Just This Bad Boy
17 Não é coisa da mente e sim do coração
Notas iniciais
Léon Pov's
Fran sentou ao lado do Marco e começou a sussurrar algo em seu ouvido, no qual eu sugeri serem os fatos verídicos de hoje cedo. Então eu decidi voltar meus pensamentos a Vilu e não me preocupar com Marco, não agora. Eu poderia citar 10 motivos pelos quais me apaixonei por ela:
1- O jeito que ela tem de me beijar e de repente fazer o mundo ficar perfeito.
2- É encantador quando ela sente vergonha em comer na minha frente.
3- O brilho em seus olhos quando sorri.
4- A ternura com a qual me beija quando eu a faço um carinho.
5- Como fica linda quando esta brava numa briga.
6- O jeito que tem de dizer: “Não vamos brigar mais não” embora eu saiba que dali à uma hora...
7- O fato dela sempre me dar um tapa achando que vai doer.
8- A saudade que eu sinto dela.
9- O cheirinho dela é sempre o mais gostoso, mesmo que seja de shampoo.
10- A maneira que suas lágrimas têm de nos fazer querer mudar o mundo para que nada mais lhe cause dor.
Estava finalizando minha lista “muito importante” quando fui interrompido pela voz do Marco me chamando, dizendo que queria conversar, e eu já imaginava o que estava por vir.
– Léon, o que a Fran me contou é a verdade? – Ele perguntou sem dirigir seu olhar em minha direção.
– Dude... Eu... Eu não sei o que ela te contou, mas suponho que pelo menos a metade seja sim a verdade. – Falei sem conseguir levantar o olhar.
– PORRA Léon! Que merda você fez? Você prometeu que iria cuidar dela, eu deixei, e agora olha o que você faz. Olha a merda que você fez.
– Marco... Eu... Eu... – Falei tentando conter as lágrimas que queriam escorrer de meus olhos.
– Se alguma coisa pior acontecer com ela, eu te juro cara, você é um homem morto, e pode ter a certeza vo-cê NUN-CA mais a verá de novo, entendeu? – Ele falou pausadamente, o que fez com que suas palavras furassem cada vez meu coração, e saiu em direção a Fran novamente que ainda sustentava seu olhar de raiva e decepção em minha direção.
Eu fui para perto do altar, comecei a orar sem me importar com que eu estava prometendo, em troca eu só a queria bem, mesmo que longe de mim, mas ficarei bem só em saber que ela está feliz, mesmo que não seja ao meu lado, pois a felicidade dela já é um motivo para eu querer acordar todos dias e ver aquele sorriso. Vi médico passar e ir em direção ao Marco, falar algo que eu não consegui ouvir, Maxi estava ao lado do Marco e Lara estava no outro sofá, ainda assim perto deles. O médico falou algo que fez o Marco entrar em desespero o que me deixou cada vez mais aflito e sem poder fazer nada já que ele não me diria do que se tratava. Foi quando ouvi uma voz feminina:
– Ela perdeu muito sangue e precisa de doação, o banco de sangue do hospital não tem o tipo dela, e o Marco não pode doar porque ele tem tatuagem e... – Ela começou a chorar, sem saber o que fazer devido ao que a Fran acabara de dizer e a situação dela estar chorando eu a abracei e choramos juntos, não ligava que me vissem chorando isso era o de menos e chorar ajuda a aliviar a dor.
– Fran... Eu... Eu posso tentar? – Perguntei ainda com medo de sua reação.
– Pode, claro que pode, e o Marco não vai impedir, afinal é a vida da Vilu que está em jogo. – Ela falou até animada o que me fez fazer uma cara de interrogação de surpresa.
Ouvimos duas pessoas chegarem, eram o Broduey e a Cami, chegaram desesperados pois estavam viajando, já que o Broduey tinha que ir a Califórnia a trabalho e levou a Cami, quando a Fran ligou vieram imediatamente.
Todos foram na sala de doação e nenhum era compatível, só faltava eu e a Lara.
– NÃO Francesca, EU JÁ DISSE QUE NÃO, eu não quero ficar devendo nada pra esse covarde mentiroso. – Marco falou com fúria em seu olhar.
– Marco, é a vida da Vilu que está em jogo, você prefere perdê-la a receber a ajuda dele? – Fran me defendeu com os olhos lacrimejados.
Marco demorou um tempo andando de lá pra cá, passou a mão em sua nuca umas três vezes, sentou, quase arrancou seus cabelos e disse:
– Ta bom, mas não espere nada em troca, porque se não...
– Eu só a quero viva e bem Dude, nada mais que isso. – Falei com certa tristeza em meu olhar.
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