Notas iniciais
Kaah , muito obrigada minha linda ♥ . Vamos a mais um capitulo? Eu espero que gostem !! comentários são muito bem vindos , e me motivam bastante então lindos comentem e me digam o que estão achando. Boa leitura (:


Acordo com dor em todo corpo, olho pros meus braços e vejo vários hematomas e vergões vermelhos por causa da corda, estou em um local que parece ser um quarto , mas tiraram as camas e trancaram a porta da suíte, pelo o que eu me lembre este barco é pra apenas duas pessoas , talvez Albert me mate aqui. Cambaleio até a pequena janela e vejo que já estamos em alto mar . – É só esperar pelo pior, respire Tris. — repito o mantra e me encolho, suja com um odor horrível , abraço minhas pernas e choro baixinho ; — talvez minha vida no Texas teria valido a pena, eu estaria em alguma faculdade , estaria com a minha mãe -.

Flash back ..

Meu quarto era todo cor de rosa , os móveis eram de madeira marrom clara e branca, Nathalie era uma mãe realmente incrível, as paredes eram sempre pintadas por nós era tão divertido os momentos que passávamos juntas.
Dei meu primeiro beijo em um parque de diversões pequeno do Texas em frente a uma roda gigante. Estávamos quase namorando e ele me deu um colar lindo de presente com três pássaros dizendo que representava eu , ele e sua mãe. Infelizmente assim que cheguei em casa tive a pior noticia que acabou com toda minha felicidade , minha mãe havia falecido.

Flash back of

Choro com cada lembrança que tenho dela , e de Tobias , foi o pior momento da minha vida e ao mesmo tempo o melhor. Assim que cheguei em Chicago fiz uma tatuagem com três pássaros representando cada um deles , perdi o colar a muito tempo mas nunca me esqueci desse dia.

Imagino que agora deram falta de mim, meu pai pode estar me procurando, a policia inteira de Chicago pode estar atrás de mim , mas a pergunta que não quer calar é '' Porque eu estou aqui? Só por desprezar uma pessoa que eu não gosto?'' A que ponto um ser humano tão vingativo e ter o sangue tão frio. Há varias maneiras de eu morrer , porque não me matam logo?.

O ar esta denso e mofado , meus pulmões estão desfalecendo sob o peso da tristeza e pavor, estou sufocando. Respirar nesse quarto todo fechado no meio do nada esta ficando cada vez mais difícil. Uso o resto de voz que tenho , para gritar por socorro , e a porta se abre. Não é Albert nem aquele tal de Peter ou o cara todo tatuado, é o assustador da voz grossa, me encolho com medo e ele se aproxima com uma gaze na mão e na outra uma seringa.

— Não por favor – minha voz falha e crua

Ele não diz nada , apenas me toma pelo braço e passa a gaze em meu pescoço afastando meu cabelo imundo , depois passa a gaze em minha testa e bochecha e no canto da minha boca. Tudo arde ao mesmo tempo e não me contenho, choro que nem uma criança e sinto uma picada forte em meu pescoço e algo pesado me puxa pra baixo.

.***

Estou coberta por um cobertor cinza em uma cama , porém acorrentada pelo pé. Sinto o aro gelado em meu calcanhar e tento puxar , mas estou completamente sem força . – A quanto tempo será que eu estou aqui? Porque ainda não me mataram? que merda— . A porta do quarto esta aberta, será que ele me deixou aqui ? a minha resposta é imediata quando o homem , agora sem camisa se aproxima , seu abdômen, braços , peitoral, são todos definidos — ele é tão forte , muito forte — . Ainda não consigo ver seu rosto por causa do boné , mas o vejo cerrando o cenho ao me ver . Ele se aproxima com a gaze e a seringa;

Porque estão me drogando? .

— Porque você esta me drogando? Porque ? Eu estou com sede , por favor . Porque ainda não me mataram? Porque moço? – imploro , choramingo mas ele não da a mínima.

— Vire o pescoço pra esquerda – ordena e eu viro

Ele empurra a agulha com cuidado e o liquido laranja da seringa se vai ,mas dessa vez eu não apago. Fecho meus olhos ao sentir a ponta da agulha sair da minha pele, — eu tenho que me acostumar com a dor, é a única coisa que me resta.

Tenho que pelo menos tentar conversar com ele, estamos na droga de um barco , não tenho como fugir. Mordo meu lábio inferior com força e sugo meu sangue com toda vontade o gosto de ferrugem me enjoa , mas é o mais parecido com liquido que eu tenho. – Merda Beatrice! O que vai acontecer quando resolverem te matar? Tudo o que você demonstrou ser pra todo mundo é apenas um escudo. Talvez eu seja a garotinha fútil como o escroto do Albert disse , talvez não , eu me tornei assim, os que me conheciam de verdade se foram nem meu próprio pai me conhece- , me estico na cama , meu corpo esta dormente , uma onda repentina de cansaço de novo , minha visão turva e o vejo se aproximar .

Não , não ! Não consigo me mover apenas o observo apavorada , ele se abaixa e vejo várias tatuagens com símbolos descendo por sua espinha. Uma vez livrando minha perna presa ele me toma em seus braços. Estou imóvel e sou carregada até um banheiro grande, os braços fortes dele me soltam e com cuidado ele me apoia na pia e abaixa minha cabeça contra a mesma , sinto o jato forte de água em meu cabelo descendo por minha nuca , suspiro aliviada mas sou pega de surpresa quando escuto uma navalha partir algo várias vezes. Ele ergue meu rosto com sua mão forte e áspera e usa a navalha novamente. A mão dele cheira a peixe , e suor e uma mistura de um perfume barato, eu o odeio.

— Tira essa roupa imunda, use o chuveiro cadela – sua voz treme e meus olhos encontram um par de olhos azuis escuros e assustadores, meus olhos inchados piscam várias vezes quando vejo meu cabelo jogado no chão e dentro da pia.

— O QUE VOCÊ FEZ? Você .. — minha voz é um grito histérico e ele ri

Qual é a graça? Esse filho da puta arrancou meu cabelo!

— Ué patricinha ? Achou mesmo que vai morrer bonitinha assim? Se bem que pro seu estado agora? – diz me pegando pelo braço e me põe a frente do espelho acima da pia .

O reflexo é deplorável , olhos inchados vermelhos, lábios roxos e um rosto pálido e cheio de marcas e feridas. Parece que esfregaram meu rosto em vários caquinhos de vidro. Eu olho pro rosto atrás de mim, impassível , nariz reto e lábios grossos ele me parece familiar mas o ignoro. Seus olhos cerram e ele me empurra pro lado, meu corpo trava e eu encaro o covarde de frente ;

— Porque não me mata logo? — digo nervosa – você deve ser um matadorzinho de quinta , é isso que você faz com as vitimas? Da um corte de cabelo a elas?

— Cala a boca e vá para o chuveiro , ou você quer que eu mesmo dê banho em você ?- diz ainda com a expressão impassível .

— Eu sei me virar sozinha ,sai daqui! – tento unir as forças que ainda tenho e o empurro .

Nenhum passo, nenhum movimento , apenas abre um sorriso debochando de mim.

— Já acabou seu showzinho? – pergunta com sorriso no rosto

Enfurecida, olho para navalha em cima da pia e a seguro golpeando-o no braço esquerdo, ele solta um grunhido cambaleando pra fora do banheiro , e eu saio correndo pelo pequeno corredor — eu posso tranca-lo pelo lado de fora e conseguir chamar a atenção de outro barco talvez. Isso Beatrice. Me sinto confiante! a poucos minutos mal conseguia me mexer mas seja lá a droga que ele me deu , começou a fazer efeito– corro o mais rápido que consigo até uma pequena sala de estar mas logo perco as esperanças quando sinto algo em minha cabeça me fazendo cair. E agora no chão mais uma vez.