Notas iniciais
Olá meus queridos leitores. Para quem ainda não desistiu de mim, voltei com um capitulo novo. Quero dizer que demorei para atualizar, por que tive um bloqueio imenso. Agora estou mais confiante e acredito que vou conseguir seguir com os novos capítulos em intervalos mais breves. Alguém estava com saudades de ver Yutaka e Daigo outra vez cozinhando? A inspiração está voltando aos poucos, as muitas fotos e o show da turnê do Gazette também ajudado muito. Agradeço os leitores que ainda continuam aqui me apoiando e lendo a história. A capa do capítulo foi feita pela @zoraidapierre todo crédito para ela. Boa leitura.

POV Daigo

Ocupado com os afazeres em arrumar meu apartamento, afinal fiquei fora mais um mês, havia muita poeira para todo lado, mesmo deixando tudo fechado e alguns móveis cobertos. Numa coisa Hizaki tinha razão, toda aquela comida não seria perdida, todos armários e a geladeira estavam completamente vazios, durou até o final da semana. Nem percebi que aquela tarde de sábado já estava escurecendo, eu precisava muito ir às compras e terminei com o último lamen no almoço.

Ansiava por cozinhar algum prato não muito complicado, mas bem saboroso que talvez pudesse incluir no cardápio do restaurante. Acredito que sendo gerente não terei mais muito tempo para mexer com as panelas e ainda eu só ficava até tarde lá por que Yutaka morava lá naquele seu pequeno quarto de hotel acima do local de trabalho.

Durante nossa conversa, tentei passar confiança para ele, que parecia bem mais apreensivo com a volta ao restaurante. Só que por dentro eu ainda estou com medo, quando lembro, sei que fui o mais afetado fisicamente. Senti que o medo dele se aproximar de mim é maior ainda, percebi que ele sofre e se culpa por causa do seu descontrole.

Pronto para sair, estranhei a companhia tocando. Por que num fui avisado pelo interfone? O síndico é bem rígido sobre isso, somente conhecidos ele deixaria subir.

Mas a pergunta é: quem seria? A vizinha que ficou cuidando do meu peixe?

Não devia ser ela gostou tanto desse tempo que se afeiçoou a ele, que não tive coragem de trazer de volta e deixei com ela, foi até melhor menos um ser vivo para eu cuidar e me preocupar.

Intrigado e curioso para saber quem poderia ser, caminhei até a porta e destranquei as travas virando a maçaneta abrindo devagar revelando alguém que eu nem pensava que estaria ali naquele meu pequeno apartamento.

Parado na frente da porta aberta, lá estava ele segurando duas sacolas de mercado sorrindo mostrando suas lindas covinhas por qual sou muito apaixonado.

Yutaka estava na minha porta, num sábado à noite com comida para mim, quando na verdade ele devia estar com o namorado...

— Surpreso! Konbawa Daigo-chan...

— Lógico, não estava esperando ninguém. Muito menos você Yuta-chan.

— Vejo que está todo arrumado e cheiroso... se preparando para sair?

— Sim, eu preciso ir ao mercado, aquela comida toda que trouxe da sua casa acabou.

— Ah...não precisa mais ir. Eu vou cozinhar e fazer um jantar para o meu Neko-chan.

Estou impressionado com sua atitude, abro a porta por inteiro para ele entrar, apesar de não estar certo sobre esse encontro às escondidas. Yutaka adentra levando as compras para cozinha, colocando as sacolas em cima da mesa. Sigo atrás para saber os motivos reais desse jantar, e ver o que ele trouxe e ajudar a guardar se precisar.

— Agradeço muito sua preocupação com a minha alimentação. Mas é sábado você não devia estar com seu namorado?

— Daigo-chan, estou lhe devendo um jantar de desculpas. Fiquei com Uruha a semana toda ensaiando, meio que foi ideia dele.

— Como assim!? O que ele sabe sobre nós? Explica isso direito.

— Nós não estávamos muito bem durante o ensaio. Kai está nervoso sobre voltar ao restaurante com você nosso melhor amigo, é isso que ele sabe.

— Tudo bem, entendi essa parte. Quero saber quando ele sugeriu, você fazer um jantar para mim, seu amigo.

— Na verdade eu falei que estava com medo de não saber mais cozinhar, por causa do tempo que fiquei afastado do restaurante, e também por estar tendo pesadelos de novo.

— Uruha-san acreditou nessa sua história? Também tive pesadelos na casa dos meus pais.

— Por que não acreditaria, sei ser muito convincente. Ahiru-chan falou que eu devia repassar o cardápio do restaurante com Daigo-chan no fim de semana.

— Yuta-chan, como você pode distorcer as palavras dele, repassar o cardápio não é bem fazer um jantar para o outro...

— Neko-chan, não fica bravo. Esse foi jeito que encontrei para lhe visitar sem mentir para Ahiru-chan.

— Não sei nem o que dizer... seu vampiro safado! Ainda fica chamando ele pelo apelido também. Eu não devia nem ter deixado você entrar.

Impossível ficar bravo quando ele sorri deixando as covinhas amostra, falando que pensou nisso tudo só para ficar comigo sem mentir para o guitarrista. Pelo jeito ele nunca escolheria entre eu ou Uruha. Tenho medo do Uruha não aceitar muito bem, quando descobrir sobre nós e o que seu baterista realmente é.

— Nem tudo foi mentira, só você pode experimentar o que eu cozinho. No último jantar você foi o prato principal, neko-chan. Quero me retratar servindo um jantar romântico como você fez naquele dia para ajudar o Kai.

— Então você armou tudo isso só para me ver? Quer dizer que não está mais com medo de ficar ao meu lado?

— Meu amor Daigo-kun, eu já estava com saudades e você ficou tanto tempo longe. Ainda tenho muito medo de perder o controle, seu cheiro é muito bom e piora quando lembro do seu sangue descendo quente saciando a minha fome.

— Não devia ter me mandado para casa dos meus pais, eu queria muito ficar aqui com você, teria sido melhor passar por isso juntos. Mas você quis tentar sozinho controlar a sua fome e sede.

— Eu quase lhe perdi, foi uma escolha difícil. Kai e eu não queríamos arriscar passar por isso tudo de novo. Não foi fácil só falar contigo por telefone, não sentir seu cheiro, seu carinho e saber que foi meu descontrole que me fez te afastar.

— Foi complicado para mim também, além dos pesadelos e sentir um vazio no peito, faltava sua presença ali para me ajudar a entender as sensações que sua mordida me causou, então os médicos me encaminharam para um terapeuta. Meu caso foi relatado como pós-traumático.

— Gomenasai, Daigo neko-chan. Não era daquele jeito que eu queria lhe provar, aquilo foi só o predador dentro de mim saciando sua fome de modo primitivo. Nunca quis lhe machucar. Eu o amo neko-chan.

Acredito que ele continua sofrendo com isso, remoendo cada lembrança do seu ato. Yutaka apresenta um semblante triste, abaixando a cabeça terminando de retirar suas compras das sacolas. Não quero ver ele assim, veio todo feliz para cozinhar para mim, vou aproveitar e ajudar ele se sentir melhor. Sua presença aqui me deixou muito contente, irei investir na aproximação para ele deixar de ter medo, sei que ele está controlado e treinou bastante.

— Yuta-chan, chega de memórias ruins já passou. Quero cozinhar assim como você. Acredita que minha mãe não quis deixar eu chegar perto do fogão.

— Será que achou que você ia passar mal, surtar ou se queimar? Com certeza ela é super protetora com o menino dela.

— Você nem imagina quanto, não me deixou fazer nada. Falava que eu só devia descansar para melhorar. Yutaka, posso ajudar com sua receita para o jantar?

— Não sei, eu ia dizer para ficar descansando como um cliente à espera do jantar. Mas estou com saudades de estar junto com você na cozinha. Essa é uma boa lembrança.

— Sim, são mesmo muito bons aqueles momentos. Só faltou comprar farinha para a gente brincar... tivemos um clímax aquele dia.

— Esqueci Neko-chan, não resisto quando tu está perto da farinha é mesmo tentador. Meio que estraguei o clímax com medo de lhe morder, e agora novamente por perder o controle. Kai sempre teve razão nisso, somos um monstro escondido atrás de num lindo sorriso.

— Para já com isso! Achei que o Kai já tinha aceitado a condição vampira. Yuta-chan nada vai acontecer tu já sabe como morder e se alimentar, agora é totalmente diferente do que houve. Sabe que se ficar com fome pode provar novamente de mim sem medo.

— Meu querido Daigo-chan, não vai ser preciso já me alimentei antes de vir, para não sumcubir a tentação do seu cheiro. Kai aceitou sim, só que ainda continua fingindo para Uruha que é um simples humano. Quase conseguimos contar para ele sobre eu ser um vampiro.

Interessante apesar do Kai ainda manter um pouco da vontade de querer ser humano, parece que agora eles estão em sincronia um com o outro. Colocamos todos os legumes, os cortes de carne e frango em cima da bancada da pia junto com macarrão. Meu palpite é que ele pretende fazer uma nova versão de Yakissoba.

Estando bem perto dele por conta do espaço da cozinha ser pequeno, levo minha mão até seu rosto para um carinho, ele retribui virando a face para sentir o contato. Me aventuro aumentando a nossa proximidade, com a outra mão mexo no seu cabelos colocando atrás da orelha, sei que ele é sensível a esse toque. Então arrisco um beijo, já que ele fechou os olhos reagindo ao cafuné, que foi muito bem aceito sendo calmo, só que rápido sendo como um selinho de boas vindas, me afastando dele e olhando para os ingredientes para o jantar.

— Senti falta de tocar nos seus cabelos e os seus lábios ainda são macios. Por que quase conseguiu?

— Seus toques sempre me arrepiam, mas é um jogo perigoso, ainda tenho medo, neko-chan é muito saboroso. Uruha disse ao Kai que aceitava que somos excêntricos de um modo peculiar que podia confiar nele.

— Então você criou coragem para contar que era um vampiro. O que atrapalhou?

— Na verdade foi quem atrapalhou: Reita-san entrou na sala do ensaio, bem na hora perguntando se tava tudo bem...

— De certa forma, acho que foi melhor assim. Acredito que você devia tentar somente falar quando estiver só com ele sem a banda por perto. O bom que o Kai e você já deram os primeiros passos, agora é só encontrar o momento certo para contar sobre sua condição peculiar.

— Daigo-kun tem razão, uma hora nós vamos conseguir contar a verdade para ele. Agora quero cozinhar para meu amor como desculpas por ter atentado contra sua vida. Pensei em fazer uma versão de yakissoba com carne, frango e legumes.

— Aceito seu pedido de desculpas, só se eu puder ajudar também. Estou cansado de só ficar olhando os outros cozinhar e ficar de braços cruzados.

— Neko-chan, você é tão precioso para mim sempre querendo ajudar. Ok, tudo bem, você pode preparar os legumes enquanto eu frito as carnes e faço o molho.

— Yuta-chan, eu estava com saudades desse seu sorriso, quando você cozinha transborda de felicidade para quem está perto. Não é atoa que me apaixonei por ti bem antes de saber seu segredo.

:.:.:.:.:.:.:.

Yutaka trouxe junto com as compras duas garrafas de vinho tinto da Adega particular do Kamijo. Então enquanto ele separava as carnes para fritar, piquei os legumes, coloquei na panela para cozinhar no vapor. Feito isso abri uma das garrafas e servi em duas taças, entregando uma para ele que sorriu muito contente.

Cozinhar degustando um bom vinho com a pessoa que se ama, tudo fica mais prazeroso e divertido, era disso que estávamos precisando para afastar e esquecer os traumas do restaurante.

Notável como ele sabe todos os processos para cozinhar e montar os pratos que se propõe fazer, esse com certeza sempre foi seu sonho. Sendo a sua maior frustração agora ser um vampiro que não pode provar sua própria comida.

Descobrir seu segredo trouxe de volta o brilho no olhar dele e reacendeu sua vontade de cozinhar agora sabendo que tem alguém para provar antes de enviar para os clientes.

— Estou vendo que você não esqueceu nem um pouco como se cozinha.

Ele dá risada do meu comentário, aquela desculpa que não sabia mais como fazer, só podia colar mesmo com Uruha que nunca o viu cozinhando.

— Me lembro do todo processo, só que o principal não posso fazer que é provar.

— Esse problema é fácil de resolver, estou aqui para isso...

Deixo a taça de vinho na pia e me aproximo dele o envolvendo num abraço pelas costas colocando meu queixo no seu ombro. Sinto ele se arrepiar com o contato repentino sussurro perto do seu ouvido.

— Deixa eu experimentar se o molho tá no ponto, olhando daqui parece muito saboroso.

— Neko-chan, não me provoque assim posso perder o controle, sentir sua pele e sua voz tão perto é muito excitante.

A sensação de sentir ele ronronar ao toque, era o que eu mais sentia falta, mesmo assim ele ainda tem receio de mostrar sua verdadeira natureza vampira. Seguro na sua mão com a colher fazendo o levar até meus lábios para experimentar o molho.

— Perfeição! Acertou de primeira a combinação dos sabores das diferentes ervas e as carnes. Só falta acrescentar os legumes que cozinhei e o macarrão que tá quase pronto.

— Como assim acertei? Tem certeza? Nunca fiz essa receita antes...

— Meu amor, você faz tão automático que nem percebeu que fez tudo num piscar de olhos. Um verdadeiro masterchef.

— Exagerado! Daigo neko-chan bebeu vinho demais, para falar essas coisas.

— Yuta-chan, por que é tão difícil você aceitar um elogio. Com certeza isso é parte da timidez do Kai.

Libero ele do abraço, me colocando à sua frente vendo suas bochechas coradas e sua face envergonhada nem parece o vampiro atirado que me apaixonei. Olhando para seus lábios inclino a minha cabeça na intenção de lhe roubar outro beijo.

Yutaka se antecipa me beijando fervorosamente quase me deixando sem fôlego, só nos separamos, pois senti o cheiro da carne queimando na panela. Então começamos a rir daquilo. A perfeição do prato quase estragou por causa do beijo.

— Neko-chan, assim não dá para cozinhar para ti, se você ficar me provocando quase estragou o nosso jantar.

— Na verdade, nem estou muito interessado no jantar e sim naquele que está tentando preparar ele...

— Daigo-chan, melhor você ir sentar na mesa e esperar pelo jantar, o vinho está fazendo efeito. Já ajudou bastante.

— Nossa! Arrumei um chef vampiro meio nervoso e mandão. Sou sempre o garçom, são raras as vezes que fui convidado para ser o cliente do jantar.

— Hoje você é meu convidado, Daigo-chan. Sente-se e espere por mim. Ah... leve o vinho com você.

— Já que você não me quer mais por perto. Vou me sentar, mas não demore ou venho lhe provocar de novo.

Como o apartamento é pequeno a mesa de jantar não fica tão longe da cozinha, está numa parte da sala. Onde fico olhando ele terminar o yakissoba juntando os legumes e o macarrão ao molho com as carnes.

Servindo numa travessa com pote de cerâmica e molhos em potes menores, ele coloca tudo na mesa para me agradar e se desculpar.

— Pronto Neko-chan. Agora você pode jantar um yakissoba à moda do chef.

— Me acompanha com o vinho Yuta-chan.

— Seu desejo é uma ordem meu amor.

— Mais uma coisa, não precisa esconder sua natureza vampira.

— Ah... Neko-chan. Ainda tenho receio, mas por você vou tentar.

— Assim que eu gosto meu lindo vampiro Yutaka sorrindo. Essas covinhas são charmosas.

— São seus olhos que vê beleza tudo até num vampiro como eu.

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Yutaka, serviu o vinho nas duas taças que eu trouxe da cozinha, então brindamos e bebemos em seguida. Ele pegou meu prato e serviu o yakissoba que tinha feito com amor e carinho. Engraçado que ele pegou o garfo da minha mão, dizendo que daria na minha boca, assim ele fez com Uruha no jantar do restaurante. No qual fiquei com ciúmes e discuti com ele que estava faminto, o que resultou no seu descontrole. Retruquei que não precisava disso, mas ele fez questão, então aceitei com a condição de ganhar um beijo depois de cada colher.

Com um pouco de vinho ele foi se soltando e nosso jantar foi ficando cada vez mais delicioso. A cada beijo, me aventuro a chegar mais perto e provocá-lo colocando a mão livre na sua perna alisando sua coxa tentando trazer meu vampiro extrovertido e safado. O máximo que conseguia era seu rosnado e a adrenalina entre nós subindo igual o álcool do vinho, então ele tirava minha mão engolindo mais vinho para não sucumbir a sua natureza.

Ao findar a última colher, bebemos o restante do vinho repousando as taças à mesa. Analisando seu rosto e seus lábios com um pouco de vinho me pareceram muito apetitosos eu necessitava deles, então levei minhas mãos nos seus cabelos puxando-o para um beijo bem mais profundo com o gostinho da bebida. Uma batalha de línguas começou, assim que ele deu passagem para explorar mais sua boca e seus lábios macios, ao passar onde deveria estar seus caninos me arrepiei, queria muito senti-los outra vez. Percebendo o que eu queria, Yuta-chan, pausou o beijo se afastando pegando a garrafa tentando mais um gole, ficando com aparência decepcionada por estar vazia.

— Neko-chan, por que insiste em querer tocá-las? Minhas presas te machucaram, devia ter medo e se manter longe.

— Meu querido Yutaka, me apaixonei por sua natureza vampira. Sempre soube do perigo, só que isso não o torna um monstro, foi um momento de fraqueza.

— Aquele jantar nunca devia ter acontecido, parte da culpa é do KAI que soube dizer não. Por que ficou depois que me viu com Uruha? Se tivesse ido embora, seria melhor.

— De certa forma sim, Kai impediu você de aprender. Fiquei para ajudar, o jantar deu certo no fim para Uruha. Talvez sim, só que agora você estaria chorando por atacar ele e se ele não sobrevivesse, seu trauma seria por toda eternidade.

— Quando neko-chan estava na cama da UTI, sem saber se ia acordar ou não, quase sucumbi ao desejo de sair no sol. Ahiru-chan, me consolou dizendo que tudo ia ficar bem e que você era forte. Não suportaria perder nenhum dos dois, por isso não quero que você veja mais meu lado vampiro.

— Todo esse trabalho com o jantar para não ser você mesmo. Tá parecendo que estou namorando o Kai. Sei como trazer meu vampiro de volta sem medo e sem culpa.

— Gomennasai, Neko-chan. Devia ter ouvido o Kai, quando disse só flertar sem morder... Como assim!? O que você tá tramando, perdeu de vez a noção do perigo?

— Vocês conversando sobre isso deve ter sido engraçado. Perdi quando aceitei guardar seu segredo e você me fez seu amante.

Ver seu sorriso formando suas covinhas de um lado com minha resposta é tão satisfatório que me inclino para mais beijo ainda com sabor de vinho.

— Venha Yuta-chan, tenho uma sobremesa a oferecer para esse maravilhoso jantar.

— Sobremesa!? Esqueci de trazer o doce de vinho... Neko-chan, você não está pensando em ser...

— Chega de conversa só me acompanha. Confia em mim?

— Sim, não confio no meu instinto, neko-chan é muito precioso.

Me levanto da cadeira e seguro na sua mão olhando fixo no seus olhos ainda chocolates. Ele ainda está na dúvida do que pretendo fazer forçando se a levantar, então abraço sua cintura encaminhando até o meu quarto, para seu espanto e admiração. Essa noite vou ter meu vampiro de volta.



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Notas finais
Esse jantar foi mais que um pedido de desculpas... Será que Daigo vai consegui fazer Yutaka perder seu medo? Quem advinha qual será essa sobremesa que Daigo tem para seu amado vampiro. Deixem suas reações nos comentários Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada PS: Kakatte Koi está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit. Começou ser postada no Wattpad, está no capítulo 7 https://www.wattpad.com/story/302486760-kakatte-koi