K²
10 Descanso
Notas iniciais
Acordei com um som de chuveiro, meu corpo ainda doía fodidamente, eu estava no quarto de Kyle. Depois de alguns minutos ele saiu do banheiro com uma toalha amarrada na cintura. Olhei para o relógio perto da cama, já é quase meio dia.
“Kenny, você acordou! Como está se sentindo?”
“Uma bosta...” Voltei a deitar minha cabeça no travesseiro.
“Como não tem aula hoje, descanse. Tive que contar para os meus pais que você teve um acidente em casa, e fiz minha mãe prometer que não meteria seu nariz na história.” Ele me disse secando seu cabelo virado de costas, por mais que doesse me mover, tive que levantar a cabeça para dar uma olhada naquela bundinha, aham, perfeita.
“Eu volto logo, qualquer coisa é só me ligar.”
Abriu a porta, mas antes de sair me deu um beijinho na testa.
“Aonde vai?” Perguntei.
“Vou ajudar meu pai no supermercado, mas volto logo.”
Ele sorriu e seguiu para fora, pude ouvi-lo descendo as escadas falando com seu irmãozinho. Não consegui dormir por conta das dores, e me sentia péssimo por estar preocupando a família de Kyle, eu devia fazer algo por ele. Quem sabe nós não saímos em um encontro ou algo assim? Algo clichê como cinema e restaurante, será que ele aceitaria?
Pensando agora eu mal sei o que Kyle gosta de fazer, digo além de sexo e estudar, queria saber mais sobre ele. Os minutos se arrastavam e para passar o tempo mais rápido resolvi mexer nas coisas do ruivinho. Quem sabe não acabo descobrindo mais sobre ele.
É tudo tão organizado que nem sei aonde ou o que procurar. Encontro livros em hebraico, livros normais, roupas, histórico do computador apagado. Droga eu esperava achar algo aqui. O que mais me surpreende foi a quantidade de livros e arquivos a respeito de leis e essas coisas de direitos. Eu sei que Kyle quer ser advogado, mas precisa de tanto?
Eu nunca pensei muito sobre o que eu queria ser ou fazer do meu futuro, não que eu tenha muitas opções mesmo. Na escrivaninha vejo dois porta-retratos, um de Kyle com Ike brincando na neve e um dele com Stan. Sei que eles são melhores amigos e essas coisas, mas o Stan tentou dar encima do MEU Kyle.
Eu fico uns bons minutos olhando a foto estreitando meus olhos, nada incomum. Não estou exagerando, mas não me sinto bem que meu namorado tenha foto dele com outro homem. Então, estou com ciúmes, foda-se. Eu inconscientemente deito o porta-retratos na mesa assim não preciso mais olhar a foto, bem melhor. Acho melhor tomar um banho para tirar esses pensamentos da cabeça.
Eu quero fotos com Kyle. Droga, esses pensamentos.
Fui ao banheiro para tomar banho e ver como estava meu rosto, eu tinha uma marca roxa enorme na testa e minha boca estava um pouco inchada, estava melhor do que imaginei, mas isso deve ter sido por culpa das pomadas que Kyle passou ontem. Joguei minha camisa em um canto e tomei uma fui tomar uma ducha fria.
A água gelada batendo no meu corpo é algo quase que terapêutico pra mim, minha cintura está muito roxa e quase qualquer movimento que eu faço dói um pouco, não imagino como não quebrei nada. Acho que já devo estar ganhando certa resistência, das minhas experiências familiares. Preciso parar com esse tipo de pensamento ou vou acabar como os garotos góticos.
Sequei-me com a toalha que o ruivo havia separado pra mim e me vesti. O que será que ele havia visto em mim? Pensando bem, eu não tenho muito a oferecer a ninguém.
Queria poder ser uma pessoa melhor para o Kyle, digo ele merece alguém melhor. Ele merece alguém que tenha um futuro melhor, uma família menos problemática essas coisas. Eu quero faze-lo feliz da mesma forma como ele faz eu me sentir. Quero poder leva-lo a lugares interessantes, faze-lo rir e tirar fotos com ele.
Eu realmente quero sair num encontro com ele, mas encontro é tão gay. Se bem que fazendo a matemática, eu estou atualmente ficando na casa de um garoto que eu gosto, nos beijamos, trocamos palavras afetivas e dormimos juntos, parabéns Kenny você é uma bicha. Foda-se de novo.
Até o fim de semana que vem eu já devo estar bom, é melhor planejar coisas para sair com Kyle, ele não deve recusar. Agora a pergunta é para onde ir? Não tem muito que fazer em South Park, e eu preferia que fossemos a um lugar onde não esbarássemos em pessoas conhecidas, não querendo ser antissocial, mas não quero ninguém nos atrapalhando.
Acho que Denver é onde melhor se enquadra nos preceitos estabelecidos, não é muito longe, tem mais coisas e menor chance de encontrarmos conhecidos. Agora como chegar lá? Peguei meu celular e liguei para Craig.
“O que você quer?” Craig é mesmo um poço de alegria.
“Me empresta sua moto para o próximo sábado? Quero ir a Denver.”
“Para?”
“Você realmente se importa?”
“Tem razão, foda-se sua vida, mas eu não quero que nada aconteça a minha moto.”
“É só por um dia, nada vai acontecer, porfavorzinho.”
Pude ouvir Craig suspirar um ‘foda-se’ do outro lado da linha.
“Eu te dou a chave na sexta, se houver um arranhão eu vou limpar com a sua cara.”
“Obrigado.”
Ainda bem que somos ‘amigos. ’ Bem, mas agora já tinha como ir para Denver, eu havia aprendido a andar de moto com o próprio Craig ano passado, mas não tinha grana pra comprar uma pra mim então às vezes ele me empresta a dele.
“Voltei Kenny” Disse o ruivo abrindo a porta do quarto e se jogando de barriga pra cima na cama.
Aproximei-me silenciosamente e beijei os lábios do ruivo. Ele sorriu e colocou seus braços em volta do meu pescoço.
“Kyle, sábado que vem gostaria de ir a um encontro comigo?”
“Encontro?” Seu rosto cor-de-porcelana começou a corar levemente.
“O que foi? Está com vergonha?”
“Não vergonha, estou surpreso... e ficaria lisonjeado.” Respondeu com seu sorriso capaz de iluminar o quarto todo.
*****
Descemos para jantar, sua família sempre janta junto. É engraçado. Conversam sobre seus dias, escola trabalho, é realmente um ambiente familiar diferente do meu.
“Como você está Kenny?” Pergunta a Sra.Broflovsky
Demorei um pouco para processar que a pergunta era em relação aos meus machucados.
“Ah, estou melhor.” Respondi forçando um sorriso.
“Kenny, já considerou levantar queixa do assunto na polícia?” Perguntou Sr.Broflovsky.
“Pai!” Kyle olhou furioso para o pai por causa do comentário, mas ele não pareceu entender o motivo.
É uma pergunta valida, em minha opinião. Se já pensei em denunciar meus pais? Inúmeras vezes, mas se eles realmente fossem pegos pela justiça do que seria de nós? Eu e Kevin até podemos nos virar, mas para onde iria Karen? Eu odiaria que ela fosse para um orfanato ou algo assim, até porque ela morre de medo de lugares assim devido a experiências passadas. E eu ficaria longe dela.
“Não acho que tenha muita necessidade de levar o caso para justiça.” Expliquei “Então meu pai fez algo ruim, mas acontecem coisas ruins em todas as famílias, só estamos passando por uns apertos agora que meu pai perdeu o emprego e ele se exaltou.”
“E como está sua mãe e seus irmãos?” Gerald continuou.
É um tanto engraçado como ele não percebe o quanto Kyle está desconfortável com o assunto, eu por outro lado já estou acostumado a explicar esse tipo de situações, o conselheiro da escola sempre me metralhou de perguntas do gênero.
Eu não gosto de quando meus pais ficam agressivos, o que tem acontecido cada vez com mais frequência, mas às vezes gosto de aproveitar os pequenos momentos quando estão sossegados e fingir que temos uma família feliz como as que vemos na TV. E esses momentos seriam completamente destruídos coma intervenção da polícia, eu seria separado dos meus irmãos, talvez fique na casa de um estranho, não gosto de pensar nisso.
“Estão todos bem, isso foi só um acidente.” Apontei para o roxo em minha testa.
“Bem qualquer coisa é só falar comigo.”
“Obrigado.” Sua preocupação é compreensível, além do que processar o meu pai seria um caso ganho para qualquer advogado.
Mas de qualquer forma, os pais do Kyle devem achar que meu pai simplesmente me agrediu por agredir, o que não é de toda a verdade, embora eu discorde do motivo havia um. Mas contar que eu fui flagrado com Kyle na cama seria anda pior então vou deixa-los acreditarem no que quiserem por hora.
Eu odeio a forma como meus pais são displicentes, mas ao mesmo tempo não consigo odiá-los. Digo, eles tem bons corações. São pessoas simples que simplesmente não tiveram muita sorte e tem princípios conservadores cristãos. Pensando agora, acho que eu deveria ligar para saber como vão as coisas em casa.
Depois do jantar ajudei Sheila com a louça e fui para o quarto, Kyle estava terminando sua lição de casa, então só mandei uma mensagem para Kevin.
Como vão as coisas por aí? –Ken
Não demorou muito para vir à resposta.
Boa noite! Papai sossegou, está meio arrependido de ter te batido, mas disse que se você não se curar vai para o inferno. Acho melhor ficar por aí mais um tempo. – Kevin
Então acabou a cerveja! E como está Karen? –Ken
Não deveria fazer piadas disso! Ela não parou de perguntar por você, eu disse que estava na casa de um amigo, mas ela não pareceu querer acreditar em mim. Ligue para ela, ela gosta mais de você. Mamãe mandou beijos. – Kevin
Típico da minha irmãzinha.
Mande beijos de volta, eu vou ligar pra Karen mais tarde. – Ken
Joguei o celular em um canto e me sentei para terminar a minha lição. Não consigo me concentrar direito, minha cabeça dói um pouco, mas eu tento. Normalmente pessoas vão mal em algumas matérias, eu consigo ir exclusivamente mal em todas, um dos meus talentos.
“Você está bem? Parece distante.” O judeu senta-se ao meu lado e me olha preocupado.
“Eu só estou pensando demais.”
“Desculpa pelo o que o meu pai disse lá no jantar, foi insensível.” Ele parece tão preocupado, que é bonitinho.
“Não foi nada, eu juro. Não é a primeira vez que me perguntam esse tipo de coisa, e também não vai ser a última. Estou bem.” Disse beijando suavemente seus lábios para tranquiliza-lo.
“Kenny...” Kyle acariciou o machucado na minha testa e depois me beijou fervorosamente.
Retribui seus beijos e ele sentiu isso como um convite para sentar-se em meu colo, sua boca ainda tinha um pouco do gosto da comida kosher, que eu havia acabado de aprender a gostar. Ficava ali me olhando ronronando meu nome e empinando o bumbum praticamente me pedindo para joga-lo nessa cama e viola-lo. Hmm, uma boa ideia.
Empurro-o na cama e subo imediatamente, eu gosto de vê-lo o de cima, faz parecer tão inocente e indefeso. Volto a envolver sua língua com a minha enquanto me livro de nossos casacos.
Bzzzzzz.
Ouço meu celular tocando, mas opto por ignora-lo. Kyle me olha como se perguntasse se eu vou atender, e respondo com outro beijo. Estou muito concentrado nos encantos do meu ruivo para atender.
Bzzzzzz.
Essa insistência está contando o meu clima. Mas é só ignorar.
Bzzzzzz.
Mas que droga! Levanto-me soltando um dramático suspiro e atendo.
“Alô?” Pergunto, não escondendo meu desinteresse em um dialogo.
“Kenny!” É Karen, Kevin deve ter falado que trocamos mensagens. “Onde você está? Papai disse que vocês se desentenderam quando eu perguntei...”
Nos ‘desentendemos’, essa foi boa pai. Enfim,
“Eu estou com Kyle, devo ficar aqui por um tempinho, algumas semanas.”
“Por quê?”
“Porque eu não quero ficar perto do papai por um tempo, estamos ‘desentendidos’.” Eu tive que rir aqui “Eu só preciso de um espaço, mas pode vir me visitar sempre que quiser, eu prometo.”
Karen não respondeu, acho que não ficou muito convencida, mas não queria que ela me visse com os machucados, não quero preocupa-la.
“Olhe eu posso não estar aí, mas Mysterion estará te vigiando por mim. Se alguma coisa me acontecer tenho certeza de que ele te alertará.”
“Tem razão, mas eu vou sentir saudades.”
“Eu disse que pode me visitar! Eu estou há algumas quadras de distancia, não em outro país! Agora está tarde, mesmo que amanhã não tenha aula não é motivo para dormir tarde.”
“Heh, parece a mamãe.” Uma risada, isso significa que ela está menos preocupada, melhor.
“Boa noite Karen, durma bem.”
“Boa noite Kenny.”
Desliguei o celular e joguei-o em um canto.
“Sua irmãzinha?” Perguntou o ruivo.
“aham” Voltei a beija-lo engajando de onde havíamos sendo interrompidos.
Encurralo-o em uma parede, já que estávamos agora em pé e beijo sua nuca. Kyle sutilmente se vira de costas e esfrega seu traseiro no volume das minhas calças, que depois disso ficou bem mais visível. Retornando sua provocação passo meu joelho entre suas pernas e mordo sua nuca. O gesto é retribuído com um pequeno uivo de prazer.
Ele se vira novamente, encosta suas costas na parede e desliza até ficar ajoelhado de frente para mim. Posso vê-lo lamber seu lábio superior enquanto abre o cinto de minhas calças, depois o botão, o zíper e desliza-a de forma que meu pênis praticamente pula para fora.
O ruivo massageia meu membro e depois leva-o até sua boca, movimentando-se lentamente. Solto alguns sons de prazer, conformem Kyle aumenta a velocidade deixando-me sentir fundo sua garganta, também agarro seus cachos com força incentivando-o.
Minha respiração vai ficando cada vez mais pesada conforme aproximo do meu clímax.
A sensação de sua boca é perfeita e com um grunhido solto meu sêmen na boca do ruivo, que engole automaticamente.
Ele então se levanta e me beija com fervor de forma que posso sentir o gosto de minha própria porra ainda em sua boca. Kyle joga o peso de seu corpo contra o meu fazendo-me cair de costas, como minhas calças estavam no meu joelho isso facilitou a queda, mal toco o chão e já sinto seus beijos descendo minha nuca.
“Hoje serei que eu farei você se sentir bem.” Ele sussurra em meu ouvido.
Não, pera.
“Você não está insinuando que...”
Ele me olha sem expressão, levantando levemente a sobrancelha direita esperando que eu termine minha frase.
“Quero dizer você quer me”
“foder.” Ele responde como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. “Ah! Qual foi, você sempre faz, deixa eu te devorar um pouquinho.”
“Não!” Respondo corando levemente.
“Aww Kenny! Por favor, eu prometo que serei gentil.” Ele faz aquele olhar dele, que seus olhos verdes magicamente brilham e eu simplesmente não consigo nega-lo.
Eu tento desviar o olhar, sinto o calor em meu rosto que indica que devo estar ainda mais vermelho, que droga de comportamento eu pareço uma menininha virgem! Kyle percebe que estou desviando e começa a acariciar meu membro, de vez em quando dando alguns beijinhos. Eu começo a ficar bem duro novamente.
“Vamos Kenny, deixaaa.” Ele ronrona.
Eu desisto.
“T-Tudo bem” Ele abre um sorriso que ilumina seu rosto completamente, agora eu definitivamente estou excitado de novo. “Mas seja gentil.”
Ele solta um pequeno riso. “Serei.”
Ele remove sua camisa e a joga em um canto depois levanta a minha e começa a brincar com meus mamilos. Confesso de que a ideia de ter Kyle me fodendo não me soa tão mal, na verdade soa até bem quente.
O ruivo abre minhas pernas e lambe minha entrada enquanto massageia meu pênis, quando decide que já está bom vai até a gaveta e pega a garrafinha de lubrificante. Fico nervoso quando sinto seu dedo indicador invadir minha entrada. Ele é bem delicado comigo, sinto-o enfiando outro dedo e mordo meus lábios, é uma sensação muito estranha, não é particularmente ruim, só um pouco desconfortável.
“Relaxe Kenny, confie em mim.” Eu não consigo!
Kyle beija meu joelho enquanto passa lubrificante em seu membro, quando sinto-o pressionando-se em minha entrada respiro fundo, eu preciso relaxar. Meu coração bate acelerado quando sou completamente penetrado, uma sensação estranha toma meu corpo uma mistura de calor, dor e prazer.
“Kyle!”
Ele espera um pouco antes de começar a se mexer, lentamente para que eu me acostume com a sensação. O calor do prazer vai tomando cada vez mais meu corpo até que consigo corresponder ás estocadas do meu namorado com gemidos sinceros de prazer.
“Segure-se em mim.” Diz docilmente com um beijo em minha bochecha.
Coloco meus braços envolta do ruivo, arranhando suas costas conforme ele penetra cada vez mais fundo no meu reto. Tento segurar minha voz, para que seus pais não me ouçam, mordo meus lábios, mas é em vão. Ele está sendo bem brusco agora, posso ouvir pela respiração de Kyle que ele não está longe do seu limite, e eu também não estou muito.
“Vamos gozar juntos Kenny.”
Kyle pega meu pênis com uma de suas mãos e me masturba enquanto me penetra, a sensação de seu quente membro me violando é inexplicavelmente gostosa, e não demoro muito para atingir meu orgasmo na mão de Kyle, junto com quando ele explode minha entrada com sua porra.
O ruivo deita ao meu lado no chão, ambos arfando e quando me abraça posso sentir seu coração pulsando forte contra seu peito. Tiro seu cabelo de sua testa um pouco suada, e beijo levemente sua testa.
“Como foi?” Pergunta-me o ruivo.
“Agora eu entendo porque você gosta tanto disso” Respondi com uma risada.
“Pervertido.”
“Quem, EU?” Respondi brincando.
Kyle se levantou e deitou-se na cama de barriga para cima, agora que parei, eu estou MUITO dolorido, minhas costas! Não devia ter feito isso no chão, droga... Mas até que valeu muito a pena!
Pelo resto do fim de semana ficamos planejando aonde iriamos e o que faríamos semana que vem em Denver. É um tanto engraçado, normalmente o encontro vêm antes dos problemas familiares, relações sexuais e estabelecer relacionamento. Mas sinto que nossa ordem desorganizada de nos gostar é o que faz tudo mais especial.
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