Just This Bad Boy
16 O Acidente
Notas iniciais
Léon’s POV/on
Acordei com muita dor de cabeça, que logo aumentou ao olhar pro lado e ver a figura daquela vadia dormindo como se fosse gente. Levantei-me e fui lavar o rosto, fiz minha higiene, mas depois decidi tomar uma ducha pra ver se tirava o cheiro de puta da minha pele. Tomado banho, voltei para o quarto para me trocar e vi que “aquilo” já tinha acordado, embora parecesse um dragão, ainda assim era gostosa, ao menos isso.
– Bom dia, meu amor? – Ela perguntou sonsa como de costume.
– Já teve sexo = confere. Dormiu na porra da minha cama = confere. Agora dá o fora antes que eu vomite na tua cara. – Falei na esperança dela me deixar em paz. Dentre esses três meses que a Vilu estivera fora, ela me infernizou e o pior é que eu estou de mãos atadas.
– Ai amor, mau humor matinal é uó! Vou tomar um banho tá. Por que você não me esperou? – Ela disse rindo e saindo em direção ao banheiro. Um dia eu ainda cometo um homicídio DOLOSO (Que há intenção de matar, trucidar, acabar com a raça mesmo) tudo o que eu queria era me consertar, ficar apenas com uma garota que eu gostasse e que gostasse de mim, mesmo do jeito que eu sou, que aceitasse meus defeitos, e a Vilu se encaixa em todas essas coisas. Aí chega a Lara e estraga tudo, não vou mentir, ela é uma vadia, mas que é boa de cama ela é. Mas não é isso que eu quero, eu quero fazer AMOR, cansei de fazer sexo só por fazer com essas zinhas aí.
Estava observando a janela quando me dei conta do Cross-fox amarelo, muito conhecido por sinal, já que Marco tinha um igual e a Vilu o adorava. E me dei conta de que já faziam exatamente dois dias que o Marco me ligara para dizer que a Vilu chegaria... Ela... ELA CHEGA HOJE! Quando me dei conta de que dia era hoje, vi a Lara sair do banheiro com uma toalha apenas nos cabelos e seu corpo descoberto, foi quando a porta se abriu:
– Léon meu amor eu...? – A vi entrar toda feliz na porta do meu quarto e ao olhar pro lado ela fez uma cara de interrogação, surpresa e decepção.– Já vi que você não sentiu tanto a minha falta quanto eu senti a sua, não é Vargas? – Pude ver uma lágrima sair de seus olhos e antes que pudesse abrir a boca pra falar algo ela já havia saído correndo. E descer as escadas, ouvi um barulho forte, pedi mais do que tudo pra que não fosse o que estava pensando.
Cheguei à beirada da escada e a vi caída no chão, com a cabeça sangrando e não soube o que fazer, apenas fiquei estático. Foi quando vi que a Lara estava ao meu lado reclamando e alguma coisa inaudível pra mim naquele momento, a vi pegar o celular e discar um numero qualquer. Desci as escadas lentamente e cheguei perto daquele corpo, ali tão frágil e então minha ficha caiu. EU NÃO POSSO DEIXÁ-LA PARTIR.
Comecei a gritar para que aquela vadia chamasse logo a ambulância e ela latia dizendo que o havia feito. Então eu me pus deitado ao seu lado, alisando seu cabelo todas as minhas memórias vieram à tona, de quando nós éramos crianças que eu fui seu par na formatura do ABC, de seu primeiro beijo que foi comigo enquanto brincávamos de verdade ou consequência, de nossas conversas na madrugada, das vezes que assistíamos filme a noite inteira e ela brigava por ser de terror e praticamente subia em mim com medo, e depois decidimos ouvir musica e ela colocou Toxic da Britney Spears subiu no sofá e começou a fazer uma dança sensual, Não hesitei sorrir ao lembrar desta parte, foi quando eu percebi e que a minha menina tinha virado uma adolescente linda. Lembrei-me da noite no pub, em que ela dançou pra mim, e fomos pra o meu carro e lembrei-me também de minhas palavras seguidas pelas suas lágrimas e senti vontade de me jogar daquela escada em troca de sua consciência. Mas sei que não seria possível.
Então a ambulância chegou, vi tudo passar em meus olhos como um filme em câmera lenta, a Vilu, a minha Vilu, estava sendo carregada numa maca, inconsciente. E o pior... Por minha culpa. Só minha. Como eu vou conseguir seguir minha vida sabendo que eu perdi literalmente a mulher da minha vida por... Por... NADA. Não consegui segurar que meus olhos ardessem e lágrimas saíssem em sequência de meus olhos já marejados. Ouvi a voz da Lara pedir algo como “posso ir com você” e senti uma raiva tomar conta de mim:
– O QUE VOCÊ AINDA QUER DE MIM? NÃO ESTA VENDO O QUE ACONTECEU? ISSO TUDO É POR MINHA CAUSA, EU CAUSEI A PORRA DESSE ACIDENTE, EU! E SE EU PERDÊ-LA... MEUS DEUS NÃO PERMITA QUE EU A PERCA... Não por favor. – Exaltei-me logo em seguida desabando ao pensar na possibilidade de... Senti braços femininos me abraçarem e sabia quem era, mas eu não estava psicologicamente preparado para socá-la.
E então quando o homem perguntou o que havia acontecido, se eu realmente era o culpado pelo acidente, vi um carro aproximar-se e um Marco com os olhos vermelhos se aproximar:
– Léon, o eu aconteceu? Pelo amor de Deus o que você fez com a minha irmã?
– Marco, desculpa... Eu... Não... – Tentei falar, mas fomos interrompidos pelo enfermeiro.
– Sinto informá-los, mas teremos que levá-la para a emergência, ela caiu de mau jeito e perdeu muito sangue.
Não, o que faço agora? Se ao menos fosse eu! Eu não me importaria, pelo menos ela não estaria magoada comigo. Entramos na ambulância eu e o Marco enquanto a Fran ficou com a Lara. Chegamos ao hospital, a levaram rapidamente para uma sala que eu suponho ser a sala de cirurgia. E não demorou muito e a Fran chegou, me olhando com olhos que demonstraram raiva e decepção assim como os olhos de Vilu ao chegar ao quarto. Então eu entendi. Ela já sabia.
Fale com o autor