Kakatte Koi

26 Meu primeiro Amor (Revisado)


Notas iniciais
Olá! Queridos Leitores (as) e Ghosts de plantão. Voltei com mais um capítulo. Sentiram Saudades? Tudo bem com vocês? Já vacinaram? Continuem usando máscara e álcool gel. Será que agora Kai vai se entregar ao prazer nos braços de Uruha? A capa do capítulo foi feita pela capista @Bree_Lacerda todo crédito para ela. Esse capítulo foi revisado.Boa Leitura

POV KAI

Nem tinha percebido o quanto faminto eu estava, me alimentei antes de ir para o local do show, era de tarde ainda. Toda aquela preparação para o show deixou todos nervosos e apreensivos, mas foi só subir no palco e começar a tocar que tudo sumiu dando lugar para adrenalina e ao furacão de emoções que o público transmitia a cada música.

Aquele brinde depois do show só serviu para minha sede e fome surgirem, os membros da banda e os staffs estavam muito felizes, portanto por causa da adrenalina do show exalavam um perfume inebriante que inundava meu nariz, fazendo meu instinto fervilhar, a experiência de ser um vampiro faminto numa sala com tantos humanos apetitosos não daria muito certo estava difícil ter autocontrole, precisava sair logo dali.

Não acreditei quando Uruha me provocou dizendo que chamaria Yutaka para comemorar com ele, queria muito fuzilar ele naquela hora, acabou sendo a deixa para sair dali, sem que os meninos ficassem chateados que eu estava indo embora.

No camarim pensei em ir embora, deixando Uruha fugindo dele como sempre eu fazia. Então parei e analisei esse namoro, Uruha queria chamar Yutaka, pois ele era mais atrevido e não tinha medo de se arriscar. De certo modo, estou só enrolando ele, só sei provocar e fugir com vergonha do próximo passo, nem sei como ele ainda continua comigo.

Não quero perdê-lo, o amo demais, por isso quando ele apareceu no camarim, resolvi me entregar ao amor por completo e o surpreendi com aquele beijo intenso. Por pouco não perco a cabeça e deixo meu instinto falar mais alto. Eu juro que queria muito morder ele naquele momento, então criei coragem e o chamei para me seguir até minha casa. Quero muito ser íntimo dele, só que precisava me alimentar antes.

Não tenho palavras para agradecer minha família, Hizaki está sempre atento às minhas necessidades, nunca mais me deixou passar fome. Meus irmãos são maravilhosos distraindo Uruha enquanto eu me alimentava escondido.

Cá estou na porta do meu quarto com um vinho na mão, duas taças e um guitarrista gostoso sendo o meu primeiro namorado que levo para meu quarto.

:.:.:.:.:.:.:.:

Uruha segura as taças enquanto abro a porta, agora me deu um frio na espinha, estou nervoso de estar aqui a sós com ele. Vou abrir logo esse vinho para dar coragem e passar essa minha vergonha, não posso deixar ele querer chamar Yutaka, eu vou me divertir com ele.

— O que achou do meu quarto novo, Uruha-kun?

— Você tinha razão, é bem maior e muito mais amplo que aquele do restaurante.

— Tudo aqui é grande e espaçoso, é uma suíte tem até uma banheira de hidromassagem no banheiro para cada quarto.

— Um luxo mesmo. Kai faz tempo que quero perguntar. Por que deixou tudo isso para morar sozinho no restaurante?

“Sabia que iríamos chegar nessa questão, como posso explicar sem dizer que sou um vampiro e me isolei no restaurante por que não aceitava essa nova condição.”

Apoio a garrafa em cima da cômoda em frente a cama, abrindo-a retirando a rolha, suspiro forte ainda pensando no que lhe responder. Inclino a garrafa para servir as taças em suas mãos acenando para ele se sentar na cama, enquanto deixo a garrafa na mesa e pego a taça de sua mão sentando ao seu lado retirando os sapatos com os dedos do pé.

— É complicado explicar… na época eu e Kamijo-san tivemos uma discussão, não chegamos num acordo…

— Entendo, então você decidiu ir morar sozinho?

— Mais ou menos isso, eu precisava pensar e seguir com o sonho de ter um restaurante, ele queria que eu fosse seu baterista.

— Acredito que nenhum dos dois tentou um meio termo para contornar o impasse.

— Não... Hizaki-kun diz que nós dois somos cabeça-dura, quando queremos uma coisa não mudamos de opinião por nada.

— Por conta disso você se afastou da sua família adotiva.

— Achei que conseguiria fazer tudo sozinho, sem precisar da ajuda deles.

— Eles não deixaram de ajudar mesmo de longe, e quando você mais precisou eles estavam lá também.

— Nem sei o que seria do meu amigo Daigo-san, eles não tivessem aparecido a tempo para salvar ele.

Uruha passa sua mão livre e macia por meus cabelos colocando-os atrás da orelha, inclino minha cabeça para sentir seu carinho, fechando meus olhos abrindo em seguida, ele está dando um gole no vinho me encarando encantado.

— Seu toque é tão delicado, vejo que apreciou o vinho.

— Sua pele é tão macia e aveludada, você sabe escolher um bom vinho.

Os olhos de Uruha flamejavam e eu me perguntava:

“Como seguir?”

“Como resistir…?”

Seu sorriso em minha direção enquanto bebia, o pomo de Adão se movendo ao engolir o vinho…

“Como farei isso sem feri-lo?”

— Kai, o que houve? — perguntou ele percebendo que o encarava degustando o vinho.

— Uru...eu… queria ver se a textura do vinho muda... se eu experimentar nos seus lábios...

Olhei em seus olhos castanhos e mordi os meus próprios lábios, desviando o rosto, tomando mais um gole da minha "coragem líquida".

— Não diz mais nada… — com o indicador de sua mão que segurava o cálice de vinho encostou nos lábios.- Só provando para saber…

Deixando a bebida de lado, tomou meus lábios para um beijo, começando com um selinho, seguido de um beijo calmo degustando o vinho neles. Ah! Sim tem mesmo uma textura delicada e saborosa, quando nossas línguas se tocaram, senti um arrepio na espinha percorrer meu corpo.

Uruha tinha lábios fartos, quase pecaminosos quando vistos de perto e, podendo mordiscá-los como fiz agora o escutei gemer, fica complicado me segurar.

Beijo este do qual não pude mais resistir, ficando mais intenso e fogoso, inclinei um pouco mais a cabeça para aprofundar o que fazíamos ali e o senti escapar de mim em busca de ar com respiração alterada e beijar uma de minhas bochechas quando sorri de medo e nervoso do descontrole.

— Delicioso… uma tentação seus lábios são macios e quentes. — Bebo mais um gole do vinho passando a língua pelos contornos da boca, um pouco escorreu no canto da boca.

— O vinho fica melhor com o sabor da sua pele… — Uruha passa a sua língua no líquido que escorreu, em seguida no meu queixo até meus lábios dando leves selinhos voltando a me provocar beijando lóbulo da minha orelha, onde me arrepio todo e vocalizo um grunhido.

— Grrrr… Uruhaaa, não me provoque assim… ahhh… é muito perigoso… eu posso… — ele me pegou desprevenido acertando meu ponto fraco.

— Pegar fogo… não se controlar… Kai-kun deixa fluir lhe desejo tanto meu amor… — ele me encarou ao dizer isso e não pude deixar de engolir seco.

“Ele é bem insistente…”

— Uruha-kun lhe desejo desde o dia que você subiu as escadas do restaurante… — confessei, levando uma das mãos à sua coxa, apertando um pouco mais ali.

— Então porque ainda está resistindo? Quero muito amar você, sentir sua pele em contato com minha... beijá-lo até não ter mais fôlego… — sua voz aveludada, resvalou em meio a seu hálito morno, me fazendo fechar os olhos com força, estremecendo.

Uruha fala sussurrando perto do meu ouvido, cheirando meu cabelo, ele quer me levar á loucura, já estou sentindo meu sangue ferver assim não vou conseguir me controlar, ele tá tentando me seduzir e meu instinto está aflorando, seu perfume natural junto com adrenalina do show ainda, tá difícil de resistir. Uruha desceu sua mão por meus cabelos, pescoço, peito e braços. Sei que estava me analisando e ao meu corpo inteiro e deixei que fizesse.

— Não precisa ter medo de mim, Kai. Já passou da hora de você se soltar sem culpa… te amo muito…

— Não é de você, é de mim. Uru-kun, pode se machucar, esse meu desejo pode ficar selvagem sem controle… Quer mesmo correr esse risco?

Ele acena com a cabeça um sim, se afastando um pouco para terminar de beber o seu vinho colocando sua taça no chão, me olhando com desejo…

— Todo esse tempo seria você o Lobo Mau? — Eu tive de rir com a brincadeira.

— Talvez, quem sabe… será por sua conta e risco Uruha-kun, depois não reclame se isso fugir do controle. — devolvi a provocação e ele sorriu.

— Eu gosto mesmo de você, Kai-kun, quero lhe levar para cama e correr esse risco. — fico analisando suas palavras e dou um sorriso mostrando minhas covinhas.

Eu precisava que fossem dele cada uma das iniciativas, assim manteria minha concentração em não lhe machucar. Uruha olhava para mim com fome e eu, bom, eu sentia sede.

“Sede de senti-lo.”

“Sede para mordê-lo.”

“Sede de tê-lo como meu.”

“Que Drácula o proteja do meu desejo mais profundo, não consigo mais resistir a tentação de possuí-lo.”

Seus olhos tinham um brilho perigoso e sei que era desejo. Um do qual venho escapando há meses, mas não posso mais.

“Não quero mais…”

Uruha pega a taça da minha mão colocando-a no chão, voltando a sentar na cama sem seus sapatos agora. Se aproximando de mim com seu jeitinho meigo acariciando meus braços, então me puxando para um beijo calmo e demorado com o sabor do vinho ainda nos lábios.

Sua mão maior que a minha tocou meus cabelos num afago gostoso. Sei que queria me relaxar e seduzir ao mesmo tempo, e estava conseguindo.

Me deixo levar pela sensação prazerosa que é sentir seus lábios macios tocando nos meus, só que quando dou passagem para sua língua explorar mais minha cavidade oral, elas se encostam e o beijo fica mais intenso cheio de paixão e sem controle indo cada vez rápido aumentando a adrenalina.

Seus dedos indóceis de nervosismo, prescrutavam cada milímetro que podia do meu corpo, minhas mãos abraçam sua cintura puxando seu corpo mais próximo ao meu, sem parar o beijo. Começo arranhar suas costas intensamente subindo e descendo ainda por cima da camiseta, ele solta um gemidos durante o ósculo, só parando quando ar lhe faltou respirando ofegante.

Sob a luz fraca do abajur, o qual toquei desligando as luzes mais fortes deixando o quarto sobre uma penumbra misteriosa com uma áurea mais íntima. Senti os dedos dele diretamente em minha pele por baixo da camiseta, quando dei conta racionalmente ele estava me desnudando ali.

Os lábios dele sobre a minha pele e a mordida num dos mamilos, obrigando-me a arquear de prazer para deleite óbvio dele. Aquele tecido fora jogado em algum canto do quarto.

Uruha estava analisando meu corpo, eu olhava que tudo nele era lindo e gostoso. Quantas marcas passaram pela minha cabeça em deixar no seu corpo, aquela veia pulsando no seu pescoço era difícil de ignorar. Sinto seu toque na minha pele fria, seus dedos são quentes e estremeço com a sensação dando um breve gemido, vejo ele sorrindo.

— Gostou de ficar só olhando Uru-chan! — Falo dando um sorriso mostrando minhas covinhas.

— Estou apreciando, como você pode ser tão lindo! — Uruha continua deslizando sua mão no meu peito, deixando meu rosto vermelho de vergonha.

— Não exagere, Uruha-san que você é um pecado com essa pele alva. — puxei ele para mais um beijo encostando nossos corpos.

Num movimento rápido, seu peso se fez sobre mim e quando percebi, já tinha sido posto deitado na cama, ele veio por cima beijando todo extensão do meu corpo até o queixo e pescoço dando umas mordidinhas de leve na parte carnuda do meu lábio, roçando seu corpo contra o meu, então voltamos aos beijos com prazer e luxúria. Não vou resistir por muito tempo, ele está me provocando demais, quero sentir ele todo por inteiro, meu baixo ventre não para de fisgar.

— Kou… — gemi seu nome, rindo entre o desejo e a incredulidade ao tocar em seus cabelos.

Uruha desceu beijando meu peito mordiscando meus mamilos, elevei um pouco meu corpo e vi quando chegou à minha barriga. As mordidas que deu nela e a língua em meu umbigo, só observando minhas costas arquear com seu contato.

— Uruhaaa… quero você…



Ele desceu os beijos um pouco mais e roçou seu rosto sobre minha genitália, ainda coberta pela calça, como se pedisse permissão para seguir ou quisesse me provocar.

— AH! Kai… o que mais quero é te amar… cada parte do seu corpo…

Vi quando se ajoelhou no chão entre as minhas pernas e passou a abrir o zíper da minha calça puxando-a para baixo jogando-a no chão. Contive um suspiro de deleite ao me sentir mais solto. A calça estava me apertando e meu baixo-ventre já doía, só me deixando de boxer com o membro já duro molhando o tecido.

Uruha veio passando suas mãos de volta por minhas pernas deslizando e apertando-a até as coxas onde ele dá dois tapinhas na lateral.

Sua mão aperta com força meu membro já volumoso ainda preso naquele tecido, fazendo movimento de fricção só para me ouvir gemer com essa excitação que ele está me provocando.

— Hummm… Uru… ahhh… quer me deixar louco…

Ele dá um sorriso malicioso cheio de desejo, espero que saiba que tá brincando com fogo. Cessando o movimento ele abaixa a cabeça bem colada no meu umbigo, e não consigo ver o que ele pretende fazer. Com maestria o vi retirar minha boxer, restando meu corpo nu e certa vergonha por minha exposição libertando meu membro já ereto e gotejante.

— Tão forte e musculoso tem um lindo corpo… Kai, você é maravilhoso… — seu sussurro ao escorrer as mãos desde o meu peito até minhas coxas, arrepiou cada pelo do meu corpo quando senti suas unhas curtas arranhando de leve a minha pele.

Agarrei com força os lençóis da cama para não fazer nele quando, de repente, senti uma de suas mãos em volta de mim.

Eu não estava preparado para seu movimento seguinte, sinto sua língua quente e áspera passando por meus testículos vindo em direção a extensão do meu membro lambendo ele da base até a ponta, rodopiando a língua no orifício já repleto de pré-gozo.

— Ahh!… — arqueei mais alto e olhei nos olhos dele pouco antes de vê-lo me lamber.

— Seu gosto é como eu imaginei, Kai. — disse, após sorver um pouco de minha lubrificação natural. — Viciante. — Então, afundou ele em sua boca e eu urrei de prazer diante dele.

Queria soltar um palavrão bem alto, com todo ar em meus pulmões ao descer e subir em meio à intensa sucção, mas apenas gritei seu nome.

— Uruhaaaa… não me torture assim…

O escutei sorrir com satisfação levando minhas mãos até seus cabelos para ditar o ritmo.

— Me mostra como você gosta... — o modo que ele pediu entre lambidas e beijos na glande, me desarmou, pouco antes dele retornar e eu mostrar como gostaria que fosse.

Observei e sentia sua boca subir e descer sobre mim àquela meia luz fazendo sombra sobre seu rosto, escondendo parte de sua face. Eu sentia como ele ia fundo e tocava o começo de sua garganta, perplexo por ele não engasgar ou enjoar.

Por mais de duas vezes senti ele ir fundo subindo em seguida causando um momento de torpor, eu teria um orgasmo numa próxima vez se não o parasse.

— Uru... assim me deixa louco… vou… — confessei, quase entre dentes, e numa dessas tive de parar o que fazia, pois não aguentava mais.

Levantei da cama e sentei, toquei em seu rosto e cego o beijei. Um beijo mais despudorado e ardente no qual nossas línguas se comunicaram, entrelaçaram e nossas salivas se misturaram. O meu gosto misturado ao da sua boca era razão para já perder todo o meu controle.

Vejo paixão e desejo no seu olhar, puxei-o até mim, ele se sentou no meu colo, deslizei minhas mãos por seu corpo até a camiseta branca que atrapalhava sentir sua pele e tratei de retirá-la sem controlar a minha força rasgando-a sem querer jogando-a em algum canto do quarto.

Sua pele é lisa, macia e muita branca, desço minhas mãos alisando seus braços, ombros, juntando as duas no seu peitoral, sentindo ele respirar e seu coração bater acelerado, ao passar pelas pontinhas dos mamilos aperto os dois com a pontinha dos dedos sentindo ele gemer entre os dentes.

Segurei na sua cintura, e girei a nós dois com mais facilidade por sentir minha força vampírica vindo colocando-o de costas na cama. Esse instinto deixava o cheiro dele mais gostoso, a pele mais macia e as batidas do coração, bem mais altas.

Percebi seu susto e o calei com um beijo longo o deixando sem ar, enquanto minhas mãos passaram a passear por seu corpo. Cheirei seu pescoço no mesmo instante que apertei, com um pouco mais de força, uma de suas coxas, estando deitado entre suas pernas.

Me afastei e abaixei a minha cabeça na direção dos mamilos dele passando a língua e mordiscando cada um, enquanto minhas mãos continuam percorrendo seu corpo até o umbigo. Sinto ele se arrepiar com o contato com sua pele, me puxando de volta para mais um beijo fogoso e provocante. Assim que paramos o beijo, soltei sua cintura e foi a vez retirar sua calça, revelando as coxas roliças na medida certa.

Uruha não se cobriu quando somente de cueca, mas o rubor em suas bochechas foi divino para mim quando beijei seu corpo , mordi e segurei o elástico daquela peça injusta.

— Kaiii… — ele arqueou as costas contra a cama e fechou as pernas em minha direção quando minhas presas penetraram a peça, resvalando sobre seu pênis.

Elas haviam surgido com toda aquela excitação, me escondia entre suas pernas usando a penumbra a meu favor para ele não vê-las.

Reabrindo suas pernas sem usar força, beijando e mordendo a parte interna de suas coxas, me segurando para não sugar seu sangue. E como ele gemeu ao ser abraçado por meus lábios e língua em seguida. Era quase doce o seu gosto e rosnei alto o suficiente para soar possessivo e amedrontador a terceiros, que não ele.

“Uruha era meu, eu o queria e hoje eu o teria.”

A felação foi complicada devido às minhas presas cada vez mais salientes, não estava conseguindo revertê-las. Desci os meus beijos e fui até sua entrada onde lubrifiquei com minha língua, escutando-o arquear mais alto.

— Kai, ahh… Uhmmmm — pude escutá-lo quando o penetrei com a língua pouco antes dos dedos, que aos poucos foram entrando de modo mais confortável.

Ao senti-lo menos tenso e ciente de que não o machucaria, fiz um gesto para que me chupasse um pouco novamente para ter mais lubrificação, além da minha própria. E ele veio, engatinhando na minha direção, com as nádegas empinadas e eu rosnei alto ao senti-lo me fechar em sua boca, enquanto podia passar as mãos em suas costas e me ver sumir entre os lábios bonitos.

Uma visão de enlouquecer, desferir dois tapas naquelas coxas.

Não queria! Mais tive que fazê-lo parar e me coloquei sobre seu corpo, levantei uma de suas pernas para facilitar e não doer, então o penetrei aos poucos devagar com ele me abraçando, gemendo e ofegando.

— É grande… Demais… Ahh! — gemeu com a testa em meu ombro, mordendo o local em seguida.

“Eu nunca quis tanto morder alguém como foi com ele ali naquele momento.”

Quis beijar seus lábios para amenizar a dor mas lembrei das minhas presas, então ele se moveu e afundei meu rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro e abri minha boca, sedento de sede, ao me mover pela primeira vez sobre ele.

Seu aperto era severo com rigidez, eu sentia ser grande demais para ele, mas não queria parar e sabia que ele também não, ao sentir suas pernas ao redor de mim para ir mais fundo a seu modo. Eu seguia tentando não lhe machucar.

— Isso! Assim… continue... — ele pedia, conforme se ondulava sob mim.

Trocamos um beijo mais obsceno em seguida e por causa da angulação das estocadas mais intensas de minha parte e das pernas dele, o senti tremer por atingir um local em específico que o fez urrar!

— Aí! Grrr… de novo...— Com a ordem dele passei a atingir o mesmo local repetidas vezes e em cada uma delas, o som que saía dele era cada vez mais alto e o modo como passou a me arranhar também.

— Kaiii… Ahhh… não pare… Yu…ta... — Ele delirava tanto que quase chamou por Yutaka, selei seus lábios antes de completar sua fala, não queria acordar o meu outro “eu”. Ahiru-chan como ele o chamava, era todo meu e eu o estava possuindo.

Suas paredes internas me comprimiam cada vez mais e o espasmo sentido por ele era insano. Seu corpo aquecido por seu sangue, o cheiro de seu suor e os fluidos corporais, me enlouqueciam.

— Se toca para eu ver — pedi, numa ousadia automática, e ele o fez, masturbando-se no mesmo ritmo que eu me arremetia dentro nele.

Me afastei do seu peitoral e abri suas pernas para me ver e a ele também, uma visão linda e era uma pena não poder sentir seu gosto em minha boca ao mesmo tempo que ia e vinha dentro dele.

Aumentei a cadência porque quis mais, me permitindo sem querer dominar por mais um pouco do meu lado vampiresco. Minha sede se debatia em minha garganta e abri a boca para respirar, sentindo-a cada vez mais seca.

Desci sobre ele e sussurrei, rouco, em seu ouvido, entre uma estocada mais profunda e outra.

— Gostoso… Delícia… Assim é difícil segurar… — apertei uma de suas coxas e ele parou de se tocar para me abraçar, mordendo, de sacanagem, o meu pescoço.

— Não quero que se segure, Kai. — ofegou mais uma vez, após falar porque fui mais forte nele.

— É preciso, não quero te machucar — gritei, lutando contra mim ali para não o morder quando me trouxe para perto e vi seu pescoço ao meu alcance, apertando sua perna, quase a ponto de machucar.

— Uhmm… Eu vou gozar… — não sabia que ele gostava de um maior e forte aperto.

Escutei sua voz alterada e segui com o que fazia porque também senti o meu limite físico e uma fagulha da minha sanidade mental se esvaindo.

Toquei suas mãos quentes e suadas, enlaçando nossos dedos e elevei-as unidas acima da cabeça. A ondulação conjunta fazia a cama ranger, as sombras na parede se moverem, todos aqueles gemidos e gritos me desnortearam fazendo meus olhos mudarem de cor para um vermelho intenso cobrindo toda parte branca.

Senti o seu ápice chegar e nos sujar em conjunto sob um som mais alto que saiu de sua boca. Seu corpo ainda trêmulo sob o meu, que viu e sentiu tudo aquilo encontrando meu orgasmo em seguida.

Jorrei dentro dele em três estocadas quase violentas quando lambi a pele de seu pescoço e sem querer o mordi de leve com a ponta do canino, sentindo finalmente o elixir que tanto queria e temia, mas por ser ele e sentir a mão dele em meus cabelos é que pude parar sem o ferir. Apenas um arranhão que deixou meu instinto satisfeito se acalmando aos poucos junto da respiração e o carinho dele nos meus cabelos.

Saindo de dentro dele e deitei ao seu lado, puxando o lençol para cima dos nossos corpos. Senti meu lado vampiro regredir não sentindo mais minhas presas, podia parar de me esconder. Uruha ainda estava ofegante, então beijei seus lábios calmamente para ele se recuperar de toda aquela adrenalina, ouvi seu coração batendo mais compassado lhe causando uma leve sonolência. Cessando o beijo, ficamos curtindo aquela paz com ele acariciando meus cabelos, minha mão estava parada no seu peito sentindo sua respiração movimentando o tórax.

— Meu amor… Kai-kun, isso foi tão perfeito, como se fosse a primeira vez…

— Uru-kun vou confessar… essa foi minha primeira vez…

— Não creio! Kai-kun tu era… virgem… por isso o medo…

— Ahh! Não caçoe de mim… Uruha-kun é meu primeiro namorado…

— Não estou… me sinto honrado por ser o seu primeiro… foi incrível... se saiu majestosamente bem.

Escondo minha cabeça no seu peito, repleto de vergonha com meu rosto ruborizado de revelar aquilo para ele. Uruha se ajeita mais perto me abraçando e distribuindo beijos por todo meu rosto, queixo e bochechas me acalentando para dormimos juntinhos pela primeira vez…

— Aishiteru! Uruha-kun… te quero muito.

— Kai-kun, Aishiteru! Se for um sonho não me acorde, quero ficar contigo para sempre.

Essa frase me fez refletir: “Será que Uruha me aceitaria, como vampiro? Não sei se suportaria sua rejeição… partiria em mil pedaços o meu coração.”



:.:.:.:.:.:.:.:

Notas finais
Então foi bom para vocês também? Subiu a temperatura, precisando de um copo com água gelada? Deixem suas reações nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Capítulos novos assim que ficarem prontos. PS: Kakatte Koi está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit.