Just4U

13 Chapter Ten


Notas iniciais
Eu estou chorando até agora, tive dificuldade de tentar entrar na mente da Tiffany porque eu não estava me sentindo como ela até que comecei a escrever e simplesmente saiu.
Espero mesmo ter ficado bom. (Sou chorona ")kkk)
Boa Leitura.

PDV Tiffany


– Ficamos realmente felizes com sua aprovação, isso significa muito! – para Yuri ainda mais, antes os olhos intensos e fortes agora o brilho acompanhando de um sorriso aberto em seu rosto.

- Jamais iria criticar um casal tão bonito. – HyeMin sorriu nos abraçando juntas, é tão reconfortante sentir essa ligação que criamos com ela. – Dá pra perceber o quanto se amam. – meus olhos se encheram de lágrimas no mesmo instante, não sabia como Hye enxergava isso em “nós”, pois tanto eu como Yuri sabíamos a minha real participação nesse relacionamento.

Não estou tentando mentir para ninguém, portanto tenho me esforçado somente para fazer parte da vida dela e merecer receber seus sorrisos.

HyeMin afagava nossos cabelos, enquanto eu e Yuri trocamos alguns olhares confidentes por cima de seu ombro, espero que não tenha notado meu desconforto com a afirmação de nossa amiga. Recomendei á Hye que descansasse e pedi á SeoHyun que mais tarde viesse medicá-la. Segui em silêncio Yuri até o estacionamento do hospital.

- Não precisa se sentir mal Fany-ah. — sua voz continha uma mistura de sentimentos dentre os quais pude reconhecer tristeza, frustração e cansaço. Senti um arrepio passar por meu corpo, culpada por deixá-la perceber algo e tomei seu rosto em minhas mãos a forçando um olhar diretamente contra o meu.

- Te prometi uma chance e estou cumprindo com ela por você. – aquele rosto perfeito continuou contraído em uma expressão diferente daquelas que eu era costumava a ver, soltou um suspiro cansado e colocou as mãos sobre as minhas em seu rosto.

- Não quero que se sinta obrigada á nada. – virou-se abrindo a porta do carro com menção de entrar.

- Não estou. – puxei sua cintura a trazendo perto. – Não fui obrigada a aceitar e muito menos a gostar de você, confesso estar aprendendo e gostando de te ver dessa forma. – ganhei um sorriso que fez com que meu nervosismo desaparecesse. – Gosto de te ter por perto. – senti o encontro daqueles lábios macios sobre os meus iniciando um beijo que me envolvia completamente, era um dos pontos fortes dela pelo qual estava atraída.

Acenei e a vi ir embora contente por minhas palavras, já estou acostumando com essa companhia. Voltei para o hospital pensando nas noites que passamos juntas até aqui e de tudo que já vivemos o que era consideravelmente longo e detalhado em minha mente. Yuri foi além de mais uma garota que usei nas noites para tentar esquecer Taeyeon, eu senti algo diferente da primeira vez que ficamos ali na boate, foi mais intenso e mexeu comigo. Lembro de não conseguir tirá-la da cabeça no dia seguinte até que a encontrasse novamente. Foi afinidade á primeira vista, éramos sozinhas e naquele momento nada importava a não ser a vontade imensa de provar dela e daquele gosto bom que deixava em mim.

Atendia os pacientes naquela tarde com a mente divida entre as reclamações que me citavam e as imagens de Yuri passando por minha mente como um lembrete de tudo que eu tinha aproveitado á seu lado, via que de alguma forma o carinho que possuía por ela mudava dando lugar á algo precoce, porém bom de sentir. Não quero que ela saia de minha vida, isso não vou permitir jamais, porque sei que não posso cometer outro erro tão grande.

- Enfim terminamos. – comemorei com SeoHyun que anunciou o fim dos pacientes á espera de atendimento.

- Agora só precisa verificar Jessica Jung. – aquele nome causou uma revolução em mim, suspirei fazendo minha assistente sorrir e levantei mantendo a calma para entrar naquele quarto, Seo foi ao meu lado dessa vez.

- E então, hoje você parece estar melhor. – me espantei com as atitudes que me demonstrava. – Tem certeza que nada de anormal aconteceu aqui? – observei sua ficha e lancei um olhar questionador á face completamente confusa de SeoHyun. – Certo, então...

- Tudo bem doutora, só estou me sentindo mais calma. – ela começou a conversar comigo depois disso deliberadamente perguntando sobre os procedimentos que seriam aplicados no tratamento e a cada nova frase sem a constante negação que era sua maior característica eu ficava desconfortável por sentir que não era totalmente a Jessica que costumei a tratar nos últimos dias.

- Então é basicamente isso que faremos com você, espero que não tenha nenhuma objeção e de qualquer forma fui informada de que é o melhor no seu caso. — expliquei da melhor maneira.

- Nenhuma objeção. Somente espero que não demore. – riu brevemente. – Sabe que tenho pressa em sair dessa prisão. – olhou o quarto com desprezo e voltou á mim. – No demais, eu vou tentar não atrapalhar. – ela riu novamente e é provável que seja da minha expressão que jamais havia acompanhado tamanha metamorfose.

Cheguei a medir sua temperatura e mandei que fossem feitos exames toxicológicos, sei que a segurança desse hospital é uma das melhores, mas por via das dúvidas era preciso saber se estaria em contato com alguma substância não permitida.

Após o resultado dos exames chegarem á meu consentimento afirmei com Seo que as coisas poderiam começar a melhorar e relaxei na cadeira.

- Mudança impressionante. – sua voz calma acrescentou.

- Nem posso crer que está acontecendo, mas fico feliz que ela percebe o que é melhor. – comemorei balançando os resultados dos exames e vendo Seo rir incontrolável. — Porém acho melhor continuarmos com as observações diárias, posso esperar tudo dela. – uni as sobrancelhas começando de certa forma analisar a situação de outro ângulo que não estivesse afetado por meu alívio e satisfação.

- Eu concordo. – ela assentiu saindo ao ouvir seu nome ser chamado no corredor por um colega de trabalho.

Espero que seja séria toda essa mudança, fiz minha parte até agora e quero receber os frutos nesse caso, ou seja, que ela melhore de verdade e possa sair e ser dona de si novamente. Porque ver uma pessoa tão nova como Jessica naquele quarto, sendo obrigada a parar os estudos por não poder voltar á faculdade é muito triste já que essa é a melhor fase da vida, onde todas as novidades aparecem, o ruim é quando não se sabe escolher os próprios caminhos.

Ouvi o telefone tocar e abri um sorriso sentindo a saudade chegar por visualizar o número de meu pai na tela e atender ansiosa por ouvir sua voz;

PDV LeeTeuk


– Obrigado por me receber. – sorri tendo um movimento similar de seus lábios em resposta, suas emoções sempre neutras, aquilo me incomodava um pouco. Só que ao mesmo tempo já acostumei com seu jeito indiferente, mas atento á tudo.

- Sempre que precisar velho amigo. – indicou uma poltrona á sua frente e sentei retirando os óculos de sol. – Muito bom revê-lo LeeTeuk. Do que exatamente precisa? – contraiu uma sobrancelha.

- Gostaria que pudesse indicar informações sobre certa pessoa. – analisei seu rosto, estava limpo como sempre, então prossegui. – Sabe bem de quem estou falando.

- Sim, a filha de Jung. – assenti. – Soube que ela está por aqui.

- Sim. Portando deve saber como ele é diante disso e preciso urgente encontrá-la. – na verdade estou mais preocupado com a saúde mental e física de minha amiga do que com o que seu pai, irá pensar ou querer dela.

- Não sei bem como te ajudar nesse caso. – parou pensando um pouco. – Ela nem ao menos é minha paciente, mas posso tentar sondar algo pra você. – sorri apertando sua mão e observando o olhar intenso que possuía. – Conheço bem a médica que está cuidando do caso.

- Tiffany Hwang certo? – o vi afirmar com um meio sorriso. – Pedi que alguém de minha confiança recomendasse á ela manter Jessica por aqui á mando do Sr. Jung á fim de que essa história não vazasse para a imprensa.

- Sei bem que isso prejudicaria os negócios publicitários que ele possui e sujaria o impecável nome da família, porém isso foi apenas usado como desculpa por você. – analisou corretamente ganhando um brilho furtivo no olhar. – Tenho quase certeza de que ele não está á parte dessa situação...

- Na verdade, ele sabe que a filha está metida nesse tipo de problema e mais uma vez fui designado para cuidar disso pessoalmente. – ajustei os óculos na gola da blusa e sorri prevendo relatar á ele o suficiente e assim receber o que preciso. – Já foi noticiado da primeira vez que ela esteve nesse hospital e até tentou ter uma conversa séria com ela. – ele riu grotescamente ao ouvir isso.

- Não consigo imaginar aquele ser com a calma necessária que só você possui para conversar com Jessica Jung. – acompanhei-o no riso. – Isso foi o presságio de uma terceira guerra mundial.

- Ainda bem que você o conhece.

- Meu tio nunca foi à pessoa mais controlada, portanto Jessica não fica atrás. – assenti sabendo que era verdade. – Puxei pouco dessa família, felizmente meu autocontrole é algo que muito estimo.

- Sorte sua, enfim, agora tudo está neutro e quero saber bem como lidar com a situação antes de entregar-lhe um relatório, estou cuidando para que os outros não descubram o paradeiro dela.

- Jessica já sentiu demais o desprezo dos pais, acho que merece ser protegida, dou o maior apoio e conte comigo no que precisar. – saí de sua sala confiante de que obteria notícias em breve, só que gostaria nesse exato momento ter algo concreto em mãos para prever ou identificar o próximo passo de ajudá-la.

A confusão de enfermeiros tomava os corredores, contudo minha atenção ficou presa na figura de uma paciente que passava por mim acompanhada de uma jovem médica de sorriso calmo e olhar angelical. Vi a mulher de perfil e assustei com tamanha semelhança que apresentava diante de minhas lembranças, algo difícil pra se rever, fui empurrado enquanto estava nesse contato visual tentando no meio daquele turbilhão de pessoas uniformizadas segui-las. Falhei sendo encostado á parede e passando as mãos nos cabelos que caíram sobre meu rosto. Posso jurar conhecer aquele fio de rosto.

“Impossível, isso foi há tanto tempo.” – pensei recolocando os óculos e saindo do prédio em direção á meu carro ainda com a imagem da mulher rondando meus pensamentos durante o caminho de volta á mansão Jung.


PDV SooYoung


Tiffany está demorando demais, tomara que não se atrase para o que precisa ver. YeSung sunbae chamou-me e fui em sua direção recebendo ordens para que ficasse apenas metade da noite em meu posto e então ajudasse no restante com o atendimento das mesas já que era uma das noites em que o The Stage mais lotava.

- Não sei se vou conseguir. – a novata resmungava sobre cobrir meu lugar no balcão.

- Não é tão difícil, acredite em mim que pessoas com menos prática já realizaram esse trabalho muito bem. – a sorri confortável e desviei seguindo a morena que entrava pelas portas.

- Você me irritou com todas aquelas ligações, estava no trânsito imagina se sofro um acidente? – brincou tentando ficar brava, mas sorrindo em seguida pra mim.

- Culpa sua que não aparecia nunca.

- E então o que há de tão importante nessa noite? – retrucou sentando-se no balcão.

- Procure uma mesa para assistir. – recomendei atendendo á dois chamados.

- Ah não, gosto daqui. – olhou para a banda que já tocava uma simples melodia no palco. – Tenho uma boa visão.

- Tudo bem, é o dia que isso aqui mais lota então não estarei o tempo todo á sua disposição.

- Entendo, porque lembro bem o quanto é horrível circular entre essas mesas com bandejas cheias de bebidas e aperitivos para os clientes. – balançou a cabeça tentando afastar a memória e gargalhei de seu desespero.

- Nem é tão ruim. – mostrei a língua. — Quando você possui prática.

- Isso, joga na cara que sou uma desajeitada. – bufou sorvendo a bebida com uma expressão relaxada. – É bom descansar daquele hospital.

- Por falar nisso. – iria tocar num assunto tenso, mas estava querendo muito saber no que deu. – Tem falando com ela novamente? – o barulho da nova música a impediu de ouvir e tive que repetir a frase. Seu rosto mudou ao saber quem indiquei como sujeito.

- Não. – deu mais um gole no drink e fitou o copo em suas mãos. – Não tentei novamente desde aquela vez.

- O que? Por quê?- alterei a voz para que pudesse escutar. – Não faça essa besteira Tiffany-ah, tente de novo ela está tão perto. – confessei.

- O que? Está louca? Não vou fazer isso. – indicava negação com o gesto, não deve ter ouvido minha última constatação.

- Ela está tão perto! – repeti, mas a droga do som estava me atrapalhando, encarava sua expressão confusa.

- O que? – perguntou apontando para ou ouvidos. – suspirei deixando o assunto de lado, recebendo aquelas interrupções como sinais e voltei ao trabalho.

O lugar começava a lotar como o previsto nessas noites e fui rapidinho até a coxia visitar os dançarinos e cantores que se apresentariam, levei drinks e os distribuí.

- Onde esteve? – ela perguntou curiosa terminando a bebida e pedindo por mais.

- Sabe que estou com saudade do tempo que me ajudava por aqui?

- Sinto muito, é sua vez de continuar sofrendo. – riu divertida. – Seria bom ajudar, mas não tenho mais prática.

- Nunca teve né. – ela fez menção de me estrangular, por sorte estou a uma boa distância e apenas gargalhei de seu rosto bobo. – Fica em silêncio e calminha para as apresentações.

- Vai ser bom aproveitar um tempo pra jogar conversa fora contigo e ouvir boa música. – entreguei mais uma bebida á ela. – Aliás, sinto falta desse lugar mais do que pode imaginar.

- Sei bem do que está sentindo falta. – provoquei tentando voltar ao assunto, ela revirou os olhos desdenhando meu esforço.

- Sabe que não posso.

- Está assim por conta desse anel de compromisso no dedo, por acaso já a esqueceu? – fui direto ao ponto já vendo anunciarem a maior atração e estava ansiosa por isso.

- Você sabe que jamais poderia esquecer...

“-Senhoras e senhores, mais uma vez seremos encantados pela bela voz de Kim Taeyeon!” – YeSung sunbae anunciava ao microfone, acompanhei os segundos que se seguiram até Tiffany voltar-se ao palco e constatar que não era engano algum. Tae estava ainda mais deslumbrante hoje por minha insistência, havia conseguido e comemorei o reencontro delas.


PDT Tiffany


- Tae-Taeyeon... – murmurei sendo abafada pelos aplausos e por reflexo os segui até ouvir sua voz tocar meu coração e arrepiar minha pele pelos agudos instantâneos e bem trabalhados que soltava durante uma das minhas músicas prediletas.

Algo parecia estar fervendo em meu peito e apertei o copo que segurava tentando me acalmar ao ouvir sua voz tão perto de mim, agradecia á pouca iluminação apenas concentrada nela. Minha visão ficou fora de foco ao ouvir e entender a letra da música que parecia falar comigo. Revivi tudo num segundo trazendo sua imagem mais e mais para meu presente tentando assimilar a garota que amei e a linda mulher á minha frente, sabia que estava totalmente diferente e mesmo assim era como se nunca tivesse mudado nada.

- Não pode ser... – balbuciei levantando-me e indo para mais perto, queria poder visualizá-la melhor apesar das lágrimas que entorpeciam minha visão.

“Será que ela sabe que vim?” – pensei enquanto esbarrava em alguns clientes em minha busca por uma mesa vazia, uma das últimas, praticamente pulei na cadeira antes que um casal se sentasse e pedi desculpas sem olhar em seus rostos.

Não podia crer que já estava chegando ao fim da música, chorava a cada novo agudo que expressava com tanta emoção e ouvia os comentários maravilhosos sobre sua voz ao meu lado. Encolhi na poltrona como se pudesse entrar no móvel e assim impedisse que a vergonha tomasse conta de mim ao estar de frente para ela novamente.

- Tiffany, você está bem? – senti os dedos longos de Soo tocarem meu ombro e a encarei com os olhos encharcados e a ponta do nariz provavelmente vermelha, que eram características do longo choro, suas mãos envolveram meu corpo.

Encostei a cabeça sobre ela e olhava furtiva e desesperada sem querer perder um segundo que fosse da apresentação que acontecia á frente. Sentia tanta falta dos sorrisos de Taeyeon, exatamente como o que dera ao fim da música pelos aplausos que se eu fosse um pouco mais corajosa teria invadido o palco e a tomado pra mim. Balancei a cabeça novamente sentindo que começava a sair de coerência. Jamais seria possível tê-la de novo em meus braços e por isso afundei completamente o rosto no uniforme de SooYoung que acariciava minhas costas na tentativa falha de me fazer acalmar.

- Eu disse que ela estava por perto. – sussurrou e juro que era a primeira vez que a ouvia dizer isso, funguei sem responder. – Por isso queria que viesse. – soltei-me do abraço no mesmo instante encarando incrédula sua expressão.

- V-Você o que? – franzi o cenho enquanto limpava as lágrimas insistentes. – Foi você que armou tudo isso? Como pode SooYoung, sabe muito bem como acabou. – os soluços tomaram conta de minha voz e desviei o olhar observando Taeyeon descer do palco e este ser tomado por outros artistas. Sabia que meu coração não aguentaria vê-la partir novamente e ficar sem fazer nada e sem poder ao menos tentar alcançá-la. Estava destruída por dentro e isso refletia em minhas expressões pela cara desapontada que Soo mostrava.

- Me desculpe. – começou tentando manter o tom baixo para que os outros em volta não nos escutassem. – Vocês precisam colocar um...

- Já colocamos um ponto final nisso tudo SooYoung. – interrompi não querendo ouvir mais uma palavra, segui o local tentando encontrar Taeyeon em algum canto e a vi sentada no balcão conversando animadamente e bebendo um drink. – Ela está tão perto e nem posso chegar. – as lágrimas quentes voltaram á atingir minha pele e escorrerem por meu pescoço, estavam desafiadoras e ainda mais doloridas de suportar.

- Não fiz por mal. – ela implorava que a perdoasse de alguma forma e sentia que tinha me ferido.

- Eu sei, na verdade entendo bem o que se passou por sua mente, teria feito o mesmo se estivesse em seu lugar. – não conseguia sorrir para confortá-la por mais que quisesse. Minha amiga não tinha culpa de que sou fraca o bastante para não suportar rever uma antiga paixão.

Seus olhos ficaram marejados e sequei com os polegares as poucas lágrimas arrependidas que saíram. – Fiz mal.

- Não fez, estava certa em me mostrar quem Taeyeon se tornou, sei que perdi parte de sua vida por minha culpa e parte de mim está com ela agora. Poderia ter aproveitado toda essa mudança ao seu lado, mas não consegui me manter. – forcei com um pouco de sucesso um sorriso.

- Então estou perdoada? – perguntou inocente.

- Sim Soo, você apenas controle esses impulsos e por falar nisso preciso sair daqui. – ela riu baixo e segurou minha mão puxando-me.

Passamos por trás dela que ria com alguma garçonete no bar e não consegui conter um soluço alto ao ser levada para fora com a ajuda de SooYoung.

- Isso vai acabar comigo. – confessei.

- Só queria te mostrar como ela está e te fazer voltar á pensar no assunto.

- Eu nunca deixei de pensar nela sequer um instante. – abaixei os olhos. – Minha garota jamais deixou meus pensamentos... – minha voz falhou.

- Sua garota? Pensa nela assim? – o sorriso de minha amiga tomava completamente seu rosto que trazia certo desconforto á mim, pois não sei quando voltaria a sorrir dessa forma. – Volte pra ela Tiffany, ela sente sua falta.

Aquilo me jogou no chão e tudo que eu estava tentando manter forte desabou, encostei-me a um dos carros em volta e apoiei o rosto nas mãos com as lágrimas molhando tudo por onde passavam. Taeyeon sentia minha falta e sou obrigada a ficar longe.

- Não se sinta fraca por não conseguir chegar até lá, eu te ajudo. — tentou me puxar de volta para o local e só de pensar em estar de novo frente a frente com ela tremi parando e a forçando parar também.

- Não faça isso, estou implorando que se mantenha fora disso agora. – falei com o pouco de firmeza na voz que encontrei. – Soo, eu não vou suportar. Quero ir embora. – tateei as chaves no bolso e rumei para meu carro, foi um sacrifício encontrá-lo pela falta de nitidez na visão.

- Volte pra ela Tiffany! – Soo gritou.

- Não posso, eu não posso. – corri a deixando pra trás em pé confusa e a única coisa que se passava em minha mente era a imagem de Yuri e do que havia prometido, entrei no carro e desabei novamente sobre o volante socando-o com ódio de tudo que havia visto e sentindo e da impotência que era querer estar com Tae e não poder. Não quero deixar Yuri e não posso ter minha Taeyeon de volta, onde eu fui me meter?

Passei boa parte da noite encolhinha do bando de meu carro até sentir que estava mais calma e voltar pra casa, enterrei o rosto nos travesseiros e senti os olhos arderem, mas não consegui soltar lágrimas, fiquei num completo estado de paralisia, não sabia o que sentir ou se todos os sentimentos se manifestavam de uma só vez me mantendo presa na imagem dela cantando.


Notas finais
Reviews?
Kisses (x