Kakatte Koi
25 O Retorno (revisado)
Notas iniciais

POV OFF
A noite seguiu animada com muita música e bebidas, o local já estava lotado sendo perto da meia noite. Depois que Hyde cantou, foi a vez de Sakurai usar o microfone para cantar seus clássicos como Dress e Romance. Yoshiki também subiu ao palco trocando de lugar com Yuki, no baixo Masashi tocava para qualquer que fosse os músicos que se revezavam no palco.
Kamijo e Hizaki aproveitavam a festa enquanto observavam Teru bem animado com a jovem Nazuki num dos estofados colocados nos cantos do salão para os vampiros se sentarem, descansarem e fazerem sua refeição bem acomodados. Yutaka se encontrava dançando no meio dos convidados com as duas jovens Maya e Nykara que estavam bem próximas se insinuando e encostando nele como se fosse o recheio de um sanduíche, entre carícias e beijos também o incentivavam a combinar o vinho na sua mão com a sua mordida enquanto aproveitavam a música.
Tudo saia conforme Hyde havia programado, sua festa de Halloween era um sucesso.
O único problema era que os convidados precisariam ir embora durante a Aurora, que é o período de luz sem o sol, pois no momento em que o Sol aparece no horizonte, na direção leste ficariam impossibilitados de ir embora para suas casas.
Portanto, por volta das 4 da manhã, os convidados vampiros começam a deixar a festa, Hizaki procura por Yutaka que por um tempo havia sumido da pista de dança. Encontrando-o dormindo provavelmente embriagado num dos sofás com as jovens uma de cada lado. Estava encostado no ombro de Maya e sua mão estava nos seus cabelos e Nykara estava deitada no seu colo, ele ainda segurava um copo de vinho numa mão e a outra se apoiava em cima dos braços dela. As duas apresentavam mordidas no pescoço e no pulso, Yutaka havia se alimentado delas durante a festa.
Kamijo se aproximou de Hizaki que observava a cena com carinho, o moreno dormia com ar de contentamento, a festa lhe proporcionou um momento de descontração e felicidade que ele não tinha desde o trauma envolvendo Daigo.
— Kamijo-kun, acho que nosso Yukkun parece que se divertiu com as jovens que Hyde-san lhe presenteou.
— Acredito que sim, Hizaki-kun. Viu só! Uma noite e Yutaka-san virou o favorito de Hyde-san.
— Kami-kun, vai dizer que está enciumado com seu mestre, por ele ter dado atenção para Yukkun.
— Ciúmes!? Não… Hyde-san só saiu com ele, o apresentando para todo mundo como se fosse cria dele. Com uma dose de absinto, Yutaka se mostrou para ele, mordeu em público e se divertiu com isso.
— O que mais você queria Kami-kun? Sabe que Hyde-san é assim quando gosta de um novo vampiro. Adora desfrutar da juventude e estimular os novatos a aproveitar os seus dons.
— Por que só agora depois que ele causou toda essa confusão e quase nos expôs? Levei todo esse tempo para convencer sua metade humana que não era ruim ser vampiro, ele nunca mostrou seu lado vampiro para mim de boa vontade, só me culpa por isso. Numa conversa Yutaka-san já tá sendo igual a ele, como se fossem melhores amigos.
— Kamijo-chan, você sabe por que… só agora ele precisou intervir por causa que deu errado sua primeira mordida. Melhor ele ser sociável como Hyde-san do que ter o mau humor de Acchan-san.
— Hizaki-kun, melhor mesmo só assim para Sakurai-san sair do meu pé, com Hyde-san contente, ele não pensa em punições mantendo Yoshiki-san longe de mim. Yutaka-san agradou o conselho, então não falhei como seu mestre.
— Meu amor… Kami-kun. Você se cobra demais nos dois sabemos, a condição que Yukkun estava quando você o trouxe para casa. Um dia ele vai entender.
— Será mesmo!? Que ele vai me perdoar por tê-lo feito vampiro antes do combinado?
— Sim. No momento certo que você explicar o por que ele vai entender. Yukkun tem um bom coração. Vamos acordá-lo está perto de amanhecer.
— Hizaki-kun, o que seria de mim sem minha linda princesa, para me aconselhar, estaria perdido.
— Kami-kun, você devia deixar Yukkun saber que se importa com ele, se abrir um pouco para ele conhecer esse jeito meigo e fofo que você é comigo.
— Quem sabe agora que conheceu Hyde-san, ele não me odeie tanto e possa me aceitar como seu amigo também.
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Depois do evento da festa, duas semanas se passaram com os projetos da banda. O MV de Filth in the Beast, foi gravado à noite num local fechado e abandonado, o que facilitou em muito para Kai acompanhá-los, só ficava preocupado quando envolvidos com a gravação viravam a madrugada indo embora perto do amanhecer. A preparação para o show foi organizada nesta semana, sendo marcada para o fim da semana seguinte numa sexta-feira.
O namoro com Uruha estava indo muito bem, Kai já não pedia mais a ajuda para Yutaka para se acalmar e mantinha sua parte vampira sob controle agora.
Mesmo com as investidas constantes de Uruha ainda tinha medo de se entregar totalmente, então o deixava no momento em que a excitação escapava do seu controle.
Yutaka decidiu não aceitar mais que Uruha o chamasse para brincar, explicou que não era certo, depois de alguns não, parecia que se contentaria somente com o Kai.
Durante esse tempo pós festa, Yutaka nas noites que estava livre das atividades da banda. Tinha como companhia além de Ariane, as duas jovens da festa como fonte de alimento variado agora. Hyde visitou algumas vezes Yutaka, convidando ele e Teru para beber, conversar e sair junto com Yoshiki para ver algum ensaio ou show ao vivo de bandas da sua produtora.
Esquecendo-se praticamente de Kamijo, seu interesse agora era outro, criar um laço maior de amizade com Yutaka e Teru, que estava todo feliz com a atenção do seu mestre. Teru se afeiçoou a jovem Nazuki, eles estavam numa espécie de namoro, saíram algumas vezes juntos.
Yutaka sempre ligava para Daigo para contar tudo o que estava acontecendo e também para matar a saudade do seu neko-chan. Essas férias estavam sendo bem proveitosas para ele e o Kai, mas não imaginava que fosse demorar tanto para Daigo voltar para Tóquio.
Perto do dia do show Kai estava muito nervoso, seria sua primeira apresentação em público com o The Gazette. Sua família o tranquilizou dizendo que era normal se sentir assim antes de um show e ele não precisava se preocupar todos estariam lá para prestigiar a volta da banda ao palco musical com seu novo baterista.
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Umas duas noites antes do show Yutaka chama Teru para uma conversa particular no seu quarto sobre algo que ainda o está deixando inseguro. Teru entra preocupado, pois Yutaka fecha a porta atrás de si, acenando para ele se sentar, enquanto faz o mesmo sentando-se na beirada da cama e Teru na cadeira a sua frente.
— Yukkun, o que está acontecendo?
— Teru-kun, lhe chamei aqui por que você é meu irmão e amigo e o assunto é delicado.
— Estou preocupado agora Yukkun. Tá com medo do show?
— Não, nada haver com o show é bem mais pessoal e bem mais íntimo.
— O problema seria com o Kai? Ele já tem se controlado muito bem na frente dos humanos. É esse seu medo?
— Sim, ele tem mantido o controle com os ensaios e a banda. Mas sabe como ele é mais vergonhoso, é sobre seu namoro com Uruha.
— O que tem de vergonhoso no namoro? Acredito que está dando certo, parecem dois amantes apaixonados sempre agarrados aos beijos.
— É sobre isso, Uruha tá muito apaixonado e quer dar o passo seguinte na relação, só que o Kai está inseguro em ir mais fundo… entende…
— Ahh!... Kai tá com medo de transar com ele? Por que? Se eles se gostam tanto?
— Porque Uruha-san é humano. Kai tem medo que no momento de excitação, nossa condição vampira apareça e ele veja.
Teru olha para Yutaka que abaixou os olhos, refletindo sobre o que ele falou, então pergunta intrigado passando a mão pelo queixo.
— Yukkun, você já ficou com alguém antes do Daigo-san e do Uruha-san?
— Teru-kun, promete que não vai rir, do que vou te contar?
— Agora estou curioso… como vou prometer se não sei do que trata.
— Só promete… Teru-kun eu confio muito em ti.
— Quanto mistério, mas tudo bem eu prometo…
Yutaka suspirou passando a mão nos cabelos sob o olhar atento de Teru sobre esse segredo.
— Não tivemos outro namorado de verdade antes deles. Nunca passamos dos beijos, só que agora tenho esse desejo… parece que tem um fogo dentro de mim quando estou com Daigo… O mesmo acontece com Kai quando está junto ao Uruha.
— Yukkun… preciso processar isso… Como assim!? Nem quando era humano na sua adolescência?
— Lembro de um garoto muito bonito no orfanato, tentar fazer amizade comigo, só que não durou ele foi adotado.
— E depois naquele bar que Kamijo-san lhe encontrou?
— Não, tinha tempo para pensar nisso, só tentava sobreviver. Ninguém olhava para um escravo que só trabalhava dia e noite naquele lugar.
— Creio que devia ser difícil naquelas condições. Mas depois você veio morar aqui, por anos. Deve ter tido um affair, alguém atraente que lhe chamou sua atenção.
Yutaka suspira pensando um pouco antes de responder.
— Naquela época, todo meu foco e concentração eram para os estudos. Não queria que nada mais atrapalhasse meus sonhos. Eu repelia qualquer pessoa que tentasse se aproximar com intenções amorosas.
— Yukkun... Você é mais velho do que eu, em idade humana e ainda é… virgem... nem consigo falar direito sem achar engraçado… perdi minha virgindade no colégio.
— Teru-kun, você prometeu que não iria rir… Por isso estava com vergonha de perguntar sobre essas coisas mais íntimas, tive uma educação religiosa muito rígida.
Apesar de morar no Japão, sua avó e sua mãe eram católicas, então Yutaka seguia o princípio que só devia ficar íntimo da pessoa amada depois do matrimônio.
— Bem… isso explica muito coisa… você estava seguindo o que lhe foi ensinado e continuou mesmo depois que elas se foram.
— Não queria decepcioná-las mesmo depois que fiquei sozinho. Quando me tornei vampiro, não achei mais sentido em seguir esses princípios da religião, então me isolei no restaurante mais ainda com medo do demônio que eu me tornei e dos pensamentos impuros, além de um desejo de atacar as pessoas.
Teru coloca as mãos na boca segurando o riso contido com toda essa informação da vida pessoal do seu querido irmão. Yutaka está envergonhado, todo aquele seu jeito atrevido e pervertido era só um disfarce sobre as coisas que ele sonha um dia poder fazer com seu amante.
— O que aconteceu com Daigo-san, foi por causa da sua fome. Vocês dois ficaram um pouco mais íntimos, quando ele aceitou Yukkun como vampiro?
— Um pouco sim, brincávamos na cozinha, num certo momento estava prensando ele na parede e subiu um fogo, mostrei minhas presas e meus olhos mudaram de cor. Daigo neko-chan amou e curtiu muito, tivemos um momento bem prazeroso. Só que estraguei tudo depois.
— Então você tá no caminho certo é só deixar acontecer naturalmente, você vai saber o que fazer na hora certa. Não estragou, foi um acidente Daigo-san gosta muito de ti.
— Teru-kun, esse é o problema Kai tá com medo de Uruha-san ver nosso lado vampiro e se assustar. Por isso pediu para perguntar se você tem alguma ideia para ajudar ele a disfarçar suas presas, pois a cor dos olhos usamos lente, Uruha-san já desconfiou uma vez.
— Calma aí… Yukkun vou pensar… de fato nunca namorei algum humano que precisei esconder que era um vampiro.
Teru sentado na cama está olhando para o jeito de Yutaka, pensa como o amigo fará para ficar com o namorado.
— Talvez seria mais fácil, contar para Uruha-san, só que o Kai não quer… correr o risco.
— Também acho que seria, ele que devia saber, vai dar muito errado isso ainda… Só to imaginando a cara dele quando descobrir…
Teru não consegue segurar o riso com a imagem mental que ele criou, com certeza Uruha já teve outros encontros amorosos, agora estaria caído de amores pelo baterista.
— Uruha-san não pode descobrir… tá doido Teru-kun.
— Imaginei, ele descobrindo sobre o Kai ainda ser virgem… vai ser uma surpresa.
— Um tremendo desastre, Teru-kun. Pensou em algo, Kai não vai conseguir fugir dele por mais tempo.
— Tive uma ideia. Não tem muito haver com o estilo do Kai, mas pode dar certo…
— Teru-kun, conta logo esse suspense está me matando… estilo do Kai?
Yutaka passa a mão no cabelo e olha para Teru pensando o que ele quis dizer.
— Sim, Kai tenta ser todo certinho, um faz o tipo de bom menino. Pensei nele usar uns acessórios para deixar esse momento mais quente.
— Se não tiver outro jeito dele aproveitar esse momento com Uruha, ele terá que ceder um pouco…
— Se ele não quer que Uruha-san o veja vampirizado, a saída é privar a visão dele. Uma venda feita com uma dessas echarpes que você costuma usar funciona muito bem.
— Teru-kun, você é um gênio do mal, idéia perfeita… Humm… se ele quiser tirar a venda?
— Ora! Usa uma gravata ou um cinto para prender as mãos dele também…
— Você tem razão, não é o estilo Kai… talvez um pouco de vinho ajude...
— Só apagar a luz com o vinho ajuda a passar a timidez, é só o Kai seguir seu instinto e resistir em não morder ele que tudo vai dar certo...
Yutaka analisa as idéias de Teru-kun, que são mais úteis para si, que para o Kai que com toda sua vergonha e timidez não arriscaria algo tão provocante na sua primeira vez.
— Arigatou Teru-kun. Ótimo conversar com você meu irmão. Você entende mesmo dessas coisas mais íntimas.
— Posso rir agora? Yukkun não tô me aguentando...
— Não conta para ninguém morre aqui tá, pode sim. Sou muito retrógrado em relação a isso.
Yutaka acaba rindo com Teru da sua própria vergonha em não ter ficado com ninguém antes e pedir conselhos amorosos para o tímido do Kai e para ele.
Mais tarde Yutaka repassou todas as idéias de Teru para o Kai, que ficou mais aliviado com as soluções práticas e fáceis que o guitarrista falou para eles. Kai achou engraçado Teru se referir a ele como não é o estilo do Kai.
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Noite do show…
O local escolhido não era muito grande, entretanto comportava em torno cinco mil pessoas, os ingressos haviam se esgotados e os fãs aguardavam muito o retorno do The Gazette ao palco. Horas antes a banda passou o som, por volta de 16 músicas incluindo o encore, então foram para os camarins se preparar com o figurino escolhido incluído cabelo e maquiagem tudo estava pronto para o show.
Então, seguindo uma idéia do vocalista, eles gravaram sua chegada ao palco numa limusine que seguiu o caminho pelas ruas de Tóquio até o local do Show. O vídeo foi reproduzido no telão da cortina em frente ao palco, mostrando cada um deles descendo e caminhando um por um corredor até os bastidores do palco, completando assim sua entrada triunfal.
O grande logo do The Gazette apareceu e as luzes piscaram , a cortina caiu revelando os 5 membros no palco. Kai começa dando o ritmo, Ruki dá seu grito para começar a música, seguido do som das guitarras e do baixo. O público vai à loucura cantando junto pulando e seguindo cada comando do vocalista.
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Depois de quase uma hora de música seguida a banda dá uma pausa, se retirando para os bastidores, enquanto os fãs esperam pelo encore.
Então Kai e Reita retornam ao palco com camisetas iguais, na troca do figurino inicial, fazendo um som instrumental só para aquecer. Kai conversa com a platéia agradecendo a todos que vieram para vê-los, em seu retorno e sua estréia, sentando na bateria gritando para os fãs se eles estão preparados, em seguida inicia a próxima música com seu grito Kakatte Koi.
Uruha e Aoi entram primeiro saudando o público, seguidos por Ruki que também trocou seu figurino inicial que era um terno cinza brilhante, por uma composição de calça e blusa preta, enquanto todos os membros estavam com as camisetas brancas.
A música do encore é o single Filth in the Beauty, do álbum novo STACKED RUBBISH, que agrada muito os fãs.
Com mais duas músicas, o The Gazette encerra o show de retorno da banda ao palco com sucesso, e muitos pedidos de mais um encore.
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Nos bastidores eles comemoram o sucesso do show, agradecendo muito ao Kai por isso ter sido possível, ele diz que o mérito é da banda foi um trabalho em conjunto cada um fez sua parte.
Kai está muito feliz, seu sonho estava sendo realizado, cantar e tocar com a banda em público, ainda estava tremendo com a sensação, por algumas vezes Uruha parou a frente de sua bateria e tocaram juntos.
Os staffs trouxeram uma champagne pra comemorar o momento. Uruha então se aproxima de Kai, para brindar e sussurra no seu ouvido.
— Kai-san, parabéns você foi incrível!
— Uruha-san, você que arrasou na guitarra.
Uruha sorri passando a mão na cintura do baterista, o puxando para mais perto na frente de todos, fazendo Kai olhar intrigado para o guitarrista.
— Kai-san, quero comemorar a sós com você.- Uruha fala passando a língua nos lábios.
— Uruha-san já estamos comemorando… — Kai levanta sua taça mostrando para ele.
— Vai dizer que não entendeu? Eu quero... muito ficar com você… — Olhando para Kai, ele desliza sua mão da cintura na direção da virilha indicando o que quis dizer.
— Oh! Uruha-san aqui não tá maluco, as pessoas podem ver nem todos sabem que namoramos. — Kai afasta a mão de Uruha ficando com rosto vermelho de vergonha.
— Vamos para um lugar mais reservado, hoje nem tente escapar lhe quero muito… — Uruha sussurra no seu ouvido sendo atrevido passa a língua na pontinha da orelha em seguida leva sua taça a boca sentindo Kai se arrepiar com o contato.
— Uruha-chan, você tá impossível! Os meninos ficarão chateados se sairmos assim. É noite de celebrar com os amigos. — Kai tenta convencer Uruha a ficar com os amigos, ele está com fome e quer sair sem que ele o siga.
— Essa noite é nossa Kai-chan, eles não vão se importar de comemorar sem nós. Posso chamar Yutaka, se você está indeciso, acredito que ele vai apreciar uma comemoração a dois. — Uruha provoca Kai, que não gosta do comentário sobre chamar o outro.
— Deixa Yutaka fora disso, não gosto nada que fique flertando com ele. Ainda mais quando ele fica dando apelido para o meu namorado. — Kai olha bravo para Uruha, virando sua taça de champanhe de uma vez.
Uruha dá risada do ciúmes que Kai tem dá seu outro “eu” Yutaka. Kai dá um soco no ombro do guitarrista por provocá-lo, colocando a taça na mesa, olhando para os outros membros e staffs se despedindo deles dizendo que já estava indo. Antes de pedirem para ele ficar, Uruha se despede também, então Reita já percebe dando um toque no Ruki e Aoi.
— Vai na paz amigo, se divirta a noite é uma criança. — Reita fala para Uruha dando um soquinho com as mãos.
— Vai dar uma carona para o Kai? — Ruki alfineta Uruha.
— Talvez sim, vamos ver se ele aceita… — Uruha dando uma risada maliciosa.
— Se cuida Kouyou-kun. — Aoi fala sorrindo bebendo mais um pouco.
— Pode deixar eu vou. Oyasumi, para todos. — Uruha se despede indo para o camarim pegar seus pertences.
Uruha está esperançoso de ainda encontrar Kai no camarim arrumando sua roupa.
— Meu amor… Kai-san ainda bem que está aqui e não foi embora sem mim.
— Sabe eu devia ter ido, para Uruha-chan aprender… querendo chamar Yutaka...
— Não sabia que era do tipo ciumento, gosto de você por completo…
— Uruha-chan, gosta de brincar com fogo, quer mesmo correr o risco?
— Se for para conseguir ter Kai-kun só sendo meu, aceito correr o risco.
Kai avança para cima de Uruha o encostando na parede fazendo arfar com a surpresa, beijando-o fogosamente com fúria e tesão até que ele fique sem fôlego. Cessando o beijo dando mordidas na parte carnuda dos lábios dele, partindo o queixo, pescoço e orelha passando a língua, arrepiando Uruha que está com as mãos arranhando suas costas. Kai sente a fome surgir, e a vontade de morder-lo e saciar sua sede são fortes demais para se controlar com essa aproximação.
— Uruha-kun, você quase me fez perder a cabeça, tudo em você é lindo e gostoso. Te amo muito.
— Kai-kun, assim você vai me levar à loucura, só sabe me provocar e fugir. Não to aguentando mais quero você por inteiro.
— Vamos para minha casa então… quero muito comer um patinho com um bom vinho hoje à noite…
— Não quero perder mais nenhum minuto. Kai-san desejo esse momento a muito tempo. Adoraria compartilhar um vinho com quem eu amo.
Kai se afasta de Uruha que já ficou excitado só com o beijo, pega sua mochila e entrega-a do guitarrista lhe dando mais um selinho seguindo para van, para levá-los para mansão Versalhes, sua residência atual. Durante todo o caminho eles ficam só nos beijos mais calmos e lentos e algumas carícias entre ambos.
Quando chegam no destino, Kai pensa num modo de distrair Uruha, para que ele possa ser alimentar. Por sorte sua família está na sala quando eles entram, cumprimentando-os pelo sucesso do show, pois eles foram ver a estréia. Teru e Yuki percebem a agitação de Kai, então distraem Uruha com várias perguntas. Hizaki sabe que o moreno precisa se alimentar saindo de fininho com ele para cozinha, por conta do show e sem saber que hora ele voltaria Ariane não foi aquela noite. Mas uma garrafa havia sido preparada para quando Kai/Yuta voltassem do show.
Voltando para sala alguns minutos depois com uma garrafa de vinho e duas taças, em busca de Uruha para ambos comemorar o sucesso do show. Se despedindo dos amigos e levando seu amor para conhecer seu quarto.
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