Notas iniciais
OOOi meus amoores !! Como vocês estão? Bom eu escrevi bastante espero que gostem. Quero vê-los nos comentários hein! Boa leitura *-*



Eu abracei a mim mesma na cama imensa de casal, Tobias fugiu de mim quando o beijo aconteceu. Minhas coisas estavam no quarto de hospedes ele não vai ficar ali pra sempre , toco meus lábios diversas vezes e ainda sinto seu hálito fresco – sim, eu ainda amo o garoto que me pediu em namoro na janela da minha casa e ele ainda é esse garoto pelo jeito que me beijou, diferente intenso mas ainda é aquele beijo..— .

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A insônia me atormenta a noite inteira , entro em pânico quando o fantasma de Albert, Eric e Peter vem me assombrar. Tenho vontade de chorar e gritar para espanta-los e faço isso , grito com todas minhas forças e choro por essa bagunça na qual estou vivendo , sempre tive controle sobre tudo na minha vida mas agora esta tudo fora de si. A porta se abre em um estrondo , Four entra correndo com uma arma na mão e seus olhos pairam em mim sentada na cama agarrada ao travesseiro em prantos.

— Algum problema? – ofega – Caralho você me deu um susto

— Me desculpe, eu .. eu .. – gaguejo entre soluços – só não ..

Droga estou sensível demais e odeio isso, pareço frágil e inútil. Four me surpreende ficando ao meu lado me puxando pra si.

— Insônia? – perguntou preguiçoso e sonolento

— Fantasmas daqueles que ... – seu dedo me cala


— Não chore, você sempre foi tão chorona.

Isso me faz rir.

— Uma careta chorona – fungo o nariz limpando as lagrimas

— Sim completamente careta e má cozinheira – se afasta – se já esta melhor eu vou indo nessa.

Seguro o braço dele e o faço olhar pra mim .

— Fica aqui essa noite. Eu preciso dormir – peço humildemente

Franzindo o cenho, torcendo o nariz e pensativo ele demora pra responder.

— Tudo bem, tente não gritar mais assim – brinca.

Ele fica deitado de um lado da cama e eu do outro, ele pra baixo e eu pra cima sem contato algum, mas a presença dele já me acalma.

Four esta sumindo aos poucos, aquele beijo despertou todo o sentimento do passado pra nós. A presença de Tobias agora é total, ainda é aquele garoto brincalhão cuidadoso e protetor, tenho vontade de abraça-lo e dizer o quanto senti sua falta, de tudo.

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De manhã levanto animada , vou até a sala e o vejo olhando fixamente para a grande janela de vidro encarando a chuva parece não me perceber :

—Bom dia – digo com a voz meio rouca

Ele se vira de imediato e abre um sorriso torto :

— Hoje eu queria te levar a um lugar , mas essa chuva esta atrapalhando – faz uma pausa me observando de cima abaixo – Com fome?

Meu rosto queima a pergunta foi em um tom sexy demais para se referir ao café da manhã – Tris , não seja boba, Four ainda esta nele. — minha consciência me desanima e apenas balanço a cabeça e vamos para a cozinha.

— Panquecas? – Olho para a bancada — Quer me impressionar?

Ele cruza os braços e olha pra mim com uma expressão ‘’ acha mesmo que eu fiz isso pra impressionar você?’’ – posso ler essa expressão pois quando adolescentes ele fazia a mesma.

— Era o que tinha. Agora coma – ordena

Lá se foi o meu sorriso bobo. Como as panquecas com vontade – era meu café da manhã favorito – lanço um olhar pra ele e coro na mesma hora. Four me observe com um sorrisinho travesso nos lábios — ''ah esses lábios que eu quero de novo nos meus’’ — .

— Pela sua cara, esta ótimo não é? – diz ainda com aquele sorriso

Um barulho de carro nos interrompe , ele fica ereto e sério e sai da cozinha . Fico encarando as panquecas e sinto um alivio quando escuto a voz de Zeke.

— Parece que cheguei em uma boa hora – diz vindo em minha direção

— Zeke! – me levanto e o abraço forte

Vejo Four encostado no batente da porta de braços cruzados com uma expressão séria e quando solto Zeke ele a alivia. Volto meu olhar e abro um sorriso:

— Venha, seu amigo fez panquecas, esta com um humor melhor – digo puxando uma cadeira ao lado da minha e ele se senta

— Você parece bem Tris, como esta sendo os dias aqui ?

— Hum, estão sendo bem chuvosos, ontem mesmo pegamos uma chuva não foi? — Pergunto direcionando para Four

— Creio que gostaram de tomar essa chuva — brinca Zeke dando uma piscadela

— É. Eu na verdade odiei – diz Four dando ombros

Meu sorriso se desfaz, foi quando nos beijamos! e não foi ruim se ele tivesse odiado não teria me beijado daquele jeito.

— Nunca dormi tão mal Zeke, me tire daqui – retruco olhando para ele

— Só vim avisar que daqui a dois dias vocês podem voltar, a cidade esta ‘’limpa’’ – diz dando ênfase – sua madrasta e seu pai – fala com cuidado nas palavras – foram embora a policia vai averiguar o local onde o corpo foi achado, mas até la você já vai estar com seu pai.

Four e eu nos olhamos e ele saí da cozinha assim que seu celular toca.

— Zeke , quanto tempo isso vai demorar, eu.. – respiro fundo – eu não sei o que esta acontecendo mais, quero voltar pra minha vida mas ao mesmo tempo me sinto segura.

— Com o Four – termina minha frase – vocês dois já conversaram?

— O suficiente e eu não consigo sentir raiva dele.

— Eu percebi que ele mudou esta mais calmo. Mas a qualquer hora ele pode mudar tome cuidado com isso. — se levanta me puxando para um abraço — Isso vai acabar Tris, logo.

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O tempo ainda esta nublado mas a chuva parou, fico sozinha deitada no sofá por algumas horas até Four chegar com uma picape preta. Ele entra com o boné ridículo escuro e velho deixando as chaves e eu fecho os olhos fingindo dormir, sinto os olhos dele em mim e abro para confirmar:

— Ta afim de uma volta? – diz tirando seu casaco

— Sim, ficar aqui esta me deixando louca.

— Vá vestir um agasalho vamos a um lugar legal.

Vou pro quarto menor e visto uma meia calça e um sobretudo preto com capuz e a mesma bota snow. Olho pro espelho e não estou tão ruim, deito meu cabelo para frente diminuindo meu rosto redondo e volto para sala onde Four me espera.

— Vamos ! — digo animada

— Sim.

Entramos na picape e seguimos estrada sem conversar muito, apenas me pediu para andar de capuz caso alguém me visse. Chegamos a um lugar muito conhecido por nós dois, mas fora abandonado. O parque perdeu toda a luz , envelheceu com o tempo. Descemos e vamos para mais perto, ele me da uma certa distancia para que eu possa ficar sozinha — era aqui que minha mãe e eu nos divertíamos quase todos os domingos a noite – é doloroso voltar aqui e lembrar. É só isso que ficou de Natalie lembranças dolorosas.

— Você ainda se lembra ? — digo apontando para roda gigante

— Ela esta toda enferrujada — Four fica ao meu lado olhando para cima

Ficamos em silêncio observando a roda gigante até que ouço o suspiro dele. Foi aqui em frente a essa roda gigante que demos nosso primeiro beijo e também foi o melhor pedido de namoro que me aconteceu, apesar de eu ser tão jovem nunca pensei que iria passar por aquilo.

— Acho que nunca mais vou passar por isso de novo –

Posso me ver com um vestido rosa e meus cabelos longos e loiros até a cintura, Tobias a minha frente com uma camisa xadrez com os olhos refletindo todas suas emoções e nos beijamos pela primeira vez. E depois enfrentou seu medo de altura para me pedir em namoro bem lá no alto quando as luzes da cidade se acendiam.

— Eu também não – soa distraído

— Não queria que o tempo passa-se, apenas parasse e ficaríamos ali pra sempre – encolho os ombros

— Nós crescemos Tris — Four se virou pra mim com um brilho diferente no olhar

— Infelizmente – suspiro abro um sorriso fraco

— Se quiser ir embora. .

— Não – dou um passo pra frente – Eu não quero ir

De novo o silêncio e eu caminho até a roda gigante em direção as escadinhas, subo os três primeiros degraus:

— Mas o que você esta fazendo? Esta tudo molhado ai —

— Quero ver a cidade daqui de cima — olho pra baixo e o vejo boquiaberto olhando pra mim — Vem não tem perigo .

Continuo subindo as escadinhas úmidas até chegar uma certa altura , ele esta logo atrás de mim. As luzes da cidade vão se ascendendo aos poucos dando uma bela visão de tudo. Me sento em uma plataforma de aço branca e aparentemente segura, me apoiando nas barras de ferro.

— É de tirar o fôlego — digo ofegante

Sinto o calor dele esta de pé atrás de mim.

— É meio alto não acha? —ofega— Não consigo me sentar eu acho.

— Ainda tem medo de altura ? — solto uma risada balançando minhas pernas no ar

Ele suspira e se senta ao meu lado se apoiando em meu ombro e não olha pra baixo :

— Isso não está muito confiável.

Observe as barras e se levanta .

— Ok vamos descer .

Descemos com cuidado e devagar ele atrás de mim apoiando as mãos com força nas pequenas barras de metal velho:

— Pensei que não tivesse medo de altura Four. — brinco descendo os últimos degraus

Apenas ofega chegando em terra firme e esperando que eu desça, mas por azar eu escorrego do degrau me jogo caindo em cima dele e o mesmo desequilibra nós dois nos fazendo cair no chão. Começo a rir com o desespero :

— Esta tudo bem? — Pergunta tirando o cabelo que cobre todo meu rosto me fazendo olhar pra ele.

Nossos olhos se encontram e meu sorriso se desfaz os dedos quentes e longos descem até meus lábios perco o ar quando seus lábios se entre abrem — eu quero beija-lo, aqui e agora- .

— Eu to bem – sussurro contra seus dedos

Sua respiração acelera assim como a minha nossos lábios se colam novamente iniciando um beijo calmo e lento, — o passado nunca esteve tão presente, correspondemos um ao outro como antes porém é mais intenso – Tobias se entrega a mim, ao meu beijo segurando minha nuca com força e fica por cima de mim. A grama esta gelada e faz cócegas em meu pescoço, por um momento esqueço tudo a nossa volta e volto a aquele dia quando ele me pediu em namoro..

Infelizmente a chuva me volta a realidade.

— Droga- diz afastando seus lábios

— Temos que correr , ou morreremos de frio – brinco

— Se depender de mim, não – morde o lábio inferior

Corremos para o carro e voltamos rápido pra casa encharcados.

— Caralho de chuva – Four resmunga tirando sua camisa

Puta que pariu o corpo dele a luz da lua é mais atraente, sensual e me deixa com desejo mas é errado, totalmente errado. Que droga!.

— Eu preciso ir – suspiro e saio da sala desconcertada

Entro no banheiro e tiro minhas roupas e envolvo uma toalha em meu corpo e quando saio corro para vestir uma roupa quente não quero ficar resfriada. A tensão entre nós só aumenta pelo menos pra mim, eu quero ele perto quero aquela boca que agora não consigo parar de deseja-la a cada palavra que Tobias/ Four seja lá quem for diz. É loucura deseja-lo , e a maior loucura é ainda amar o que restou dele.

Volto pra sala com as luzes todas acesas a TV esta ligada e ouço um barulho da cozinha.

Lá esta ele apenas com uma toalha envolta na cintura lança um olhar pra mim de cima abaixo me deixando envergonhada por vestir um short e um moletom que faz o short desaparecer revelando minhas pernas. Sinto-me devorada pelo olhar dele e eu sigo em sua direção:

— Deixa que eu continuo – digo me referindo as batatas que ele esta cortando

Meus dedos roçam em sua pele e o faço recuar por instinto, ele tem medo de mim?.

— Certo – se inclinou e eu senti seu corpo tão perto que podia agarra-lo e beija-lo a noite toda, mas foi apenas pra pegar alguma coisa na bancada logo atrás de mim – continue com isso – me oferece um ralador — melhor do que se cortar.

Só pode estar brincando comigo. Reviro os olhos e começo a ‘’ ralar’’ as batatas enquanto ele se afasta da cozinha. Seco um gotinha de suor, — isso não vai durar muito tempo Tris , só mais alguns dias? Não, algumas horas para estarmos em uma cama- .Abro um sorriso estupido no rosto me cortando com um ralador simples.

— Mas que droga Tris – repreendo a mim mesma pegando um papel toalha envolvendo em me dedo indicador

— Mas até com um ralador você se corta! – Four entra totalmente vestido com um moletom preto e calça também escura.

— Me distrai apenas – tento terminar mas ele me toma o ralador — Não se preocupe não vou perder a metade de outro dedo – digo um pouco ríspida

— Então encharque o ralador de sangue – respondeu seco

— Eu não quero mais fazer isso – jogo o ralador na bancada me virando pra ele e seus olhos brilham e esconde um sorriso — Não estou achando graça.

— Ah não? Quem se corta com um ralador? Você tem que aprender a cozinhar – descruza os braços – posso ajuda-la com isso?

Eu tento encara-lo com raiva ou ódio mas ele voltou Tobias esta aqui e não vou perder essa oportunidade. Reviro os olhos e dou ombros fazendo como ‘’ tanto faz’’.

— Então fique longe do ralador — começou ele ..

Observando com atenção sua explicação sobre como se faz uma macarronada com purê e almondegas, ele me ensina como fazer as almondegas o ponto do purê e o ponto do macarrão. É como antes, seu jeito de explicar os gestos tranquilos e despreocupados e eu fascinada por ele pelo que fez por mim mesmo sendo de um jeito errado.

Rimos das minhas tentativas de escorrer um simples macarrão, e de vez em quando meu corpo esbarrava no dele ‘’ sem querer ‘’, troca de olhares e sorrisos e enfim meu desastre de jantar esta pronto:

— Deixe-me ver isso – Fala segurando meu indicador tirando o papel e limpando o mesmo, em seguida volta com band-aid e faz um mini curativo

— Não precisava ser tão cuidadoso, é só um cortezinho

— Pode infeccionar e ai você pode perder o dedo, e não queremos isso – brinca

— Não queremos? – aproximo dele para pegar o meu prato e ficamos de frente um pro outro perto demais.

— O que você ta fazendo comigo – diz segurando meu rosto de forma delicada e gentil

— Estou tentando traze-lo de volta – respondo e a expressão dele endurece tomando outra forma

— Não tente — íris escuras profundas me puxam pra baixo pro seu passado

— Não não se deixe levar por mágoas antigas, Tobias, você esta aqui comigo. Ainda somos os mesmos – é a minha vez de segurar seu belo rosto impassível – me deixe tentar.

Seus olhos se fecham e seus braços me apertam em volta de si, soltando todo o ar de seus pulmões eu abraço sua cintura e deito minha cabeça em seu peito podendo ouvir o coração batendo forte e acelerado.

— Você ainda é o mesmo, o meu Tobias. — falo baixo quase em um tom inaudível.

É um abraço demorado e apertado parece que estou no céu. O cheiro que antes me deixava enjoada agora é maravilhoso. Finalmente ele voltou pra mim.


Foi uma noite agradável mas sem mais nenhum beijo. Só conversamos sobre o passado e fomos cada um pro seu lado dormir.

Acordo um pouco tarde, almoçamos e Four assumiu sua postura. Ele esta meio estranho não trocou uma palavra comigo e também não vou ficar perguntando, depois de ontem não quero discussão.

— Temos que ir na cidade, na clinica ver esse dedo – diz finalmente

— Mas só foi um cortezinho de nada, esta tudo bem – respondo achando graça

— Não, estou falando do que esta realmente machucado , e eu preciso de alguns remédios. — faz uma careta

— Ainda sente dor?

— Sim , quando vou dormir principalmente – parece incomodado – vamos?

— Eu vou só trocar de roupa.

Uma vez no carro seguimos até a cidade , estou com uma touca e cachecol para disfarçar o cabelo e ele com o boné ridículo o mesmo que usou quando me sequestrou. Hoje é aniversário da cidade por isso esta tão movimentada, agora que me lembro , amanhã é meu aniversário.

— Como pude esquecer do meu próprio aniversário? – digo chocada

— É seu aniversário quando ? – Four finge estar surpreso – vamos .

Chegamos na clinica de Zeke e ele analisa meu dedo e diz que esta tudo bem ele cicatrizou e eu posso usar unha postiça:

— Planos pra amanhã? – ele pergunta me oferecendo uma caixinha prata – para caso de não nos vermos

— Zeke .. como sabia ? – pego a caixinha abrindo um sorriso — meus planos? Nunca passei meu aniversario longe de casa. Esse é o primeiro.

Olho para caixinha e abro e vejo uma linda pulseira de prata com um pingente lindo com um desenho estranho .

— Significa coragem, força, audácia — diz apontando para o pingente – é uma representação sua.

— Obrigada Zeke ! – digo me levantando para abraça-lo

Zeke é um amigo que eu quero levar pra vida toda, de todos amigos que tive nenhum teria coragem de fazer o que ele fez de me ajudar assim. Sinto falta de Will, Christina meus melhores amigos, do meu pai , se eu estivesse lá com certeza já estaria montando uma mega festa de aniversário pra mim e chamando todas aquelas pessoas que se diziam amigas mas na verdade era só pelo dinheiro, é só pelo dinheiro.

— Vai ser meio difícil pra mim ficar longe do meu pai, mas ao mesmo tempo é bom ficar perto de vocês, e da minha antiga cidade – dou um sorriso balançando o pingente – obrigada Zeke , de verdade.

— Sei que é difícil mas você vai pra casa, aproveite bastante amanhã e peço desculpas por ser assim , nessa situação. – suspira.

A porta do escritório se abre e Four aparece com uma sacola nas mãos e aponta com a cabeça fazendo sinal para ir com ele , me despeço de Zeke e vou com ele para cidade.

Esta nublado mas não caiu uma gota d’agua ainda o que é ótimo pra todos que estão na festa da cidade, a praça toda montada com um palco grande e várias atrações por todos os lugares , barraquinhas de comida uma ao lado da outra.

— Quer comer alguma coisa? Um Austin Chile ? – diz Four animado finalmente seu humor voltou.

— Nunca mais comi isso – falo perto dele por causa do barulho

— Vamos ver se ainda consegue comer! – vamos até uma barraca e pedimos pra viagem e vamos comendo pela cidade.

— Aqui – ele me oferece um pequeno papel com uma fitinha – caso eu esqueça do seu aniversario.

— Não precisava – la esta o sorriso idiota no meu rosto de novo

Eu guardei em meu bolso e andamos por mais um tempo rindo das pessoas bêbadas. Paramos para ver uma atração musical que estava tocando uma das minhas musicas favoritas.

— Preciso pegar as chaves do carro, esqueci lá no Zeke – Four diz em meu ouvido — preciso que você vá no mercado comprar algumas coisas pra quando voltarmos pra antiga casa .

— Tudo bem – grito de volta – Onde nos encontramos?


—Nos encontramos na barraca de churros – diz se afastando entre a multidão

A barraca de churros fica um pouco longe do mercado, vou até la feliz da vida compro morangos pois eu amo morangos e pretendo fazer um bolo de chocolate com cobertura recheada de morangos. Não demoro muito para ir até a barraca de churros mas já se passou quase 1 hora e eu não o vejo. Minha ficha cai na mesma hora.

’Eu só quero que você espere, você tem que estar segura primeiro pra depois ir’

Posso ouvi-lo , sim já se passaram dois dias em que a policia concluiu investigação da morte de Albert, eu estou livre de qualquer suspeita agora era só ligar pro meu pai e fingir que nada disso tivesse acontecido, eu poderia estar em Chicago amanhã mesmo no meu quarto na minha casa, Jeanine presa, eu no meu mundo ele no dele, mas infelizmente eu não consigo fazer isso. MAS QUE DESGRAÇADO! Como ele tem o direito de fazer isso comigo! Então eu caminho furiosa com as sacolas na mão e vou para clinica de Zeke. A raiva me consumiu, eu o odeio, odeio estar apaixonada por Tobias, completamente, totalmente, desoladamente apaixonada. Eu sou uma idiota por ama-lo, quero mata-lo ele não pode me deixar assim, não pode.

Chego na clinica e vejo Zeke saindo da recepção com o celular na mão e gela quando me ver:

— Me leva de volta – digo furiosa

— Eu não posso, ele já ligou pra policia Tris — suspira

— Não. Ele não fez isso — sinto um peso na garganta e vai até o peito — Zeke ele não pode fazer isso! —

— Espere aqui, você esta a salvo não tem que se preocupar com ele – estende as mãos fazendo sinal para que eu me acalme

— NÃO – grito – me leve de volta Zeke, agora. —

— Enquanto a policia? Seu pai ?

— Nada disso importa agora.