Já não somos tão jovens
8 Calor no fim do outono
Notas iniciais
ANTES...
Adrien está voltando da escola a pé naquele dia. Caminha distraído e se assusta quando seu celular vibra.
M: “Prova final! Será que ao invés de você vir aqui, eu poderia ir até sua casa?”
Ele franze a testa… pedido estranho! Marinette odeia sua casa tanto quanto ele.
A: “Sem problemas. Que horas?”
M: “Agora!”
Ele acha mais estranho ainda e fica pensando no que responder. De repente seus olhos são tapados por duas mãos pequenas.
“Adivinha quem é?”
“Ok, ok, engraçadinha. Agora me diga: Por que minha casa?”
“Ah... eu só não queria você no meu quarto tão cedo…” Ela retruca tentando aparentar descaso.
“Sua mãe?…”
Marinette dá uma risadinha. “Ela ficou um pouco assustada da última vez… embora esteja achando uma gracinha meu novo nam…”
Ele olha pra ela esperando, mas ela não termina a frase. É aí que eles se dão conta de que não sabem o que exatamente são um do outro. Resolvem seguir caminho
“Adivinha quem é?”
Ele se volta sorrindo com a brincadeira. Ela está uma graça, alegre e leve como uma pluma. Ele queria estar igualmente relaxado mas estava sofrendo de uma síndrome muito comum chamada Pânico Adolescente.
“Ok, ok, engraçadinha. Agora me diga: Por que minha casa?”
“Ah... eu só não queria você no meu quarto tão cedo…” Ela retruca tentando aparentar descaso.
“Sua mãe?…”
Marinette dá uma risadinha. “Ela ficou um pouco assustada da última vez… embora esteja achando uma gracinha meu novo nam…”
Ele olha pra ela esperando, mas ela não termina a frase. É aí que eles se dão conta de que não sabem o que exatamente são um do outro. Resolvem seguir caminho em silêncio. Rapidamente chegam aos imensos portões da propriedade. Marinette sempre se surpreendia como tudo ali tinha uma escala completamente diferente. Imensas árvores, imenso jardim, um hall quase tão grande quanto ao de um shopping center. Mas o que mais assustava era o imenso e vazio frio. Era tão deserto quanto uma tumba. Exporadicamente surgia um serviçal, ou a secretária, mas fora isso, é puro eco, o que torna o silêncio deles como um ruído irritante.
Já no quarto, Adrien guarda seu material e fica perambulando, meio sem jeito. Decide quebrar o clima e segura delicadamente Marinette pelos braços.
“Vamos ter que falar sobre isso uma hora…”
“Eu sei. A verdade é que eu não sei o que falar…”
“Eu amo você, Ladybug!”
As palavras saíram tão facilmente que não houve tempo dele processá-las. Marinette observa sua paixão juvenil com tanto carinho… mas a consciência e o medo de ele estar nutrindo sentimentos por uma fantasia ficam atormentando seus pensamentos constantemente. Ela decide então que, ao menos por um pouco de tempo, se permitiria desfrutar do que tinham, até que tudo entrasse nos eixos.
“Eu também amo você, Adrien. Há um bom tempo!”
Ele puxa-a pra perto e beija-lhe os lábios. Ela os apre e permite-o experimentá-la. Tudo começa muito lentamente, mas a tensão sexual mal resolvida não demora a assumir o controle. Em poucos minutos eles estão se agarrando, suas mãos passeando um pelo outro de maneira frenética. Ele levanta a camisa dela e sua mão invade ali para tocá-la. Com muito custo ele permanece acariciando pouco abaixo dos seios. Ela por sua vez segura sua mão e a sobe para que ele possa se apossar do que tanto quer.
São adolescentes se descobrindo. Sua primeira experiência, e ambos só sabem a teoria da coisa toda. Desajeitados e famintos, vão experimentando e se tocando aqui e ali, quase sem controle.
“MyLady…”
Mais uma vez ela sente um incômodo. Parece um comichão que não deixa ela se soltar. Adrien percebe a mudança sutil e desacelera em respeito a ela. Fica parado por um tempo, se acalmando, mas então ela decide que não quer deixar passar o momento. Não quando já chegara até ali.
A verdade é que ela sabia o que queria quando decidiu ir até a casa dele. Sabia que não haveria ninguém lá para interrompê-los. Sabia que não suportaria mais uma noite sozinha, fantasiando em sua cama. Fechou os olhos e deu a cartada que resolveria o impasse do seu corpo.
“Cat Noir…”
Virou-se e colou a boca em seu pescoço. Ok, ela também tinha suas fantasias. Pensar nele como Cat Noir acendeu-a por inteiro. Ele percebeu a mudança na mesma hora e não perdeu mais tempo; deitou-a em sua cama e tirou-lhe a roupa em segundos, depois se despiu. Eles ficam por mais um pouco de tempo se acariciando e se descobrindo. Tudo é novo, e imensuravelmente maravilhoso!
“Vou te mostrar o que um gato é capaz de fazer com a língua!”
Ah, o gatinho estava de volta. Ele começa lambendo-lhe a orelha e vai descendo, fazendo uma trilha de fogo até chegar ao umbigo. Nesse momento ele para e olha pra ela, como que pedindo permissão. A íris daqueles olhos verdes estão enormes, como um gato noturno. Ela é incapaz de responder e apenas geme. Ele aceita como um sim e continua a descer…
Ela pensa que vai morrer. Sente seu corpo derretendo, como cera no sol. Mas é apenas o seu primeiro orgasmo.
Ele percebe que já não pode se segurar também por mais tempo e avança com cuidado. Também pela primeira vez ele conhece o corpo de uma garota. Ela geme por uma leve dor, como um pequeno beliscão, que é rapidamente absorvida pelas demais sensações que o corpo dela ainda experimenta. Adrien não demora muito pra chegar ao final, já que é muito mais difícil controlar quando é real e não apenas mais uma brincadeira solitária. Mesmo assim ele toma o cuidado de se retirar dela a tempo.
E eles ficam ali, se curtindo e assumindo a consciência de que tudo iria mudar dali pra frente. Ele soube no mesmo instante que não conseguiria se afastar mais dela, e ela se sentiu assustadoramente dependente dele pra ser feliz.
—----
AGORA
Enquanto a última frase de M paira entre ambos, um buraco ameaça se abrir novamente no peito de Adrien. Ele continua lutando contra aquelas sombras, mas elas insistiam em cercá-lo. Olhando pra ela ali, em seu loft, tão diferente… algumas cenas começaram a voltar, como ondas. Ele lembra-se de suas mãos agarrando o pescoço de Ladybug… sim, era isso…ela estava caracterizada. Com horror sua mente resgata a cena dela sufocando, seus olhos perdendo a luz. E depois veio a dor… aguda e profunda, seguida pela escuridão.
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