Notas iniciais
Oi,Oi leitores tudo certo com vocês? Enfim , eu estou muito ansiosa com essa fic, e espero que gostem! e é isso , uma ótima leitura.

Ótima noite para uma boa festa. Vou ao shopping com Christina e escolhemos o mais caros vestidos de grife e sapatos — Chanel — tudo na conta do senhor Prior , e não irá fazer falta. Sempre tive tudo depois que cheguei em Chicago , meu pai sempre teve muito dinheiro , e pra compensar a morte de minha mãe me trata como uma princesa.

''Sinto tanta falta da minha mãe, ela estaria feliz ao ver a linda mulher em que me tornei mas infelizmente tenho que aturar a infeliz da minha madrasta e seu filhinho idiota Albert.''

— Eu daria tudo pra ver a cara da Jeanine quando me ver usando vestido — encaro o tecido dourado e brilhante de trezentos mil dólares, e curtíssimo – Ela sempre teve inveja de mim – digo ao espelho, e o reflexo lindo e de longos cabelos loiros sorri .

— Quanto amor pela sua madrasta Tris! – diz Christina gargalhando me entregando saltos peep toe pretos e incríveis.

— Aquele filhinho dela nunca vai ter o que eu tenho, sempre foi tão desprezível — saio do vestuário e jogo meu cabelo pro lado – Como ficou? — pergunto a Chris que esta super interdita com seu celular.

Seus olhos se levantam e se iluminam com meu brilho, Chris também é de família rica seus pais são uns amores nos conhecemos desde quando me mudei pra cá com 16 anos.

— Esta fabulosa amiga, mas esse vestido é muito chamativo ! – aponta para minhas coxas a mostra .

— Mas é assim que eu quero , quero companhia na festa de Will hoje ! — pisco e volto para o trocador.

Hoje é o jantar de aniversário de casamento do meu pai e madrasta e a festa do meu melhor amigo Will um quase namorado de Chris , eu quero estar o mais linda possível , quero toda a atenção inteiramente só pra mim. Compro um vestido tubinho preto e vamos para mansão Prior. Minha casa tem tudo que qualquer um queira ter , é o melhor lugar do mundo. Volto assoviando pro meu quarto, e esbarro com o mala do Albert que me seca com os olhos:

— O que foi? Nunca viu uma gata na sua frente irmãozinho – abro um sorriso irônico

— Oi pra você também Tris — responde envergonhado

— Arg , sai da minha frente – esbarro com força e o verme sai

Jogo as sacolas na minha cama king size e vou para suíte – preciso de um banho – tiro minhas roupas caras e jogo no cesto e vou enchendo a banheira. – Hoje ela poderia estar aqui , iria ser o melhor dia da minha vida ,meus pais juntos e minha madrinha , ah minha madrinha Evelyn , ela era muito especial pra mim — penso fechando meus olhos e mergulho meu corpo na banheira.

Flash back ..

Morávamos em uma cidadezinha do Texas em um condomínio , eles eram vizinho da minha mãe , ela e meu pai se separaram quando eu tinha 8 anos. Tobias sempre morou com sua mãe e nunca teve noticias de seu pai.


— Tobias! – eu disse gritando e correndo pelo bosque todo cheio de girassóis , minhas flores favoritas – Tobias!! – gritei o mais alto que eu podia

— Te achei Tris! – só ele e minha mãe chamavam de Tris naquela época — vamos correr por ai?

Seus cabelos castanhos brilharam com a luz do sol e veio em minha direção


— Não, não. Vim te chamar!! mamãe fez bolo de chocolate você quer? – pergunto oferecendo minha mão para ele

O sorriso de Tobias era o mais lindo que eu havia visto em toda minha vida, apesar de eu ter apenas 9 anos e ele 11 , ele era meu melhor amigo e éramos tão unidos que as vezes papai me proibia de ir brincar com ele com medo de que algo acontecesse.

— Sim Tris, eu quero muito , sua mãe faz bolos deliciosos! — segurou minha mão e fomos correndo pra casa.

Comemos bolo e jogamos Playstation 1 a tarde inteira .

Passei a melhor fase da minha infância com ele e com uns amiguinhos vizinhos também. A minha madrinha Evelyn era muito bondosa e as vezes até cuidava de mim quando minha mãe precisava sair, e isso alimentava ainda mais minha amizade e meu amor platônico por Tobias.


Flash back of *

Assustei com alguém batendo na porta e quando sai vi meu pai de braços cruzados e de terno:

Pai , desculpa eu acabei dormindo – abro um doce sorriso – em uma hora estarei pronta ok?

— Filha o jantar é daqui a pouco , por favor não se atrase! – resmunga mas se derrete com meu sorriso.

Exatamente uma hora estou deslumbrante , — optei pelo vestido preto coladinho e aberto nas costas , não usarei brilho hoje – jogo meus longos cabelos pra frente e saio do quarto, Al para no corredor quando me vê — eu odeio esse garoto com cara de sonso— eu o analiso de cima a baixo deixando-o sem graça e finalmente ele se toca. Vou em direção a papai e olho para naja soltando seu veneno para as pessoas:

— Oi – digo aos convidados perto do meu pai

— Filha, você esta linda – elogia e me toma pela cintura carinhosamente

Ele me apresenta a quase todos da festa, Jeanine se aproxima de nós com o nojo ambulante do seu filho e fingimos ser a família perfeita por longos minutos. Finalmente o jantar esta servido, mas não fico na mesa, vou pra sala de estar e fico no celular um tempinho até o jantar acabar. Se fosse só eu e meu pai nessa casa , aí sim eu teria uma vida completamente perfeita ! mas infelizmente ..

— Querida – Jeanine me interrompe – Venha se despedir dos convidados.

— É claro – me ergo e caminho até ela encarando seus olhos frios

— Beatrice é melhor você começar a me aceitar nessa casa – seus dedos frios seguram meu braço esquerdo – eu e seu pai somos casados a um bom tempo achei que não fosse mais criança.

Respiro o mais fundo que consigo porém é inútil.

— Não sou idiota Jeanine, você sempre foi tão transparente que todos vêm seu interesse no dinheiro do meu pai, e aliás vai saber se não foi você que forjou a morte da mamãe pra ficar com que foi dela não é ? – cuspo todo meu ódio nas palavras e seus dedos tremem – e você não é nenhuma criança , aceite sou filha legitima , sou uma Prior e o que seu filho e você nunca irão ser. – me solto dos dedos longos de frios e caminho lentamente até a sala.

Mamãe morreu em uma explosão perto de onde ela trabalhava , desde então meus dias se tornaram um inferno quando fui morar com Jeanine e seu bastardinho. Ela tirou meu pai do Texas e o fez morar em Chicago , assim que a guarda saiu ele me buscou e me trouxe pra cá . Eu nunca mais soube de Tobias ou de minha madrinha , mas sempre enviei cartas pro endereço deles mas nunca me responderam. Tive falsas esperanças de Evelyn conseguir minha guarda e cuidar de mim e eu ficar perto de Tobias , mas os anos passaram e minhas esperanças morreram com o tempo.

Me despeço de todos , mas não lembro o nome de nenhum , volto pro meu quarto e coloco minha jaqueta, vou estender minha noite na festa de Will.

. ***

Após várias tequilas , danças provocantes ao lado de Chris e Marlene , o cheiro dos cigarros estava me incomodando e fui para varanda. Avistei Al se pegando com uma garota e joguei cerveja neles , todos riram menos ele , a garota também ria muito mas Al se irritou e saiu.

— Que idiota — resmungo e volto para festa

Edward um moço loiro e de olhos verdes não para de me olhar e isso me deixa animada- acho que vou ter uma companhia hoje a noite— . Pego uma bebida e me sento ao lado dele :

— O que tanto você olha Edward? – pergunto quase berrando por causa da musica alta.

— Você é sexy , linda , e esta uma delicia com esse vestido – sussurra em meu ouvido e joga meu cabelo pra trás carinhosamente – vamos dar uma volta?

Olho para Chris e ela esta se divertindo a beça com Will, — então porque não?— . Vou para a frente da casa de mãos dadas com Edward e o mesmo me prensa na parede:

— Já te disse que sempre quis ficar contigo não foi? – enrola a língua quando fala

— Arg ! não fico com bêbados , apenas com sóbrios – provoco o afastando de mim

— Claro que não Tris ! Olha se você quiser eu fico até com uma perna só ! — diz se aproximando e levantando uma perna mas sem sucesso

— Deixa pra depois – aceno pra ele e caminho até a porta e sinto alguém me puxar, o cheiro de cerveja me da ânsia

— Aonde pensa que vai irmãzinha? – Albert puxa meu braço com força até o estacionamento com luz baixa e me leva até a parte mais escura e distante.

— Me solta seu nojento, quando papai souber disso ele te expulsa de casa seu bastardinho – grito


Al golpeia meu rosto com força me deixando zonza.

— Cala sua boca sua patricinha mimada do caralho , e você não vai ter tempo de avisar seu papai. – riu irônico


Vejo mais 3 caras se aproximando em nossa direção um deles com um boné de um time de beisebol do Texas e os outros encapuzados. Começo a me debater e tentar me soltar , mas Albert me segura com força e me empurra contra o carro. Vejo Edward de longe cambaleando até o estacionamento ..

— Edward! Socorro!! — grito mas o cara com o boné tapa minha boca e meu nariz com um pano que tem um cheiro forte.

.***

Não sei onde estou , não sinto meu rosto e também não enxergo nada, não consigo me mover, estou amarrada , vendada e amordaçada. O cheiro de gasolina é muito forte e o gosto horrível na boca por causa da mordaça me deixam enjoada – Meu Deus aonde eu estou?— tento debater meu corpo mas não há espaço , toco meus dedos dos pés e sinto algo parecido com veludo, roço meu rosto e sinto uma farpa grossa machucar minha pele e me afasto rapidamente como reflexo. Ouço portas batendo e vozes distantes, tento me lembrar mas só a lembrança que vem é de apagar nos braços de um estranho. Escuto o motor , estou em um carro , — no porta malas de um carro!- , tento me debater mais uma vez e sinto a farpa entrar em minha bochecha , jogo minha cabeça pra trás o sangue quente escorre por minha bochecha — droga ! porque iriam fazer isso comigo? Albert? Só porque eu sempre menosprezei ele? Ou pela minha herança? – O carro acelera e a farpa rasga minha venda e meus olhos tremem , esta tudo escuro mas eu consigo ver a corda amarrada em meu corpo, ainda estou vestida – Graças a Deus – tento roçar a farpa de madeira na mordaça mas falho. Mais alguns minutos e o álcool começa a fazer efeito , lutando para não fechar os olhos sou vencida pelo sono.

Logo acordo com um movimento brusco do carro e bato minha testa com força no metal e o sangue escorre entre meus olhos. O porta mala se abre e eu finjo que estou ainda desacordada.

— Merda, ela ta morta? – Escuto a voz irritante de Albert

— Não idiota , ainda não – uma voz grave cheia de ódio responde e meu corpo todo estremece .

‘’ Não, ainda não’’ . .

Eu posso convence-los, posso pedir desculpas a eles por tudo , mas porque eu iria pedir desculpas? Que droga , eu vou morrer , e não tem ninguém pra me salvar disso.

Sou carregada até uma casa abandonada no meio de um matagal perto de um píer, a luz se acende e sou jogada no chão sem dó , meus ossos estralam com o impacto. Vejo o tênis de Al se aproximar ele acerta em cheio minha barriga.

— Isso é por você sempre me humilhar sua vadia – tusso e mais um chute acertando minhas costelas e ele se afasta

Mais um chute na boca do estomago e o sangue volta.

— Vou bater em você ,até você morrer sua cadela ! – um golpe certeiro e o refluxo de sangue sobe em minha garganta me fazendo golfar e sujar toda mordaça;

— Já chega Albert . – diz a voz grossa , olho para suas botas de bico de aço e aperto meus olhos me preparando para a dor .

Mas nada acontece .

A porta se fecha e sinto o alivio , tento me virar ainda amarada e com muito esforço eu consigo, o lugar é imundo com iluminação baixa sem nenhum móvel apenas uma pia suja com panos e garrafas. Meu corpo todo dói com a queda e o cheiro do sangue misturado com o odor do lugar me deixa tonta , meu estômago rejeita quase tudo que eu bebi , e o vômito se espalha por meu vestido. – O que eu fiz pra passar por isso ? eles vão me deixar aqui pra morrer de fome ou sede? Ou deixar que os ratos me comam viva? – minhas lágrimas correm por meu rosto, meu ferimento arde que nem fogo — pelo menos eu vou estar perto da minha mãe agora , e deixar meu pai com aquela mulher frígida e com seu filho covarde— . Se pelo menos Christina desse falta , ou Edward não estivesse bêbado, isso não teria acontecido , mas agora é só esperar o pior.

As calças escuras e as botas pretas de bico de aço estão de volta , sinto dedos frios em minha nuca , não consigo me mover , novamente sou pega e levada que nem um animal morto pela escuridão até um barco . Vejo os dois caras e agora sem capuz , em volta de um barril com fogo dentro esquentando salsichas , o cheiro é insuportável. Uma vez no barco que vai além de minhas expectativas , um barco de luxo, como esses caras conseguiriam um barco desse? Vejo uma foto minha na bancada.. – esperai, é o barco do meu pai!— bato minha cabeça contra as costas do homem forte de boné e o mesmo suspira golpeando forte minhas coxas. Eles pegaram meu pai? Vão me matar na frente dele! Eu não quero isso, não por favor ..

— Vou tirar essa coisa nojenta de você sua patricinha mimada , e se você gritar eu vou colocar de novo ,e vou fazer você comer seu vômito entendeu? — diz a voz grossa novamente mas parece se divertir agora .

Ele me joga no chão de novo e sinto meu braço estralar , grito com a dor dilacerante e o vejo com o boné escondendo seu rosto se abaixar e me desamarrar com facilidade, meu corpo todo arrepia com o alivio , e jogando a mordaça suja ele pega um pequeno balde de água e joga em mim bruscamente, a água gelada me desperta e me encolho.

Não posso reclamar, pelo menos aliviou um pouco o cheiro. Tento me levantar mas minhas pernas tremem , meu cabelo esta desgrenhado e com muito sangue , ergo meu olhar para o homem todo de preto forte e assustador , não consigo ver seu rosto, Albert se aproxima e ele sai .

— Porque esta fazendo isso Albert? – pergunto com a voz rouca e inflamada

— Porque? — ele se pergunta e solta uma gargalhada medonha – Porque eu quero fazer isso, quero que Andrew sofra , e que você sofra também sua putinha, porque você sempre foi a mimadinha , a queridinha , sempre foi fútil. E pessoas como você, pra mim, só merece sofrer ate a morte . Mas se bem irmãzinha , que você não esta nada mal – seus passos são lentos e ele se aproxima mais desabotoando sua calça;

Não! Não vou deixar ele me tocar , olho pro balde e a mordaça com vômito e sinto meu estomago mais uma vez , quando ele fica mais perto eu vomito com tanta força que chega até sangrar; Albert grita e um cara se aproxima:

— Olha o que essa puta fez Peter! —

O homem um pouco menor que ele olha pra mim e volta pra Albert;

— Cara, deixa a garota . Na boa , olha o estado dela – aponta pro meu vômito e bufa

Os dois saem e sinto mais um alivio em meu peito, — eu tenho que fugir — , tenho que sair daqui eu tenho que dar um jeito de fugir ou eu morro.

Notas finais
O que acharam? Comentem! Postarei mais em breve ♥