KILLER
22 XXI
Notas iniciais
Ele negou com a cabeça e soltou um suspiro vencido pelo meu olhar cortante. Estou furiosa por Tobias ter feito isso, seria mais fácil pra ele me deixar ir? ele não seria procurado pela policia, eu viveria com a minha vida e assim iria esquecer dele. Se ele pensou que iria ser fácil assim, ele esta muito enganado.
— Tris, você tem certeza? Como vou retirar a denuncia? A policia vai voltar vocês não vão poder sair de lá. Eu não vou conseguir ajuda-los. – balança a cabeça
— Não me importo, quero mata-lo ! Ele pensa que eu vou ir embora assim. Ele esta completamente enganado. – pego as coisas e vou em direção a porta – agora vamos.
Vencido, Zeke pega as chaves do carro e finalmente sou levada pela estrada a fora. Sinto o peso em meu bolso e pego o saquinho de presente que Four me deu e abro o mesmo e vejo o colar igual ao antigo do qual eu sempre me lembrava. Minha raiva aumenta ainda mais – vou faze-lo engolir esse colar de merda-. O carro para e Zeke se vira pra mim:
— Assume daqui, porque se eu te levar ele vai fazer você voltar. — da um sorriso sem humor
— Obrigada Zeke – digo — não se preocupe .
Desço com as sacolas na mão e caminho em silêncio até a casa, esta tudo silencioso a picape esta estacionada no mesmo lugar , quando entrei ele estava na sala parado com uma camisa de linho branca colocando uma mala grande no sofá. Quando se virou e me viu, uma expressão de raiva o tomou.
— Mas que merda você esta fazendo aqui? — fala furioso deixando a mala de lado
Fico parada ao lado da porta fechada olhando para ele demonstrando a mesma fúria.
— Eu vou com você.
— Eu não quero que você venha, Beatrice. Eu pensei que deixei isso bem claro. Você é tão ridiculamente mimada, tão acostumada a conseguir o que quer que você não pode colocar isso na cabeça? Não vou levar você comigo.
Oh Deus, este homem. Este homem impossível do caralho. Eu tinha acabado de deixar tudo para trás, minha liberdade, meu mundo confortável, meu pai — por este homem. E agora quero mata-lo por ter tentado me deixar. Ele estava fazendo o que sempre fazia, me excluindo antes que eu pudesse rejeitá-lo, porque isso é o que ele esperava do mundo — mágoa, traição, insensibilidade. Ele não estava nos dando uma chance.
— Você é um covarde de merda Tobias! – pego o que vejo primeiro e são os morangos e jogo dois ,três contra ele. Logo mais alguns deixando seu rosto manchado.
— Eu te odeio! – jogo mais morangos nele – seu filho da puta , egoísta – com toda minha raiva eu vou enchendo a camisa dele de manchas rosas de morango.
Eu o odeio , ele esta completamente imóvel me vendo desmoronar. Covarde.
— Esta me ouvido! – grito – eu te odeio.
Minhas munições de morangos acabam começo a soca-lo com os punhos com todas minhas forças entre lágrimas. Quero destruir todas as memórias que tenho dele , quero que isso vá embora. Eu quero que ele se machuque , que ele se magoe como eu estou magoada , quero que ele sofra como eu..
Tobias segura minhas mãos e as fixa nas minhas costas. Seus lábios encontram os meus e ele me agarra com uma fome que me deixa sem fôlego. Ele é um oceano de miséria e necessidade. Eu tento me manter à tona, agarrando-me a ele, mas eu não tenho a menor chance. Minha mágoa, minha raiva, minhas lágrimas foram deixadas de lado por algo mais profundo, algo grande, verdadeiro, poderoso inexplicável. Beijo quente com gosto de morango é novo pra mim, é como se estivéssemos nos beijando pela primeira vez , esse sentimento de saudade me fez querer segura-lo pra sempre e mantê-lo me beijando até que todos os outros beijos tivessem sido apagados, até que esse fosse o único beijo.
E por fim ele me solta deixando-me ainda de olhos fechados entre lágrimas, soltando meus punhos e me deixando absorta em sentimentos confusões, raiva e um estranho vazio.
— Por favor, Tris não chore – seu polegar limpa minhas lágrimas — pode jogar tudo em cima de mim mas caralho não chore , não por mim.
— Não faça mais isso comigo porra eu fiquei desesperada — tento me acalmar— Não me deixa.
Ele segura meu rosto e beija minha testa e logo me abraça.
— Eu não vou a lugar algum. – me aperta carinhosamente – eu só preciso de um banho.
Nós dois rimos , estamos cheirando a morango.
. +++
Passo pelo corredor e vou para o quarto maior tirando minha blusa com um cheiro muito forte e saio procurando alguma camisa, ouço o barulho do chuveiro e depois de alguns minutos ele desliga. Tobias sai do banheiro me fazendo pular com o susto.
— Procurando alguma coisa? — pergunta surpreso
— Sim alguma blusa minha — olho em cima da cômoda do quarto e vejo uma regata branca dobrada , é a minha salvação .
Tobias fez a barba seu cabelo esta bagunçado e molhado, engulo seco e vejo um sorriso brotar de seus lábios.
— Precisa usar o banheiro? — diz como se fosse o único da casa
Apenas balanço a cabeça e sigo em direção ao banheiro. Nossos corpos se chocam e sinto sua pele ainda quente e com cheiro de sabonete e um perfume irresistível.
— Eu.. prec — ele me cala com um beijo quente e molhado.
Seus braços nus e definidos parecem o paraíso, não quero parar com os beijos cada vez mais intensos. Sou jogada na cama e ele desliza seu corpo em cima do meu e estou perdida. Extremidades contra membros, palma contra palma, familiares, mas ao mesmo tempo tão diferentes. Meu sutiã, moletom e calcinhas saíram tão rapidamente, sua toalha foi jogada pra longe, estamos um do lado do outro completamente nus observando cada centímetro , seu corpo é perfeito e aparentemente esta muito excitado. Não estávamos em contato pele a pele até que a distância tornou-se demais para suportar. Meus lábios deslizam por seu queixo até o pescoço, deixo meu corpo por cima. Eu mal provo sua pele quando ele rosna e se vira. Tobias gosta de assumir e fica por cima — ele sabia quando ele queria, onde ele queria, e como fazer isso acontecer- e eu estou desnorteada para ele, extasiada com a sensação de seu polegar áspero em meu mamilo.
— Ainda perverso? — digo tendo seu polegar em minha boca
A reação foi instantânea, uma corrida palpitante, sangue inflamado por essa parte dele muito masculina, insistente.
— Tris.. — Ele se afasta
— O quê? — Eu não tinha terminado de chupar seu dedo. Ele esqueceu o que ele estava dizendo, e simplesmente deita e fica me observando.
— Isso não está ajudando, — ele geme.
— Que tal isso? — Eu mudo para o outro polegar.
— Foda-se. — rosnou
Eu ri.
— Tris... — Tenta novamente.
Movo minha boca para a ponta do seu pênis, provocando-o com a minha língua. Seu quadril dispararam para fora da cama.
— Tris! — Ele me puxa para longe pelo meu cabelo. — Eu não tenho nenhum preservativo.
Me lembro em que de três em três meses eu tomava uma injeção como método contraceptivo e eu confio em Tobias.
— Acho que podemos pegar alguma coisa pequena pra cobrir, uma meia talvez.. — brinco
— Pequena? – rosnou
— Eu retiro o que disse —murmuro, saboreando a sensação dele se expandindo em minha boca. Ele começa a empurrar seu pênis através de meus lábios, recuando, avançando, uma polegada de cada vez, até que eu não poderia conter tudo dele. Os sons vindos dele estão fazendo minhas coxas se apertarem conforme a necessidade que começou a me ultrapassar.
— É a minha vez — diz ele, me virando.
Era estranhamente hesitante, seus lábios sobre a parte mais privada de mim. E eu percebi que isto era diferente para Tobias. Ele poderia ter fodido um monte de mulheres, mas ele nunca tinha feito amor antes, nunca pensou em dar o mesmo prazer que ele recebeu. E seus passos de bebê — seu hálito quente, sua língua, sua boca — me enviaram para o orgasmo mais doce.
Quando ele desliza seus dedos dentro, primeiro um, depois o outro, eu pensei que ia me perder.
— Tobias. — Agarrei seus ombros. Eu o queria dentro. — Pare.
Ele faz uma pausa, olhando meu rosto corado, a ascensão e queda do meu peito, meus mamilos tensos, implorando por seu toque.
— Não, Tris .. me deixe matar a saudade — diz ele
A porra de provocação. Seus dedos continuam sua dança enlouquecedora, e apenas quando eu penso que estou prestes a explodir, seu pau desliza para dentro de mim, cheio e duro.
É uma posse pura, desenfreada e completa. O prazer vem, rápido e explosivo. Agarro-me a ele, incapaz de segurar o grito de prazer quando onda após onda de fogo elétrico queimaram através de mim. Ele ainda mantém uma mão cobrindo a parte de trás da minha cabeça, o outro na curva do meu quadril quando eu gozo entre espasmos apertados em torno dele.
— Mais uma vez, — diz em quanto eu estou repleta e ofegante debaixo dele. — Comigo desta vez.
Ele começa um ritmo magistral implacável. Quando ele alimenta meu desejo, o seu próprio fica mais forte, seu corpo se movendo com o meu em harmonia, levantei-me para encontrá-lo, golpe por golpe, sentindo uma sensação de plenitude que eu nunca tinha conhecido.
Four/ Tobias não importa, eu conhecia tudo dele agora.
Abro os olhos no auge e a intensidade do momento dispara através de nós dois. Eu me abandono para o turbilhão de sensações, meu coração explode de forma crua, afetuosa, as coisas ferozes trocadas em um olhar.
— Beatrice.. — Ele se entrega com um longo e trêmulo gemido.
Eu passo meus braços em torno dele. Ele beija o topo da minha cabeça e me puxa para mais perto. Seus dedos se movem para cima e para baixo em minhas costas, longos afagos lânguidos.
— Você cresceu nos peitos, — diz ele. — peitos muito, muito bons.
— Você cresceu nos pelos. — Eu sigo os pelos sedosos em seus braços. — E um muito, muito grande...
— Um grande o que, Tris? Deixe-me ouvir você dizer isso.
— Uma muito, muito grande personalidade.
— A coisa sobre muito, muito grandes “personalidades” é que elas realmente precisam de muita atenção. E quero que saiba, eu sou sempre cuidadoso. Esta é a primeira vez que já passou...
— Sem meia P ? — rio. — Eu sabia que você nunca faria qualquer coisa para me colocar em risco.
— Como você sabe disso?
— Porque você me ama. — Não. As palavras estavam fora e eu não podia pegá-las de volta.
Negar o que eu tinha visto em seus olhos, o que eu sabia que era a verdade. Tobias fica tenso, como se estivesse segurando algo. Prendo a respiração, esperando a máscara escorregar de volta. Meu coração para e o nó na garganta cresceu para o tamanho de uma bola gigante.
—É verdade, — diz ele. — Eu sempre te amei. Mesmo quando eu te odiei.
— Amava? Passado? — estou empurrando-o, mas meu coração deu um salto perigoso.
— Amava. Amo. O que isso importa? — Ele me puxa para seu peito — O amor não morre.
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