Kakera

5 Capítulo 4


Notas iniciais
Nesse capítulo, vocês vão finalmente saber que "bicho verde" é esse da sinopse. Curiosos? q
Obrigada ao pessoal que está comentando. É muito importante pra mim, repito. ♥

“Ela diz que vai ficar tudo bem, que nós vamos ficar bem. E eu acredito.”

Julho de 2009
— Tanabata
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Caía uma chuva fininha quando, naquela tarde, eles se espremeram debaixo de um guarda-chuva e foram até o Shinjuku, aquele pedaço sempre barulhento e iluminado de Tokyo. A estação fervia de gente por todos os lados, e as ruas estavam igualmente apinhadas, mas Rin já não tinha tanto medo das pessoas — o braço de Sesshoumaru estivera bem firme ao redor dos ombros dela o tempo todo.

Não havia como se sentir mais segura. Praticamente intocável.
E o festival do Tanabata era lindo. A música era onipresente, aquele bater ritmado, envolvente, de tambores. As danças, as mulheres de yukata e geta, os obis amarrados nas cinturas, os cabelos enfeitados. O cheiro de comida vindo das tendinhas espalhadas ao longo das ruas. Os bambus carregados de papeizinhos coloridos, os tanzakus — carregados de sonhos e pedidos, da esperança das pessoas. Rin também escreveu seu pedido para Orihime:

“Felicidade para Sesshoumaru.”

E o pendurou no galho de bambu mais alto que conseguiu alcançar.

Pouco depois, a chuva deu uma trégua e as ruas ficaram incrivelmente abarrotadas. Rin não sabia de onde tinha saído toda aquela gente, assim, num piscar de olhos. Sesshoumaru fechou o guarda-chuva e passou a carregá-lo debaixo do braço. Ela estava justamente reparando como ele ficava engraçado, levando o guarda-chuva daquele jeito, o rosto sério e indiferente analisando a multidão, quando, por algum motivo, torceu o pé e sentiu o corpo caindo para o lado. Se Sesshoumaru não a tivesse pegado pelo cotovelo, ela teria se esparramado no chão.

Subitamente, uma dor aguda envolveu-lhe o tornozelo e Rin exibiu uma careta ao tentar colocar-se de pé outra vez. Agora via por que quase se estatelara: estivera andando sobre o meio-fio, na beira da calçada, e não percebera quando ela acabou.

Sesshoumaru a encarou com uma sobrancelha erguida, preocupado.

— Você está bem?

— Eu acho que... — ela tentou firmar o pé no chão outra vez.

E não pôde evitar soltar um choramingo cheio de dor. Sesshoumaru suspirou ante a tentativa falha dela de mentir que estava bem e agachou-se, conduzindo as mãos dela aos seus ombros como apoio enquanto observava, criterioso, o pequeno e delicado pezinho de Rin dentro da sandália sem salto.

— Está doendo muito?

Ela assentiu com a cabeça. Era claro que estava.

— Consegue caminhar?

— Não... — apenas um sussurro baixinho.

— Como você consegue torcer o pé com um sapato que nem tem salto? — ele ergueu o rosto para encará-la, incrédulo.

— Foi a calçada... — Rin começou a murmurar.

— Ah, claro. — Sesshoumaru sorriu. — A calçada pateta e distraída.

Ela limitou-se a estreitar os olhos e fitá-lo com toda a agressividade que tinha dentro de si — e que não era muita, aliás. No entanto, ele apenas jogou a cabeça para trás e gargalhou, o que a deixou boquiaberta. Sentiu o rosto corar quando percebeu os olhares esquisitos das pessoas que passavam por eles.
Então Sesshoumaru girou e ficou de costas para ela.

— Tudo bem, suba.

Rin piscou, hesitante. Será que ela tinha entendido bem?

— O quê?

— Suba logo. Quer ficar parada aí pra sempre?

— Mas...

— Rin.

Ok. Sesshoumaru não ia falar outra vez, ela entendeu. E sabia o que viria depois daquilo, caso ela se recusasse a obedecer: ele iria simplesmente pegá-la como se ela fosse um saco de feijão azuki e jogá-la sobre o ombro. E sair andando pelo Shinjuku com ela, daquele jeito.

O que Rin podia fazer, afinal? Não ia conseguir caminhar mesmo. Só lhe restava fazer o que ele dizia: pendurou-se ao pescoço dele. E quando Sesshoumaru levantou-se, com as mãos nas coxas dela — e Rin perguntou-se se a saia não ia levantar e mostrar o que não devia ser mostrado —, ela percebeu que podia ver o alto das cabeças das pessoas.

E aquilo era inédito.

∷∷

Compraram dangos, assistiram ao Bon Odori — Rin sentiu os tambores batendo dentro dela — e, quando estavam indo embora, voltando pela rua onde acontecia o festival, Sesshoumaru parou de súbito. Rin tinha o rosto escondido na nuca dele, mas ergueu os olhos e espiou por sobre aquele ombro largo quando sentiu-o enfiar a mão no bolso do jeans e procurar por alguma coisa. Segundos depois, ouviu uma moeda tilintando no metal.

E viu, surpresa, que estavam diante de uma grua — uma daquelas máquinas de fliperama cheia de bichos de pelúcia. Um elefante espremido contra o vidro a encarava, os olhos esbugalhados, desesperado, como se gritasse para ser pescado por aquela garra de metal.

— O que está fazendo? — Rin perguntou, ajeitando-se nas costas de Sesshoumaru para poder olhar melhor.

— Não é óbvio? — ele sorriu. — Que bicho você quer?

Ela encarou a caixa de vidro da máquina, tentando identificar o que havia naquela bagunça de pelúcia colorida. Além do elefante desesperado, viu uma girafa, um porco, um coelho — uma coisa assustadora com aqueles olhos vermelhos —, um hipopótamo e uma baleia que parecia uma sardinha. Nada que merecesse a moeda que Sesshoumaru havia colocado na grua. Estava quase se decidindo pelo hipopótamo quando viu, no canto da caixa, um urso cor-de-rosa.

E ele era lindo.

— Aquele! — ela apontou, sacudindo energicamente a mão.

— Aquele que parece o Tony Tony Chopper numa versão gay? — uma risada.

— Tony Tony Chopper é uma rena. — Rin bufou. — Aquele é um urso.

— Bem, só faltam os chifres.

Ela perguntou-se se Sesshoumaru não sabia mesmo distinguir animais.

— Droga. — ele soqueou o controle. — Acho que peguei outra coisa.

A garra metálica começou a subir.

E não era o urso cor-de-rosa que ela queria. Era... Verde.

— O que... — Rin ficou olhando aquela coisa. — O que é isso?

— Bem... — ele pensou. — Eu acho que é um sapo.

— Não é um sapo.

— Não? Um inseto então?

Ela inclinou a cabeça para o lado, piscando.

— Que tipo de inseto?

— Como eu vou saber? Você acha que eu tenho cara de biólogo?

A garra soltou a criatura verde, seja lá o que aquilo fosse, e ela apareceu, rolando, do lado de fora da máquina. Sesshoumaru agarrou-a pela cabeça e jogou-a nas mãos de Rin, que ficou olhando, olhando, curiosa, para o bicho verde que usava um chapéu preto — algo como uma barbatana de tubarão —, tinha olhos grandes e amarelos como os de um réptil, e... Um bico?

Sim, era, de fato, um bico verde.

— Ele é... Feio. — Rin disse.

— Dane-se se ele é feio. É assim que você agradece um presente?

Ela olhou mais uma vez para aquela coisa, para aqueles olhos malignos, e acabou sorrindo. Não pareceu tão ruim assim quando ela percebeu que aquele era o primeiro presente que ela havia ganhado naqueles quinze anos.

Um presente de Sesshoumaru.

— Obrigada. — e apertou os braços ao redor do pescoço dele.

Voltara a chover, aquela chuva lenta e fininha, e Sesshoumaru abriu outra vez o guarda-chuva sobre as cabeças deles.

— O nome dele vai ser Jaken. — Rin sorriu. — Jaken-sama.


∷∷

Uma noite, Sesshoumaru voltou ao apartamento depois do trabalho, pisou em cima de Jaken — acidentalmente esquecido no chão da sala — e disse:

— Rin, precisamos arrumar os seus documentos.

Ela estava sentada no sofá, penteando os cabelos.

— Eu não tenho documentos.

— Vou dar um jeito nisso amanhã.

Ele parecia decidido, e também irritado. Jogou a camiseta longe — para que Rin juntasse depois — e marchou, esquisito, até a cozinha. Ela o ouviu batendo com as coisas, fazendo estardalhaço aos movimentos mais simples, como fechar a porta da geladeira, por exemplo. Pensava num possível motivo para a perturbação dele, quando Sesshoumaru apareceu na sala com a garrafa de água na mão e jogou-se no sofá, ao lado dela.

Rin o observou, assustada, beber toda a garrafa de uma vez só.

— O que aconteceu?

— É esse síndico imbecil. E a gente estúpida dessa droga de prédio.

— O que têm eles?

Sesshoumaru a olhou, pensando se deveria contar ou não. Os olhos castanhos, doces, dela lhe tiraram um pouco da coragem, e ele sentiu-se ainda mais irritado. Mas, que droga, eles não tinham culpa de nada, tinham?

— Disseram que eu estou vivendo com uma criança. — ele não a olhou enquanto falava. — Esses malditos. E sabe o que idiota do síndico me disse agora ali em baixo? Que não pode aceitar pedofilia aqui no prédio.

Rin encarou-o, embasbacada, enquanto tentava processar a informação.
Pedofilia?

— Pedofilia! — ele berrou indignado, como se lesse o pensamento dela.

— Mas nós não... — as palavras não lhe saíam da boca.

— Vou acabar com a raça do próximo que vier me falar essa porcaria.

Ela percebeu que ele estava duro como uma rocha.

— E eu já tenho quinze anos! — lembrou-se de repente.

— Eles acham que você não tem mais de treze.

— Que absurdo! — ela sentiu o rosto queimando. — Como eles podem?

— Eles são um lixo.

No silêncio que se abateu sobre eles, Rin ouvia o próprio coração batendo desenfreado. Como aquelas pessoas podiam pensar que eles estavam... Tendo aquele tipo de relação? Então lembrou-se de Kagura e da insinuação que ela havia feito, e viu que, na verdade, não era tão difícil imaginar aquilo. Eles estavam morando juntos há três meses, se suas contas estivessem certas, e quando saíam para algum lugar, pareciam um casal de namorados.

Ninguém ia mesmo entender que andavam de mãos dadas porque ela tinha medo de estar sozinha na rua.

— E agora? Vamos ter que sair daqui?

— Que se danem eles! — Sesshoumaru cruzou os braços. — Eu pago meu aluguel.

— E se chamarem a polícia?

— Eu mato quem se atrever a colocar as mãos em mim. — olhou-a. — Em nós.

— Não pode bater na polícia.

— Ah, não?

Ele abriu um sorriso tão maldoso que Rin não teve dúvidas de que ele faria mesmo aquilo, se o provocassem. Chegou a imaginar Sesshoumaru distribuindo socos e chutes nos policiais que invadiam o apartamento, se esquivando dos tiros, quebrando cadeiras e outros móveis sobre as cabeças dos homens, deixando uma coleção de corpos estirados e ensanguentados pelo chão. E então imaginou o momento em que ele finalmente seria pego, algemado e preso.

E cobriu o rosto com as mãos, apavorada.

— Ei. — ele chamou, sacudindo-a pelo ombro. — Vai ficar tudo bem.

— Por quê? — Rin choramingou. — Por que estão fazendo isso?

— Porque são um bando de otários com a cabeça suja que não têm mais o que fazer e ficam se metendo na vida dos outros.

Ela ergueu o rosto, receosa, e ele sorriu.

— Podemos simplesmente ignorá-los?

— Claro. E se eles insistirem nessa droga, vou esmagá-los como os ratos que são.

Rin não sabia por que, mas achou aquilo engraçado.

E desatou a rir.

∷∷

Jaken estava enfiado no bolso do avental de Rin, os olhos esbugalhados, enquanto ela pendurava a roupa recém lavada no varal da janela dos fundos. Era uma tarde quente de verão, e mesmo ali, no subúrbio, os pássaros cantavam uma melodia bonita e o sol brilhava com força. Debaixo de um céu tão azul e tão limpo que chegava a doer os olhos, ela cantava enquanto prendia as roupas com os prendedores:

“— Kagome kagome kago no naka no tori wa
Itsu itsu deyaru yoake no ban ni
Tsuru to kame ga subetta
Ushiro no shōmen daare.”

Lembrou-se de quando brincava com as outras crianças no orfanato, de quando davam as mãos e cantavam, inocentes e desafinadas.

— Quem está atrás de você agora, Jaken-sama?

Rin pendurava uma calça jeans de Sesshoumaru — havia encontrado um punhado de moedas nela ao colocá-la na máquina de lavar — quando viu as mulheres lá em baixo. E percebeu o modo hostil, enojado, como elas a olhavam. Por um momento, sentiu-se envergonhada — aqueles olhares a atingiram como uma bofetada. Mas então lembrou-se de que não havia motivo algum pelo qual se envergonhar, encheu-se de coragem e devolveu o olhar.

E não vacilou.

Reconhecia as três mulheres como moradoras do prédio, já tinha cruzado com elas nas escadas, e como estava razoavelmente perto — o terceiro andar não era tão alto assim em relação ao pátio dos fundos —, podia ver como os rostos delas se contraíram numa expressão de surpresa e indignação quando Rin as encarou com ousadia. Seu próprio rosto corou, mas ela não recuou.

“Garota insolente”, ouviu uma das mulheres dizer, e então as três foram embora. Rin colocou o último prendedor em uma camiseta de Sesshoumaru.

— As pessoas têm corações tão sujos, não é, Jaken-sama?

Só Sesshoumaru era diferente, só ele era bom.

∷∷

Sesshoumaru voltou pra casa mais cedo naquela noite. Alguma coisa no projetor havia estragado e não havia como passar os filmes, então o Sr. Kazahaya fechara o cinema e o dispensara — depois de varrer toda aquela pipoca do chão, é claro.

Bateu a porta atrás de si e tirou a camiseta, que jogou sobre o sofá. O sol havia se posto há umas boas horas e ainda fazia aquele calor infernal. Precisava de um banho frio, ou sentia que poderia pegar fogo de dentro pra fora. Foi tirando os coturnos pelo caminho, enquanto tropeçava até o banheiro. Rin reclamaria sobre aquilo depois, perguntaria por que ele não deixava suas coisas em um lugar só, e arrumaria os coturnos, lado a lado, perto da porta.

Rin.

Ele não ouvira a voz dela — conversando com Jaken, aquele bicho feio e verde — desde que entrara no apartamento. Geralmente, ele chegava e ela já estava ali, sorrindo e dizendo “okaeri”. Então ele respondia, “tadaima”, e Rin lhe perguntava se ele estava com fome. Mas daquela vez não houve nada disso e ele não havia colocado os olhos nela.

Sentiu o coração apertado dentro do peito.

Intrigado, chamou duas vezes pelo nome dela. Nas outras, já estava gritando enquanto vasculhava o apartamento. Preocupado, desesperado, revirou todos os cantos em que ela pudesse caber. Talvez fosse apenas uma brincadeira dela na qual ele não via graça nenhuma. Se esse fosse o caso, ela estaria encrencada assim que ele a encontrasse. Mas havia os vizinhos, aquela corja da pior espécie, e talvez alguém tivesse lhe dito alguma coisa que a assustou, levando-a a...

A ir embora.

A idéia o assombrou, o deixou louco. O sangue queimava nas veias, o coração batia num ritmo a ponto de explodir, o mundo girava, insano, dentro da cabeça, e só havia uma coisa em que Sesshoumaru conseguia pensar: Rin tinha ido embora.

Rin o abandonara.

Para sempre.

Já marchava, ensandecido, até a porta, disposto a descobrir qual tinha sido o cretino que a jogara no mundo outra vez e fazê-lo pagar — com a vida, se não fosse capaz de se controlar —, quando a maçaneta girou e Rin entrou, ainda falando com alguém do lado de fora.

Rin. Sua Rin.

E estava de volta.

— Não se esqueça de... — ela dizia, mas não pôde terminar.

Sesshoumaru a pegou pelo braço — não sentiu a violência com que seus dedos a agarram, estava fora de si — e a puxou para junto de seu corpo, apertando-a num abraço desesperado. Sentia que lágrimas lhe brotariam dos olhos, tamanha era a sua angústia, mas toda a sua raiva veio à tona quando viu o rosto de Kagura espiando na porta.

Kagura. Ela havia feito aquilo.

— Rin, você...

— Cale a boca! — ele berrou. — E saia daqui!

Kagura o encarou, pasma, para então empertigar-se, na defensiva.

— Qual é, Sesshoumaru? — ela colocou as mãos na cintura e lhe lançou um olhar feio.

— Quem você acha que é pra entrar aqui e levar a Rin pra onde quiser?

Rin não estava entendendo nada, esmagada debaixo dos braços dele, mas achava que os gritos de Sesshoumaru podiam ser ouvidos pelo bairro inteiro.

— Eu não... — Kagura ergueu uma sobrancelha, irritada.

— Saia daqui! Saia antes que eu mesmo jogue você na rua!

— Ora, seu...

— E nunca, nunca mais chegue perto da minha garota!

Depois disso, foi só o estrondo terrível da porta batendo quando Sesshoumaru a fechou no nariz de Kagura. Pareceu a Rin que todo o apartamento tremeu com o impacto: chão, paredes, teto e móveis. Ela mesma tremeu, e se não estivesse presa no abraço daquele homem que a chamara de sua, sua garota, teria desmoronado como uma montanha estúpida de gelatina.

Talvez ela devesse ter dito que não fizera nada de errado, que Kagura simplesmente aparecera pedindo ajuda com o jantar que ela planejava preparar para Naraku e que as duas foram apenas até o mercado comprar os ingredientes. Talvez ela devesse ter pedido desculpas por sair sem deixar um bilhete, por preocupá-lo daquela maneira. Mas não disse nada. Não foi capaz de dizer nada.

Tudo o que queria era continuar naquele abraço para sempre.

Sesshoumaru afastou o rosto para olhá-la, os dedos afundando no cabelo dela.

— Pensei que tivesse ido embora.

— Não. — Rin murmurou. — Nunca.

— Não faça mais isso.

— Tudo bem. — e como se dissesse para si mesma: — Tudo bem.

— Agora venha, fique comigo.

E não houve mais o que dizer.

Ficaram os dois, ali, calados, encolhidos no chão: ele recostado à parede, curvado sobre ela, aquela coisinha pequena, lembrando de como fora devastador o sentimento de perdê-la, mesmo que por um só momento. Ela embolada entre as pernas dele, sentindo o peito quente e nu de Sesshoumaru contra o rosto e a respiração dele, profunda, balançando-lhe o cabelo.

E nada mais importava.

E nada mais existia.

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“E eu me sinto um menino nos braços dela.”

Notas finais
Ok, não sei por que o editor do Nyah ignorou as palavras em itálico no texto original, e eu não vou catar palavra por palavra e colocá-las em itálico de novo. Então, vai assim mesmo.