KILLER

28 XXVII


Notas iniciais
Primeiramente venho me desculpar pela demora!! E segundo vou agradecer aos reviews que me inspiram muito ♥; Bom eu espero que vocês gostem do capitulo e compartilhem a história para os fãs de Fourtris !! Espero vocês , recomendem , favoritem!! Amo muito todas vocês. E desejo boas vindas as novas leitoras *-* . Boa leitura (:

POV TRIS .

Depois de anos nunca me senti tão mal. Vê-lo ali parado olhando pra minha, nossa, filha e ainda eu dizer que Will é pai dela — droga Beatrice! — repreendo a mim mesma. Meu coração quase congelou e o que eu mais queria era fugir dali, mas ele não pode saber sobre Alice ser sua filha, não vou aguentar brigar com Tobias de novo ou passar por tudo aquilo de novo.

* Ele estava com uma corda na mão, e me prendeu para que Albert me torturasse , até a morte? , eu nunca saberia. Um estralo, uma bala perfurando o crânio do homem que me causou dor , e o sangue de Tobias que agonizava em meus braços, Alice .. Alice estava agonizando em meus braços .. — Não — eu gritava mas era tarde demais. Eu estava de volta a aquela noite, como em todas as outras *

Acordo em meu quarto escuro e Alice ao meu lado, choveu a semana inteira e ela assim como eu tem muito medo dos raios. Me levanto tentando recuperar o ar e secando o suor de minhas mãos , tem sido assim os pesadelos frequentes desde quando eu o vi. Lençóis retorcidos , gritos e um peso no peito como se eu estivesse revivendo tudo ao mesmo tempo,o medo, trauma o amor.. Não era justo ele voltar, não era justo eu ter que passar por tudo isso de novo. Por fora eu estava sob controle mas por dentro estou um bagunça.

— Mamãe? — Alice apareceu na cozinha enquanto eu preparava um chá — ta tudo bem?

— Oi, meu amor. — solto o ar caminhando até ela — estou bem, o que faz acordada a essa hora? Vamos, volte a dormir.

Ela faz um biquinho lindo e nega balançando seus lindos cabelos loiros e eu me derreto.

— Quero leite quente com canela, como a vovó fazia pra você — diz abraçando minha cintura

— Eu vou fazer e ainda mais — eu seguro seu belo rostinho — vou preparar um cookie especial da vovó Evelyn também !

Minha pequena se anima e corre para a cadeira perto da bancada da cozinha e arrasta até a mesma colocando os cotovelos sobre a mesma para me observar enquanto preparo o cookie.

Contei histórias de como eu e as avós dela nos divertíamos fazendo bolos ou cookies que era especialidade da mãe de Tobias. E é quando deixo o nome dele escapar sem ao menos perceber.

— Tobias é o meu pai que teve que ir embora? — ela torce o nariz

A colher com canela escapa dos meus dedos e tira a atenção dela , mas seus olhos azuis e insistentes voltam pra mim. Me sinto bloqueada maldita hora que ele deveria aparecer, maldita hora pra minha memória e minha mente me trair .

— S-sim — respondo limpando a bancada e recolocando a canela no leite — nós fomos criados juntos .

— Vocês eram amigos? Então porque ele foi embora? — a pergunta dela me causa um arrepio, seu tom de voz tão doce me faz mergulhar em sentimentos esquecidos.

Embora fora pro meu bem por vivermos em vidas completamente diferentes e ter a chance de nunca dar certo. Embora eu precisasse seguir minha vida sem ele e me recuperar — ou pelo menos tentar — me recuperar do trauma que me causou, eu ainda tinha esperança de vivermos juntos, na minha gravidez eu precisei dele mais do que nunca e poderíamos cuidar de Alice e superar juntos , mas sua melhor opção foi me deixar pro nosso próprio bem.

— Ele precisou ir querida — digo finalmente oferecendo o cookie quentinho e o leite — Agora coma para irmos dormir.

. +++



Deixo Alice com o avô para passar as férias e eu tenho trabalho dobrado com a inauguração do hospital Texas, infelizmente voltar de onde eu praticamente fugi. Resolvo ir sozinha ao invés de esperar Matt ou Christina, assim consigo me concentrar melhor em treinar a equipe nova de enfermagem. Chego em casa exausta deixando a bolsa no sofá e vou para o banheiro tomar uma ducha quente, saio e visto uma camisola de seda branca e coloco um casaco por cima, o barulho insistente do meu celular tocando me deixa irritada:

— Alô?

— Precisamos conversar. — a voz dele é clara e reconhecível impossível de esquecer

— O que você quer ? — reprimo meu temor em minha voz fechando os olhos

— Conversar. Apenas isso. Estou em um hotel aqui em Chicago , o do centro que tem uma cafeteria do lado, espero você lá. As sete — sua voz soa autoritária e fria

O que? Ele esta aqui?

— Eu não vou, tenho uma viagem hoje — minto — Passar bem.

Antes dele responder desligo e olho o relógio são 17:50 e eu já estou me preparando pra dormir, tenho plantão de madrugada e preciso descansar. Me jogo na cama e sem ao menos pensar eu caio num sono profundo pela minha exaustão. O barulho da campainha me irrita e por várias vezes sem cessar, Daniela que é a moça que eu contratei pra cuidar da casa finalmente atende a porta e eu consigo quase voltar a dormir. Olho em direção a porta do meu quarto e meus músculos enrijecem e minhas bochechas queimam, a presença dele me toma todo o ar, o buraco em meu peito se abre novamente me fazendo arfar — a dor que ele me causou tanto fisicamente quanto emocional —. Coço os olhos para constar de que não estou tento um mau sonho mas la esta Tobias me olhando com os lábios entre abertos e imóvel parecendo congelar com a tensão que se formou. Seus olhos escurecem e sua feição é a mesma daquela noite porém ele parece abatido, mais magro e impassível, meu coração bate tão forte que parece sair do peito. Posso ver a semelhança entre pai e filha Tobias esteve presente em todos os dias em minha vida, Alice se parece com ele nos trejeitos e modo de falar e mesmo o pai indo embora e me deixando eu o sentia por perto.

— Como você entrou aqui? Como você ..— sinto uma bola queimar minha garganta

— Eu fiz o que deveria ter feito a muito tempo. — responde indo em direção a porta — Eu espero você aqui fora.

Ao sair do quarto toda a tensão do ar desmorona sobre mim, me levanto em um salto e caminho até a sala esquecendo completamente como estou. Tobias me encara de cima a baixo e percebo que uso apena a camisola longa e com uma fenda, tomo minha postura e pigarreio cruzando os braços. Percebo uma pasta em cima da mesa de centro com uns papéis e até uma cópia da certidão de Alice.

— O que é isso? — retomo minha frieza habitual

— Isso é o que eu deveria saber o que você deveria me contar. — responde catatônico

Pego os outros papéis e os leio com atenção as informações sobre eu e Alice, onde eu trabalho onde ela estuda e meu estado civil quando me formei em medicina. Com certeza um detetive pode ter feito isso pra ele, como acha que tem o direito de fazer isso? .

— Você tem algum tipo de distúrbio? Ou desenvolveu depois desses anos? — pergunto virando o papel onde consta meu local de trabalho e a escola da minha filha — Pra que você precisa dessas informações?

— Beatrice isso seriam coisas que você nunca iria me contar. Acha mesmo que eu iria atrás disso sem ao menos te conhecer? Não sou assim — diz — Porque não me contou?.

— Sabe porque eu não contei? Porque você foi embora. É isso que você faz, você me sequestra , me mutila e jura ódio ao meu pai , machuca as pessoas que te amam e vai embora — jogo as folhas nele — Fique com essas folhas, cuida da SUA vida e deixe a nossa em paz!.

— O que? — sua voz se altera — Eu deixei você por motivos óbvios. Acha mesmo que se estivéssemos juntos hoje seria diferente? Acha mesmo que eu não estaria na merda por te fazer mal e faze-la abandonar sua vida por minha causa?.

— Por sua causa. O velho Four esta de volta. — reviro os olhos — Não foi por sua causa, eu ainda achava que poderíamos ficar juntos e enfrentar o que viria pela frente. E é bom você continuar assim, longe. — meu rosto queima mas me mantenho firme

Os olhos dele embrasam em fúria assim que digo o seu apelido temido por mim há anos atrás, suas mãos se fecham pressionando ao lado de seu corpo rígido.

— Querendo ou não Beatrice. Alice é minha filha também. E aquele cara o "velho Four" morreu assim como toda aquela merda que aconteceu. — ele passa uma de suas mãos por seu cabelo recém cortado — Não daríamos certo, eu passei por todos esses anos lutando contra meus demônios e tentando ser um homem de verdade. Não um assassino e psicopata.

Descruzo meus braços estava os apertando contra meu corpo com tanta força que chegou a doer. Não consigo responder mais nada a ele, o mesmo admite seus erros mas não vou deixa-lo fazer Alice sofrer ela é tudo que eu tenho e não permitirei que ele se aproxime dela.

— Alice Evelinie é minha filha. Eu a carreguei durante nove meses eu quase a perdi por conta dos traumas que VOCÊ me causou. — meu grito o faz recuar dois passos — Eu não vou permitir que você se aproxime da minha filha e mostre o seu pior lado, mesmo você dizendo que mudou. Eu não te conheço mais e você não me conhece muito menos a Alice.

Agora eu demonstro minha ira e a cada palavra eu apontava pra ele, e o que eu mais quero é que ele saia da minha vida e me deixe em paz.

— QUE MERDA BEATRICE ! — ele vem até a mim e o ar se desloca ao redor dele como um campo de força de energia mal contida

— O que você quer? Porque você voltou ? — sou traída pelo tom da minha voz

Toda minha fúria dispersa e posso sentir sua respiração perto, Tobias parece se conter ao me tocar uma de suas mãos ficam suspensas no ar e suspira cerrando o cenho. Oh meu Deus porque ele tem que fazer isso? Porque não poderia ser diferente.

— Porque eu voltei. Eu não sei te responder mas depois que a vi e soube sobre Alice eu pensei, eu pensei muito sobre voltar. — sua mão se estende até meu rosto e eu não desvio seus olhos se cravam nos meus — eu voltei por tudo que eu vivi com você.

— Não acha que é tarde de mais? Alice já tem um .. — seu indicador toca meus lábios

— Eu sei que você cuidou dela esse tempo todo sozinha e sei que o cara que estava com ela era seu padrinho.

Merda. Ele esta tão perto sua voz é tão doce e seu cheiro me toma como um transe hipnótico, ele sempre sabe das coisas e não tenho como voltar atrás.

— Fiz o que eu tinha que fazer. Não graças a você — respondo tentando me afastar

— E conseguiu cuidar da pequena com amor e carinho que eu não pude dar — sua mão deixa meu rosto e um ar frio me traz de volta —

— Infelizmente não pôde, e que continue assim. Acha que pode voltar atrás depois de ter passado por cima da minha vida como um trator destruindo tudo e quando eu estou bem e seguindo minha vida vem e aparece. — bufo e caminho em direção a porta

— Você poderia ter me dito antes — me acompanha e para entre a porta e a saída — Isso não é um adeus Beatrice.

— Isso é um ..

Ele corta minha sentença no meio da frase, dando um braço ao redor das minhas costas, me esmagando contra ele devastando minha boca, forçando os meus lábios abertos, empurrando sua língua para dentro. Não é um beijo suave ou sonhador, é uma chama escaldante um rugido que crepitava e borbulhava pelas minhas veias. O tipo de beijo que solda almas famintas juntas. Este era o Tobias , selvagem e imprevisível, como uma tempestade de verão. Seus dedos giram meu cabelo puxando minha cabeça para trás, segurando-a imóvel. Não havia como escapar dele, nem como negar-lhe. Ele não deixa até que meu corpo ficou mole em seus braços, até que a resistência diminuiu.


''It's obvious you're meant for me , Every piece of you it just fits perfectly
Every second, every thought. I'm in so deep but I'll never show it on my face."

— Por favor — digo em tom de suplica — vai embora.

Meu corpo agoniza e ele deposita um beijo em minha testa. Seu nariz desce até a curva de meu pescoço me causando um arrepio torturante.

— Você não quer que eu vá embora — soa contra minha pele quente — admita.

Sua boca paira sobre a minha, e eu me recuso a fechar a distância. Ele ri . Um puxão para frente, rápido e seus lábios estavam em mim novamente, desta vez mais suave, mas eu posso sentir a sua contenção. A maneira como seus dedos tremem enquanto ele acaricia meu braço lentamente, para cima e para baixo, o traí. A maneira como seu corpo inteiro pulsa com uma necessidade tão profunda e palpável me mostra o quanto ele sentiu minha falta.

— Eu não quero Tobias, por favor vá embora — tento mais uma vez e ele não se afasta.

Nossos olhos se encontram de novo eu me perco na imensidão azul de seus olhos, é minha fraqueza onde eu me desarmo e me entrego de corpo e alma e posso ver sua transparência ele sente o mesmo.

— Mamãe? — me afastei tão rápido que mal tive tempo de piscar