, mas quando ia ser a próxima? Apesar de não ter feito manha por isso, sua teimosia não a deixava entender tal situação.


“May, vá brincar com as crianças...”– Se Paul tivesse cabeça, teria certeza que já estaria explodindo de tanto que a menina chorava.

– Não tem graça — falava entre soluços — todos estão brincando com seus bichinhos. Você viu o que – soluços – o que o Kall disse.

A menina tentara ir brincar no inicio do recreio, mas era nova e meio excluída por às vezes falar sozinha, o fato de ser a única sem um bichinho não ajudou em nada.

– Quero ir — mais soluços — para casa — por fim abriu o berreiro de novo escondendo o rosto nos braços e nos joelhos, fazendo seu comprido cabelo encaracolado parecer uma cortina deixando somente os tornozelos de fora.

Seu choro começou a diminuir quando sentiu algo puxando seu cabelo de leve. Ate que levantou a cabeça para ver o que era. Um gato preto de olhos amarelos estava a pouco brincando com uma mecha de seus cabelos. Não era um filhote, mas não era grande como outros gatos adultos que já vira. O gato começou a se esfregar em sua perna e seu rabo passou perto de seu rosto lhe fazendo rir.

– O que você faz aqui? Está perdido? — O gato ronrona. A menina sentou em suas pernas para acariciar o gatinho que subira em seu colo com as patas dianteiras.

Não demorou muito e os dois estavam brincando com uma fita vermelha que ficava amarrada em seu uniforme. Infelizmente o sinal tocou avisando que o recreio chegara ao fim a deixando desanimada. Porem sua animação voltou na mesma velocidade que fora, pois teve uma grande idéia.

“May, o que vai fazer?”

May pega o gato no colo de mau jeito.

– Ele está perdido e é meu novo bichinho. — Falou animada com o gato no colo. Era pesado, mas ela não se importava.

“May, é um gato de rua. E você sabe que seus pais não querem bichos em casa.”

– Não, eles disseram que não podem comprar um. – Emburrou a cara — É diferente.

Em quanto os dois discutiam, o gato tinha um olhar serio para a garota. Algo o incomodava. Até aquele momento, não lhe custava agradar a garotinha, porém agora algo lhe era muito estranho. Decidiu se remexer para sair dos braços da garota e correu.

– Espera! – A menina gritou, mas já era tarde. O gato já atravessara o muro da escola e virava a esquina.

– Madely, aí está você querida. — Sua professora acabara de lhe encontrar. — Não ouviu o sinal?

A professora pegou sua mão e a levou para sala. Seus olhinhos cor de mel, agora voltando a ficarem úmidos, não paravam de olhar para o local onde o gato sumira.

O resto de sua manhã fora triste e solitária. Todos falavam de seus bichinhos, os desenhavam, mostravam coisas legais. Em quanto ela, só podia ouvir.

E o humor de Paul não era diferente. Era incrível como depois do que aconteceu há dois anos tenha pegado um amor tão grande pela menina. Não sabia o porquê, mas seus sentimentos eram contagiantes.

O fim da aula demorou, mas chegou. E todas as crianças se encontravam sentadas no pátio esperando seus pais. Mas May decidiu se isolar no mesmo canto que ficara na hora do recreio.

– “May, levante agora!” – Paul gritou do nada, pois sentira algo ruim vir.

E estava certo, antes que a menina pudesse processar a informação algo lhe arranhara a perna, lhe assustando.

– Você me deve explicações. — O gato preto, aquele mesmo gato preto, se encontrava a sua frente e seu olhar não podia ser mais arisco. – Por que estou preso aos dois?

– O gatinho... fala. — Concluiu perplexa. – Olha Paul, o gatinho fala igual no desenho. – Sua alegria não podia ser maior com a descoberta. Já Paul não tinha falas.

–Me solte, agora! – Seu olhar mirava bem no fundo do olho da menina. – O que faz dentro de uma criança?

– “Como, sabe que estou aqui?” – Paul finalmente se pronunciou – “E você? Devo-lhe perguntar o porquê de estar dentro de um gato?”

May já não entendia a conversa dos dois. O gato não parecia querer responder e sim ser respondido. Seus pelos começaram a se eriçar como se ameaçasse um ataque. Em seu troco se via uma corrente dourada mais clara, pois seu objetivo não era prender o corpo do bichano e sim o que estava dentro dele.

“Estou preso aqui, desde que ela nasceu.” – Respondeu Paul.- “E sobre você estar preso, nem eu e nem os outros dois fantasmas que sofreram o mesmo acidente sabem. Mas não fui eu que fiz isso, você está preso a ela.”

– Não consigo acreditar que uma criança tenha feito algo assim. Depois que você se pronunciou senti algo desconfortável, por isso, não culpe a menina.

“E você não pode sentir o que vem dela? Ou esta confundindo com a minha presença? Não tenho respostas para o que está acontecendo, mas se quiser pode se reunir aos dois carrancudos que estão tentando arrumar uma solução.”

Nesse momento uma moça com aparência bem jovem aparece. O alivio estampado em seu rosto mostra o desespero que deve ter sentido ao não ver a filha com as outras crianças na frente do colégio.

– Ah, minha querida, vamos embora, estou muito atrasada. – Fala pegando a mão da filha e a puxando.

– Mas mamãe o gatinho...

A mãe olha em volta.

– Que gatinho, querida?

A menina olha e o gato preto já se fora. A tristeza era visível em seu rosto novamente, mas mal sabe ela que esse gato iria andar por um bom tempo a sua espreita.

Notas finais
Are are, Minna-san. Queria muito umas reviews.. sabe .. não vai cair a mão de vocês se me mandarem um Li ou gostei ou odiei ..
Bem me decidi.. se eu não receber no mínimo uns 3 comentários nesse capitulo .. Não continuo... D: Paro a fic, reviso e volto com ela só daqui a algum tempo.. um boooom tempo .. sabe .. estou desanimando... preciso de opiniões sou novata poxa..
Bjbj, seus fantasmas -3-
Agora vou lá sabotar as férias de alguém ..
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.