11 Velhas Manias


Notas iniciais
Sei que esse capítulo é curto, mas sinto que é o inicio de um novo arco na história. Os problemas já foram apresentados e aos poucos surgiram as soluções, esse capítulo é só uma passagem de tempo.

Segunda-feira eu já estava bem melhor, acordamos e fomos para a escola, alguns até perguntaram o que havia acontecido com meu rosto mas não senti necessidade de dar satisfações a ninguém.

Kyle e Stan aparentemente se acertaram e voltaram a ser amigos, mas eu me recusei a deixá-los a sós. Sim eu tenho ciúmes, foda-se! Meu ruivo! Cartman continuou sem nos perturbar também, aparentemente os outros alunos ficaram sabendo que eu o assustei e muitos pararam de ser facilmente intimidados por ele.

Não que eu também tenha facilitado para ele, sempre que o via pelos corredores, colocava meu braço envolta de Kyle ou sinalizava que o bateria se tentasse se aproximar. Kyle até me pediu para parar com isso, mas eu me divertia demais com o bullying.

“Depois que ele te servir seus pais num chilli, não venha reclamar comigo.”

“Tudo bem, eu paro. Mas ele bem que merece.”

O resto da semana estava indo bem, tirando uma tarde de quarta-feira.

Lembro-me de que eu voltava sozinho para a casa do ruivo já que ele tinha ido fazer algo com Ike um pouco mais cedo. Eu me senti observado, mas poderia ter sido mera impressão minha. Do nada senti um frio, minha visão ficou turva e caí no asfalto sem forças com uma estranha, porém familiar, sensação de entorpecimento que rapidamente tomou conta do meu corpo.

Acordei num lugar estranho, um lugar em que muitas vezes já havia estado em meus sonhos, não é um lugar bonito, é sombrio, diferente, mas não o julgo assustador. Chamam aqui de cidade de R’lyeh. É exótico, com o céu vermelho como sangue e monumentos mal preservados, às vezes vejo a sombra de uma criatura, mas nunca vi seu rosto, ao menos não que me lembre. Ando um pouco sem rumo, um pouco perdido.

Acordei em casa, na minha cama. Coloquei minha mão na testa, estava um pouco suada, fui até o corredor olhar no espelho, eu estava bem. Faz tempo que isso não acontece, resolvi sair da casa antes que percebessem minha presença e fui em direção à residência dos Broflovski.

Quando eu era pequeno essa espécie de ‘acidente’ acontecia com muito mais frequência, achei que se não fosse meu pai me batendo até dizer chega isso não aconteceria mais. Bem é o que dizem, maus hábitos são difíceis de largar. Se bem que morrer não é um hábito muito... comum e com certeza não é o meu favorito.

Antes eu tivesse simplesmente a capacidade de não morrer, mas parece que veio no pacote um afrodisíaco para a morte, que ela não consegue me deixar em paz. Ou talvez seja somente um grande azar mesmo, talvez parte do pacote. Um maldito pacote que eu nunca pedi. Um dom amaldiçoado que nunca fiz questão de ter.

Quando cheguei, toquei a campainha e esperei. Kyle atendeu, parecia um pouco surpreso em me ver.

“Kenny! Aonde você foi noite passada?”

É então tinha acontecido de fato. Mesmo se eu explicasse aonde eu estava ele não acreditaria, afinal todos se esquecem, não é fácil de explicar algo que não se pode provar. Decidi que não precisava preocupá-lo com isso.

“Meu pai não dormiu em casa ontem então fiz uma visita aos meus irmãos, desculpa devia tê-lo avisado.” Sorri como sempre faço.

“Tudo bem, eu só fiquei um pouco preocupado.”

Adentrei sua casa e a semana seguiu normalmente.

Notas finais
Meu Deus! Eu matei o Kenny!
Kyle: Filha da Puuta!
(ç.ç discuwpah.)