Notas iniciais
Primeira aparição do corvinho favorito da galera o/

Os dias de aula fora mais normais do que o esperado, ta certo que não nos agarrávamos no corredor como a maioria dos outros casais, mas também não ficávamos nos escondendo, muito. Acho que o jeito como Kyle é disciplinado dentro da escola abafou inconscientemente qualquer suspeita.

Almoçávamos juntos em algum corredor vazio, pois assim podíamos nos beijar e dar amaços sem sermos atrapalhados, tanto por alunos quanto por professores. A semana passou rápida e não ouvimos mais falar de Cartman embora às vezes quando passava por ele no corredor sentia-o nos encarando antipaticamente, já era sexta feira.

Em casa, Kevin sabia lidar com nossos pais muito bem, pelo menos eu não o vi ferido nem soube nada a mais sobre nossos pais terem aprontado algo, só a casa que ficou um pouco mais destruída. Minhas notas começaram a melhoras já que Kyle estava me ajudando e pude ajudar Karen com os deveres de casa.

“Hmm, Kenny?” Aproximou-se Kyle de mim na hora da saída, voltávamos metade do caminho de casa juntos.

“Sim?”

“Dessa vez vá na frente, preciso ter uma conversa com...” Ele começou a olhar seus sapatos como se fossem interessantes, e depois voltou a me encarar. “Com Stan.”

“Vai contar sobre nós?”

Ele fez que sim com a cabeça.

“Tem certeza de que não me quer junto.”

Ele balançou a cabeça.

“Quero resolver isso sozinho, depois eu te encontro na sua casa ou qualquer coisa te ligo.”

“Tudo bem.”

Demos um rápido beijo e nos despedimos. Fiquei um pouco preocupado, Kyle é inteligente e sabe que se precisar de algo sabe que virei ao seu encontro.

Fui para casa, aparentemente Karen fora dormir na casa de uma amiga e Kevin ficaria trabalhando até tarde. Papai foi trabalhar ou sei lá como ele chama o que faz e mamãe estava dormindo exausta na cama, daqui a pouco era seu expediente no restaurante, ela lava pratos.

Sentei-me do lado dela e beijei sua testa, nunca tive muito tempo a sós com minha mãe, mas ela é carinhosa, sei que não bebe por mal, é o papai que a estressa e não cuida de nada sozinho. Fechei a porta do quarto para não atrapalha-la e fui pro meu quarto fazer minha lição. Estudar se tornou menos chato porque me lembra de Kyle.

Passou um pouco mais de uma hora quando ouvi a porta batendo. Como aparentemente eu era o único em casa fui atendê-la.

“Kenny!” Era Kyle, estava com lágrimas nos olhos e tremia um pouco. Assim que abri a porta o ruivo me abraçou forte e eu abracei-o de volta, ficamos uns cinco minutos parados ali até que resolvi perguntar o que houve.

“Ke-Kenny, me desculpe Kenny! Eu é que não percebi... eu...”

“Kyle respira fundo e me conte o que aconteceu com calma eu estou não estou te entendendo.” Sentamos no sofá e acariciei seus cachos para acalma-lo. Kyle respirou fundo e tentou me contar o que havia acontecido sem soluçar.

“Bem...”

–-- Flashback- ---

Hoje na saída Stan havia pedido para conversar comigo, sua expressão era séria e não me encarava nos olhos. Eu não me sentia muito a vontade, lembrando a forma como me tratou quando confessei meus sentimentos, mas resolvi que deveria ouvir o que ele tinha a me dizer, aproveitaria e contaria sobre meu novo relacionamento pessoalmente.

Depois que me despedi de Kenny, encontrei Stan no corredor e fomos até o ginásio da escola que fica fechado há essa hora, pois concordamos que seria bom conversar em um lugar privado. Mesmo o ginásio estando todo fechado, estava claro por causa da hora.

“Esse lugar é bem maior do que aparenta quando está vazio.” Eu tentei puxar alguma conversa.

“É.”

Sentamos nas arquibancadas em silêncio por alguns minutos.

“E como vai com o time?”

“Vai bem, vai bem.”

“Stan o que precisava falar comigo?” Cansei daquela conversa vazia, aquele era o meu melhor amigo não um completo estranho, então fui direto ao ponto.

“É verdade que você e o Kenny estão saindo?” Ele me perguntou ainda só olhando para o chão, acho que ele estava realmente evitando me olhar nos olhos. Eu não sei ao certo como ele descobriu, se alguém contou ou se nos viu, mas não vinha muito ao caso.

“Sim, eu e Kenny estamos namorando.”

“Hmm.” Demorou um pouco até que continuasse dessa vez virou seu rosto para mim, mas ainda não me olhava na cara. “Porque disse aquilo?”

“Aquilo?” Perguntei confuso.

“Aquelas coisas pra mim, de que gostava de mim e tal.”

“Ah, a-aquilo...” Eu fiquei sem voz por alguns segundo e cheguei até a engolir seco. Dessa vez Stan estava me olhando e fiquei completamente corado. Por fim suspirei e disse a verdade. “Eu disse por que gostava muito de você, gostava mais do que como um amigo, eu era apaixonado por você, meu deus, e você não percebia! Pensando agora eu gostei de você por anos. Eu sempre quis estar com você e quando soube que você e a Wendy haviam rompido, eu achei... eu achei que tivesse uma chance.”

Ri um pouco pra mim mesmo, estava me sentindo um completo idiota, como se tivesse feito algo que era tão óbvio que não daria certo que só de tentar já me fazia um idiota. Agora eu não consegui mais olhar no rosto do Stan, havia me confessado para o meu melhor amigo e em menos de uma semana estava namorando outro, ele provavelmente achou que era uma brincadeira minha. Mal sabia ele que havia destruído meu coração naquele dia.

“Como percebeu que gostava de mim?”

Não entendi o motivo da pergunta, mas deduzi que ele estava confuso e resolvi que as responderia sem protestar.

“Eu sinceramente não me lembro exatamente, foi há uns cinco anos atrás. Se me lembro bem foi quando você e Wendy voltaram depois de um ano de rompimento, sei lá acho que fiquei com ciúmes e... descobri que te queria mais do que como amigo, pensando agora não sei o que via em você” Eu cocei minha nuca em sinal de nervosismo, acho que ele percebeu meu desconforto.

“Desculpe por não ter percebido antes.”

“Não! Que isso, não tinha como você perceber algo assim, digo, você é capitão do time de futebol, tem... tinha uma namorada e todos os alunos te admiram. Não tinha como você reparar que eu gostava de você.” Eu não sei direito o porquê, mas senti a necessidade de me desculpar por ter me declarado. “Desculpe.”

“Eu fui idiota, mesmo comigo sendo o capitão do time, tendo uma namorada e um monte de alunos de fãs, você ainda esteve sempre lá, do meu lado me ajudando no que fosse preciso.”

“É-é pra isso que servem os amigos... eu...” Levantei meu rosto para olha-lo e percebi que ele estava me encarando e estava bem mais perto de mim do que de quando começamos a conversar, perto até demais. “S-Stan?”

“Desculpe-me pela forma que eu o tratei semana passada Kyle.”

Eu fiquei feliz ao ouvir essas palavras, mas antes que eu pudesse comentar no assunto, senti algo quente e úmido sendo pressionado contra os meus lábios, era Stan que estava me beijando, ele segurava minha mão e lambeu meu lábio inferior. Eu levantei imediatamente do banco onde estava sentado, quase como um salto.

“O-o que pensa que está fazendo?!” Eu perguntei elevando meu tom, sentia uma dor horrível no peito, como se fosse uma facada, uma traição. Eu estava corado, levemente ofegante, senti algo quente se acumular nas laterais de meus olhos e minha expressão indicava claramente raiva, tanto que Stan me olhou assustado.

“Eu só achei...”

“Não!” Interrompi sua explicação, agora as lágrimas desciam por minhas bochechas sem controle, eu estava chorando mesmo. “Não ouse se aproximar de mim com essas intenções! Você tem ideia de por quanto tempo eu sofri em silêncio para poder ficar ao seu lado? E agora que finalmente estou com alguém que me faz feliz que gosta de mim, você quer voltar para torturar minha cabeça?”

“Kyle escute, eu sinto algo por você.” Ele disse com uma voz manhosa e secou uma de minhas lágrimas.

Acertei em cheio involuntariamente um tapa no seu rosto, em cheio. O som ecoou por todo o ginásio. Stan colocou a mão em sua bochecha que agora estava com a marca de minha palma.

“Impossível! Eu não quero que sinta esse tipo de sentimentos por mim Stan, nem pense em senti-los. Eu sofri muito tentando tira-lo da minha cabeça, tentando me recompor e esquecer a dor de suas palavras que esmigalharam meu coração como seu fosse um ninguém. Eu estou com o Kenny agora, e o Kenny gosta de verdade de mim, ele não está com pena de mim. O que você está sentindo são remorso e pena, eu te aceito como amigo, mas nada mais do que isso, nunca mais, algo mais do que isso. Eu gosto do Kenny de verdade e ele de mim, ele... me faz realmente feliz Stan. Que droga.”

Eu saí do ginásio sem olhar para traz, não queria ouvir mais, não queria mais ver o rosto do garoto de cabelos negros, que em alguns minutos conseguiu reabrir uma ferida no meu peito. Doía tanto, eu precisava ver o Kenny, eu precisava segura-lo, ficar entre os seus braços e sentir seu aroma, sentir seu corpo.

Depois que Stan havia me rejeitado eu sofri muito, mas o Loiro me consolou, antes eu estava com Kenny porque estava me sentindo só, mas agora sinto que realmente gosto muito dele. Seus olhos azuis como o céu são capazes de me fazer esquecer tudo de ruim que acontece envolta, eu espero que possamos ainda ficar juntos.

Meu coração batia forte, eu precisava contar que o Stan havia me beijado, seria injusto manter isso longe dele, fiquei com medo de que ele poderia fazer, mas por hora não importa, só quero vê-lo. Preciso vê-lo.

–-- Fim do Flashback ---

O ruivo estava aos soluços, as lágrimas não paravam de escorrer de seus olhos e descer suas avermelhadas bochechas.

“Desculpa Kenny...”

Eu entendo que a situação é séria e que Kyle está triste, mas não consegui deixar de ter um sorriso em meu rosto. Ao perceber minha expressão, ele secou suas lágrimas e me encarou um pouco confuso.

“N-não está com raiva de mim?” Ele perguntou.

Quando Kyle fica triste ou arrependido seus olhos tem um brilho de vulnerabilidade tão grande que só consigo pensar em abraça-lo e protege-lo de todo possível mal que há lá fora. Suspirei ainda com um sorriso no rosto e o abracei forte contra o meu peito.

“Sei que devia estar com raiva por outro alguém tê-lo beijado, mas só de ouvir que você acaba de rejeitar a pessoa que amou por mais de cinco anos para fica comigo... cara, eu estou tão feliz que não consigo ter raiva.”

Kyle sorriu e rimos um pouco juntos.

“Você é um idiota.” Disse Kyle, limpando seu rosto com a manga do casaco.

“Sou, mas você me escolheu para ser seu idiota.”

Mesmo que Kyle não me diga explicitamente ‘Eu te amo’ agora eu sabia que estava mais próximo do coração do judeu do que já estivera na minha vida. Sentia-me bem como se fosse intocável, aprova de balas sei lá, eu me sentia foda. Kyle havia me escolhido para ficar ao seu lado.

Beijei o ruivo em seus lábios quentes e ressecados por estar chorando e nossas línguas dançaram juntas em nossas bocas. Pude sentir seus olhos, ainda um tanto avermelhados, me convidando para fazer mais. Resolvi fazer algo diferente, peguei-o no colo, não tão romântico como uma princesa, na verdade eu o joguei em meu ombro direito como uma caça.

Subi as escadas e abri a porta do meu quarto com um chute e fechei-a com outro. Joguei meu ruivo na cama, não tão delicadamente e debrucei-me sobre ele.

“Kenny, o que está fazendo?”

“Kyle você agora me pertence, só a mim. Vou educa-lo para que não olhe e nem pense nunca mais em nenhum outro homem. Vou cobri-lo com meu aroma, e vou marca-lo todo para que todos saibam que Kyle Broflovsky é propriedade de Kenneth McCormick.”

Abri seu casaco e comecei a beija-lo pelo pescoço deixando várias marcas de chupões por onde visse que dava, o ruivo correspondeu com pequenos gemidos. Tirei meu casaco e praticamente rasguei a camisa de Kyle, botões voaram para todos os lados.

Desci para seu peito, e mordisquei seus sensíveis mamilos, que já estavam durinhos. Também deixei marcas em seu peito, e senti seu duro volume dentro das calças sendo pressionado contra minha perna direita.

Removi suas caças e sua cueca e comecei a acariciar lentamente seu rosado pênis circuncisado, enquanto voltava a beijar seu pescoço. Consigo reconhecer o excitado brilho de seus olhos em chamas. Kyle estava completamente duro, como se estivesse esperando por isso há muito tempo.

“Kenny...”

Abaixei minhas calças e passei o lubrificante em meu pênis, mas parei antes de adentar o ruivo, somente encostando minha cabeça em sua rosada entrada. Mas, tive uma ideia melhor.

“Peça.”

“O que?” Disse corando levemente.

“Peça.”

“Eu... quero que você faça.”

“Quer que eu faça o que com o que aonde?” Kyle ficou completamente corado e desviou o olhar de mim. “Se você quiser que eu pare...”

“Não! Eu...” Ele cobriu seu rosto com uma das mãos “Quero que você meta seu pênis no meu ânus e me foda...”.

“Peça educadamente.” Cutuquei sua entrada para provoca-lo com um malicioso sorriso.

Kyle estava completamente embaraçado, sei que é cruel fazer isso com ele, mas ele fica tão fofo que eu não consigo me conter. Pude ver surgirem lágrimas de raiva de seus olhos, mas sei que ele quer tanto quanto eu.

“Puta merda Kenny! Quero que você meta seu pau no meu rabo e me foda loucamente, PORFAVOR!”

“Bom menino.” Respondi com um maléfico sorriso, abrindo as pernas de Kyle.

Pressionei meu lubrificado membro contra a entrada do ruivo, que me devorou com sua bunda rapidamente soltando um belo choro de prazer. Estava tão quentinho e gotoso, que logo comecei a me mover, soltando pequenos grunhidos que eram abafados pelos uivos de prazer do ruivo.

Kyle envolveu seus braços em meu pescoço, gritava meu nome alto e quanto mais eu me movimentava mais ele se agarrava e arranhava minhas costas. Bem, ele também tem o direito de deixar suas marcas em mim.

“Kenny anh… mais Ken-ny! Siiim!”

Eu obedecia a cada comando do exigente judeu em meus braços. Mudamos de posição, assim tinha Kyle sentado em meu colo, com suas costas encostadas a meu peito, pude beijar seus ombros enquanto introduzia cada vez mais meu membro em seu corpo.

Com uma mão segurava Kyle que agora estava de quatro, com a outra o masturbei e pude ouvi-lo em um grunhido expelir todo seu líquido branco em minha mão. Não demorei mais que alguns segundos para enchê-lo com meu gozo também.

Deitamos ambos cansados, suados, ofegantes e satisfeitos. Kyle descansou sua cabeça no meu peito, deixando-me sentir seu coração acelerado entrar em sincronia com o meu.

“Kenny.”

Disse o ruivo bem baixinho e caiu no sono, beijei sua suada testa. E resolvi tirar um cochilo também, depois eu limpo tudo isso.

Notas finais
Stan, se você tivesse sido só um pouco mais rápido, essa história poderia sem uma Style... Obrigada mesmo pelos comentários, não tem ideia de como eu fico feliz lendo-os, até a próxima o/