KILLER
18 XVII
Notas iniciais
Tobias já foi transferido pra clinica de Zeke e parece que esta melhor. Já sai do quarto e minha aparência esta melhor e eu quero muito vê-lo pois a ultima lembrança que tenho é uma das piores em toda minha vida. Nesses dias Johanna ficou comigo mas ela se afastou porque estava rotineiro vir a clinica poderia ser suspeita , Zeke e eu nos falamos pouco ele ainda esta resolvendo com o hospital a bolsa de sangue que foi doada para Tobias. Visto um macacão preto e longo com um casaco também preto e botas quentes e cinzas , nada mal pra quem esta em uma clinica onde quase morreu, caminho pelos corredores nervosa e apreensiva. Será que ele se lembra do que aconteceu ? Eu já estou pronta pra ignorância e rispidez dele o que mais poderia esperar?. Abro a porta e o vejo sentado na cama e com o pescoço com um curativo e hematomas pelo seu corpo definido , ele esta apenas com uma calça moletom azul escura e na mesma hora em que desisto de entrar ele diz:
— Pode entrar –
Meu coração bate tão forte que chega até doer , dou passos tímidos pra dentro do quarto e fico de frente pra ele :
— Como se sente ? – tento não olhar pro ferimento em seu pescoço
— Melhor que antes – fala esticando seu corpo e solta um grunhido – ainda incomoda.
— Posso até imaginar – caminho até a poltrona me sentando na mesma ao lado da cama – Ainda bem que Zeke chegou a tempo .
— E você? Esta melhor? – estende o braço e toca meu rosto pois estamos bem perto
Sinto um arrepio e um suspiro involuntário sai de meus pulmões .
— Não estava até algumas horas atrás – solto o ar
— Não precisa se preocupar comigo – diz calmo abrindo um sorriso torto
Com certeza esta sob efeito de algum sedativo , é muito estranho esse jeito de agir.
— Tenta se colocar no meu lugar
— Esta tudo bem agora – fala ao se levantar e pegar uma camisa
— Eu espero que sim — me levanto também – Bom eu só vim ver mesmo se você estava bem. —
Quase corro até a porta de tanta vergonha quando chego na porta escuto um gemido :
— Tris .. – parece ter dificuldade de chamar meu nome — esta tudo bem .
Ergo os cantos da minha boca fingindo um sorriso e saio. – Tris – ele me chamou de Tris, sera que a outra personalidade dele foi embora? Sera que é só ele agora ,e nós poderemos conversar como antes. Mas algumas coisas quando ditas é difícil de esquecer, aquela noite ele me magoou profundamente.
Horas mais tarde no quarto onde estou arrumando minhas coisas eles entram, e a outra personalidade voltou , agora ele esta sério.
— Você matou Albert? – me pergunta fuzilando-me com os olhos
— Pra te salvar. – rebato
Zeke sai de fininho fechando a porta e ele ainda me encara:
— Tem ideia de quanto isso te colocou em risco? Se descobrirem? – diz com a voz áspera
— Tem ideia de que Albert quase te matou? Eu me desesperei mas fiz o certo eu ao contrario de você , nunca iria desejar sua morte. —
— Não venha com isso agora ! você correu risco. Me deixasse morrer e entregasse Albert pra policia — faz uma careta parecendo sentir dor
— Não faria isso. Já perdi pessoas demais. – fungo o nariz – no meu lugar você me deixaria morrer ?
— Não.- faz uma pausa depois de sua resposta imediata — Não estou no seu lugar. A sua sorte foi Zeke chegar a tempo — parece que esta se corrigindo
— E salvar você .- termino a frase por ele e o vejo sem graça por um leve segundo. – Olha, Four , não estou querendo dizer nada com isso. Do mesmo jeito meus sentimentos por você são os mesmos da noite que passou .
Cruzo os braços e aponto o queixo para porta .
— Sei disso, não vim agradecer se é isso o que esta pensando. Só te lembrar que você tem não só sua madrasta mas muita gente querendo sua morte. — bate a porta ao sair.
Estremeço , o Four voltou e por alguns minutos naquele quarto eu pensei ter visto e sentido a presença de Tobias mas foi passageira.
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